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História Gonna Get Caught - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá! Essa é a minha primeira fanfic Seongjoong e do Ateez, então eu preferi fazer algo leve tanto para ler quanto para escrever, então os capítulos raramente vão ter mais do que 2k de palavras, ok? Prometo que não é ruim skskksks
Espero que gostem!

Capítulo 1 - Prólogo: Os Quatro Cavalheiros do Apocalipse


“O próximo evento de caridade do aluno Park Seonghwa ocorrerá neste sábado, com o objetivo de arrecadar dinheiro para os menos afortunados das ruas de Gangnam, Guryeong Village. Com barracas de comidas a venda, jogos e pinturas, todos serão bem-vindos com sua contribuição”

 

Mais um dia escrevendo sobre os feitos incríveis de Park Seonghwa, o alecrim dourado do colégio, o jamais odiada, o aclamado e maravilhoso aluno de ouro, com seus eventos de caridade e bondade, jurando que é Deus ou alguma divindade dos menos afortunados. Eu sempre fico com as mesmas colunas de informações, se não é os eventos de caridade, é sobre qualquer feito estúpido conquistado para a escola, claro, alcançado pelo Park, e sinceramente, eu não acho que ele seja isso tudo. ninguém pode ser tão bom o tempo todo, ele provavelmente está tentando pagar dívida com Deus ou alguma coisa do tipo, porque é impossível alguém ser perfeito em absolutamente tudo o que faz; notas, arrecadar dinheiro para caridade, ajudar velhinhas a atravessar a rua, eu tentei uma vez e a única coisa que recebi foi a mulher gritando “ladrão” — como se eu, Kim Hongjoong, parecesse algum trombadinha.

Não tenho inveja do Park, não preciso disso, porém, como jornalista (futuro, mas isso é apenas um detalhe), eu não caio na lábia de qualquer um, principalmente de alguém que não parecesse ter um defeito. O garoto é perfeito, o rosto, o corpo, o cabelo, e todo o resto que eu já citei — reclamei — anteriormente. 

Termino aquela porcaria de artigo e clico em imprimir, de qualquer jeito, sem me importar com ortografia ou formatação, as pessoas desse colégio já estão tão acostumadas com esses eventos toscos que só de ver “Park Seonghwa” na matéria, não é nem necessário ler o resto, além de que eu não estou com a mínima boa vontade para fazer a matéria. Eu sempre quis escrever algo que marcasse meu nome, fosse na escola ou no país inteiro, sempre quis que soubessem quem é Kim Hongjoong, mesmo que por meio do jornalismo, e o clube da escola foi um meio que consegui para tentar me destacar neste meio, e bem, vejamos que não deu certo já que fico com matérias minúsculas sobre vocês sabem quem.

— Daqui a pouco você vai quebrar essa impressora. — ouço a voz grossa de Mingi atrás de mim.

Mingi é uma das únicas pessoas que dizem me suportar, junto de Jongho. Ele faz parte da coluna de esportes, e me obriga a participar de praticamente todos os jogos da escola que ele tem que cobrir, e eu odeio qualquer tipo de esporte, mas como ele é uma das únicas pessoas que eu tenho, relevo.

— Deixa eu adivinhar — colocou o dedo indicador no queixo como se pensasse — Seonghwa? 

Bufei como resposta, pegando a única folha impressa na força do ódio.

— Não entendo todo esse ódio pelo coitado. Você não gosta de pessoas boas, ou o quê?

— Eu não gosto de pessoas boas do tipo dele. ‘Tô te falando, Min, ele não é o que parece ser.

— Concordo, ele deve ser um anjo. — Ele fala, sabendo o quanto eu odeio que elogiem aquele falsificado na minha frente.

— Não me testa, garoto. — digo, saindo da sala e indo em direção a Yeosang, para mandar algum idiota fazer as cópias.

Yeosang é o presidente do clube de jornalismo, cargo que era para ser meu desde o começo dos tempos, mas foi roubado pelo projeto de vilão da disney. Kang Yeosang é o tipo de pessoa que ninguém mexe com ele a não ser que seja doido, está sempre com a cara fechada e vestindo preto como se fosse um vampiro pronto para pular em você e sugar seu sangue. Me pergunto como Jongho consegue ter uma queda nesse maluco, o garoto é bonito e tudo mais, mas é assustador e não parece muito sociável ou que se engaja em algum relacionamento — de nenhum tipo — com alguém.

— Preciso que peça ao Dakho para fazer cinquenta cópias para mim. — Estendo o papel para ele, que como de praxe, me olha como se fosse me matar.

Yeosang apenas pega o papel e joga na mesa do garoto.

— Quero sessenta cópias em trinta minutos. 

— Mas eu pedi- — minha boca foi tampada por Mingi, enquanto Kang apenas me olha com desdém e saí batendo a porta.

— ‘Tá querendo morrer?

— Ele ia fazer o quê? Mostrar as presas? 

— Muito possível? — diz em tom de sarcasmo.

— Ele sempre faz o contrário do que eu peço! Quando eu aparecer aqui com um colar de dentes de alho e água benta não me chamem de louco.

— Você implica com todo mundo, não tem nem tamanho para isso. — O encaro com todo o ódio possível no meu olhar, e ele só dá aquele sorriso fofo irritante que eu odeio.

Fomos para o refeitório, já que ainda estava no horário do intervalo — este que eu usei para fazer aquela matéria idiota —, não tinha muitas pessoas, mas foi possível ver Jongho com cara de tonto encarando algum ponto atrás de nós, que logo descobri ser Yeosang mexendo em seu celular, mas para Choi é como se o garoto tivesse transformando água em vinho.

— Achei que já tivesse superado depois do fora que ele te deu. — falo assim que sento na mesa, enquanto Mingi foi pegar meu lanche e o dele.

— Ele não me deu um fora. — o pirralho diz com um bico, dirigindo seu olhar para mim.

— Se você não considera um “Saí de perto de mim, esquisito” um fora, então procure um pouco de amor próprio.

Choi Jongho era um ano mais novo que Mingi e eu, conhecemos ele quando assustamos o coitado sem querer e ele deu um soco no Song que o deixou desacordado por quatro horas. Foi bem engraçado, na verdade. 

— Ele só é um pouco fechado com as pessoas. — respondeu acanhado. Deu até um pouco de pena.

— É sério, Ho, esse seu amor platônico não é nem um pouco saudável. 

— Sua obsessão pelo Seonghwa também não, e eu não falo nada! — rebate, dando seu sorrisinho cínico logo em seguida.

Só foi falar no alecrim dourado que ele dá as caras, junto de seus três bons escudeiros: Jeong Yunho, Yeh Shuhua e Choi San. O primeiro parece um bobão, sempre sorrindo para tudo e acenando até para o vento; a outra é o contrário, nunca tira  a carranca do rosto, fuzilando qualquer pessoa suspeita que chegasse perto do Park, parecia uma segurança particular, e Choi San, ele é tipo um rei que têm todos aos seus pés, diferente de Park, ele é mais uma cobrinha peçonhenta e fingida, e não esconde isso. Eles andam com toda sua glória e confiança, que eu acho uma farsa, parece que nada abala eles. É ridículo.

— Come sua comida e para de paranoia. — Mingi chega do nada e bate na minha cabeça. Solto um muxoxo e resolvo ignorar os quatro cavalheiros do apocalipse por enquanto.

Não, eu não sou paranoico e muito menos obcecado, apenas busco a verdade como o bom jornalista não formado que sou.

•••

Meu horário de aula finalmente chega ao fim, graças ao professor de geografia que resolveu ficar doente hoje, o que eu agradeço com todo o coração.

Ando pelos corredores tentando arrumar os papéis em meus braços, terei que colocar os benditos avisos sobre o evento de caridade pela escola, como se a humilhação de escrevê-los já não fosse muita.

A parte boa de perambular pelos corredores em horário de aula é que você acha coisas que nem estava procurando no momento, tipo os três patetas cochichando perto dos armários. Como o nada curioso que sou, fico do lado dos armários, em silêncio e com um papel em mão para qualquer momento fingir que estou os pregando e não ser pego no pulo.

— Aquele bairro está cada vez mais perigoso, Seong. — Shuhua diz.

— Não tem nada que eu consiga fazer, se eu sair mais tarde de casa eu não chego no colégio a tempo. — ele suspira, seu olhar para triste. — Eu vivo preocupado com elas, e se acontecer alguma coisa quando eu estiver fora?

— Não pense assim, vai ficar tudo bem. Eu posso pedir para o meu motorista ir te buscar todos os dias, não será um problema. — a garota oferece e Seonghwa dá o seu famoso sorriso frouxo.

— Eu agradeço Shu, mas não quero dar problema para vocês, além de que seus pais não gostariam nada disso.

— Nós vamos dar um jeito nisso, Seong. — Yunho se pronuncia, e eles ficam em silêncio encarando um ao outro.

Eu sabia! Tem alguma coisa muito estranha com a vida de Park Seonghwa, e eu vou descobrir o que é!

 



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