História Golden Tears - Capítulo 4


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Jaime Lannister
Tags Elia Martell, Jaime Lannister
Visualizações 131
Palavras 860
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Sun Over King's Landing


Capítulo III

Porto Real

298

Era difícil para Jaime admitir, mas dormir ao lado de Elia era algo extremamente difícil. Seu corpo clamava pelo dela quando estava acordado e enquanto dormia seus sonhos eram preenchidos por memórias de uma vida que não lhe pertencia. Desejou levantar da cama, talvez conseguisse dormir com tranquilidade no sofá ou antecâmara, mas Elia estava dormindo confortavelmente abraçada ao corpo dele, tendo a cabeça apoiada em seu peito. Podia vislumbrar os lábios cheios levemente entreabertos e os cachos escuros emoldurarem o belo rosto. Estava há uma semana nesse novo mundo e a cada momento, aprendia com essa nova vida.

Acariciou o rosto de Elia com ternura, recordando-se do sonho que teve:

Jaime Lannister de catorze anos estava em Dorne. Sentado ao lado da Princesa Elia enquanto o Príncipe Rhaegar – que havia chegado a Lançassolar há uma quinzena solicitando a mão de Elia para a Princesa Loreza – desempenhava uma bonita e triste melodia com sua harpa. Jaime estava em Dorne há quase dois meses e desenvolveu um bom relacionamento com Elia.

No momento ambos fingiam estar prestando atenção em Rhaegar, mas estavam atentos a um jogo de mãos, tinham os dedos entrelaçados e tentavam prender o polegar um do outro.

Ele prendeu o dedo de Elia, três ou quatro vezes seguida. Ela o olhava de maneira indignada enquanto tentava vencê-lo, sem sucesso. Elia era uma má perdedora e não escondia isso. Jaime interrompeu a brincadeira, segurando a mão delicada dela e beijando cada um dos dedos delgados. Um rubor tomou conta das bochechas dela.

- Você quer andar lá fora? – Elia perguntou, uma pitada de hesitação na voz melodiosa. – Talvez possamos andar em volta das piscinas de mármore?

- Eu adoraria. – Jaime respondeu rapidamente. Estava decidido a propor casamento a ela naquela noite. A Princesa Loreza havia sido clara: Elia escolheria com quem casaria. A governante dornesa estava permitindo que a filha tivesse o mesmo direito que ela teve quando escolheu desposar Ser Aedor Dayne. – Ninguém perceberá que estamos deixando, estão entretidos demais ou dormindo com a música do Príncipe.

Elia riu, cobrindo a boca rapidamente, mas não foi tão rápida. Rhaegar ergueu os olhos da harpa e olhou diretamente para eles. Jon Connington que estava sentado próximo ao Príncipe Targaryen os olhava com irritação.

Jaime foi o primeiro a levanta, segurando a mão de Elia e deixando o Grande Salão.

No dia seguinte, foi anunciado o noivado de Jaime Lannister com Elia Martell. Os dois se casariam no Oeste, foi notado por muitos a ausência da Família Real.

Depois dessa lembrança entendeu o tratamento frio do Rei Rhaegar. O cunhado veio visitá-lo junto de Cersei e o encarava com puro desgosto, olhava Elia de modo semelhante. Após seu casamento com Elia, Rhaegar casou-se com Cersei, não havia outro partido nos Sete Reinos; pareceu que os Targaryen estavam recompensando os Lannister por terem tirado a noiva desejada do Príncipe herdeiro.

Ouviu a porta do aposento ser aberta lentamente, um sorriso formou-se em seus lábios ao ouvir as frases baixas trocadas e o barulho de pés descalços contra o chão do quartp. Fechou os olhos, tentou não rir enquanto os gêmeos decidiam quem deveria acordar o pai.

- Papai. – Mors disse com a voz baixa, balançando o braço de Jaime com cuidado. – Você está acordado?

- Papai? – Jason chamou, repetindo o gesto do irmão. – Nos responda.

- Devemos tentar acordar a mamãe. – Mors sugeriu ao irmão. – Ela é a melhor em espantar os sonhos ruins.

- Eu estou acordado. – Jaime respondeu com diversão. – Mas, vocês não deveriam estar acordados.

- Gerold nos contou uma história... – Jason murmurou.

Jaime não pode deixar de se suspirar. O filho mais velho possuía um humor perverso, adorava contar histórias assustadoras aos irmãos menores e se deleitava quando os dois não conseguiam dormir. Estava decidido a ter uma séria conversa com Gerold no dia seguinte. – Subam na cama. – ordenou, não conseguia ver o rosto das crianças devido ao escuro, mas imaginou que os dois estivessem sorrindo.

- O que está havendo? – Elia questionou, a voz embargada de sono.

- Viemos dormir aqui, mãe. – Jason responde com alegria enquanto se deitava ao lado da mãe. Ele sorriu quando ela se virou e o abraçou. – Para impedir que a senhora tenha sonhos ruins.

- Muito obrigada, querido. – Elia agradeceu.

- Deixe-me deitar aqui. – Mors pediu. Ele se deitou entre os pais e riu quando foi incluído do abraço. – Jason não conseguia dormir, com medo dos caminhantes brancos.

- Isso são apenas contos de fadas, querido, iguais às sereias que são avistadas do Oeste. Amanhã, papai irá conversar com seu irmão.

- Brigue com ele papai. – Jason implorou. – Brigue muito feio com ele.

Jaime não pode deixar de rir. Pensando que nesse universo tinha de resolver brigas bobas entre irmãos, sempre julgou a tarefa paterna algo indigno dele, mas agora, era preenchido por uma sensação de conforto quando estava ao redor dos filhos e da esposa.

Talvez, essa fosse à dita felicidade?

Quando os gêmeos estavam adormecidos, Jaime colocou Mors ao lado de Jason e abraçou Elia pela cintura até adormecer.

Uma figura parada próxima à lareira velava o sono daqueles adormecidos sobre a cama. 



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