História Golem moon - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Calabouço, Fantasia, Golem, Universo
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Palavras 1.391
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Fantasia, Sci-Fi
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - As paredes ao redor de William.


 As paredes ao redor de William éram claustrofóbicas, escuras , húmidas e irregulares, entalhadas na obsidiana por alguém que há muito se fora.

O vapor que emanava das fendas da parede era nauseabundo, os olhos lacrimejavam e ardiam, tornando muito difícil enchergar alguma coisa após os três metros seguintes. E como se não bastasse, vinhas e musgo proliferavam-se pelo chão, tornando-o escorregadio. De vez em quando, era necessário desviar de uma grande poça verde, de aspecto repulsivo, que tomava grande parte de um corredor.

Vinhas azuis cheias de espinhos pendiam do teto e se arrastavam das paredes. jorravam em inúmeros pontos como estalactites, despercebidamente, algumas mostravam seus botões, indicando o início da primavera.

O chão se movia rapidamente sob seus pés, e com uma agilidade invejável ele se equilibrava no piso irregular, evitando os buracos e espinhos.

Quando calculou mal a trajetória de um salto sobre um ninho de aranhas e pisou com tudo em cima de um filhote de aranha que perambulava no chão. O barulho da criatura guinchando sob seus pés foi interrompido abruptamente pelo som de um aracnídeo sendo esmagado por uma bota.

-Merda!

Disse saltitando enquanto corria, inútilmente, chutando a gosma marrom para longe de sua bota. Se tivesse tempo até a limparia em uma parede, mas precisava correr.

Após alguns poucos metros percorridos o corredor terminava em uma bifurcação, quase esbarrou no batente quando tentou entrar no corretor da esquerda. A luz de sua tocha éra mínima e trepidava demais quando se movimentava rápido, somado as paredes negras éra praticamente inútil.

Quando eu sair daqui eu vou comprar uma lamparina de cristal, mesmo que seja rosa. Pensou com angústia.

Já teve a oportunidade de comprar uma, há alguns meses, em um dia comum, chato, quando um mercador passou em sua casa no farol vendendo todo tipo de coisas, não tinha dinheiro suficiente para quase nada. Por isso só comprou um par de botas.

Virou a direita de novo e passou por uma criatura gigante que estava roncando estirada na frente de uma bifurcação.

-Ei espera! eu sou o guardião desse corredor!

Disse o monstro surpreso para o garoto que acabou de saltar por cima dele.

-Um guardião de verdade não deveria estar dormindo! Gritou William sem olhar para trás.

-Eu tenh..--

A voz raivosa do monstro foi abafada por outra curva fechada. Em qualquer outro momento teria acontecido uma briga interessante entre William e o monstro, mas estava ocupado.

Mesmo com a luz mínima que sua tocha em brasas proporcionava, seus olhos identificavam facilmente entradas falsas, feitas com espelhos e ilusões de óptica, armadilhas e pisos falsos. Tinha passado muito tempo estudando em sua casa todos os tipos de livros sobre dungeons que adquiria de exploradores mais velhos.

Homens e mulheres que William admirava, cediam seu trabalho de vidas inteiras só para treinar um futuro amigo explorador. Deixavam as suas casas para desbravar o desconhecido com perigo da morte constante, entrando em dungeons e tentando encontrar oque foram projetadas para esconder.

E escutavam-se algumas histórias passadas de boca em boca, as vezes mencionavam a descoberta de algum ítem extremamente poderoso ou com propriedades anormais, como nas histórias de Marsh.

Mas todos os pensamentos de esvaíram da mente de William quando, ofegante, parou em uma sala com cinco portas.

Não sabia para onde precisava ir e, de modo afobado, pegou em seu bolso um comunicador, apertou um botão e chegou o vidro perto da boca.

- Bruce! Bruce! você ta aí ainda? - Não percebeu, mas estava com os joelhos bambos.

- bzzzk*

- Você ainda ta aí?

- bzzzk*

- Cara, você morreu ou oquê?

- bzzzkk*...ain..da não. - Entre o chiado, sua voz éra de alguem que estava segurando algo muito pesado, e pelo tamanho de Bruce, deveria ser pesado mesmo.

- Onde você tá? Eu tô em uma sala com cinco portas aqui!

- bzzz*... A ...A ...ESQUERD..! - Ouve-se o som de metal batendo em pedra, seguido por um som gutural de algo não humano, e então o comunicador ficou mudo.

Não entendeu direito oque era a criatura, mas não importava, se seu amigo estivesse com problemas ele iria ajudar.

Hipóteses sobre como seria oque atacou Bruce se passavam em sua cabeça enquanto entrava pela porta da extrema esquerda da sala.

Quando depois de percorrer o alguns metros, tropeçou e caiu rolando. Não entendeu muita coisa, em um momento estava andando e no outro estava se debatendo contra o seu próprio corpo. Quando retomou o controle estava imóvel e seu rosto estava colado ao chão, e os braços estirados para os lados. Será que tinha caído em uma armadilha? Sentiu sangue escorrendo do seu nariz. Um piso falso talvez?

Levantou o rosto e em seguida o usou os braços para se apoiar. Se arrastou para perto da tocha que estava a poucos metros de distância e a acendeu. Olhou para trás e para a sua ignorância percebeu que só rolado escada abaixo.

Como podia ser tão descuidado?

Olhando melhor, viu que tinha rolado direto para a sala em que Bruce deveria estar, é estranho como o universo se comporta para que as coisas aconteçam.

No centro da sala havia uma estátua de três metros de altura iluminada por uma clarabóia, representava um ser de três olhos sentado, um rosto longo e era feita de cobre. O som que ouvira no comunicador foi como pedra batendo em ferro mas porque Bruce bateria na estátua? Parecia muito velha e tinha musgo em suas juntas, ela apontava para a porta com um olhar sublime, estava apoiada no braço esquerdo que tinha pulseiras. Admirando a estátua percebeu que tinha algo entalhado em sua base de pedra, mas o tempo somado com a chuva que cai da claraboia tornou tudo incompreensível.

Nada disso fazia sentido, Bruce não o enganaria desta maneira, ele faz muitas piadas ruins mas em sua maioria não costuma pedir socorro quando se separava de William, muito menos no trabalho.

Olhando atentamente por saídas secretas, observou que plantas estavam ao redor da sala, saindo de todos os cantos entre as fendas, mantendo todas as paredes cobertas, mas não tocavam na estátua.

Plantas precisam de sol, como estas estão vivas? A luz da clarabóia iluminava especificamente as costas da estátua agachada, de modo que o resto da sala ficasse no total escuro.

William se sentiu desesperado, o sangue subia a cabeça e o nariz doía, se Bruce não estivesse lá onde estaria? Pensava nisso enquanto encarava a estátua bizarra. Seu amigo não podia ter simplesmente desaparecido, e de acordo com a a ligação ele foi atacado por alguma coisa nesta sala.

Onde será que esse mamute se meteu? A sala não tinha outras saídas. Quase esmurrou a parede enquanto organizava as hipóteses em sua mente.

- BRUCE! - gritou, mas não obteve resposta.

Foi então que ouviu um estalo.

Virou-se para trás e viu um botão de uma das plantas desabrochando. Suas pequenas pétalas púrpura, movimentando-se como um bebê que acabara de nascer, a pequena espiral se tornando cada vez maior até terminar e revelar o centro em um degradê branco.

William se sentia hipnotizado pela pequenina flor, agachou-se e encarou-a.

- Oque você fez com ele sua flor desgraçada? - Cochichou.

Ouviu outro estalo ao lado de outra flor desabrochando, e em seguida outra, e em pouco tempo a sala estava cheia de estalos e todas as flores estavam se abrindo em uma onda. Se levantou e observou atentamente para as flores da parede. Estavam todas se abrindo, como se estivessem interligadas por algo. Como se fossem uma só mente. Acompanhou com os olhos as flores despertando pela sala, se abrindo como uma onda. Até que ao outro lado da sala as duas ondas se encontraram.

Todas as flores estavam imóveis apontadas para ele, como se estivessem observando-o. Se sentia indefeso, como se estivesse sendo caçado. Era uma presa, mas como? Eram flores, o maximo que danos que podem inflingir é um buquê feio, mas assim mesmo, estava suando frio. Com os dentes rangendo, andou para perto da porta que leva a escada e as flores continuaram paradas.

- Merda. - disse desistindo da sua procura.

O som de mil pétalas se movendo encheram a sala. Quando se virou assustado, viu todas as flores fitando-o de novo e, dessa vez, a estátua de cobre estava saindo de seu pedestal enquanto o encarava fixamente sem expressar nenhuma emoção.

- Merda. - foi a única coisa que conseguiu falar.


Notas Finais


Oi pessoal
Se tiverem alguma crítica, dica ou até mesmo algo que ficou difícil para a compreensão me avisem. Sou um escritor iniciante e gostaria de ajuda.
Eu vou colocar aqui os capítulos que eu fizer, então aproveitem.


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