História Golpe Baixo - Capítulo 1


Escrita por: e Otpeotp

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chen, Kai, Sehun
Tags Cafeteria Geek, Jongin, Romance, Sehun, Sekai
Visualizações 218
Palavras 3.932
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Shoujo (Romântico)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oiiii
primeiramente eu quero me desculpar por não ter postado no dia certo e só agora
passei por uns perrengues e passei o dia fora do computador esqueci até o que eh viverkkkkkk
eNFIM
eu peguei esse plot por motivos de eu ter achado ele um amor??? fiquei muito animada para escrever ele entao aqui estou eu
a capa tambem fico linda demais eu fico soft só de lembrar dela
espero que gostem e obrigada sz

Capítulo 1 - Há tantas variedades no cardápio


Não aguentava mais andar pelas ruas de Seul apenas á procura de uma tal esperança perdida chamada plaquinha procura-se empregados.

Desde que o dinheiro separado justo para pagar sua mensalidade na sua tão preciosas aulas de dança tinha acabado, parecia uma guerra procurar por um emprego.

Jongin sempre foi apaixonado pela dança. Nem sabia dizer uma frase direito ainda, mas quando uma música tocava na rádio, mexia os bracinhos e sorria sapeca. Enfim de escapar da dor de cabeça que era a faculdade, nas aulas de danças conseguia relaxar. Mas nem tanto, já que fazia um pequeno esforça a mais para impressionar o seu crush das aulas, e também, o melhor da turma.

Oh Sehun mal tinha entrado nas suas aulas e já tinha conquistado seu tão famoso coração, sem mais nem menos, apenas conquistando. Já trocou algumas palavras com ele, mas sempre de uma forma tão vergonhosa, estragava tudo. O que dava uma dor de cabeça no coitado de Jongin.

Quando conseguiu um emprego na cafeteria geek, na esquina de aonde faz as suas aulas, quase se ajoelhou no chão (na veO único problema era a cafeteria ser geek, Jongin não era nem um pouco isso. Tudo bem, algumas vezes não negava que assistia um star wars aqui, um batman alí, mas não era tanto assim.

 

A cafeteria era nova, tinha nem sido aberta ainda quando foi fazer a entrevista. Foi um alívio quando conseguiu, mas teve que passar uma noite inteira se familiarizando com o universo geek. Foi até fácil.

 

Nos primeiros dias foram uma maravilha, os clientes eram simpáticos consigo — mesmo tendo aqueles que só se importavam com as comidas temáticas da cafeteria, e sem contar os curtos e grossos demais.

 

Também teve alguns problemas com seu uniforme, não era muito bem “problemas”, só tinha achado aquele avental do Batman engraçado em si.

 

Mas tudo estava indo bem, até que um dia foi chamado para atender um cliente que usava óculos e um típico moletom do Yoda.

 

— Boa tarde, o que deseja? — Jongin estava prontamente olhando o seu bloquinho de notas, mas notou que o cliente não falava nada, e então decidiu olhar o cara pela primeira vez.

 

Era Oh Sehun.

 

Não sabia aonde colocar a cara, ele olhava para si como se estivesse impressionado\surpreso. Na verdade não era possível decifrar sua expressão, e devia ser porque estava morrendo de vergonha.

 

Decidiu agir como se nada tivesse acontecido, que não conhecia o seu famigerado crush que estava em sua frente. Mesmo com as bochechas vermelhas que não facilitava nada.

 

— Jongin? Kim Jongin? Uau, não te esperava encontrar aqui. — Sehun tinha dito aquilo com graça, e talvez Jongin tenha ficado um pouco puto com isso.

 

— Nem você aqui, nunca pensei que gostasse dessas coisas.

 

Jongin poderia passar um semblante tranquilo, mas dentro de sua cabeça estava martelando. Teve certeza de virar todos os perfis das redes sociais do Oh de cabeça para baixo, e não tinha nada mostrando sinal que seu crush era geek.

 

— Todo mundo sabe, mas como você sempre foi calado nas aulas. — Jongin engoliu seco e Sehun percebeu isso.

 

— Enfim, o que vai querer? — tentou trocar o assunto rápido para poder sair correndo daquela área e ir para a parte mais segura, que era a cozinha. E ainda tinha a Soojung trabalhando lá, e com certeza vai ter que receber apoio da garota.

 

— Caramel Macchiatto, e com um biscoitinho do Batman. — Kim teve que se segurar de alguma hora para não explodir ali mesmo, estava na cara que Oh pediu o biscoito pelo maldito uniforme.

 

— Já já trago seu pedido.

 

Quase explodiu quando escutou Oh rir baixo atrás de si, mas vejamos pelo lado bom, pelo menos tinha falado com seu crush.

 

Chegou correndo na cozinha, empurrou a porta tão rápido que ela bateu na parede fazendo um estrondo. Soojung deu um pulo e quase derrubou os biscoitos que tirava do forno, e quando viu a expressão de Jongin, viu que o coitadinho estava precisando de ajuda.

 

— Jung, ele veio até aqui.

 

— O Oh tá aqui???

 

E de repente os 2 se encontravam abaixados atrás do balcão vendo Sehun mexer no celular normalmente, era engraçado para quem estava vendo — que era Jongdae, o quieto do trabalho que lavava os pratos.

 

— Sim, e agora??

 

— Agora nada, você tem que atender o cliente. — Kim quase vomitou quando escutou aquilo.

 

— Eu?? Vou mandar outra pessoa.

 

— Esqueceu que só tem você de garçom hoje, a Yeri foi visitar a avó.

 

Nunca se sentiu idiota ao ponto de amaldiçoar uma velhinha, porra, Yeri.

 

Jongin não tinha mais escolhas, teria que preparar o pedido do Oh e ainda mais, entregar em suas mãos. E esperava que até lá não cometesse nenhum mico.

O único problema foi a porcaria do café que Sehun tinha pedido, não lembrava nem um pouco como se fazia. E para melhorar, Soojung nem deu uma ajudinha.

 

Já estava confundindo a garota como uma vilã.

 

E o pior aconteceu, leite derramado pelo chão — com Jongdae fazendo a típica piadinha do choro —, o caramelo queimava. Não sabia quanto tempo tinha ficado alí.

 

Depois de muito tempo, com uma bandeja e o copão de vidro com o líquido cor caramelo, acompanhado com um biscoito do Batman, foi até a mesa.

 

Estava com as pernas tão bambas que um gesto em falso, que derrubaria tudo e possivelmente perderia o emprego, e as aulas de dança.

 

Como SuperMan era top, conseguiu chegar lá com tudo direitinho, menos com as bochechas na cor normal.

 

— Você está bem? — Oh tinha olhado bem no seu rosto como se tivesse algo errado no rosto de Kim.

 

E realmente tinha, as bochechas estavam vermelhas e se não bastasse, tinha um pouco de creme na sua bochecha. Sehun soltou sua típica risada fraca e estendeu o guardanapo para Jongin, que todo tímido pegou.

 

“Típico de histórias clichês que Yeri sempre conta” lembrou-se brevemente da colega de trabalho sempre com um livro de romance diferente a cada dia.

 

Saudades definia, ou estava sentindo saudades dela porque ela podia estar entregando o pedido ao invés de si próprio.

 

Limpou a bochecha ainda emburrado e se curvou, saindo da mesa, e para sua surpresa, não foi parado por Oh.

 

Mas por que parar para conversar se pode fazer isso mais vezes vindo todos os dias?

 

Podemos dizer que Sehun gostava das formas mais tentadoras.


 

(...)


 

Desde aquele dia que descobriu que Jongin trabalhava naquela cafeteria, sempre ia quando dava tempo.

 

E como Sehun era uma pessoa desocupada…

 

Tinha chegado no final da tarde naquele dia, e por coincidência, fazia 2 meses seguintes que tinha começado a acompanhar aquela cafeteria. E a cabeça de Jongin? Estava uma completa bagunça só de pensar que seu crush está indo a 2 meses na cafeteria, com as suas camisetas geeks e sempre com o mesmo pedido de café — que por acaso mais complicado que suas paixões.

 

E nesse pequeno período de tempo, podia se dizer que Jongin se soltou mais em relação ao seu cliente especial. Mas sempre ficando todo nervoso quando Sehun fala uma cantada velha ou uma provocadinha. Poxa, o seu coraçãozinho não iria aguentar por muito tempo!

 

Aquele dia era uma sexta feira estava mais movimentada. A cafeteria tinha feito sucesso entre os jovens, e com isso, mais trabalho para Jongin e sua turma. Mas isso era bom, o dinheiro que vinha em seu bolso não vinha por fantasmas.

 

E lá estava Oh Sehun, sentado na mesma mesa sempre. Mas dessa vez mais incomodado, e Jongin sabia que era porque o lugar estava cheio, Oh odiava lugares barulhentos.

 

Jongin andou até lá como se fosse mais outro cliente, e Sehun mesmo digitando em seu celular, estava na verdade fingindo para ver o garoto pelos cantos dos olhos. E como sempre, estava com um semblante radiante o Kim.

 

— Boa tarde senhor, o que deseja? — pergunta com um mini sorriso nos lábios, e Sehun acabou se lembrando em como era Jongin no ínicio.

 

— O mesmo de sempre.

 

Jongin iria explodir.

 

Era muita coisa na cozinha, e ele justo pega todo o santo dia, o maldito café que se bagunçava inteiro para fazer. Como poderia dizer para ele delicadamente que há opções no cardápio.

 

— Sehun, você sabe que tem mais variedades no cardápio, né?

 

Ele olhou sério para Kim por um segundo, mas o suficiente para ele se congelar inteiro e engolir seco. Mas não entendeu o motivo de Oh ter começado a rir de sua cara.

 

— Claro que sei, acha que sou burro?

 

— Não é isso, é porque você sempre pega o mesmo pedido e eu me atrapalho todo fazendo ele. — disse todo emburrado e com razão, existe como alguém pedir o mesmo pedido por 2 meses seguidos e não enjoar?

 

— Tem certeza que fica atrapalhado pelo pedido em si, e não por ser meu pedido?

 

Pronto, as provocações tinham começado cedo naquela tarde. Jongin saiu batendo perna e quando chegou na cozinha se sentou no banquinho, e se for verdade? Tinha feito aquele pedido pela primeira vez para ele, e se for ele o problema de se atrapalhar e o pedido não sair como devia ser?

 

E frustrado bufou, pedindo para outra pessoa entregar o pedido e a maioria do tempo ficou ali na cozinha, pensando o quão trouxa era pelo seu famigerado crush. Deixando um Sehun confuso e repensando se tinha dito algo errado para seu suposto novo paquera sair daquele jeito.


 

(...)


 

— Desculpa o atraso, o celular não despertou. — Jongin era um grande mentiroso de fato.

 

A famosa desculpa do “celular não despertou” mesmo parecendo mentira, era verdade, em partes. Ficou a madrugada inteira vendo naruto, acompanhado com um balde enorme de pipoca e um copão de refrigerante e docinhos. Tinha coisa melhor? Além de Oh Sehun claro, além dele, não tem! E sim o celular tinha despertado, mas para Jongin não, que continuou no mundo dos sonhos. E só acordou quando a sua mãe veio gritando para o seu quarto dizendo que já estava atrasado e se dependesse dela, arrancava o couro do filho ali mesmo.

 

Jongin nunca quis tanto morar sozinho.

 

E com o cabelo todo descabelado e com a roupa amassada, chegou na sala aonde fazia aulas, com uma desculpa esfarrapada atraiu olhares de seus colegas, inclusive de Sehun.

 

A aula continuou normalmente, com Sehun mandando aqueles olhares para si, e Jongin quase dormindo no meio dos passos — e levando sermões do professor. Mas poxa, não tinha culpa! A culpa era do seu trabalho e um anime… e talvez um dos seus alunos.

 

E depois de muitos passos a aula tinha acabado, e Jongin não via a hora de chegar em casa e se meter embaixo das cobertas e esquecer de sua existência por algumas horas. Mas como sempre, seus planos raramente dão certo, e não seria aquela hora que o milagre de dar certo iria se realizar.

 

— Jongin. — escutou seu nome e se virou de costas se deparando com Sehun, com a alça da mochila em um de seus ombros, e andando em sua direção.

 

— Oi?

 

— Queria conversar contigo.

 

— Comigo? — tudo bem, essa era nova.

 

— Sim, sei que você está trabalhando naquela cafeteria, como deve ter percebido — usou tom de riso fazendo o garoto rir do seu lado — e queria saber se você gosta de star wars. Eae, gosta?

 

— Hum, sim? Não vi todos os filmes mas a maioria já vi.

 

— Pensei em te chamar para o cinema para ver o novo filme, o que acha?

 

Jongin congelou, quando viu o olhar de Sehun esperançoso sobre a sua proposta seu coração bateu forte. Era inusitado e foi pego de surpresa, pensar em que aquilo poderia ser uma brincadeira de mal gosto nem passou pela cabeça de Jongin, sabia que o Oh era maduro.

 

— Claro, quando?

 

Oh sacou uma caneta preta do bolso e escreveu tudo no pulso de Jongin, com o seu número, o horário e lugar. Que era perto da cafeteria onde trabalhava.

E com um aceno, Jongin foi pra casa, mas sem sono. Mas iria dormir da mesma forma, só para se garantir que o que aconteceu não era um sonho.


 

(...)


 

Não era um sonho.

 

Acordar e pensar que era um sonho foi inevitável, xingou todos os nomes baixo, mas quando olhou seu pulso se aliviou e fez questão de limpar sua boca com sabão.

 

O número que Oh tinha escrito no seu pulso antes de ir embora estava marcado ali, com uma caneta de tinta preta. Sentia seu coração leve, e a mente leve também. Mas agora a sua preocupação era saber como agir no seu encontro amanhã.

 

Espera, é um encontro?

 

— Encontro, encontro, encontro… com Oh Sehun. — conferiu e viu que pelo menos as palavras saíam de uma forma agradável de sua boca, claro, tinha Oh Sehun no meio.

 

O problema era que nunca tinha ido em um “encontro” antes. Bem, já quase foi algumas vezes, mas na maioria das vezes sempre dava errado. No total foi quase 2 encontros que tinha ido, no primeiro dormiu demais, no segundo chegou atrasado. Entendeu agora o quanto que Jongin era azarado?

 

Bom, não era tanto assim. Tinha sido chamado para sair com o crush, era um grande passo da sorte.

 

E ainda bem.

 

Jongin se jogou na sua cama e ficou encarando o teto, não sabia o que vestir e já não tinha mais forças de andar para um lado e para outro em seu quarto. Olhou para o lado e alcançou o celular, discando aquele número tão conhecido por si já.

 

— Byun, pode vir aqui em casa rapidão?

 

Depois de uns 10 minutos, Baekhyun já estava em sua casa todo ansioso. Não era mentira que esperava por uns longos anos pelo momento que seu melhor amigo fosse em um encontro, e ainda com um garoto bonito.

 

— Tudo bem, respira fundo que vai dar tudo certo. Tem sorte que ele não tenha te convidado para um jantar, se não você teria que passar pelo menos uma hora e meia conversando com ele. — só de imaginar Jongin congela, não tinha assunto nem com sua mãe, imagine com Sehun.

 

— Não me faça pensar nisso, seria constrangedor. — se sentou na cama vendo Baekhyun começar a procurar por alguma roupa, com a sua pose de profissional.

 

— Tudo bem, vocês vão ao cinema. Então algo casual grita mais alto, vamos tentar essa camiseta branca, esse casaco xadrez, calça jeans e um tênis preto. — jogou as roupas na cama do lado de Jongin, que pegou as roupas e foi em direção ao banheiro.

 

Ao voltar do quarto, praticamente o queixo de Byun se encontrou ao chão. Tinha preparado bem o seu garoto.

 

— Lindão hein.

 

— Mesmo?

 

— Claro que sim, para um cinema está ótimo. — realmente Byun era um profissional em encontros.

 

— Mas eu tenho que trabalhar daqui a pouco, não posso ir assim. — Baekhyun fechou a cara e começou a pensar em uma solução, como sempre tinha.

 

— Você tira apenas o casaco, vocês usam avental, certo? — perguntou e o garoto assentiu — Ótimo, na saída você coloca de novo.

 

— Pela primeira vez, sua existência valeu a pena na minha vida.

 

— Sempre valeu a pena, mas você gosta de implicar comigo. Então, deixa eu te dizer o seguinte, não fique nervoso, deixe tudo rolar naturalmente. E usa perfume.

 

— Ta, vamos logo to atrasado.

 

— Vou junto. — opa, o que disse?

 

— O que? — não teria outra palavra melhor do que confuso para definir Jongin naquele hora.

 

— Para qualquer coisa, se tiver dúvida é só ir na minha mesa.

 

Ia retrucar, mas não tinha tempo para isso, já deveria estar chegando no seu trabalho a essa hora. E então foram o mais rápido possível, com o coração de Jongin batendo forte tentando manter os pensamentos positivos em sua cabeça. Pelo menos tentou.


 

(...)

 

— Que aura é essa? — mal tinha chegado na cafeteria e já estava notando algo diferente.

 

— Como assim?

 

— Está mais nervoso que o normal.

 

Jongdae e sua capacidade de enxergar como os outros se sentem. Jongin nem deu mais ouvidos, sabia que se pensasse naquilo iria ficar mais nervoso do que já estava. Foi até o armário pega o seu avental deixando um Jongdae rindo pra trás. Colocou o avental e viu a Yeri chegar dizendo um “Bom dia”, ainda bem que ela tinha voltado.

 

— Eae Jongin, como foi me cobrir?

 

— Foi moleza. — queria muito falar que tinha sido terrível ainda mais por atender Sehun, mas nem era tão íntimo com ela para dizer isso.

 

— Que nada, ele quase morreu te cobrindo. — nem precisava mais andar com aquilo entalado na garganta, Soojung já tinha dito.

 

— Eu já sabia mesmo. — brincou e foi colocar o seu avental, deixando Jongin para trás com uma cara de tacho.

 

O lugar estava cheio, e ainda ficaria mais cheio por ser o dia da grande variedade de bolinhos. Diariamente só existe 5 sabores diferentes de bolinhos, hoje 15. Era como um festival de bolinhos.

 

— Jongin, o garoto de cabelo rosa quer ser atendido. — Jongdae disse e quando olhou para a mesa, Byun sorria sacana para o cardápio. Bufou e foi aonde ele estava.

 

— Boa tarde, qual o seu pedido?

 

— Para de me tratar assim porque eu sou um cliente especial. E, desejo um pouco de coragem para meu melhor amigo, que não consegue se declarar para o crush a 3 meses. Ah, e um pouco de mel em cima. — brincou e Kim não sabia de onde surgiu aquela paciência toda com o melhor amigo.

 

— Muito engraçado.

 

— Olha só, ele recém chegou — disse e Jongin olhou rápido para a porta, vendo ele entrar e ir na mesa de sempre. — vê se não me decepciona. Não quero que passe hoje, hein?

 

— Sim senhor, agora qual o seu pedido?

 

— Hum, um bolinho de morango do Deadpool, e uma coca. — anotou o pedido e saiu todo emburrado só de pensar que hoje teria que se confessar para Sehun.

 

E o pior que nem sabia como.

 

Mal tinha voltado para a cozinha e Yeri pediu para atender outra mesa, desta vez com Oh olhando o cardápio com uma camiseta do star wars e uma calça jeans.

 

— Achei que você iria estar em casa esperando a gente sair.

 

— Fiquei entediado, e já que estava com fome, vim para cá.


 

— Hum, enfim. Boa tarde, o que deseja? — ao contrário de quando foi atender Byun, agora exibia um sorriso de lado.

 

— Um expresso, e um bolinho de baunilha. — já ia anotar o pedido mas, o que escutou mesmo? Um expresso?

 

— Expresso? — perguntou e recebeu uma afirmação. O que aconteceu com o universo para Sehun não escolher o de sempre?

 

— Estou querendo seguir sua dica, afinal, tem tantas variedades no cardápio. Experimentar outras coisas deve ser bom, não?

 

Ainda confuso, Jongin murmurou um “certo” e saiu em direção a cozinha. O lugar estava começando a ficar cheio e cada vez mais os seus colegas estavam nervosos com toda aquela clientela. E por algum motivo, Jongin não conseguia nem preparar um expresso direito, e não sabia se era pela agitação do lugar, ou porque sabia que tinha mais gente para atender. Ficou frustado.

 

Terminou o pedido e levou para Byun, e nunca o agradeceu tanto por estar ali e por não ter pedido nenhuma cafeína.

 

— Pronto, Baekhyun. Bon Appétit.

 

— Uau, que sofisticado. E uau também pelo bolinho, seu emprego é mais legal do que eu imaginava, Nini. — disse pegando o bolinho do Deadpool e sorrindo de lado, só de pensar em um emprego como aqueles, já dava vontade de trabalhar.

 

Era a primeira vez que Byun elogiava um emprego — pelo menos na frente de Jongin —, o choque foi grande. Mas agradeceu com um sorriso de lado e deixou o garoto aproveitar seu lanche.


 

Agora teria que entregar a outra bandeja com a pequena xícara acompanhado com um bolinho para a outra mesa, e foi muito complicado andar com aquela pequena xícara na bandeja no meio de tanta gente. Outra vez se sentiu frustrado.

 

— Aqui está seu pedido, Sehun. Desculpa pela demora, a cozinha está uma confusão. — disse nervoso e quando levantou os olhos, Sehun o olhava sugestivo.

 

— Algo de errado com o meu cabelo?

 

— Posso conversar contigo depois do seu expediente? Aí já podemos ir juntos para o cinema. — tudo bem, tinha sido pego de surpresa. Tanto que ficou processando o que tinha dito.

 

— Claro, daqui a pouco ele acaba e entra outro no lugar.

 

— Tudo bem. — quando Jongin estava saindo viu Sehun acenar para Byun, que todo esse tempo estava cuidando todas as ações do crush de seu amigo. Que quando foi descoberto, escondeu seu rosto atrás do cardápio.


 

(...)


 

Já tinha acabado seu expediente, e o lugar já estava menos cheio do que antes. Agora estava sentado na frente do garoto que gostava, já pronto para sair pro cinema e também já com o coração na mão.

 

— Você se confundiu para fazer o expresso, certo? — era o que faltava para Jongin, agora Sehun iria dizer os defeitos do café, e sem escolhas assentiu.

 

— Você fica nervoso quando faz o meu pedido, por isso que escolhi um diferente para provar minha teoria. — e pronto, Jongin tinha caído na armadilha, e não tinha como esconder. — Mas por que fica tão nervoso?

 

Jongin congelou e lembrou das palavras de Byun, não podia passar de hoje.

 

— Ok, me pegou na sua armadilha. Gosto de você desde quando você colocou os pés naquela sala de dança, pela sua voz e pela porcaria de seu talento de conseguir de se destacar naquela sala. Tudo bem eu vou dizer a coisa mais clichê que disse em toda a minha vida mas, se destacou no meu coração também. — tinha falado tão rápido que perdeu até o fôlego, tinha acabado de se declarar, e seu coração estava na garganta. Estava com o olhar baixo, mas quando espiou viu Sehun sorrir para si. Sorrir?

 

— Eu já sabia. — o que ele tinha dito? Que sabia de tudo por 2 meses inteiros e não fez nada? — E eu também já sabia sobre você ficar nervoso com o pedido que sempre faço, por isso eu sempre pedia o mesmo.

 

Espera, de que forma Sehun sabia sobre aquilo?

 

— Sabia como?? — Jongin perguntou ficando nervoso pela resposta.

 

— Acho que você não me stalkeou o suficiente para achar Yeri como prima minha. — apenas olhou para trás e viu ela com um sorriso nervoso como se quisesse pedir desculpas.


 

— Você também sabia que eu te stalkeava? Eu posso saber o motivo de você não ter falado nada!? Eu podia ter sofrido menos sabe.

 

— Eu não podia fazer nada se você curte uma foto de mil anos atrás e depois tira o gostei, e age como se nada tivesse acontecido. Era… como podemos dizer? Fofo ver você me observando nas aulas, e todo bobo vindo pegar meu pedido. E também engraçado você se atrapalhando de fazer o pedido.

 

Jongin teve uma raiva enorme dentro de si, quase teve vontade de esfregar a cara do Oh no asfalto. Mas quando foi dizer algo, acabou rindo tímido, sendo acompanhado de Sehun.

 

— Acho melhor a gente ir já, daqui a uns 15 minutos começa o filme. — disse e então Jongin afirmou, mas antes mandando um positivo com um sorriso animado para Soojung, um coraçãozinho para Byun, e uma expressão de criança brava para Yeri. Sendo respondido com um sorriso por todos.

 

A ida ao cinema foi divertida e repleta de risadas, tinha pensado que não conseguiria falar nem um piu perto de Sehun, mas foi completamente o contrário. Compraram um balde enorme de pipoca, e dois copos de refrigerante. Doces? Jongin tinha pego alguns bolinhos antes de sair da cafeteria e enfiado nos bolsos da calça e do casaco. E o que Jongin e Sehun tinha como descrever o encontro? Foi ótimo o filme, e os beijinhos também.

 


Notas Finais


se confessem para o crush com a coragem que surgiu do nada de Jongin
aaaa eu adorei escrever essa fanfic
espero que tenham gostado e ate mais sz


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