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História Golden Wings - Capítulo 11


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Notas do Autor


Oii!
Todo mundo sabe que eu posto nas quintas, mas um tempo atrás vieram me pedir pra postar mais capítulos por semana e ai eu tava aqui no meio de uma aula chata e deu vontade de postar pra deixar o dia de todo mundo mais legal.

NÃO, eu NÃO vou postar sempre mais de 1 capítulo por semana. Pode ter semana que sim, pode ter semana que não. A única coisa que está confirmada é os capítulos de quinta.

DEIXANDO COISAS CLARAS: Em alguns momentos pode parecer que o Harry tem mais sentimentos e relações com um do que com outro mas vamos lembrar que desenvolver um trisal é bem difícil. Cada um dos três vai ter um papel no relacionamento e isso vai ficar mais claro cada vez mais que o romance se desenvolver.

Não sei se eu já disse isso mas o Harry está com o psicológico super abalado e isso vai ficar mais claro nesse capítulo. E pra mim uma pessoa com o psicológico tão abalado nem dá para se envolver romanticamente com alguém então isso quer dizer que vai demorar um tempo até o Harry perceber que sente amor pelos dois. No momento ele sente atração o que é super normal já que o Draco e o Cedrico são uns gostosos.

AVISO: Pode conter gatilho! Se não se sentir confortável não leia.

Espero que gostem
💚💚💚💚💚💚💚💚💚💚

Capítulo 11 - Capítulo 11


 Hoje era um daqueles dias. Um dos dias em que ele acordava se sentindo mentalmente, emocionalmente e fisicamente péssimo. Ele odiava com todas as suas forças os dias que ele acordava assim porque nesses dias ele só queria fazer um ninho na sua cama e esquecer que ele tinha uma vida fora dali. O problema é: Ele nunca teve a chance de fazer nada disso.

 Não importa quando ou onde, toda vez que ele acordava em um daqueles dias sempre alguém vinha o tirar da sua cama, o obrigando a ir viver mesmo ele não tendo vontade nenhuma. Sempre funcionou assim e hoje provavelmente não seria diferente, ou pelo menos assim ele pensava.

 O final de semana que havia se passado tinha sido às mil maravilhas. Ele tinha ido no passeio para Hogsmeade junto com Draco e Cedrico, ele havia ganhado uma correntinha de ouro linda, havia recebido conselhos amorosos estranhos mas que faziam sentido, e ele havia comido seus doces favoritos então tudo estava indo bem. 

 Neste ponto a segunda-feira chegou. Ele acordou se sentindo uma merda. Sua vontade de se levantar daquela cama era tão ínfima que basicamente não existia, suas pernas eram duas gelatinas e ele sentia uma dor irritante na sua cabeça. Isso sem excluir o estado emocional deprimente que ele se encontrava. Puxando as cobertas ele formou uma bolinha em volta de si, se ele tivesse sorte ele teria pelo menos algum tempinho na forma que ele queria passar o dia antes de alguém vir o puxar para a vida real.

 Sem humor para voltar a dormir, começo a observar as pequenas coisas em volta de si. Reparou que havia pequenos arabescos costurados na cortina; reparou que os tentáculos de Maryweather se mexiam calmamente como se tivesse vento passando sobre eles; e por último pousou seus olhos na caixinha de música que estava na sua mesa de cabeceira. Ele não entendia como duas pessoas poderiam comprar algo que parecia tão caro para ele, na verdade ele não entendia como duas pessoas poderiam querer cortejá-lo.

 Tirando sua aparência que não era nada atraente ele estava quebrado por dentro. Eles queriam o Harry, só Harry, mas como ele daria isso a eles se ele nem mesmo sabia quem era Harry. Até os 11 ele foi tratado da pior forma possível, nunca podendo desenvolver coisas próprias sem ser punido e então ele se descobriu um bruxo é era perfeito porque pela primeira vez na sua vida ele era algo único. Não foi o caso, porque no momento que ele chegou no mundo mágico ele descobriu que era famoso e com isso tinha obrigações a cumprir. Seus próximos anos foram uma mistura de continuar se escondendo nos Dursleys e ser um peão no mundo mágico, em lugar nenhum tinha escolha. E para piorar tudo quando a guerra acabou, quando ele achou que teria um  momento de paz as pessoas agora esperavam que ele virasse auror, se casasse com uma boa bruxa, tivesse 3 filhos, nunca o perguntando se isso era o que ele queria.

  Os dois homens se diziam apaixonados por ele, mas eles não conheciam todas suas facetas. As facetas que os fariam o achar nojento, uma aberração. Tão quebrado que não tem o direito de receber amor. Se enrolando mais nas cobertas ele queria acreditar que se escondesse o suficiente ele desapareceria do mundo.

 - Harry, está acordado? - Uma voz perguntou fora das cortinas em volta da cama.

 - Humm, não - Respondi baixinho me enrolando mais ainda no calor das cobertas.

 - Harry? - Agora ele reconheceu a voz como sendo a de Cedrico - Se estiver acordado seria bom levantar, as aulas começam em meia hora.

 É claro que ele tinha que levantar. Sempre era assim. Saindo de dentro do bolinho de cobertas gemeu de dor por causa dos seus músculos doloridos, sua cabeça decidindo doer mais forte.

 - Você está bem? Ouvi um gemido… Ah, meu Merlin, Harry. Você está péssimo. Temos que te levar para a enfermaria!

 - O-o quê? Não! Eu estou bem Cedrico, sério! Só preciso comer algo - Eu disse enquanto saía da cama, quase caindo do chão fui amparado pelos braços de Cedrico e posto de volta na cama.

 - Para de mentir Harry. Você não está bem. - O lufano disse enquanto o acomodava melhor na cama - Seja sincero, como está se sentindo? Vou precisar levá-lo para a enfermaria?

 - Sem enfermaria, por favor. Não estou doente. Só…

 - Esgotado, e sem a mínima vontade de existir? - Cedrico completou corretamente - Tudo bem. Todo mundo tem esses dias. E você merece uma pausa de tudo e todos.

 - Mas as aulas… - Fui interrompido de terminar a frase por um dedo colocado acima dos meus lábios.

 - Shh, nem mais uma palavra. Você vai ficar quietinho aqui e eu vou avisar um elfo doméstico para trazer comida para você.

 Sem poder contestar, relaxei na cama e o deixei me cobrir com o cobertor. Ele se afastou e pegou minha caixinha de música abrindo-a, a melodia calma começou a soar pelo quarto. Quase que imediatamente eu senti o cansaço tomar meu corpo e me aconcheguei mais nas cobertas. 

 - Durma bem. Eu volto mais tarde - A voz de Cedrico falou baixinho. E sentindo lábios macios e carinhosos na sua testa, ele se deixou levar pelo cansaço.

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 Quando ele acordou novamente já estava prestes a começar o horário do almoço, como Cedrico havia dito um elfo doméstico o veio trazer comida. Purê de batatas com cordeiro assado, e torta de melaço de sobremesa. Como os elfos sabiam sobre sua comida favorita, ele não sabia, mas não iria reclamar. Ele estava terminando de comer a torta quando a porta do quarto se abriu e por ela passou Cedrico e Draco.

 - Oi, teve um bom cochilo? - Cedrico perguntou se sentando em uma das pontas da cama, Draco indo se sentar na outra. 

 - Na medida do possível. - Respondi sem olhar para os dois - Eu realmente precisava daquilo. 

 - Que bom que você está bem - Draco disse colocando a mão no meu tornozelo.

 Um silêncio se formou a partir daí. Não era desconfortável mas também não era agradável. Eu não merecia a forma que eles cuidavam de mim. Como se eu merecesse todo o carinho do mundo quando na verdade não merecia nada.

 - Porque? Porque vocês são meus amigos? - Não me resisti e perguntei - Por que são carinhosos comigo? Eu matei seus amigos, mandei seus familiares para prisão. Eu sou uma aberração em todos os sentidos, nem um ser humano  eu posso ser! Então porque vocês ainda estão aqui comigo?

 Lágrimas caiam dos meus olhos incessantemente. Sem me olhar no espelho eu sabia que minha cara estava horrível. Inchada, vermelha, com nariz começando a escorrer. Eu só queria que os dois fossem embora, ia ser tudo muito mais fácil se eles se fossem. 

 Nos próximos momentos eu não senti nada. Continuei chorando não tendo coragem de olhar para cima para ver se os dois garotos ainda estavam lá. Foi aí que eu senti a cama se afundando levemente dos meus dois lados e braços fortes me envolvendo em um pequeno casulo quente.

 - Shh, não chore, nada daquilo foi sua culpa. Está me escutando? - Uma voz baixa falou no seu ouvido direito - Era uma guerra, pessoas estavam fadadas a morrer. Mas nada foi sua culpa.

 - Ma-mas eu poderia ter feito mais, todas aq-aquelas pessoas poderiam ter vivido. Eu poderia ter lutado mais, poderia ter feito mais. Mas não fiz! Agora eles estão mo-mortos, todos mortos! Pessoas estão quebradas por minha culpa! - Eu disse em meio de soluços antes de murmurar baixinho: - Eu deveria estar morto. Eu quero estar morto.

 - Não, não, Harry. Não diga uma coisa dessas. - Falaram baixinho no seu ouvido esquerdo o aperto em volta de si mais forte - Você fez o possível, na verdade fez mais do que qualquer um seria capaz de fazer. Você nos deu esperança de uma nova vida.

 - Você nos perguntou porque continuamos aqui com você certo? Este é o motivo - A voz no meu ouvido direito falou - Ninguém é como você, não porque é o escolhido ou algo assim. Mas por que você poderia ter fugido, poderia ter se tornado um arrogante de merda, poderia ter virado de lado mas não fez. Em todos esses anos você lutou porque sabia que precisava dar aos outros esperança de uma vida sem escuridão, por que era o certo. Mesmo quando ninguém acreditava em você, você não se deixou abalar. Você carrega mais cicatrizes que todos nós e isso só prova o quanto você é corajoso e perseverante. Mas também prova o quanto você só precisa de carinho e paz agora e nós não nos importamos em dar isso para você.

 - Não se engane achando que estamos fazendo isso por que temos uma dívida com você. Fazemos isso porque passamos anos tentando nos aproximar, olhando de longe, vendo o quanto você precisava de um lar, de carinhos, de paz. Sabemos mais facetas suas do que acredita e esperamos que confie em nós para descobrirmos mais. Você tem nossa promessa que não importa o que descobrirmos nunca vamos virar as costas para você.

 Cada palavra sendo dita o fez chorar ainda mais. Ele sabia que estava quebrado, muito quebrado.  Mas agora, ouvindo os dois, falando com vozes tão fracas e desesperadas, o apertando e o segurando cada vez mais forte ele percebeu que o buraco dentro de si era mais fundo do que acreditava. Porque mesmo ouvindo o quanto eles se importavam, o quanto eles queriam estar perto de mim, eu continuava querendo estar morto.


Notas Finais


Qualquer semelhança com outra fic é mera coincidência. Me desculpem pelos erros ortográficos.

Não me responsabilizo por nenhum sofrimento que qualquer um de vcs passaram lendo o capítulo. Nem pago terapias pq eu não tenho dinheiro nem pra minha.

Beijinhos💚💚💚


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