História Goiteía - Capítulo 16


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Categorias Saint Seiya
Visualizações 22
Palavras 3.648
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Perdoem-me pela demora, estou finalizando meu TCC, nas minhas fics postadas ela está em cima, então levei um tempo para escrever.

Curiosos para mais travessuras de Anny e Kira ?
Espero que gostem e boa leitura.

Capítulo 16 - Planos


Fanfic / Fanfiction Goiteía - Capítulo 16 - Planos

− Hum, isso está muito bom, obrigada. – Kira agradeceu os lanches que o Cavaleiro havia preparado, também haviam frutas e embutidos.  Agora eles estavam sentados na praia, desfrutando da comida.

− Por nada. – Ele respondeu a fitando. Havia a levado para mais fundo na água, apesar do leve receio de se afogar, a sacerdotisa se deixou guiar, havia adorado ficar na água daquela forma.

− Você está quietinho hoje. – A canceriana comentou fitando o Cavaleiro, ele também a olhou.

− Kira, se eu fizesse tudo que tenho vontade, você nunca mais voltaria para casa. – Disse sincero, viu a sacerdotisa rir.

− Obrigada por ser paciente comigo. – Agradeceu sincera.

− Não é nada, se está feliz eu também estou. – Respondeu ainda a olhando. Todos aqueles sentimentos eram novos e estranhos, mas ele confessava que gostava de senti-los, não se importava com nada, apenas a queria ter ali por perto.

− Foi incrível, obrigada. – Sorriu.

− Podemos.... Vir mais vezes se quiser. – Máscara disse, mesmo sentindo-se terrivelmente culpado por mentir para a deusa, eles não podiam evitar, por mais que as vezes reclamassem dela pelas costas, ela era sempre muito gentil e doce, sem fazer distinção entre eles, ela deixava claro que tudo o que ela mais queria era que eles fossem felizes e aproveitassem suas vidas.

− Vamos ver. – Pausa. – Se fica tudo bem depois de hoje. – Ela disse.

− Você tem medo? – O canceriano perguntou.

− Tenho, não quero que nada aconteça a você. – Sincera.

− Como pode se preocupar mais comigo do que com você? – Questionou sem entender.

− Eu não tenho nada, Máscara. Você trabalhou e muito para conseguir uma posição no exército, não pode perder isso. – Séria o olhava. – Não me diga que não se importa, infelizmente fora daqui não tem nada.

− Eu sei. – Pausa. – Eu deveria ser melhor, o risco para você é pior do que para mim e..... Ainda assim insisto. – Comentou expressando aquele medo e culpa pela primeira vez.

− ..... Tudo bem, estamos errados juntos. – Ela acabou rindo. Repousou a mão direita sob a mão esquerda dele. – Não me importo, é muito bom poder sentir tudo isso, por mais assustada ou insegura que eu me sinta.

− Obrigado. – Máscara disse. Jamais desperdiçaria aquele risco, jamais havia imaginado que alguém arriscaria a vida para ficar do seu lado. Kira sorriu e inclinou-se rapidamente dando um beijinho delicado no rosto dele, ele também jamais imaginaria que consideraria aquelas pequenas atitudes amor.

Os dois conversaram e comiam enquanto se secavam, eles infelizmente sabiam que não podiam ficar ali muito tempo, a sacerdotisa tinha que se secar para parecer “normal” ao voltar para o templo da deusa.

− Obrigada, eu me diverti muito. Obrigada pela comida também. Nos vemos amanhã. – Kira disse risonha, estavam no hall da 4ª Casa.

− Até amanhã, sacerdotisa. – Máscara respondeu a olhando, aproximou-se devagar, ficou feliz por ela não ter desviado. Beijaram-se delicadamente, mas logo o contato tomou outras proporções. Ela se afastou com quase um pulinho, quando ele mordeu levemente o lábio inferior dela, fazendo-a arrepiar.

− De-desculpe. – A sacerdotisa pediu levemente corada, mas sorria e saiu, Máscara apenas observou também com um sorriso nos lábios.

 

Valéria tentou esperar Valeska voltar para casa, mas não conseguiu, estava cansada do dia de trabalho por isso quando se acomodou em sua cama acabou pegando no sono. A mais velha chegou em casa sem saber o que sentia, ódio pela situação ou felicidade por aquelas provas. Tratou de descarregar as imagens da câmera em seu not book, mesmo que não tivessem acesso à internet a maioria deles tinha os aparelhos, eram úteis quando iam ou centro da cidade ou a viagens, fora a praticidade de armazenar neles todo tipo de arquivo. Depois disso se deitou, mas não conseguia dormir, estava com a cabeça a mil por conta daquelas cenas. O Cavaleiro pagaria por rejeitá-la!

 

− Vamos, vamos. – Anny cutucando Kira no corredor.

− Para. Depois eu conto, não foi nada demais. – Sincera ria para amiga.

− Sei. – Desconfiada.

− Passe mais cedo, aí conversamos. – A canceriana disse.

− Está bem, então vamos tomar café. – A pisciana riu, elas seguiram rumo a sala onde faziam as refeições, agora falavam sobre assuntos normais, depois disso se arrumaram para saírem para seus serviços.

 

 − Bom dia, minha linda. – Afrodite desejou a Anny, assim que a viu entrando pela porta.

− Bom dia. – Sorriu. – Parece animado hoje.

− E estou, o que acha de irmos tomar sorvete está tarde? – Convidou a olhando.

− Sério? – A pisciana mal podia conter a alegria diante do convite.

− Sim, está o clima perfeito. – Afrodite concordou.

− Eu quero. – Assentiu.

− Ótimo, nós saímos depois do almoço, tudo bem? – Perguntou.

− Sim, obrigada. – A pisciana sorriu, estava muito feliz, muito mesmo com o convide, ela sairia e fingiria ter uma vida normal, um encontro normal com seu amado Cavaleiro.

Ela ajudou-o a preparar o café, depois que ele estava arrumado despediu-se da sacerdotisa com um beijo e saiu para o seu dia de treino, Anny suspirava boa, aquilo era melhor do que todas as suas fantasias, mas ela não podia ficar ali parada sonhando, tinha que pegar seu material para dar aula de artes as crianças e é claro saber como foi a noite de aventuras da canceriana.

 

− O bom de ter imos a praia à noite, é que você não ficou marcada. – Máscara riu para Kira.

− Eu nem havia pensado nisso, acredita? – Sincera. – Ainda estou muito feliz, o mar é maravilhoso. É um pecado não podermos ir. – Suspirou.

− Podia falar com a deusa. – Simples.

− Ela já tentou, as senhoras corroboram para Shion não liberar nada, elas ficam em cima dele em todas as reuniões porque sabem que ele é menos flexível que Athena. – Kira explicou fazendo bico.

− Elas são horríveis, por favor não seja uma velha chata daquele jeito. – Pediu rindo, a canceriana riu também.

− Atena queira que não. – Sincera.

− Tenho certeza que não. Eu preciso mesmo ir, nos vemos no almoço. – Ele disse e inclinou-se para beijá-la enquanto a sacerdotisa ainda ria. Foi um beijo delicado.

− Até mais tarde. – Kira despediu-se, ele a fitou ainda sorrindo e saiu. Ela cuidava da arrumação da cozinha quando Anny chegou lá.

− Vamos, vamos conte tudo. – Curiosa sentou-se à mesa.

− Minha deusa. Foi tudo bem, ele foi muito gentil e respeitoso comigo, só entramos no mar e depois lanchamos. – A canceriana sorriu.

− Só isso? – A pisciana levemente decepcionada.

− Anny, indiscreta. – Kira séria, estava corada a pisciana riu.

− Está bem, foi fofo, se divertiu? Está feliz?

− Sim, foi incrível e sim estou feliz. – Respondeu doce.

− Isso é mais que perfeito. – Anny concordou. – Eu irei tomar sorvete hoje. – Disse com um sorriso como uma criança.

− Ah, que ótimo. Nos falaremos no jantar. – Kira animada por ela. – Sorvete com esse calor deve ser ótimo.

− Sim, sim. – Concordou. – E vou indo, nos falamos depois, preciso organizar meus materiais. – Suspirou.

− Até mais tarde, Anny. – Kira despediu-se e viu a amiga sair. Sorriu e foi cuidar dos afazeres da casa.

 

− O que foi? – Máscara perguntou simples a Afrodite, já que o pisciano o chamou para conversarem.

− Eu queria muito levar Anny a cidade, mas tenho medo de ir sozinho. – Explicou.

− Eu diria que é muita loucura, mas o que estamos fazendo já é. Seria divertido. – Concordou rindo.

− Uhun, não me desce essa ideia de que não possam ver a cidade e aproveitar coisas simples. – Afrodite.

− Entendo. Podíamos ir no sábado, elas não têm aula, podemos dizer que vão em nossas casas nos ajudar com algo, ou com compras na vila, Athena é muito permissiva. – Máscara explicou rindo.

− Que coisa horrível enganar a deusa. – O pisciano suspirou.

− Realmente é, diferente de Shion ela só pensa em nos ver bem. Mas infelizmente não há outra maneira. Então pode pedir permissão a ela primeiro, eu pedirei depois. E podemos avisá-las hoje.

− Tudo bem. Obrigado. – Afrodite disse sorrindo e se retirou. Anny iria adorar o centro da cidade, estava realmente animado para sair com ela.

Máscara também pensou no assunto, realmente seria ótimo sair assim, sabia que a canceriana adoraria passear no centro da cidade.

 

Valéria tentou especular tudo o que pode da irmã, mas não conseguiu muita coisa. Sentia-se preocupada com a irmã, temia as punições, como ela falaria daquilo, mas não conseguiu ouvir um plano concreto. Valeska queria poupá-la para que ela não se envolvesse caso as coisas não saíssem como esperava.

 

− O que houve? Por que dessa expressão? – Kira perguntou assim que o canceriano chegou para o almoço, ele segurou-a pelas mãos e encaminhou a até a cozinha se certificou de que não havia vindo ninguém antes de entrar no cômodo finalmente, a sacerdotisa olhava curiosa.

− Ah.... O que acha de aprontarmos mais um pouco? – Curioso. Se olhavam, ele riu quando viu as bochechas dela enrubescerem. – Afrodite veio conversar comigo hoje e quer muito levar Anny ao centro de Athenas, mas está com medo de ir sozinho. – O canceriana explicava enquanto ria.

− Minha deusa, como? Vão nos ver, como vamos sair sem os guardas verem e-e tudo. – Preocupada.

− Precisamos pensar nisso, mas pode ser em um sábado, vocês não têm aula. – Disse.

− Eu não sei, não. Máscara. Se alguém nos ver e contar a Shion ou as senhoras seria o fim. – O encarou preocupada.

− Sabemos, por isso vamos planejar isso com calma. – Simples. – Mas.... É só se você quiser ir, tudo bem? – A fitou, viu a canceriana sorrir.

− Tudo bem. – Concordou abraçando-o. Gostava tanto dele, não imaginou que encontraria tanta compreensão ali. O Cavaleiro retribuiu.

 

Afrodite preferiu fazer surpresa a Anny, chegou para o almoço e conversou com ela normalmente, adorava como ela ficava feliz com coisas simples, como irem a vila tomar sorvete. A pisciana estava radiante, sentia-se muito bem e feliz. Arrumou a mesa para o almoço e o serviu.

− Como foi sua aula hoje? – Perguntou a olhando.

− Foi tudo bem, as crianças adoram as aulas práticas. – Sorriu.

− Posso imaginar. – O pisciano riu. – Animada para sair? – Teve que perguntar.

− Claro! – Respondeu o fitando. – Raramente vamos a vila também. – Suspirou. – Só para trabalho.

− Isso é muito injusto. – Afrodite sério.

− É sim, mas nos acostumamos, por isso apreciamos as coisas pequenas. – Disse com um sorriso, ele a admirou.

− Muito bem, então vamos comer para depois partirmos para sobremesa.

− Eheee. – Anny riu animada. Assim eles aproveitaram a refeição enquanto conversavam normalmente.

 

Os cancerianos beijavam-se avidamente na cozinha de Câncer, Máscara sinceramente havia sentido falta de beijar a sacerdotisa. Ela se arrepiava e sentia todo aquele turbilhão de sensações quando ele estava perto de si.

− E-eu preciso dar aula. – Kira disse baixo depois de se afastar um pouco.

− Infelizmente. – Ele lembrou. Ela acabou rindo.

− As crianças precisam disso, tem ajudado muito os mestres. – Respondeu com seriedade.

− Eu sei. – Riu.

− Então.... Eu vou indo, até mais tarde. – A canceriana disse sorrindo.

− Até mais tarde, Kira. E tenha cuidado. – Disse mais sério.

− Terei, não se preocupe. – Sorriu, pegou seu material e saiu. O canceriano sorria, tinham que definitivamente pensar em algo para ninguém reconhece-las no centro da cidade, principalmente por pessoas indesejáveis como Valeska. Teria tempo de pensar nisso no treino da tarde.

 

Afrodite ajudou Anny com a arrumação a cozinha e depois disso os dois saíram para a vila, a pisciana segurando seu riso bobo e espontâneo.

Ela o ajudou com as compras, a escola dos alimentos, alguns produtos para casa e depois de quase uma hora eles pararam em uma das sorveterias que havia ali na vila. Anny olhava a tudo encantado, os sabores, as cores....

− Por favor, pode pegar o que quiser, não precisa sentir vergonha. – O pisciano disse baixo para ela ouvir, ela sorriu. Sabia que devia ser modesta e pegar uma casquinha com no mínimo duas bolas, mas seus olhos se voltavam para os modelos com taças elaboradas com muitas caldas e confeitos.

− Eu sinceramente não sei, tudo parece muito bom, porque não escolher um modelo por mim? – Curiosa, aquilo resolveria a questão e ela não se sentiria o explorando.

− Hum.... – Pensativo. − Dois sundaes, por favor. – Pediu.

− Pode escolher dois sabores, senhor. – A atendente disse sorrindo, o admirava, Anny revirou os olhos enciumada.

− Por favor, Anny, pode escolher primeiro. – Gentil.

− Obrigada. – Sorriu e encarou a moça. – Deixe-me ver. – Ainda estava indecisa sobre o sabor, mas escolheu chocolate simples e morango, pareciam ótimos.

Depois das duas taças prontas os dois finalmente sentaram-se confortavelmente em uma das mesas dentro da sorveteria.

− Então? – O pisciano curioso.

− Hum.... Isso é muito bom, muito bom mesmo. – Anny maravilhada depois de provar duas colheres do sorvete. Viu ele sorrir contente. – Obrigada, você é maravilhoso. – Agradeceu.

− Não é nada, vê-la feliz é o que importa. Sabia que iria gostar. – Respondeu.

Os dois riam e conversavam, até serem surpreendidos pela voz alta e repressiva.

− Senhorita D’Avilla! O que está fazendo aqui? – A sacerdotisa mais velha disse a ponto de surtar.

− Eu, eu é.....

− Perdão, senhora. – Afrodite disse se levantando. – Ela veio me ajudar com as compras de casa, está muito quente então ofereci a ela um sorvete. – Simples. A mulher o encarou como se fosse mata-lo.

− E porque você aceitou? – Questionou a pisciana.

− Fiquei com vergonha de recusar, senhor Afrodite foi gentil me oferecendo. – Explicou baixo, sentia-se muito envergonha.

− Para o templo, agora. Está dispensada dos serviços em Peixes por hoje! Onde já se viu, tomando sorvete com um Cavaleiro de Ouro, vamos, vamos levante-se logo. – A sacerdotisa irritada, elas não faziam por maldade, mas temiam que as jovens deixassem seus corações avoados falarem mais alto que a razão, por isso situações como aquelas deveriam ser desencorajadas.

− Me desculpe. – A pisciana pediu baixo ao Cavaleiro e se levantou, as duas saíram, Anny nos calcanhares da mais velha que andava mais rápido. O pisciano suspirou, que vida injusta era aquela?

 

Anny ouviu mais uma bronca de mais senhoras que recomendaram ela recusar aquele tipo de atividade, por mais que o Cavaleiro fosse gentil e insistisse, não se podia nunca confiar nas intenções de um homem, não importa de quem fosse. Deixaram ela “de castigo” com um grupo de estudos na biblioteca pelo resto da tarde.

 

Kira passou sua aula normalmente, gostava de estar na companhia das crianças, ela as distraiam de preocupações e medos. Estava curiosa para saber como foi o passeio da amiga na vila, era divertido realizar aquelas coisas “bobas” na companhia dos Cavaleiros. Depois da aula ela seguiu para 4ª Casa, estava disposta a dar uma geral na cozinha, organizar os armários, já que o canceriano não deixava bagunça para ela arrumar.

 

− Aconteceu o que? – Máscara teve que perguntar, Afrodite carregava suas compras quase derrotado, mas tinha que conversar com alguém. Eles sabiam que os outros amigos, menos Saga ficavam curiosos com as conversinhas particulares, mas era melhor poupá-los da verdade, afinal não queriam que mais ninguém fosse acusado de omitir informação ao Grande Mestre e a deusa.

− Uma senhora sacerdotisa apareceu, e arrastou Anny embora, era um misero sorvetinho, Máscara, nada demais. – Reclamou.

− Realmente não podemos ficar desligados, essas mulheres são loucas. – Sério. – Como vamos sair agora. – Pensativo.

− Eu não sei. – O pisciano suspirou. Sábado é a única certeza que tenho, por não ter aulas para as crianças. – Simples.

− Não se preocupe, para todos os efeitos você foi educado. Uma pena elas serem castigadas por isso. Não fique assim, vou pensar em algo e conversamos depois.

− Tudo bem. Obrigado. Até mais. – Afrodite se despediu, devia guardas suas coisas antes que algo acabasse estragando com aquele calor. Estava preocupado com Anny, o que será que disseram a ela? Será que a haviam punido apenas por tomar um sorvete na companhia dele?

 

Máscara chegou em casa à tarde e riu da sacerdotisa ocupada com os armários da cozinha. Resolveu não falar sobre o incidente com os amigos, sabia que Anny contaria para ela logo que pudesse, mas queria adiar o quanto podia aquele choque de realidade.

− Eu não posso ficar para jantar, as senhoras não gostam. – Kira explicou após ouvir o convite do mais velho.

− Minha deusa, como essas mulheres são chatas. – Reclamou. – Por que?

− Coisa boba sobre compartilhar esse tipo de momento, também não entendo. – A canceriana respondeu. – Nós nos vemos amanhã, está bem? – Simples, sorriu.

− Está bem. Boa noite. – Desejou aproximando-se beijando a testa dela. Ela sentiu o rosto aquecer e deu um sorriso bobo, adorava quando ele era gentil.

− Boa noite. – Desejou e se retirou, seu coração batia levemente descompassado, era bom, mas ainda estranho sentir-se assim. Subia apressada pois queria notícias da amiga.

 

A canceriana ficou igualmente indignada com o relato da amiga. Conseguiram conversar tranquilamente depois do jantar.

− Que coisa horrível. – Sincera.

− Foi, fiquei muito envergonhada, nem tomar sorvete podemos. – Chateada.

− Anny, o que é que podemos? – Questionou.

− Nada. – Sincera.

− Uma pena, então Afrodite não conversou com você.... – Kira pensativa.

− O que? Conversou sobre o que? – Curiosa encarou a morena.

− Ah, eu tenho que contar, ele queria levar você ao centro de Atenas, mas tem medo de irem a sós, então conversou com Máscara, é quase impossível sairmos, mas eles estão planejando algo. – A canceriana sorriu.

− Minha deusa, isso é-é muita loucura. – Anny séria.

− Sim, eu disse isso. Não sei como farão isso, devemos esperar para ver.

− Como, Kira? E se nos virem? Se contarem para alguém seremos.... Mortas. – Quase engasgou.

− Eu sei, por isso estão planejando, também não sei como vai ser isso. – Explicou, ficou feliz que a amiga parecia melhor, mais animada.

− Aí agora estou curiosa. – Sincera. – Mas.... Agora entendo o que disse, jamais seremos.... Poderemos ser como garotas normais, sair e se divertir e aproveitar o tempo. – Suspirou magoada.

− Oh Anny. – Kira a abraçou. – Eu sei, pensar nisso é assustador, mas....

− Ainda não dá vontade de desistir. Viver isso compensa. – Disse baixo.

− Uhun. – A canceriana concordou. – Vai ficar tudo bem, as senhoras são chatas mesmo, sempre foram, sabe que elas ficam pilhadas, por sermos jovens e já termos trabalhos com tanto contado com os outros. É normal. – Explicou.

− É, é verdade. – A pisciana concordou.

 

Valéria sentia seu coração palpitar, então a sacerdotisa e o Cavaleiro de Peixes também estavam quebrando regras, pela deusa, ela não podia saber daquilo, Valeska se afundaria mais se soubesse daquilo.... Mas não poderia omitir, a irmão mais cedo ou mais tarde descobriria, já que, estava obcecada a descobrir tudo o que podia sobre a morena e obviamente iria perceber que a outra também estava agindo mal. Saiu rapidamente, era dedicada a seu serviço, por isso ninguém a questionava sobre sair do templo da deusa um pouco mais tarde.

 

− O que? – Valeska questionou a mais nova.

− O-ouvi elas falando sobre irem ao centro de Atenas escondidas e-e Anny parece ter esse tipo de relacionamento com senhor Afrodite também. – A mais nova explicou, tremendamente arrependida.

− Ah.... – A outra sorriu. – Isso parece promissor, você vai ficar de olho e vai descobrir quando vão cometer essa atrocidade. – A fitou.

− Irmã....

− Isso é perfeito, Valéria, já imaginou? Provas de que quebraram mais essas regras? As duas vadias são melhores amigas, Máscara e Afrodite são melhores amigos, óbvio que ninguém vai querer ver o amiguinho sendo punido, não é? – Sorriu. Valéria apenas concordou. – Obrigada, de verdade por me ajudar, isso é pelo bem de Máscara.

− Você tem certeza? – Questionou.

− Mas é claro que eu tenho, estou livrando ele dessa golpista imunda. – Disse com quase raiva, a menor olhava tudo atônita.

− Só tenha cuidado, não vá fazer nada de que irá se arrepender depois, por favor. – Quase implorou.

− Não irei, está tudo bem sossegue e venha comer, precisa se alimentar, você trabalha demais. – Séria.

− Eu gosto. – Valéria simples. – Obrigada. – Agradeceu a preocupação, trabalhar a havia se distrair daquele estado em que a irmã estava, obcecada pelo Cavaleiro de Ouro.

 

Dia seguinte.

 

Afrodite esperava por Anny, ansioso, querendo pedir desculpas pelo incidente.

− Por favor, me perdoe, você foi repreendida por minha causa. – Pediu triste.

− Não foi sua culpa, as sacerdotisas mais velhas são muito inflexíveis, nunca podemos fazer nada. – A pisciana respondeu o olhando. – Não fique triste por minha causa, está tudo bem. – Sorriu repousando a mão direita delicadamente no rosto dele.

− Tem certeza? – Questionou.

− Sim, estamos acostumadas, elas surtam com tudo, é normal. Foi ótimo poder aproveitar aquele tempo com você, mesmo que tenha sido tão curto. – Sorriu o olhando.

− Tudo bem, eu também gostei. – Respondeu da mesma forma.

− Então.... Ouvi que quer me levar ao centro de Atenas.... – Comentou rindo.

− E quer ir depois dessa bronca? – Incrédulo, mas ria.

− Claro que eu quero. – Sincera.

− Hum…. Máscara ficou de pensar em algo para que não sejam descobertas. – Explicou.

− Isso vai ser interessante. – Anny curiosa.

− Realmente, só pensamos que terá que ser dia de sábado. Mas eu sinceramente não pensei em mais, fiquei preocupado com você.

− Oh, eu imagino. Ficou tudo bem. – Abraçou-o, Afrodite aproveitou o carinho a adorava. Ficaram assim abraçados um tempo.

 

Kira ouviu atenta o plano de Máscara, eles pegariam uma saída secreta do Santuário, deixariam elas trocarem de roupa, colocarem roupas normais, mas que as escondessem bem e assim sairiam. Diriam as senhoras que ajudariam com faxina ou estudos intensivos. Assim quem as visse na cidade não saberia e as senhoras não desconfiariam de nada. A canceriana assentiu, parecia bom, a menos que alguém fosse procurar por elas nas devidas casas do zodíaco, então ela propôs que Afrodite escrevesse um bilhete dizendo que haviam saído para comprar algo específico e Máscara deixaria claro que eles foram estudar no campo, assim teriam álibi.



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