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História Golpista - Capítulo 6


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Notas do Autor


Oi gente, voltei.
Por favor se alguém está lendo essa história me dá uma motivação kkkk to flopando tanto aqui que estou quase desistindo.

Capítulo 6 - Capítulo Cinco


 

Capítulo cinco: "Encaro a vida como um tabuleiro de Xadrez, assuntos são peças, problemas são jogadas e a vida é uma estratégia... no tabuleiro existe o contexto, sei o que é preciso para ganhar o jogo e caminho passo a passo até o cumprimento do meu foco."

 

ㅡ É lindo, Pilar ㅡ a voz de Thalia soa em um falso tom de admiração, que passou despercebido por Pilar, que demonstrava ser demasiado ingênua.

O falso elogio fazia referência aos bordados que ela fazia, algo que orgulhava muito, porém nada que deixasse Thalia interessada.

ㅡ Senhora Pilar ㅡ a voz amistosa de uma das empregadas da mansão desperta a atenção das duas. 

ㅡ Diga-me, Felipa ㅡ Pilar se vira para ela, dizendo em um tom de voz igualmente amistoso.

ㅡ O senhor Ramos está em seu escritório e a aguarda ㅡ diz sem tomar muito tempo, deixando o cômodo em seguida, o que deixa ambas as mulheres curiosas.

ㅡ Com licença, Thalia, irei ver o que meu marido quer ㅡ diz nervosa, saindo um tanto apressada.

ㅡ Coitada… tão submissa ao marido ㅡ Thalia sussurra para si, sabendo que Pilar não ouviria nada.

Caminha pela casa à espera da sonsa, termo que ela escolheu para designar Pilar Ramos.

Fazia uma semana desde que Thalia chegou à mansão de Sérgio e Pilar e já tem anotado mentalmente as coisas que acha estranhas, visto que o casal possuía um comportamento um tanto peculiar. Thalia notou que ambos se estranhavam e, pior, não dormiam no mesmo quarto, o que era algo incomum entre um casal, ainda mais um casal tão jovem. Notou também que Sérgio não parava em casa, dificilmente ela o via, o que de certa forma não era bom para seus planos, já Pilar não gostava de sair pois segundo ela não tinha lugares para ir. As vezes ia na casa dos pais ou saia para fazer compras tendo Thalia como companhia, dificilmente mudava essa rotina.

A jovem de Santa Lúcia percebeu também que Pilar mudou radicalmente, não fisicamente mas emocionalmente. Nada mais parecia lhe interessar, queria distância de tudo e todos e seu semblante constantemente denotava indiferença a tudo ao seu redor e tristeza absoluta. Quase não comia direito e passava o dia todo praticamente trancada no quarto. Isso não importava para Thalia pois para ela Pilar poderia morrer logo de uma vez facilitando seus planos, no entanto precisava fingir que se preocupava.

Iria seguir para perto do escritório para ver se conseguia ouvir sobre o que estavam falando, porém algo a interrompeu, ou melhor, alguém. 

Alto, aparentemente com pouco mais de 1,80, cabelo estilo raspado contrastando com uma barba cheia e lábios finos. Olhos negros tempestuosos e feição maligna. Atraente, Thalia julga mentalmente enquanto o via olhá-la de cima a baixo.

ㅡ Olá ㅡ ela diz se aproximando dele, fazendo um barulho irritante com seus saltos enquanto caminha sobre o piso ㅡ o que deseja?

Ele leva alguns segundos para responder, provavelmente a demora se deu pela vistoria que ele fazia em seu corpo.

ㅡ Vim falar com o senhor Ramos. ㅡ se aproxima dela ㅡ por acaso ele se encontra? ㅡ Indaga ainda embasbacado com a beleza da mulher a sua frente.

Senhor Ramos… Thalia pensa. Pela forma de se dirigir a Sérgio provavelmente é algum empregadinho, apesar de se esconder muito bem no traje composto por terno sem gravata. Imediatamente a atração por ele se dissipou.

ㅡ Está sim, porém se encontra no escritório com a esposa. Se quiser sente-se e aguarde ㅡ diz de forma polida.

ㅡ Claro, obrigado ㅡ senta-se em um dos sofás dispostos pela sala de visitas ㅡ não quero ser intrometido mas quem é você? Nunca a vi por aqui. Ela sorri sem emoção alguma.

ㅡ Sou Thalia, dama de companhia da esposa de Sérgio ㅡ diz sem se importar com a forma de tratamento ao chefe ㅡ e você?

ㅡ Karim Benzema, trabalho com ele.

No mesmo instante vozes nervosas soam e logo Pilar e Sérgio adentram o recinto. Pilar passa correndo por eles nervosa e vai para o quarto e Sérgio encara Karim sentado ali de forma despojada com confusão no olhar.

ㅡ Karim, o que faz aqui? ㅡ demonstra dureza em sua voz.

ㅡ Preciso falar com o senhor. Podemos?

Sérgio encara Thalia ali e logo encara Karim novamente.

ㅡ Claro, vamos ao meu escritório!

Thalia ficou com uma pulga atrás da orelha pelo que acabara de acontecer e desejava ser um mosquito para entrar no escritório sem ser percebida e descobrir o teor da conversa. Infelizmente, por hora, precisava se preocupar com Pilar.

Bateu na porta e com sua melhor interpretação de falsa benevolência indaga:

ㅡ Pilar, o que acha de sairmos para comprarmos umas roupas para você? ㅡ sugere e revira os olhos ao final.

ㅡ Quero ficar sozinha, Thalia, vá embora ㅡ a voz dela sai abafada do outro lado da porta.

ㅡ Pilar abra aqui.

Pede e após alguns segundos escuta a porta ser destrancada. Ela adentrou o quarto e visualizou Pilar bebendo…novamente.

ㅡ Bebendo de novo? ㅡ pega a garrafa de whisky de sua mão ㅡ isso pode te matar!

ㅡ Cuide de sua vida, Thalia.ㅡ pega a garrafa de volta ㅡ já não me importo com nada, agora saia. Thalia suspira. Aquela mulher precisava de um psiquiatra, isso sim.

ㅡ Você que sabe.ㅡ diz e deixa o quarto. Por mim você pode morrer, sua maldita, completa em um sussurro.

. . .

Olhando-se agora no grande espelho do quarto de hóspedes onde foi instalada, Thalia sentia-se linda. Sendo dama de companhia de Pilar não precisava usar aquele típico uniforme horroroso de empregada, pode usar suas próprias roupas e aproveitava-se disso para vestir as mais provocantes para atrair a atenção de seu belo alvo.

Precisava encontrar algo para sonsa se distrair pois não queria que Sérgio pensasse que ela não estava fazendo um bom trabalho.

Após se vestir, Thalia agora acabava de tomar seu café da manhã e estava se levantando da mesa quando visualizou Sérgio adentrar o local, lindo como sempre. Pensava que Pilar não merecia um marido como ele se não sabe aproveitar.

ㅡ Bom dia, senhor Ramos ㅡ ela diz chamando sua atenção, já  que ele não tirava os olhos de cima dela.

ㅡ Bom dia, Thalia.

ㅡ Deixa que eu lhe sirvo, senhor ㅡ ela se apressa em se mostrar prestativa.

ㅡ Não precisa, não é o seu trabalhoㅡ ele retruca ao se sentar à mesa.

ㅡ Eu faço questão, não me custa nada ㅡ ela disse lhe servindo uma xícara de café com apenas meia colher de açúcar, o tinha observado o suficiente para saber de seus gostos.

Os olhos dele estavam presos ao seu generoso decote.

ㅡ E Pilar? ㅡ Pergunta ele após um pigarro vindo dela, quando ela termina de lhe servir.

ㅡ Tomou café da manhã e voltou para o quarto ㅡ senta-se ao seu lado ㅡ Confesso que estou preocupada com ela, senhor.

ㅡ Thalia, deixemos as formalidades de lado. Já que ficará aqui por tempo indeterminado acredito que seja melhor estreitarmos as relações entre nós ㅡ ela claramente percebe a segunda intenção por trás daquela fala ㅡ Chame-me apenas de Sérgio.

Ela sorri satisfeita.

ㅡ Como quiser, Sérgio ㅡ lhe toca o braço e se encararam por alguns poucos segundos ㅡ agora se me der licença irei ver se Pilar precisa de algo.

Ela deixa a sala de jantar e não precisa olhar para trás para saber que ele a observava.

Para Thalia tudo aquilo não passava de um jogo e qual melhor para descrever se não o xadrez?

Ela é a rainha e o objetivo do jogo é conquistar o “rei” da adversária. Sérgio é o rei e Pilar sua adversária. Ela tem uma estratégia muito bem pensada para alcançar seu objetivo, assim como funciona no xadrez e agora só precisa de alguns peões para lhe ajudarem no caso de precisar realizar algum trabalho sujo. Karim lhe veio à cabeça. Percebeu o interesse dele sobre si e talvez não seria tão ruim assim seduzi-lo e trazê-lo para seu lado caso precise.

Mal podia esperar para dar seu xeque-mate.


Notas Finais


O que acharam? Comentem para eu saber. Beijos


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