História Golpe do destino (Tidelli e Natiese) - Capítulo 11


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Categorias Fifth Harmony, One Direction
Tags Gay, Lésbica, Natiese, Ponto Ação, Tidelli
Visualizações 16
Palavras 1.373
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - O segredo


               Rodrigo e Rafaela ainda ficaram sentados na pista até comtemplarem o pôr do sol que começou por volta das cinco e meia da tarde. Foi um espetáculo maravilhoso ver aquela estrela do sistema solar se despedindo de mais um dia e deixando as suas cores refletidas nas águas daquelas praias.

            Quando era seis horas da tarde, eles resolveram ir embora. Uma, porque já estava tarde, e outra, porque o parque só funcionava até esse horário. Os dois fizeram questão de irem até a camionete de mãos dadas.

            Rodrigo abriu a porta do passageiro, e ela entrou. Em seguida, ele funcionou a camionete, e assim partiram daquele lugar com o pensamento de voltarem outra vez. Durante o caminho, o rapaz pensou no caso que havia com Karen e resolveu falar com a Rafaela sobre isso.

            — Rafaela, e agora? O que fazemos diante de tudo isso que aconteceu?

            — É... Eu não tinha pensando sobre isso. E olha que eu sempre planejo tudo.

            — Eu já decidi uma coisa... Eu não vou mais me encontrar com a sua mãe e nem com outra mulher.

            — Não?

            — Não. Nunca mais. Eu quero ficar com você. Só com você, Rafa.— disse ele, olhando para ela.

            Rafaela ficou sem saber o que dizer. Ele, então, continuou, com o olhar na estrada.

            — O que foi? Você não quer ficar comigo?

            — Eu quero muito, Rodrigo. Mas não sei o que minha mãe vai pensar...

            — Você tem medo?

            — Ah... Um pouco.

            — Não fique com medo. Se quiser, eu falo com ela.

            — Não, seu louco. — sorriu — A gente precisa ir com calma.

            — É... Você tem toda razão.

            Logo Rodrigo parou a camionete em frente a casa de Karen. Nesse momento, Rafaela observou se o carro da mãe estava na garagem e ainda não estava. Assim, conseguiu olhar tranquilamente para Rodrigo e disse:

            — Eles ainda não estão em casa! Que alívio!

            — Eu não me importaria se ela me vesse contigo agora.

            — Rodrigo... Você é muito louco.

            — Louco por você! — disse ele, beijando-a na boca.

            Rafaela foi tirando o cinto de segurança e afastando a sua boca da dele.

            — Eu tenho que ir, Rodrigo.

            — Só mais um beijo... Por favor!

            Eles se beijaram mais uma vez, e Rodrigo a deixou ir. Ele ainda ficou a observando entrar em casa até sair de vez de lá. Não estava acreditando no dia que havia tido com aquela garota. Era muito bom para ser verdade, tanto é que tinha medo de dar alguma coisa errada.  

            Minutos depois, Rodrigo chegou na pensão. Foi até o quarto e a porta estava escorada. Porém, não havia nenhum sinal do Tiago. Onde será que ele havia ido? Então resolveu perguntar a dona Alma se ela havia visto o rapaz.

            — Dona Alma.

            — Olá, Rodrigo. Precisa de alguma coisa? — disse ela, tirando os olhos de uns papéis que estavam na recepção.

            — O Tiago disse alguma coisa para a senhora antes de sair?

            — Não. Por quê?

            — Não, por nada. Eu só não sei aonde ele foi, e como ele não conhece a cidade direito, fico preocupado.

            — Entendo, mas fique tranquilo, Rodrigo. Logo ele está aí...

            — É, né? Vou esperar por ele.

            — Sim. E daqui a pouco teremos a janta.

            — Ok. Obrigado, dona Alma.

            — Por nada, Rodrigo.

            Tiago tinha andado um pouco pela cidade à tarde e avistou um museu que estava tendo leilões de obras de arte. Ele acabou entrando no lugar e conheceu uma senhora de idade bem rica. Acabou transando com ela, e pegou algumas joias na casa dela. Depois foi até a boate e ofereceu as joias a Priscilla, e ela aceitou.  

Após isso, Tiago resolveu ir até uma lanchonete para lanchar. De repente, Yuri estava passando na frente do estabelecimento e avistou o rapaz. Não pensou nem duas vezes e foi correndo falar com ele.

            — Olha só quem eu vejo por aqui... — disse Yuri, sorridente e olhando para o rapaz.

            — Você está me seguindo?

            Yuri deu um sorriso e sentou-se na cadeira de frente a ele.

            — Não. Eu não corro atrás das pessoas, tá? Eu sei que você não queria me ver mais, porque nem fez esforço de me ligar.

            — Eu joguei fora o seu número.

            Yuri ficou até pasmo com a sinceridade dele e até teve que respirar um pouco para continuar a conversa.

            — Nossa... Também não precisava me dizer isso na cara, né? Poderia ter me dado uma ilusão dizendo que tinha perdido o número em algum lugar ou que ele poderia ter se molhado dentro do bolso da sua calça quando a lavou.

            — Eu só quis ser sincero. — declarou Tiago, limpando a boca com o guardanapo — Desculpe.

            — Tudo bem... Eu acho que devo me retirar, né?

            Antes que ele pudesse sair da cadeira, Tiago segurou a mão dele e se sentiu um pouco estranho em fazer isso. Yuri ficou olhando para ele sem entender nada.

            — Não precisa ir. Me faça companhia.

            Yuri voltou a se sentar com aquela cara de “Que porra está acontecendo com este homem?”

            — Por acaso, isso é uma pegadinha ou algo do tipo?

            — Por quê?

            — Está na cara que isso é brincadeira. Você não gostou de conversar comigo.

            — Não é isso. Eu só... Eu só sou um pouco difícil de lidar.

            — Um pouco?

            — É... — deu um sorriso sem graça.

            — Sei... — disse ele, percebendo que Tiago estava com uma cara preocupada. — Eu sei que não te conheço a muito tempo, mas posso perceber que não está muito bem.

            — É. Eu não estou mesmo e não tenho ninguém para falar sobre isso.

            — E o seu amigo?

            — Eu acho que eu não devo falar isso com ele...

            — Por quê? Agora fiquei curioso.

            — Eu nem sei por onde começar...

            — Hum... E comigo?

            — Eu também acho que não devo falar isso com você.

            — Meu Deus, agora fiquei muito puto de tanta curiosidade. Por que não pode falar para mim?

            — Porque você pode contar para alguém, ou melhor, para a Karen.

            — Não. Eu te prometo que não contarei nada a ela.

            — Mas você e ela são bem amigos, e ela não pode saber de forma nenhuma o que tenho para contar.

            — Realmente, eu sou muito amigo dela, mas eu juro que não vou contar, porque não é tudo que a gente conta um para o outro.

            Tiago ficou o olhando com aquele olhar de dúvida e observou que muitas pessoas estavam olhando para os dois. Yuri percebeu o desconforto dele e teve uma ideia.

            — Olha, por que não vamos para a minha casa?

            — Sua casa?

            — É. Nós pedimos uma pizza, e você me conta melhor sobre esse mistério todo que está fazendo... E claro, te ajudarei no que for preciso.

            — Ok. Tudo bem.

            Yuri convidou o rapaz para entrar no carro dele. Assim, os dois saíram daquela lanchonete. Em poucos minutos, os dois chegaram até a casa, que era de dois andares e bem grande. O rapaz morava sozinho nela a mais de cinco anos, mas tinha muita vontade de encontrar alguém para se casar.

            Quando Tiago entrou naquela casa, Yuri ficou o observando. Nunca tinha visto um homem tão lindo e perfeito quanto ele. Então, o convidou para se sentar em um dos sofás e perguntou:

            — Você quer alguma bebida?

            — Ah... Sim, eu gostaria.

            Yuri sorriu e foi pegar duas pequenas garrafas de cerveja na geladeira. Depois que se sentou ao lado dele, discou alguns números no celular.

            — Oi, Boa noite... Eu gostaria que me trazessem uma pizza de... Só um instante...

            Ele olhou para Tiago e perguntou:

            — De que sabor você gosta?

            — Ah... Peça a mafiosa. — disse Tiago, levando a cerveja até a boca.

            Yuri achou estranho aquele nome, mas pediu o sabor. Ao desligar a chamada, ele olhou para o Tiago e fez uma pergunta.

            — Mafiosa?

            — É, porque eu sou um mafioso. — sorriu, e como viu que Yuri não achou engraçado, ele contornou o que tinha dito — Quer dizer... Brincadeira. A pizza mafiosa leva molho, mussarela, calabresa apimentada, berinjela, cebola fatiada e orégano.

            — Eu nunca provei.

            — Você vai gostar. É muito gostosa.

            Yuri balançou a cabeça, assentindo aquilo e continuou a conversa.

            — E então? Posso saber o seu segredo?

            Tiago ficou olhando para o nada ainda tentando escolher as palavras certas. Quando conseguiu, olhou para Yuri e fez uma revelação, que jamais imaginou fazer um dia em sua vida.

            — Eu acho que estou a fim do meu melhor amigo.



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