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História Golden Boy - Capítulo 1


Escrita por: InfiniTYKM e Macaah_7

Notas do Autor


Oi oi, estou empolgada com essa fanfic, então espero que gostem dela tanto quando eu!

Explicação: A contorção é uma arte circense cujo objetivo é "destacar" esta possibilidade física do corpo humano. No setor de contorcionismo, há homens e mulheres que desempenham essa flexibilidade. As pessoas que praticam o contorcionismo tem flexibilidade natural, ou seja, nasceram com este talento. As pessoas que descobrem sua flexibilidade quando tem menos de sete anos podem ter grande futuro. Passados os treze anos a pessoa pode ter mais dificuldades para desenvolver total flexão nas articulações.

Boa leitura!💞

Capítulo 1 - Picadeiro.


Parecia que eu havia desaprendido como respirar, meu corpo suava em puro nervosismo, já havia passado da fase do tremor nas mãos e agora eu nem as sentia direito. Ao fundo, os gritos estridentes de Jimin eram a única coisa que eu conseguia identificar, ele, com certeza, estava me xingando ‘pra caralho agora, sua boca podia até ter um sabor doce, mas as palavras que saiam dela, sempre eram sujas. É isso mesmo, produção? Eu estava mesmo tendo um ataque de pânico, minutos antes da minha apresentação?

Vamos começar do início, devem estar se perguntando: o que está havendo? Que apresentação e de quê? Para isso, vamos voltar dois meses, quando esse belo rapaz, que vós fala, decidiu entrar para o circo.

[...]

— Por que está me arrastando com você nessa viagem idiota?

Eu já estava, sem dúvida alguma, de saco cheio das reclamações de Kim Taehyung. Só porque ele tinha saudades do seu — como o próprio chamava — pãozinho, não quer dizer que tenha o direito, de me fazer ter vontade, de pular do trem em que estamos.

— Eu já disse que não foi minha escolha — falei calmamente, mesmo que quisesse gritar e jogar na cara dele.

— Mas eu queria estar com meu pãozinho, ele deve estar tão sozinho sem mim. — Brincou com os próprios dedos, aquilo não era um homem adulto, nem aqui, nem no Brasil.

— Tenho certeza que ele deve estar ótimo. Como acha que ele vivia antes de você aparecer? — Pense positivo, Jungkook: só mais uma hora e meia e, você pode jogá-lo em um hotel qualquer, sumir e ter paz. — Além disso, Yoongi-ssi que pediu que trouxesse você comigo.

O Kim abriu sua boca de forma exagerada, pôs a mão no peito e soltou um som por seus lábios, que completava a pose de garoto ofendido.

— Está mentindo, sua… Cobra — esbravejou, seu grande porte contribuía para deixar o momento mais engraçado. Não era todo dia que se via alguém, enorme como Taehyung, agir igual a uma criança imatura.

— Estou começando a entender o porquê. — Eu não mereço isso.

— Achei que você fosse o golden boy — lembrou. Ah! Como eu odiava aquela merda de golden boy.

Muitos na faculdade me conheciam por esse título, não fazia ideia de como isso havia surgido, porém pegou rapidamente. Eu tinha boas notas e me saia bem em minhas apresentações, não costumava me atrasar ou contestar — de forma negativa — meus professores e hyungs, mas e daí? Havia, pelo menos, mais uma centena de alunos assim na universidade. Era provável que tenham iniciado com isso, apenas para me zoar, agora uma imagem de perfeição me rodeava.

— Se eu fosse o Yoongi, também iria me livrar de você — joguei, sem medir minhas palavras.

Ele ficou quieto e minha consciência pesou, não é como se estivesse prestes a chorar, entretanto, sua expressão se assemelhava a de um cachorro abandonado. Virei meu rosto em direção à janela, queria diminuir o pesar em minha mente, obviamente, as placas enormes que anunciavam “a melhor comida para cães” não me ajudavam. Por que os cachorros fotografados tinham que ser tão grandes e de pelagem marrom? Assim, como o Kim era.

— Ele não quis se livrar de você, apenas precisava que estivesse bem longe para planejar alguma coisa, que fez questão de não me revelar, para ter certeza que eu não estragaria a surpresa. — Não me segurei, doguinhos eram o meu ponto fraco.

Taehyung esboçou um sorriso, podia imaginar, sem dificuldade alguma, as orelhas e rabo se mexendo animadamente. Depois daquilo, ele pareceu me dar uma trégua, ao menos não estava mais reclamando a todo o momento.

Quase uma hora tranquila se passou, me encontrava quase dormindo, os assentos do trem não eram tão desconfortáveis quanto eu imaginei. Meus reflexos, que já estavam totalmente dormentes pelo meu estado de sono, foram dispertos, graças ao dedo que cutucava, insistentemente, meu rosto.

— Hm. — Dei procedência para que dissesse o que queria me falar.

— O que vamos fazer no distrito de Jinhae-gu? — questionou, não parando de cutucar minha bochecha em momento algum.

— Achei que Yoongi tivesse te contado. — Pausei minhas palavras para bocejar, acomodando-me melhor no assento, continuei: — Não sei você, mas eu irei visitar o circo de lá.

— Eu deveria perguntar o porquê de ser, exatamente, o de lá, tendo tantos outros mais próximos? — indagou, no entanto, claramente não tinha muito interesse, era óbvio que só queria “matar o tempo”.

— Porque eu queria ficar bem longe da faculdade durante minhas férias.

— Mas não era você, quem tinha trancado a matrícula? — Como esse bobão sabia disso?

Cruzei meus braços, esperando que ele me explicasse de onde havia extraído essa informação.

— Ei, não me olhe assim. Eu apenas ouvi uma conversa do Yoonie, sem querer — afirmou, até chegando a erguer suas mãos, para mostrar-se inocente.

— Se meus planos darem certo, talvez eu te conte. — Taehyung se deu por satisfeito com minha resposta.

Murmurou algo sobre ir ao banheiro e levantou-se do assento em que estava. Desejei ter um garfo para furar meus olhos, quando notei certo volume — exageradamente grande, eu poderia dizer — em suas calças. Não quero nem saber o que ele estava pensando para ficar assim, com certeza, era algo com Yoongi hyung, que era como um irmão para mim. Maldição! Agora isso havia impregnado em minha mente, a vontade de me jogar do trem só aumentava.

Meia hora de viagem depois, chegamos a Jinhae-gu. No instante que sai do trem, quase beijei o chão, Kim estava prestes a contar sobre como aconteceu a primeira vez dele e de Yoongi e, eu não tinha psicológico para saber daquilo.

Pegamos um táxi que nos levasse a um hotel, onde poderíamos nos hospedar e, assim que conseguimos um, fiz questão de pôr meus fones de ouvido. Poderia até ficar surdo pela altura da música, mas não iria escutar as tagarelices desse cachorro crescido sobre aventuras sexuais.

Ainda era cedo, nem havia chegado a hora do almoço, talvez após comer algo, eu vá lá. Ao pensar nisso, um sentimento de ansiedade me tomou; eu queria tanto conseguir uma vaga.

— Jungkook-ssi, pedi serviço de quarto, eles devem trazer a comida em uns vinte minutos — o mais velho avisou, seguindo em direção ao que, provavelmente, era o banheiro. — Vou tomar banho, não coma nada sem mim.

Dei de ombros e peguei meu celular, assim que o aparelho estava em minhas mãos, procurei na minha lista de contatos, o número dela. Cliquei na opção “ligar”, a chamada não foi atendida de primeira, então continuei tentando, até que ela atendesse, o que aconteceu na terceira tentativa.

— Faz quase seis meses que você nem me manda mensagem. O que quer me ligando de repente, Jungkook? — Seu tom irritadiço era claro, porém duvido que seja, totalmente, por minha causa; ela já deveria estar assim antes da minha chamada.

— Estava sentindo falta de ouvir sua doce voz, Lalisa — respondi, antes de me jogar na cama, ainda com o telefone rente ao meu ouvido.

— Você não tem nem vergonha de mentir na cara dura! — exclamou, falsamente ofendida.

— Não estou mentindo. Sua voz é linda, quando não está gritando comigo. — Pena que ela estava sempre, gritando comigo.

— Pode se apressar, ir direto ao assunto? Preciso ensaiar. — Uma curiosidade sobre Lalisa: ela era uma excelente acrobata, tanto que a recrutaram para trabalhar com isso, entretendo o público.

— Tem vaga no circo? — Fui direto ao ponto, assim como ela pediu.

— Virou palhaço agora, Jungkook? Porque suas piadas são péssimas. — Disparou a rir, era típico dela, não levar nada do que eu falava a sério.

— Não, contorcionista. — Ela parou de rir.

— Deixa eu adivinhar, você já até trancou a sua matrícula na faculdade de dança. — Meu silêncio foi a resposta. Por que ela tinha que me conhecer tão bem? — Você já tem 22 anos, mesmo que já tenha uma predisposição física para o contorcionismo, começar agora é meio…

A Manoban não precisou completar, eu já sabia o que iria dizer: difícil ou até impossível. O chuveiro estava ligado e Taehyung cantava, não havia muitas chances dele ouvir minha conversa, por isso, deixei a chamada no viva-voz. Permaneci deitado, mas agora com meu telefone jogado ao lado de minha cabeça.

— Lisa, minha vida toda tive aulas de balé e uma diversidade, de outras danças, já explorei minha elasticidade o suficiente, para saber que sou capaz de exercer essa função — expliquei, convicto em minhas palavras.

A chamada ficou silenciosa, entretanto, isso foi quebrado por um suspiro vindo dela, soube que significava que eu teria uma chance.

— Esteja aqui às duas — instruiu, desligando em seguida.

Ouvi o chuveiro ser desligado, instantes depois, Taehyung saiu do banheiro, apenas vestindo uma calça, ele tinha um bom corpo por conta do basquete, mas não fazia meu tipo; não curto briga de espadas. Agora que ele havia terminado, aproveitaria para tomar um banho também.

Talvez por eu ficar ansioso, o tempo se colocou a passar lentamente, só esperava não ter um pane em meu sistema e cair duro no chão antes de chegar às duas. Quando perto do horário indicado, dei uma desculpa qualquer para meu companheiro de viagem e peguei um táxi.

Jinhae-gu é uma cidade muito bonita, sempre quis ver o típico festival de cerejeiras que ocorrem nela. Olhar a paisagem que aquele distrito provia, durante o trajeto até o circo, me acalmou, por alguns minutos, me esqueci do meu verdadeiro objetivo e apenas apreciei o momento em que me encontrava.

Como o hotel e o circo não ficavam muito longe, fora, até que rápido, para chegar ao meu destino final. Desci do carro depois de pagar o motorista, sem muita pressa, me aproximei; era lindo.

— Olha quem resolveu aparecer. — Lisa surgiu do chão, me assustando.

— Estou atrasado? — Procurei meu celular com o intuito de checar a hora.

— Sim, são duas e três. — Cruzou os braços, me olhando com um semblante reprovador.

— Foi só três minutos, ninguém vai morrer por isso — proferi, mantendo a calma.

— Fique quieto e me siga — a garota falou, me guiando para dentro, em direção a uma tenda menor, que havia perto da principal. — Atente-se ao que irei dizer.

— Devo caçar um bloquinho para anotar? — brinquei, mas ela não gostou muito, visto que sua expressão foi negativa.

— O dono disso tudo que você está olhando, não será com quem você deve falar, ele é só um velho babão. O sobrinho dele que manda em tudo, o Sr. Park faz questão de mimá-lo e o dar tudo que quiser; se Park Jimin pedisse o braço dele, não duvido que desse. — Pude jurar, que a vi revirar os olhos.

— Velhos babões, também tenho um — comentei, lembrando de papai, ele me tratava como a princesinha dele, mesmo eu sendo um cara.

— Não é esse o ponto. Você precisa convencer Jimin, entretanto, ele é um maldito egocêntrico, narcisista e único contorcionista do nosso circo. Acredite quando te digo que houveram muitos, que tentaram a vaga — explicou. Agora eu estava começando a entender.

— E como eu faço isso? — questionei. Claro que eu sabia que não conseguiria entrar de mão beijada, todavia, também não esperava um obstáculo como esse.

— Não sei, se vira, é você que está interessado em entrar para o nosso picadeiro. Apenas sei que ele detesta a ideia de outros contorcionistas, além dele, aqui — sussurrou a última parte, como se fosse um segredo nacional.

— E onde encontro esse tal Park Jimin? — indaguei, inesperadamente a resposta veio mais rápido que eu imaginei e nem foi de Lisa.

— O que tem eu? — Meu sangue gelou por breves instantes.

— Essa é a minha deixa. Boa sorte, coelhinho  — Lisa disse antes de sumir da minha visão, tão rápido quanto apareceu.

O Park estava atrás de mim, mesmo que eu tivesse noção que ele não era nenhum monstro de nove cabeças, ainda temi me virar. Que tipo de pessoa será, que era Park Jimin?




Notas Finais


🌂Agradecimentos☂

Obrigada @Jiminaplle pela a capa, transcendeu todas as minhas expectativas, eu amei de coração e até hoje estou babando por ela 😭
Obrigada @mygsyl por ter betado os capítulos de Golden Boy, seu trabalho como beta é maravilhoso e eu admiro muito ele, você é um amorzinho que deve ser guardado em um potinho💓

Enfim, Golden Boy é uma linda three-shot que espero que acompanhem e gostem💐

VÃO LER AS OUTRAS FICS DO INFINITYKM PORQUE ELAS ESTÃO PERFEITAAASSS😭


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