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História Gods And Angels - Capítulo 60


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Notas do Autor


AVISO: CAPITULO NÃO REVISADO

Capítulo 60 - O Rouxinol V


Fanfic / Fanfiction Gods And Angels - Capítulo 60 - O Rouxinol V

18. O Espantalho 

Essa viagem foi relativamente curta, quando comparada ás realizadas anteriormente.  

Também, não fora muito trabalhosa... E talvez tivesse custado menos...  

De certa forma, aquela fora a viagem mais tranquila que até então havia realizado.  

Era verão e os dias eram mais longos o que possibilitava viagens mais longas, e para além disso, as chuvas e tempestades eram mais escassas.  

Hinata agora, não estava procurando o local perfeito para viver... Ela estava procurando, pura e simplesmente, um lugar onde pode se ser feliz. Podia ser barulhento, ou até mesmo empilhado de gente... Isso agora não importava... Agora, ela só queria um lugar para ser feliz... Só isso! 

Continuava sozinha... Tinha o cavalo que Madame Rose lhe havia dado, mas decidiu não se apegar muito ao animal... Já que ainda sentia muito a falta de cristal! 

Por vezes, ainda se sentia triste e apanhada pela solidão... E era nesses momentos que se lembrava da canção que costumava cantar com as crianças nas tardes em que passara perto delas... Enquanto Madame Rose lavava a roupa de todo o mundo no grande rio que se situava ligeiramente perto da cabana de madeira.  

Costumavam fazer uma grande roda, e giravam duas vezes para o lado esquerdo e duas vezes para o lado direito... E iam girando, enquanto alegremente dançavam ao som da magnifica música infantil.  

maware maware maware yo 
mizuguruma maware 
mawatte ohi-san yonde koi 
mawatte ohi-san yonde koi  

(Gira, gira, gira 
Roda de água, gira 
Gire e chame o senhor sol 
Gire e chame o senhor sol) 

tori, mushi, kemono 
kusa, ki, hana 
haru natsu aki fuyu tsurete koi  

haru natsu aki fuyu tsurete koi 

 

(Pássaros, insetos, bestas 
Grama, àrvores, flores 
Traga a primavera e o verão, outono e inverno 
Traga a primavera e o verão, outono e inverno) 

maware maware maware yo 
mizuguruma maware 
mawatte ohi-san yonde koi 
mawatte ohi-san yonde koi 

(Gira, gira, gira 
Roda de água, gira 
Gire e chame o senhor sol 
Gire e chame o senhor sol) 

tori, mushi, kemono 
kusa, ki, hana 
saite miyoute shinde to te 
umarete sodate shinda to te 

(Pássaros, insetos, bestas 
Grama, àrvores, flores 
Flor, frutifique e morra 
Nasça, cresça e morra) 

kaze ga fuki ame ga furi 
mizuguruma mawari 
tengurii inochi ga yomigaeru 
tenguriii inochi ga yomigaeru 

(Ainda assim o vento sopra, a chuva cai 
A roda de água gira 
Vidas vêm e vão no seu tempo 
Vidas vêm e vão no seu tempo) 

maware megure megure yo 
harukana toki yo 
megutte kokoro o yobikaese 
megutte kokoro o yobikaese 

( Vá girando, venha girando, girando 
Ó tempo distante 
Venha girando, chame meu coração 
Venha girando, chame meu coração) 

tori, mushi, kemono 
kusa, ki, hana 
hito no nasake o hagukumite 

 

matsu to shiki kaba 
ima kaeri komu 

(Pássaros, insetos, bestas 
Grama, àrvores, flores 
Me ensinem como sentir 
Se eu ouvir que você anseia por mim, eu retornarei para você) 

 

Era nesses momentos que Hinata se lembrava dessa música... E se imaginava naquela grande roda, dançando com todas aquelas crianças... E então aquela sensação triste e solitária que lhe invadia o peito era levada para longe... Para bem longe... E ela ficava bem novamente! Se deitava sob as folhas que improvisavam uma cama e dormia com a cabeça apoiada no corpo do cavalo.  

Não foi preciso muito para chegar ao seu novo destino...  

Era inícios de agosto, os seus mantimentos estavam terminando e junto com eles todas as moedas de ouro que Madame Rose lhe havia entregado se foram também... E foi exatamente nessa manhã, que Hinata chegara, até então, ao reino mais poderoso do Japão: O Grande Reino Uchiha.  

Quando chegou aos grandes portões negros, se recusou a entrar... Ela não podia procurar abrigo ali... Não... Nem pensar nisso! Ela estaria traindo sua família...Seu povo! 

Ao contrário do que possam imaginar, a azulada não nutria qualquer tipo de ódio pelo Reino Uchiha... Chegou a sentir ódio, sim... Mas não pelo reino, e sim pelo governador... E com o tempo, esse ódio foi se tornando pena por haver tamanha maldade em alguém como Fugaku. Quando surgiam chamas daquilo a que as pessoas chamam “ódio”... Ela se lembrava de algo muito importante que a sua mãe lhe havia dito “É tolice odiar todas as rosas só porque uma delas te machucou”... E então ela suspirava... E afastava esses pensamentos ruins.... Mas será que fingir que os pensamentos ruins não existem é a melhor opção?  

De qualquer forma, ela passou o resto do dia tentando encontrar outro local onde pedir ajuda... Não podia ir muito longe, já que não tinha comida e corria o risco de ficar perdida no grande bosque...  

Tentou seguir algumas milhas para sul, mas não encontrou nada... Também tentou para este, e não encontrou nada... Seguiu para nordeste, e mais uma vez parecia que todos os caminhos iam dar a Roma...  O final de tarde já havia chegado e lá estava ela outra vez, na frente dos portões de acesso ao Reino Uchiha.  

Só depois de implorar perdão aos céus, a azulada teve coragem suficiente para entrar...  

Colocou a capa negra, que de tão grande conseguia cobrir o seu rosto... E tentava andar com o olhar baixo, tentando disfarçar os olhos Hyuga...  

Se dirigiu para norte, subindo uma pequena colina... Ao longo da pequena caminhada, conseguiu ver os aldeões ainda trabalhando arduamente nas terras, e as crianças que brincavam ao longo do rio Híma que descia pela encosta. Também conseguiu ver as mulheres que carregavam cestas carregada de fruta e legumes, que venderiam no dia seguinte nas feiras e mercadorias...  

Entre as mulheres que subiam, como ela, a pequena colina... Hinata conseguiu ver uma mulher bem velhinha que com muito custo carregava uma gigante cesta com maças... Parecia demasiado cansada, e suas pernas já termião pelo esforço imposto e mesmo o sol estar se pondo, o calor ainda parecia ser um sério obstáculo para mulher.  

-Ah me deixe ajuda-la...  

Hinata se apressou a colocar a cesta nas suas costas, prestando uma rápida ajuda á velha senhora...  

-Oh minha querida, não precisa se incomodar... 

-Ah não se preocupe...Eu aguento! 

A jovem fez companhia á senhora durante a subida, e ambas falavam naturalmente... Com uma estranha naturalidade! Era como se já se conhecem á muito tempo...  

-Aqui há muitos corvos? 

Questionou a azulada, enquanto observava um agricultor erguendo um espantalho no meio de uma plantação de milho.  

-Sim... Mas eles são muito discretos... É muito raro apanhar algum... Por isso, normalmente os homens costumam colocar espantalhos nas plantações.  

-Hum... 

-Já ouviu algum corvo cantar? 

-Não.... No meu antigo reino eles só grasnavam...Era assustador! Mas eles cantam? 

A mulher riu da inocência da jovem... 

-Ora minha flor... Os corvos também cantam! E olhe... Eles cantam melhor do que qualquer outro pássaro que possa existir! 

-Sério? 

-Uhum... É muito raro ouvir um, mas quando você ouve pela primeira vez... Ahh.-suspira- É magnifico! 

-Bem, eu gostava de ouvir um! Parece ser espantoso... 

Comentou a azulada, com um sincero toque de espanto.  

-É provável que oiça aqui... Quer dizer, não sei por quanto tempo vai ficar... Mas sei que há uma grande probabilidade de ouvir um! Mas atenção...- a senhora, parecia agora adquirir um tom sério na voz delicada- Nunca siga o canto de um corvo! Jamais! 

Hinata, pára assustada, olhando fixamente para a mulher. 

-Mas porquê? 

-Minha falecida mãe dizia, que o canto de corvo é sinónimo de desgraça... Por isso, nunca siga um! Por muito maravilhoso que poça ser.... Por muito cativante ou até mesmo inocente que pareça... Jamais siga o canto de um corvo! 

Ela falava com tanta convicção, que Hinata estava realmente ficando assustada.  

-Mas bem- A mulher respira fundo, e delicadamente continua o seu diálogo- Pode deixar aqui querida... A minha casa é bem pertinho daqui, muito obrigada! 

Afirmou por fim, quando chegaram ás grandes muralhas do Reino.  

Hinata colocou a cesta no chão, e respirou fundo esticando as costas que latejavam de dor devido aquele grande peso! 

-Tenha um resto de um bom dia...Venha Totoro! 

O cavalo negro, se apressou a caminhar do lado da dona que parecia certa do caminho a seguir... Mesmo não fazendo ideia de onde ir! 

-Espere... Tome! 

Disse a senhora, pegando em algumas maças e as entregando a Hinata! 

-Não...Não precisa! Ah...Tenho a certeza que você precisa muito mais do que eu! 

A sua barriga estava roncando... No entanto a simpatia e gentileza falavam mais alto do que a fome! 

-Vamos...Por favor... É o mínimo que posso fazer por me ter ajudado! 

-Ah mas não é... 

-Ficarei muito triste se não aceitar... 

A azulada fechou os olhos, respirou fundo e sorriu para a velha senhora... 

-Nesse caso, fico imensamente grata pela sua bondade! 

A senhorita sorrio... Um sorriso tão genuíno, que era quase classificado como raro.  

-Está escurecendo, meu marido deve estar quase chegando a casa... Eu preciso ir! Que Deus te abençoe! 

-Que Deus lhe abençoe! 

Respondeu igualmente, observando a idosa que se perdia no meio da floresta...  

-Vamos...  

Hinata e Totoro, vaguearam pelas ruas que agora se perdiam na noite cerrada enquanto comiam uma das maças que a senhora lhes havia entregado...  

Foi um passeio calmo e quase acolhedor, mas mesmo assim, aquele sentimento de culpa e peso estava pesando mais do que a cesta das maças da velhinha simpática.  

Olhou ao redor... E percebeu a razão pela qual, aquele era um dos lugares mais belos do pais... As ruas eram largas e retas... A calçada de pedra contrastava perfeitamente com as fontes de mármore e com as casas rasas.... Sem dúvida aquele lugar era lindo! 

As janelas das casas eram grandes, e esse fator, permitia a Hinata observar as famílias que jantavam alegremente dentro de cada uma delas enquanto ela se saciava apenas com uma maça...  

Não sentia inveja... Na verdade sentia uma estranha felicidade! 

A caminhada ainda foi longa... Caminhou por vastas horas, até chegar ao topo da montanha perto de um grande palácio gigante...  O observou, com Totoro por instantes...  

“E pensar que já vivi em um igual a esse”... Pensou tristemente! 

Não ficou ali muito tempo, ficou apenas alguns segundos até virar costas e voltar para trás seguindo outro rumo completamente diferente que a levava até a um cume que lhe apresentava a  bela vista do mar que espelhava a lua cheia, e o cais lá em baixo onde dezenas de barcos estavam atracados...  

Sem dúvida, aquela era uma das vistas mais bonitas que até então presenciara! 

Se sentou por entre a erva que dançava ao sabor do vento, retirou um pequena pena e um pequeno potinho de tinta....E em uma folha velha, pintou a réplica perfeita da imagem que estava bem na sua frente! 

Demorou muito tempo, tanto que quando terminou os pássaros já cantavam e Totoro dormia ferrado do seu lado... Mas apesar da hora, ela não sentia vontade alguma de adormecer.  

Nessa noite, com o desenho no seu colo, pensou em muitas coisas... Pensou em voltar para o Reino Haruno... Mas rapidamente se lembrou que poderia ser condenada por fogo posto, ou até por assacinato... Também se lembrou em voltar para os destroços do Reino Hyuga, mas de nada serviria... Por fim, decidiu ficar por ali mesmo... Até ganhar dinheiro suficiente para ir para outro lugar! 

Então exatamente como havia planeado, Hinata permaneceu ali... O que não planejava era ter se apaixonado perdidamente por aquele Reino...  

As suas pinturas, era a fonte de todas as moedas de ouro que lhe ofereciam... Ela pintava durante a noite e de madrugada- Sempre na companhia de Totoro- ia até á fonte principal, por onde passavam a maioria dos turistas e expunha as suas obras...E o seu doce canto era um íman para a população... Por muito estranho que pareça, muita gente se dirigia até lá só para ouvir a garota cantar...  

Os seus olhos, continuaram sendo uma grande preocupação e dessa forma ela permanecia usando a grande capa negra, que quase acompanhava a cor do pelo escuro de Totoro.  

Com a quantidade de dinheiro que recebia diariamente, Hinata conseguiu construir uma pequena casa no bosque perto da cidade... 

E agora sim, ela podia dizer que estava realmente feliz...  

Ela finalmente tinha encontrado o lugar que tanto desejava... 

20. Perigo  

Já passaram dois anos desde que chegou aqui...  

Não reencontrou a senhora daquele dia, nem tentou manter contacto com Madame Rose, de quem por vezes sentia uma grande falta.  

Apesar de sozinha, ela estava feliz...  

Pela primeira vez na vida, ela estava feliz...  

Por vezes, se questionava se seria o destino que lhe estava atribuindo uma nova oportunidade, ou se a pedra que carregava no peito realmente a estava protegendo como Madame Rose prometeu quando a entregou... Quer fosse uma coisa ou outra, ela estava agradecida...  

Por vezes, quando estava na cidade conseguia ver algumas moças da sua idade que namoravam ás escondidas por entre vielas, ou que dançavam nas ruas pela felicidade de comprar o vestido de noiva...  

Mas Hinata, não era assim...  

Em tempos quando vivia ainda no palácio, tinha o sonho de se casar e ter um monte de filhos... Mas depois cresceu, e essa ideia ficou longe dos seus planos atuais... Pelo menos até aquele dia.  

Foi no final de uma tarde de setembro, quando as folhas começaram a cair e um paraíso de cores se formava pelo bosque...  

Estava sentada na frente do cavalete, escolhendo minuciosamente cada cor com a qual pintaria cada zona da tela ainda em branco...  

Até que um toque suave e desconhecido sob o seu ombro pousou... 

O susto, foi tão grande que o cavalete foi derrubado e as tintas jogadas no chão... 

-Oh... Me desculpe... Eu não queria a ter assustado! 

Hinata, só conseguia dirigir um olhar desiludido ás tintas espalhadas no chão... O quanto lhe custaria para comprar todas elas novamente? 

Suspirou, se ajoelhou e apanhou os pinceis que também se encontravam perdidos por entre a terra húmida de final de verão...  

-Me desculpe... Eu realmente não queria ter assustado você! 

Talvez tivesse sido do susto, ou talvez fosse da timidez ou tristeza pelo dinheiro jogado fora... Mas da boca da Hyuga não saiu uma única palavra... 

-Eu realmente lamento muito...  

-Pode parar de pedir desculpa? Sim, você fez merda... E não, nenhum dos seus pedidos de desculpa irá pagar todo o prejuízo que terei! 

Com certeza, aquela não seria a primeira coisa que ela diria a um desconhecido... Mas ela estava se sentindo tão irritada que só reparou no que havia dito, quando encarou os olhos onix do homem que não deveria ser muito mais velho do que ela... Sob o seu corpo, roupas nobres assentavam na perfeição, e foi ali que ela percebeu que havia feito borrada.  

Naquele tempo, uma mulher que elevasse a sua voz a um homem poderia ser alvo de humilhação... E ela definitivamente não estava pronta para isso...  

- Watashi o yurushite... Mil perdões! 

Já o rapaz, pareceu ter ficado ainda mais confuso com a mudança repentina de atitude de Hinata, cujas pernas tremiam só de pensar no que poderia vir a acontecer com ela.  

O dono dos belos olhos negros, se baixou e apanhou tudo o que havia caído e os entregou a Hinata que se mantinha intacta, e deu um pequeno sorriso... 

-Assim ficamos quites...  

Mais uma vez ela não respondeu e continuou o encarando...  

O silencio reinou, entre o contacto visual patente entre as ardes pérola e as ardes ónix... Por fim, foram as ónix que ganharam, sendo as pérolas dirigidas timidamente até ao céu que indicava que uma grande chuvada se aproximaria...  

-O que o trouxe até aqui? Ninguém, em seu perfeito juízo sairia de casa com um tempo assim...  

-Primeiro me trata mal...E agora me chama de maluco!? 

-Na-Não...Claro que não... Não foi isso que eu quis dizer! 

Querendo ou não, o Uchiha de certa forma estava se divertindo com aquela estranha garota... 

-Bem... Mas você também está aqui! Portanto não sou o único maluco... 

Um sorriso tímido, surgiu na face pálida da garota... 

-Eu me perdi enquanto caçava...É por isso que vim ter com a senhorita... Tinha esperança que me pode se ajudar, mas estava enganado... Passe bem! 

O jovem deu meia volta, acompanhado da égua marrom seguindo outro rumo, mas... 

-Es-Espere.... Eu...Eu posso o ajudar!  

Ele parou... 

-É o mínimo que posso fazer... Acho! 

Ele virou o rosto ligeiramente, e a encarou com um sorriso de lado... 

-Disponha...  

Hinata, equipou Totoro com os seus artifícios de pintura e o montou acompanhando o nobre que a esperava... 

-O truque, quando se perde por aqui...  

A conversa fluía, apesar  do nobre quase nunca lhe responder ou lhe direcionar apenas alguns sorrisos... 

-É seguir as árvores caducas... Pode parecer que não, mas elas ajudam imenso, já que existem muitas mais perto dos portões do Reino! 

-Como sabe disso? 

-Já me perdi demasiadas vezes para não o saber...  

-Está aqui á muito tempo? 

-Algum... 

-Porque está aqui? 

-O destino me trouxe para aqui... 

Ele soltou uma risada...  

-Sabe... Para uma Hyuga, você até é engraçada! 

Foi ai que ela parou drasticamente... Hinata percebeu que cometeu outro erro... Um gigante erro... Os seus olhos... Ela esqueceu de os tampar! 

Olhou assustada para o homem, que permanecia continuar estranhamente tranquilo... 

-Não se preocupe... Não vou contar a ninguém...Você me trouxe de volta, e eu estaria sendo um grande traidor se contasse da sua existência... Como disse no início, estamos quites...  

Mesmo assim, ela não confiou.... 

Ele abrandou, e começou a andar ao ritmo de Hinata enquanto ela o encarava desconfiada.  

Uma mão no peito, outra erguida, rosto sério, ele jura: 

-Eu prometo, solemente que em circunstância alguma falarei no nome da Hyuga... Palavra de Uchiha! 

Ele esticou a mão para que ela a apertasse, no entanto, ela não retribuiu.  

-Porque confiaria minha segurança a um Uchiha? 

-Porque eu nunca quebro uma promessa...  

Ambos já tinham desmontado do cavalo... E ambos se encaravam firmes frente a frente...  

-Pois eu não acredito.... Continue para norte... Chegará ao seu destino em breve... Venha Totoro, nosso dever aqui está cumprido... 

Virou costas ao Uchiha, que se mantinha exatamente no mesmo lugar... E não cedeu, ás tentações de olhar para trás e o encarar novamente... Mesmo que algo lhe disse-se que aquela não seria nem o primeiro, nem o último encontro.  


Notas Finais


É isso amores...
Deixem vossa opinião...
Me desculpem pela história de Hinata estar tão detalhada, mas prometo que falta muito pouquinho para terminar...Virão as cenas mais "pesadas", e logo depois termina... ´
BEIJO DE CARAMELO 😍😍😍😍😍
Vos AMO, OBG pelos 174 favoritos!

Créditos/ Link da música utilizada; filme " A Princesa Kaguya": https://www.youtube.com/watch?v=QglnYMfIQ00


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