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História Gold Rush - Capítulo 4


Escrita por: CameliaBardon

Notas do Autor


de volta à 69, o que acham que sucede agora? vejamos!

Capítulo 4 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction Gold Rush - Capítulo 4 - Capítulo 4

Valerie podia dizer que levava uma vida muito satisfatória. Com vinte e três anos, trabalhava como estenotipista e guardava boa parte do dinheiro – afinal, a mãe e o padrasto não permitiriam que ela o gastasse com as contas de casa – para... Algo. Não acreditava que iria casar-se com alguém, porém nunca se sabia o quanto a vida podia ser surpreendente. Valerie podia querer viajar, morar sozinha, adotar um animal... Apesar de comparecer aos mesmos bailes que a irmã, não chamava tanta atenção de “pretendentes” quanto ela.

Era um ponto positivo, na verdade. Em suas tardes de domingo, podia dar-se ao luxo de sentar-se no sofá e dedicar seu precioso tempo à leitura do jornal semanal e à televisão. Era seu único canal para o mundo: com o padrasto lutando no Vietnã – que grande baboseira – e milhares de protestos e assassinatos ocorrendo ao redor do país, as três Bowman entraram num consenso unânime de que era mais prudente ficar em casa. Quando o senhor Neil Armstrong fincou a bandeira estadunidense na Lua, Valerie e Veronica decidiram que era o momento de terem uma folga. Toda aquela violência às vezes devolvia ou recusava um jovem americano e, quando o fazia, frequentemente era pela metade. Àquela altura, tanto partir quanto voltar equivalia a um baile.

— Acho que o papai iria gostar desse festival que estão armando — Veronica comentou enquanto Valerie estacionava no tal “lugar maneiro” que ela havia indicado, agora identificado como Dancing Queen. Muito original, ela tinha de admitir. — Qual é mesmo o nome? Moodwalk? Wood Rock?

— Woodstock... E eu discordo, parece um tanto desorganizado demais. Papai diria que isso é coisa de jovem.

Veronica ergueu uma sobrancelha em provocação.

— Jovens babacas e excêntricos?

— Ronnie, passe uma borracha nisso — Valerie censurou-a com as bochechas coradas. — Trouxe seu documento?

— Ora, mas é claro! Nunca se sabe o que pode estar em desconto hoje em dia. Além disso, se eu morrer não iria querer que me classificassem como indigente. A mãe ia morrer de desgosto.

A mais velha gargalhou sem escrúpulos. Era bom que a irmã tivesse noções de gastos, nunca se sabia quando uma onda de quebra de economia viria. A decepcionante América, cultuada por aí como se fossem deuses. Com um suspiro, fosse como fosse, à entrada do local – que já exibia a música abafada e uma pequena fila de verificação – Valerie separou os documentos e o dinheiro. Veronica tentava olhar por cima dos ombros dos mais altos na ponta dos pés. Quando não conseguia, ela tentava desviar para os lados, porém era segurada pelos ombros pela irmã. Valerie tinha o medo real de que, se desviasse os olhos dela por uma fração de segundos, Veronica sairia pulando por entre as pessoas para explorar o local e fosse parar em outro bairro.

(Valerie já fizera isso, quando pequena. “É só pegar um ônibus de volta para casa”. Bastou errar um número para ir parar Little Havana ao invés de Little River. Fora um verdadeiro pesadelo. Por sorte, na volta ela consultou a saída dos ônibus cinco vezes e retornou com apenas o gosto da humilhação formigando na língua).

— Estou vendo a Laurel lá dentro! — Veronica exclamou com um sorriso enorme estampado no rosto. — Ah, hoje vai ser supimpa, estou sentindo nos meus ossos.

— Meus ossos dizem que estou ficando velha, se os seus dizem isso me sinto um pouco melhor.

Veronica lhe deu um soco de brincadeira no braço da irmã, gargalhando de empolgação até que avançassem na fila. Assim que Valerie pagou as entradas, Veronica avançou para o meio do mar de pessoas – certo: essa parte era um exagero da parte de Valerie que não era dada a interações sociais com o mesmo afinco que a mais nova – em busca da amiga. Instalando-se num canto do balcão onde podia manter-se confortável e de olho na irmã, Valerie praticamente escorregou no banco.

Se não estivesse dirigindo, ela até pediria uma bebida. Sua cabeça girava de pensar nos trabalhos que teria de executar na próxima semana, e a perspectiva do pai retornar dos campos de batalha, e a perspectiva de talvez entrar numa faculdade... Valerie simplesmente não tinha forças para cair numa pista de dança como a irmã; apesar disso, ela acenou para Veronica. O divertido, até o momento, era divertir-se com a alegria alheia.

Optando por um refrigerante de uva, Valerie sorriu um tanto quanto sem-graça para o atendente quando ele abriu a garrafa com um sorriso galante. Após um gole da bebida, ela inspirou fundo. Something soava tranquilamente do fonógrafo – eles ainda chamam de fonógrafo? – e os casais armavam-se na pista de dança, então tudo que ela pode fazer foi...

— Eu ainda acho que tem um espião inglês obrigando todos a ouvirem Beatles o dia inteiro e em todo lugar — uma voz despertou-a do torpor do momento, dando-lhe tanto um susto a mais para conta de sua personalidade “gato assustado” quanto um suspiro de alívio por ter sido encontrada em meio a tanta gente. — Desculpa, assustei você?

Valerie voltou-se para a origem da voz, provavelmente com uma estúpida expressão de assombro no rosto. Felizmente, o dono da voz era intimidante apenas em altura, porquanto que seu rosto era adorável. Valerie definiu-o de prontidão: adorável. Diferente dos garotos que Valerie observava no trabalho e nas ruas – bem... Réus, na verdade, eram frequentemente variados em aspecto físico –, ele não tinha cabelos exageradamente grandes e nem uma barba. E... Não usava roupas coloridas e com decote. Só usava... Marrom. Marrom monocromático. Como o tom de seus cabelos e de seus olhos. Valerie analisou seus olhos, deduzindo que o garoto tivesse ascendência sul-coreana – afinal, não poderia ser um imigrante ou visitante, não tinha nenhum sotaque e o inglês era perfeitamente fluente. Na verdade, Valerie suspeitava que sua dicção fosse bem melhor do que a dela.

— Oi? Tá... Tudo bem aí? Quer uma água...?

Ela piscou algumas vezes, saindo de seu estado catatônico. Não era do tipo que ficava secando garotos bonitos, mas toda a situação a obrigara a armar-se com a proteção de gato arisco.

— Oi! Desculpe, eu... Estava com a cabeça em outro lugar. Tem algo contra os Beatles?

Então, ele ergueu uma sobrancelha – grossa e, que Deus a ajudasse, tão caprichosa que reduzia a dela a completamente desleixada – e riu. Gargalhou, jogando os cabelos para trás com o auxílio da ponta dos dedos. Valerie simplesmente não conseguia parar de olhá-lo. Que espécie de magnetismo era aquele, meu Deus?

— Eu? Nada!

— Então por que está reclamando da música? — Valerie devolveu a erguida de sobrancelha, testando a expressão blasé. — Quer dizer... A gente não reclama do que a gente gosta ou não tem nada contra. É meio contraditório.

— Eu gosto — replicou ele, sentando-se no banco ao lado dela e pedindo a mesma bebida para o barman. Valerie achou no mínimo irônico que o atendente não demonstrou o mesmo ânimo espalhafatoso com que a servira há apenas alguns minutos. — Meu Deus, mais um pouco e ele babaria literalmente na mesa te secando...

Valerie deu de ombros com um sorriso malicioso.

— Obrigada, cavaleiro da armadura brilhante, por me salvar.

— Ah, não, não! Longe disso. Você estava se virando bem sozinha não sou desse tipo.

— Veio acompanhar alguém, então?

—Ah, eu vim me encontrar com alguém, mas levei um cano e agora estou aqui me embebedando com refrigerante de uva. Quer fazer um brinde?

Foi a vez de Valerie gargalhar, virando-se para frente no banco. Oferecendo sua garrafa, o garoto chocou os vidros um no outro e tomou um gole da bebida com um sorriso estampado nos lábios.

— Sebastian. E eu gosto de Beatles. Juro.

— Valerie — ela sorriu, recostando-se no banco com mais tranquilidade. — Pelo menos não estão tocando The Monkees.

— Ora essa! E por quê?

Valerie limpou a garganta e fez sua melhor imitação de voz masculina anasalada.

I love my Valleri — ela cantou, fechando os olhos em profunda emoção provocada. E teve quase certeza que o refrigerante havia saído por suas narinas. — Ah, meu Deus! Passei 1967 por inteiro dando risadinhas e dizendo “não foi para mim a composição, uma pena”... Todas as mulheres com nome de música tem minha compaixão.

— Essa foi boa — Sebastian resgatou um guardanapo para enxugar seu nariz comprometido. A voz era rouca, após o engasgo. — Quem é a da vez?

— Acho que... Mary, Jean, Caroline e Tracy!

— Pobres coitadas... Vou reiterar meu brinde e dedicá-lo a elas, se não se importar.

— Sinta-se à vontade!

Sebastian abriu um sorriso ladino, acompanhando-a na posição do banco, de frente com o público dançante. Valerie tentou disfarçar o sorriso que começava a crescer no canto dos lábios, porém era aparentemente inevitável. A voz de Veronica dizendo para não cair no papo do primeiro que lhe desse alguma atenção sussurrou em sua consciência, mas Valerie preferiu deixar o conselho da irmã ser aplicado a marmanjos bajuladores. Aquele era diferente. Descontraído. Pelos céus, ele havia acabado de engasgar refrigerante e espirrá-lo pelo nariz! Qualquer um teria desistido ali!

— Eu... Confesso que não sou muito especialista em música — ele começou, encolhendo os ombros. — Por isso é... Irritante só ouvir Beatles. Eu queria conhecer mais para saber do que todo mundo sabe.

Valerie assentiu com a cabeça, com bastante seriedade. Qualquer um que admitia ser um leigo musical merecia um voto de confiança. Pior do que isso, apenas sair com um músico. Ajeitando a postura, ela colocou os cotovelos sobre o balcão e apoiou os pés no descanso do banco, assumindo a pose de gato que tem toda a situação sob controle.

— Então... Você levou um bolo? — ela inclinou a cabeça em sua direção, divertindo-se com a situação.

— Um gigantesco, com cobertura de chocolate...

Foi inevitável não gargalhar de sua expressão. Sebastian, por sua vez, parecia rir de sua própria desgraça.

— Sinto muito — Valerie desejou com um sorriso suave, então apontou com a cabeça para sua massa frenética de cabelos escovados e babados de franja. — Se quiser, pode me acompanhar em olhar minha irmãzinha, eu vim só pra isso!

Sebastian exibiu seu melhor sorriso de falsa compaixão.

— Ah, nem venha, eu até gosto de ser babá dela. Ela é a minha melhor amiga.

— Que fofo — ele riu, não com escárnio... Estava mais para uma risada bem-humorada, característica de quem estava se divertindo à beça. — Qual é o nome dela?

— Veronica!

— E tem música com o nome dela, por acaso?

Valerie gargalhou, finalizando o refrigerante com satisfação renovada.

— Até onde eu sei, não! Mas, quer dizer, ainda há tempo para alguém compor!

— Que sortuda! — ele retribuiu o riso. — E, de acordo com a cara que ela está me olhando nesse momento, se eu te chamasse para me fazer companhia na pista, como acha que ela reagiria?

Valerie sentiu-se subitamente mais ousada. Não era mais desleixada ou viciada em trabalho. Até mesmo a preocupação com o pai esvaiu-se no momento, dando lugar a um sorriso ladino de volta a Sebastian. Deixando a garrafa do refrigerante sobre o balcão, Valerie pôs-se em pé com um salto.

— Acho que ela te faria uma ou duas ameaças de morte, mas nada muito preocupante!

— Bom saber! E você, como acha que reagiria se eu te chamasse para me fazer companhia na pista?

— Não tem medo de que eu te dê um bolo com cobertura? — ela ergueu uma sobrancelha com uma expressão divertida.

Sebastian deu de ombros, oferecendo a mão para ela. Valerie aceitou-a com um sorriso contido. Não havia necessidade de demonstrar o quanto estava animada no momento – afinal, não queria parecer uma desesperada –, porém Valerie não pode negar a pirueta que seu coração deu ao analisá-lo de cima a baixo. Agora entendia um pouco do desejo que Veronica havia se referido antes...

— Eu? Quem não arrisca, não petisca, não é?

Valerie gargalhou, permitindo-se ser rodopiada até o mar de gente. Surpreendentemente, aquilo não a incomodou nem um pouco.

•·················•·················•

Veronica, de fato, proferiu suas ameaças. Começando por “se você aprontar com a minha irmã, eu te mato” e terminando-as com “estou bem ali, de olho”, Veronica pareceu esquecer-se de seus objetivos quando a fila de garotos esperando para dançar aumentou de um para três. Daí, em nome do amor à irmã e às atenções masculinas, ela limitou-se a estreitar os olhos para o intruso de forma bastante ameaçadora.

Após dançarem pelo menos quatro músicas juntos – e todas animadas, obrigada! – Valerie pediu uma trégua em meio a gargalhadas. Todo aquele refrigerante tinha que ser liberado por algum lugar, e Valerie não estava nem um pouco a fim de fazer isso em público, apenas porque estava animada demais. Quase como um cachorrinho que faz xixi quando fica muito feliz. Por sorte, Sebastian respeitou seu relógio biológico e sugeriu tomarem um ar no ambiente externo assim que ela acabasse o que precisava. E foi isso que Valerie fez.

Era simplesmente o melhor dia da sua vida. Não pelo rapaz, é claro. Mas pela situação de estar se divertindo para valer, além de só estar ali para vigiar Veronica. Alguém tinha visto que ela estava ali, e não era por pena. Afinal, todos sabiam que garotas que dançavam sozinhas em bailes ou eram rejeitadas ou decepcionadas amorosamente. Valerie era apenas tímida, não poderiam entender isso de uma vez?

— Que simpática — Sebastian gargalhou, encostando-se ao muro do calçadão. Valerie acompanhou-o como se estivesse hipnotizada; uma abelha seguindo o cheiro do pólen encrustado em uma flor de plástico. Cada passo era mais um na queda de um abismo infinito. — Ela te ama bastante, sabia?

Valerie deu de ombros, jogando os cachos para trás de maneira elegante. Obrigada, Ronnie.

— Acho que sim, eu dou carona, dinheiro e comida pra ela... Acho que é suficiente.

— Eu falo sério — ele sorriu, exibindo um projeto de covinhas no maxilar. — Está estampado em tudo que ela faz. Amor e admiração. São apenas vocês duas?

— Como... Irmãs ou família em geral?

— Família em geral!

Ela se sentou na divisória entre a rua e a areia, pensativa. As definições de família, naquele tempo, eram extremamente tradicionalistas e podiam ser bastante chocantes para pessoas de mente limitada. Valerie evitava falar sobre o assunto com quem não fosse Veronica, porém... Havia algo naquele recém-conhecido que a impelia a dividir suas particularidades. Algo como se fosse um calor no íntimo... Novo. Muitíssimo estranho.

— Nós somos... Duas irmãs, uma mãe e um pai. Ele é pai biológico só da Ronnie, mas eu não teria coragem de chamá-lo de outra coisa além de pai. O meu... — Valerie suspirou, apesar das tentativas de dizer a si mesma que aquilo não a incomodava. — Pai biológico só... Abandonou minha mãe quando soube que ela estava grávida. Nunca o conheci, e ela não fala sobre quem ele é. Não precisa. Tenho nojo de homens covardes. Minha mãe cuidou de mim sozinha até os meus sete anos, então... Ela conheceu o pai da Ronnie e ele cuidou de mim também.

Sebastian assentiu com a cabeça, desviando o olhar para as ondas do mar que quebravam ao longe. Valerie sempre se pegava pensando como seria ficar à deriva. Sozinha na imensidão, aguardando o momento em que o oceano a engoliria e deixaria de ser alguém para virar ossos e moradia para peixes abissais. Ela não era alguém infeliz, mas entendia como algo tão bonito podia ser igualmente assustador.

— Sinto muito — ele murmurou. — Não faço ideia de como se sente, mas...

— Ah, tudo bem. Espero que ele esteja feliz com as decisões que tomou. Talvez, se ele nunca tivesse ido embora, minha mãe não teria conhecido o John, e não teria gerado a Ronnie... E aí eu não teria uma melhor amiga. De certa forma, eu agradeço por ele ter ido.

Sebastian olhou-a de soslaio, curioso com a escolha de palavras dela. Por sua vez, Valerie retribuiu o olhar com doçura. Temas sensíveis deixavam as pessoas desconfortáveis, portanto Valerie facilitaria o terreno.

— Isso é... Muito legal da sua parte, na verdade — ele ajeitou a postura, virando-se para ela. — Muita gente fica com amargura e ressentimento, eu acho. Você escolheu seguir em frente. Não é?

— Eu acho um desperdício olhar para trás ou para os lados quando o que importa está bem à frente...

— Concordo plenamente.

Valerie ainda tinha seus olhos fixos no garoto ao seu lado. Sorrindo, ela se levantou do apoio do calçadão com um salto e girou nos calcanhares para ficar de frente para ele. Sebastian não se opôs à ideia visualmente, porquanto que permaneceu fitando-a com interesse.

— Olha, o papo está mesmo muito bom, mas eu preciso ir antes que fique tarde. Amanhã eu trabalho e a Ronnie tem aula, então...

— Sem problemas! Vocês vieram de transporte público...?

— Ah, não, eu dirijo — Valerie sorriu, esperando que ele se levantasse também. Suas alturas não eram exatamente destoantes, mas permanecer ao lado dele deu a ela uma estranha sensação de pequenez. — Pretendia me oferecer uma carona?

— Quem sabe, não é? Bom, e... Tem como a gente se esbarrar por aí para dar uma voltinha, um dia desses? Aí você me apresenta as músicas que existem fora Beatles...

Valerie assentiu com a cabeça, não conseguindo evitar morder o lábio inferior. Era mesmo tentador. Por isso mesmo, da bolsa que carregava a tiracolo Valerie resgatou uma caneta e requisitou o braço do garoto para que pudesse marcá-lo. Sebastian estendeu-o a ela, que aproveitou da oportunidade para segurá-lo um pouco mais enquanto registrava um número e um endereço.

— Esse é o telefone de casa... E esse aqui é o lugar onde trabalho. Fico das 9h até às 16h, aí você escolhe o horário — daí, ela o concluiu com um sorriso ansioso. — E fique esperto, se me der algum bolo, as ameaças da Ronnie vão estar sempre de pé.

Sebastian gargalhou, confirmando que tinha entendido com uma expressão comicamente séria.

— Pode deixar. Bom trabalho, my Valleri.

Foi a vez dela de gargalhar e realizar uma mesura um tanto quanto desajeitada. Enquanto o fazia, Sebastian sorriu com o gesto, apesar de muito disfarçadamente. Podia não ser um especialista em música, mas conhecia alguma coisa ou outra sobre mulheres potencialmente fatais para seu coração.

— Bom te conhecer, Sebastian. Até mais.

Então, enquanto ela partia, Sebastian massageou seu peito. Era como se tivesse levado um murro.

Olhando para o braço, Sebastian admirou a caligrafia delicada estampada na tinta da caneta esferográfica. Não valia de muita coisa, agora era um bem muito precioso.

Potencialmente fatal, ele havia dito?

Bobagem. Já entramos nas fatalidades.


Notas Finais


esse moço lindo da capa de hoje é o Sebastian. se quiserem saber quais foram as músicas citadas no capítulo:
Something, The Beatles: https://youtu.be/MZ3Vh8jZFdE
Valleri, The Monkees: https://youtu.be/wKGwiH2bw9s


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