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História Gonna Get Caught - Capítulo 20


Escrita por:


Notas do Autor


OLÁ!!! Eu demorei né? rsrs
É o seguinte, eu demorei mais do que pretendia, eu queria ter postado no dia em que Gonna Get Caught fez um aninho de idade, porém eu não estava conseguindo escrever esse capítulo, eu tentei três vezes e todas as vezes saiu uma grande porcaria daqui, e então demorei três dias para conseguir fazer esse aqui porque estou lenta, então eu espero que vocês gostem desse capítulo, porque eu estou nervosa quanto a ele aaaaaaaaaa
Espero que gostem!

Capítulo 20 - O Ponto de Vista Desastroso de Choi Jongho


Três anos atrás…

O sétimo ano em um colégio novo, depois de longos anos sem amigos na antiga escola, eu estava sem expectativa nenhuma para o que viesse acontecer, poderia acontecer o apocalipse nesse mundo que a minha cara de morte seria a mesma. Nunca fui a melhor pessoa com mudanças, sou totalmente contra elas, pois quando eu passo a me acostumar com algo a vida me dá um murro na cara e me manda acordar para a vida e me mostrar que eu não devo aceitar nada e procurar mudanças, estupidez é o motivo pelo qual eu mudei de colégio: não fui aceito em nenhum clube de esporte da antiga escola, então meu querido pai, revoltado, achou que seria uma boa ideia me matricular em um lugar cheio de gente nojenta dizendo que adolescentes ricos não gostam de soar a camisa. O sentido? Zero, mas ele espera que um garoto de quinze anos, com mais espinhas na cara do que músculos consiga uma vaga de titular de algum time, não importa qual fosse, ele apenas queria se amostrar dizendo que seu filho tem um jogo em tal dia. Idiotice pura, mas quem disse que saí alguma coisa boa daquele cabeça de gelatina?

Parecia uma barata tonta procurando a minha sala de aula, escolas caras são escolas grandes e isso é, extremamente, desnecessário, não tem nem ao menos um mapa nesse lugar, por onde eu olha eram portas e mais portas de nada. Não queria pedir ajuda para ninguém, não aqui, não parecem muito receptivos, já que me empurram como se eu fosse o próprio Gasparzinho.

Resolvi subir para o outro andar, ainda com a minha folha, olhando distraído para ela, como se a folha fosse uma espécie de Mapa do Maroto e me mostrasse onde diabos a professora Wang estava.

Perdido? — uma voz suave soou atrás de mim, enquanto estava parado em frente a escada olhando aquele corredor gigante e com mais portas.

Dei um leve solavanco, olhando para trás e eu juro que eu vi estrelas naquele momento e a trilha de algum filme de romance se passando pela minha cabeça. Provavelmente estou olhando ele igual um abestalhado, mas um adolescente de quinze anos em plena descoberta da sexualidade é uma coisa meio emocionada, e naquele momento eu jurei ter encontrado o amor da minha vida, minha metade da laranja, o gás do meu refrigerante, o rabanete do meu kimchi. Se isso fosse um desenho animado corações estariam saltando dos meus olhos.

EI! Está tudo bem? — ele perguntou novamente, me fazendo acordar dos meus sonhos e ficar levemente envergonhado.

Espero que ele seja burro e não tenha percebido!

Ah, está sim. — finalmente tomei coragem de o responder. Não sei falar com gente bonita, é um problema grave. — Eu só não sei onde é a minha sala. — disse tudo em um folego só.

Novato? — balancei a cabeça em confirmação. — Oh, você tem aula com a professora Wang, não é bom se atrasar.

Se fosse qualquer outra pessoa eu diria que eu não me atrasaria se eu soubesse onde fica a merda da sala, mas o garoto parece um anjo então tenho zero coragem para dar qualquer resposta grosseira a ele. Eu realmente não sei lidar com gente bonita.

É a segunda sala, você acharia de qualquer forma. — Ele ri sem graça, e eu juro que esse é o sorriso mais bonito que eu já vi em toda a minha vida.

Me desestruturou todo.

Obrigado… — aquela famosa tática para descobrir o nome de alguém, sou besta mas não burro.

Yeosang, Kang Yeosang. Faço parte do clube de jornalismo. — sorriu orgulhoso. Ele parece gostar do que faz.

Choi Jongho. — sorri envergonhado. — Bom, eu preciso ir, até mais. — Se eu ficasse mais um segundo ali eu me jogaria da escada só para ele me segurar em seus braços, mas isso não daria muito certo.

Os dias foram passando e o colégio não parecia tão ruim inicialmente, eu almoçava sozinho todos os dias, era vergonhoso a forma como ninguém se sentava na mesa comigo como se eu tivesse carrapato ou alguma doença supercontagiosa. É difícil conseguir amigos na metade do ano escolar quando todos os grupinhos já estão formados e é preciso encontrar alguém ainda mais solitário, é um inferno.

Mesmo sem amigos, eu converso com Yeosang, às vezes, ele é gentil e sempre me ajuda quando eu tenho alguma dúvida ou me pergunta se estou me adaptando bem ao colégio, e isso fez meu coração acelerar cada vez mais ao decorrer de três semanas, e eu já estava aceitando que estava apaixonado, pois como dito anteriormente: sou muito emocionado. Nunca me apaixonei por ninguém até então, porém, qualquer gesto de gentileza era o suficiente para eu sonhar com matrimônios futuros, mas eu logo percebia que não significava nada, porém, dessa vez eu tenho certeza que meu coração escolheu o amor da minha vida. Eu ficava todo envergonhado com qualquer olhar que ele lançava para mim, meu coração batia igual à bateria de uma banda de rock, e eu acho que isso não é normal. Ele nunca demonstrou interesse a mais por mim, ele mais me tratava como o garoto que era um ano mais novo que ele, provavelmente trata todos os novatos dessa forma, mas sonhar nunca foi proibido em lugar nenhum.

Tudo ocorria perfeitamente bem, eu fiz teste para os clubes de esportes e só conseguir ser assistente do time de basquete, e isso consistia em pegar roupa suada e distribuir água para os jogadores do time, mas meu pai não precisa saber que eu me humilho todos os dias para o treinador, que me chamou de baixinho e magrelo, não julgo, não sou como os outros garotos, mas eu agradeceria ser pelo menos o reserva que nunca joga, é menos pior.

Depois de um dia estressante no treino de basquete, com aqueles sapatos insuportáveis fazendo barulho no chão da quadra e me deixando irritado, finalmente poderia falar com Yeosang, que eu não vejo há três dias, e depois ir para a minha casinha descansar e fingir para meu pai que seu filho é alguém da qual ele deve se orgulhar.

Me despedi do treinador e fui para a porta do clube de jornalismo, pois sabia que ele apareceu hoje, escutei alguns garotos do time falando que ele tinha voltado todo esquisito, mas eles são esquisitos e não podem falar nada de Kang Yeosang.

A porta do clube finalmente abriu, e me deparei com um estranho — porém ainda lindíssimo — Kang Yeosang. Ele usava roupas escuras — e ele adorava cores pastéis — e uma cara de quem queria matar qualquer coisa que passasse em sua frente. Estranhei, mas não custava nada tentar falar com ele.

Oi, Sang! — disse animado, ele revirou os olhos.

O que você quer, Jongho? — ele nunca falou dessa forma comigo.

Ahn… Eu queria saber se está tudo bem com você, faltou três… — ele me interrompeu.

Olha aqui, o que acontece na minha vida não te diz respeito, pirralho. — sua voz parecia mais grossa.

É isso que as pessoas chamam de puberdade?

Mas…

Vê se não me enche mais o saco, garoto insuportável. — e então ele saiu.

Okay, não vou mentir e falar que isso não doeu mais que uma bola de basquete na minha cara, porque doeu. Ele não costuma agir assim com ninguém, e então, de repente, ele falta três dias e fica maluco e tem a audácia de quebrar o meu coraçãozinho.

Meu momento de drama e sofrimento foi interrompido por alguém cutucando meu ombro, me assusto e por puro reflexo, me viro e dou um soco na cara da pessoa que descobri ser um pobre coitado e seu amigo baixinho, que me encarava de boca aberta.

Foi assim que eu conheci meus dois melhores amigos, descobri uma força, até então, inexistente, e tive meu coração partido pela primeira vez por Kang Yeosang.

 

Por conta disso tudo, foi extremamente chocante quando o loiro me chamou para conversar comigo em privado. Meu coração é idiota, ele não é só idiota, mas sim todos os sinônimos possíveis, besta, bobo, imbecil e o mais famoso: trouxa. Eu reconheço que sou, mas não é fácil se desapegar de uma paixão, mesmo que ela esteja durando três anos sem qualquer indício de ser reciproco. Por isso eu não gosto de pessoas bonitas, elas são traiçoeiras e se aproveitam da beleza para encantar pobres garotinhos como eu. É aquele negócio, me apaixonei pelo que inventei de você.

Como um grande boboca, eu fui todo pomposo para saber o que ele queria falar comigo, já que, depois daquele dia ele apenas falava comigo para me dar um fora ou mandar eu sair de sua frente, e depois que eu fiz ele desmaiar, achei que ele gostaria da minha cabeça entregue em uma bandeja com enfeites de alface em volta.

— Eu quero te chamar para sair. — É O QUÊ?

Meu deus será que eu bati a cabeça do homem muito forte? Eu sou um ogro? Desmiolou todos os sentidos dele? Perdeu a memória e esqueceu que me detesta e quer me jogar longe toda vez que eu olho apaixonado para ele?

— Ficou doido? — sim, essa é a minha reação quando alguém que eu gosto me chama para sair, porque é totalmente inesperado.

Ele deu sua famosa revirada de olhos que me tira do sério, sou um bobão apaixonado mas sei que esse moleque é insuportável quando quer.

— Vai aceitar ou não? — colocou as mãos no bolso, parecendo impaciente.

Eu aceito? O que de pior pode acontecer, ele me levar para uma caverna para se aproveitar do meu sangue docinho? A única coisa que eu tenho a perder é a minha dignidade, que nesse ponto da minha vida, não vale de nada.

— Quando?

— Sábado?

— Karaokê? — ele bufou e concordou com a cabeça dizendo que me encontraria no do centro. Saiu sem me deixar dar uma resposta.

Eu não esperava que ele fosse um cavalheiro e me oferecesse uma carona, é claro que não.

Voltei para a mesma estupefato, e vi Hongjoong de longe, indo em direção ao seu grupo, acho que estava conversando com Mingi.

— O que houve? ‘Tá com a maior cara de idiota. — Mingi disse, colocando uma batatinha na boca.

— Ele me chamou para sair. — Sinto Mingi tossir igual um condenado ao meu lado, mas minha surpresa não me deixa mover nem mesmo um músculo, se eu tivesse comendo ou bebendo água na hora eu também me engasgaria.

— Como assim? O Yeosang? Não é um plano? Olha, eu não confio naquele menino não, Jongho. — Song não está totalmente errado, eu também não confio plenamente nele.

— Acho que só vou descobrir no sábado.

— Achei que estaria surtando agora.

— O surto interno é real, Gi. — ele riu, mal sabe como as coisas dentro de mim estão, parece que vou vomitar de nervoso.

— Isso porque disse que já tinha superado, imagine se não tivesse. — ele riu. — Não sei como você consegue gostar daquilo, ele é horrível com você, Ho. Se ele tiver aprontando alguma eu caço ele no inferno. — Mingi conseguia ser muito protetor quando queria.

— Ele não é uma pessoa ruim, ele já foi alguém muito gentil algum dia. — e então meu grande amigo começou a rir.

— Gentil? Qual a maior gentileza dele? Ofereceu a mão para um cego?

— Deboche o quanto quiser, mas tenho certeza que algo fez ele mudar.

— Se ficar apaixonado significa ser idiota a esse ponto, eu prefiro ficar sozinho pelo resto da minha vida.

— É o que provavelmente vai acontecer.

— Do que está falando? Entre você e o Hongjoong eu sou o que mais tem chance de conseguir alguém de uma forma NORMAL.

— Eu sou trouxa, mas não sou doido igual o Hong. — me defendo. — Tenho a impressão de que ele é apaixonado pelo Seonghwa, aquela paixão incubada com roteiro de filme adolescente ruim onde o garoto implica com a garota porque gosta dela. — digo com plena certeza, roubando metade das batatinhas do Mingi.

— Eu acho que isso vai dar merda, e alguém vai sair muito machucado dessa história.

— Ou todo mundo. — suspiro, em reflexão.

— Infelizmente a vida é feita de quedas. — Song diz e eu dou risada da forma dramática que ele se expressa.

Mingi é o pilar da nossa amizade, acho que sem ele, eu e Hongjoong estaríamos na cadeia.

•••

Chego em casa, animado e com um sorriso gigante no rosto, deixando meus irmãos desconfiados e me perguntando o tempo todo o que diabos aconteceu, e, para evitar gente fuxiqueira na minha vida apenas disse que tive um bom dia.

Eu tenho quatro irmãos e para a minha desgraça eu sou o mais novo deles, o que resulta neles achando que eu sou algum tipo de bebê indefeso que precisa de proteção o tempo todo, eu não julgo, eu sou uma manteiga derretida e, apesar de não parecer, sou muito sensível, e isso faz com que eles tenham cuidado dobrado comigo, o que é idiotice, eu sei me virar sozinho. Todos os meus irmãos fazem parte de algum tipo de esporte, sim, meu pai sonha com uma família de atleta jurando que vai sair algum Michael Jordan daqui, a última coisa que eu quero fazer da minha vida é faculdade de Educação Física, mas parece que isso é um requisito para fazer parte da família Choi, meu irmão mais velho faz parte de um time até que famoso da Coreia, o orgulho de todos aqui. Todos tem aquele primo que é melhor que você, eu tenho meu irmão. Ele não passa muito tempo em casa, está sempre viajando para os jogos que nosso pai nos obriga a assistir. Ryujin foi a única corajosa o suficiente para mandar ele tomar no cu e ir para faculdade de direito, foi uma época turbulenta na família, mas não é como se alguém ligasse, muito menos a minha irmã.

Desde que eu consegui entrar para o time de basquete o homem me trata como um príncipe, não que eu esteja reclamando, é claro, mas é esquisito já que ele nunca me deu muita atenção. Nossa mãe não se importa muito com o que fazemos, desde que não estejamos roubando um banco ou maltratando bichinhos ela não se importa, ela diz que nosso pai queria ser um grande jogador de futebol, mas não conseguiu por conta de uma fratura no joelho. Pais realizando seus sonhos através de seus filhos, qual a novidade?

Depois de ignorar todo mundo na sala, subo para meu quarto e me jogo na cama, pensando no que merda aconteceu hoje, não estou reclamando do universo tendo pena de mim e me ajudando um pouquinho, mas não sou idiota, sei que é esquisito. Será que Hongjoong conversou com ele? Acho que meu amigo me avisaria se tivesse comprido sua promessa, preciso interrogar esse baixinho algum dia.

Ainda era quarta-feira e minha ansiedade choraria até sábado. Inferno, por que tão longe?

Os dias se passaram igual uma lesma, e Hongjoong me garantiu que não tinha nada a ver com o fato de Yeosang me chamar para sair, ele jurou de mindinho e que eu deveria aproveitar o encontro mas não criar nenhuma esperança e que não se pôde confiar em Kang e toda aquela falação que já tinha escutado de Mingi, mas que fazia entrar por um ouvido e sair pelo outro, porque eu sou Choi Jongho.

Não falei mais com Kang depois daquele dia, o garoto evaporou do colégio e eu acabei ficando ocupado demais com os treinos do time, mas, depois de tanto esperar, o santo dia chegou. Eu acordei adorei na manhã de sábado, minha família achou estranho eu dar bom dia a todos no café da manhã, mas, felizmente, não questionaram porque eu não ia falar de qualquer jeito.

Chamei Mingi e Hongjoong para me ajudaram a não surtar até de noite, e por pura e espontânea pressão eles vieram. Meu pai adora o Mingi, acho que porque ele faz as manchetes de esporte no jornal da escola, sim, meu pai é maluco.

Subimos para o meu quarto e eu tranquei a porta, porque, quando se tem irmãos portas abertas são perigosas.

— Jongho, dá para você relaxar? É só o vampirão. — Hongjoong diz, se jogando em minha cama e roubando um dos meus gibis.

— O nome dele é Yeosang.

— Perguntei?

— Credo, acordou de mau humor? — Mingi pergunta, tirando os sapatos e sentando em minha cama.

Hongjoong revirou os olhos e voltou a ler. Ele parecia meio preocupado, eu conhecia aquelas linhas de expressão em sua testa, isso só acontecia quando ele estava nervoso ou preocupado.

— Desembucha. — Me joguei ao seu lado.

Ele me encarou com o cenho franzido.

— Desembucha o quê, menino?

— Eu sei que tem alguma errada. Sabe que pode falar com a gente. — disse, minha skincare pode ficar para depois.

Mingi parecia confuso, ele era inteligente, mas um pouco lerdo para perceber as coisas.

Hongjoong se sentou na cama e largou o gibi, respirando fundo. Parece até que alguém morreu.

— Ultimamente eu tenho me sentido estranho. — ele começou a falar, e Mingi rapidamente arregala os olhos.

— Você vai morrer?

— O quê? Não! — responde em uma careta engraçado, e Mingi coloca as mãos para frente do corpo em rendição. — Eu só… É estranho e vocês vão rir da minha cara. — ele fala, formando um biquinho.

— Não vamos te julgar, eu prometo! — levantei minha mão direita, fazendo meu juramento.

— Porém depende. — Song responde e eu lhe dou um chute, falando para Hong o ignorar.

— Eu tenho… Me sentido estranho perto do Seonghwa.

— Estranho como? Vontade de vomitar? Mal estar ao olhar para a cara dele? — Mingi tenta adivinhar.

— Não, minhas mãos começam a suar, eu fico todo nervoso perto dele, e, de alguma forma, eu comecei achar ele mais atraente que o normal.

Eita, por essa aí eu não esperava não.

— VOCÊ GOSTA DELE? — Mingi solta o berro com aquela sua voz grossa, assustando meus peixinhos que nadavam calmamente no aquário.

O avermelhado passa a negar com a cabeça igual um desesperado.

— Claro que não! Ficou louco? Pode ser só uma forma do meu corpo reagir por saber que ele gosta de mim. Eu não estou gostando do alecrim dourado, não estou mesmo! — nega como se estivesse sendo acusado de cometer assassinato.

— Hong, eu vou te chamar de ignorante para não te chamar de burro! — digo, me virando para ele. — Isso são sintomas de paixão, eu me sinto assim perto do Yeosang.

— É por isso que eu não queria falar sobre isso, vocês começam a criar teorias nada a ver. Eu não gosto daquele troço, eu estou me esforçando para conseguir informações o suficiente para nunca mais olhar na cara dele!

Pessoas teimosas são uó, dá vontade de esmurrar uma coisa dessas. Negar sentimentos é a pior coisa que se existe, por isso que eu não escondo de ninguém que eu estou caidinho pelo Kang, o cabeçudo do Hongjoong ainda tem sorte que o bonitão gosta dele, enquanto aqui estou, me contentando com um encontro marcado do nada — não estou reclamando, longe de mim.

— Agora vamos focar em mim! — digo, me levantando de supetão. — Mingi, pegue a cera e comece a colocar na minha perna, Hongjoong vá fazer as minhas unhas do pé. — mando e eles me encaram como se eu tivesse dito algum absurdo. — O quê? Preciso estar perfeito.

— Por quê você quer depilar as pernas?

— Para eles ficarem bonitas, ué! — não é óbvio?

— Mas você vai usar calças, garoto. — Hongjoong diz, com uma sobrancelha arqueada.

— Nunca se sabe o que pode acontecer né. — digo normalmente e eles fazem cara de nojo.

— Que horror, Jongho. Informação demais, credo! — o mais alto diz, colocando o travesseiro na cara.

— É só o primeiro encontro, garoto, se preserve. — Hongjoong diz, mexendo nas coisas e procurando o necessário para fazer as minhas unhas. Ele é incrivelmente bom com esse negócio.

— Eu só quero ficar inteiramente bonito, não é como se eu fosse me entregar de bandeja. Sou um garoto de família, ninguém toca no meu corpinho até os vinte e um anos!

— Dá logo essa perna aqui, moleque. — Mingi puxa a minha perna com todo o ódio.

Isso sim é uma amizade verdadeira!

Eles passaram a tarde inteiro me xingando por obrigar eles a fazerem isso e Mingi quase arrancou meu couro tirando a cera da minha perna com todo o ódio presente em seu grande ser; Hongjoong quase enfiou o alicate no meu pé porque eu não parava de ser mexer, mas tudo funcionou perfeitamente bem, e no fim da tarde eu estava tão lindo que gostaria de ser outra pessoa só para me dar uma bitoquinha.

Terminei de passar o hidratante labial e já estava perto da hora de eu ir.

— Você sabe que é provável que ele chegue lá com chinelos e uma bermuda de praia, ‘né?

— Ele fica bonito de qualquer jeito. — digo sorrindo, e meus amigos reviram os olhos pela centésima vez aquele dia.

— Ele vem te buscar que horas, Ho? — o baixinho pergunta, guardando as coisas no meu armário.

— Vamos nos encontrar lá.

— Nossa, que verdadeiro príncipe você arrumou. — Song diz com tom de deboche.

— É mais fácil assim, ‘tá?

— Gente apaixonada é um negócio trouxa, que isso, jogam o amor próprio no lixo.

Mingi parece a minha avó falando, só serve para me desanimar e me lembrar que não é tão fácil superar um amor. Vida cruel!

— Não precisa desanimar ele assim, Gi. Se divirta, e qualquer coisa você jogar o microfone na cara dele, ‘tá bom? — Hongjoong é legal e compreensivo quando quer, eu gosto disso nele.

— Obrigada, HONGJOONG! — gritei seu nome, olhando diretamente para Song, que deu de ombros.

Saímos de casa e eu usei a desculpa de que eu sairia com os meninos naquele noite, porém quando cheguei ao carro me despedi deles e agradeci pela tarde porque os coitados sofreram demais e mesmo assim não me mataram.

Dei o endereço para meu motorista, e minhas mãos começaram a suar de nervosismo. Estou tão nervoso que sinto minha barriga doer, é como se eu fosse explodir a qualquer momento. Penso em tudo que poderia dar errado, tipo os encontros do Hong com Seonghwa — aquilo ali são um completo desastre, Deus me livre —, mas comecei a sonhar acordado também, com a noite terminado e ele dizendo que sempre foi apaixonado por mim. Eu estava divido entre essas duas hipóteses, mesmo sabendo que a primeira opção é a mais provável de se acontecer, mas, por sorte, não sou todo ferrado igual meu amigo e tenho alguns pontos com o universo, então ele seria bonzinho comigo… Eu espero.

Não demorei muito para chegar até o local, já que não ficava longe da minha casa. O local era colorido por fora, era bem grande por ser bastante famoso. Saí do carro e dispensei meu motorista, tenho a imagem de Kang Yeosang de longe. Que droga, por que pessoas de personalidades duvidosas tem que ser tão bonitas e acabar com o meu coraçãozinho? Ele consegue ser lindo de qualquer jeito, até mesmo usando uma jaqueta horrorosa com estampa animal print, porque com pessoas bonitas funciona dessa forma? Saco!

Tentei me recompor e caminhar até ele, minhas pernas tremiam mais do que um pinscher com raiva e eu tenho certeza que minha expressão facial estava esquisita. Preciso me acalmar, eu devia ter tomando um chazinho antes de sair de casa. Esqueci que não sei lidar muito bem com pessoas bonitas.

— Oi, Yeosang! — digo tímido, acenando levemente com as mãos.

— Vamos entrar logo!

— Enfiou a educação no cu? — sussurrei para mim mesmo, acompanhando ele até dentro do estabelecimento.

— O que disse? — ele se virou para mim.

— Nada não. — Dei um sorrisinho nervoso e ele continuou seguindo em frente.

O lugar por dentro era um pouco escuro, com algumas luzes de led enfeitando o local e o deixando colorido. Fazia muito tempo que eu não vinha em um karaokê, eu adorava vir aqui depois do colégio com Mingi e Hongjoong, era um desastre toda vez que Mingi colocava alguma música do Girls Generation, mas era uma época boa. Não sei a partir de qual momento paramos de vir aqui. Ensino médio realmente suga a alma de qualquer pessoa.

Yeosang falou com a recepcionista e pegou o cartão, sem nem ao menos olhar para mim. O que eu estava esperando? Ele me trazer um buquê de flores? — na verdade sim, mas vamos ignorar isso.

A sala de karaokê não mudou muita coisa, tinha um frigobar com bebidas, e uns lanches e salgadinhos em um pequeno armário no chão, um sofá grande, a televisão e o aparelho, nada demais, mas eu sempre adorei a decoração desses lugares, as luzes coloridas e os pôsteres na parede de diversos artistas que cantam trotes ou os mais famosos quando o assunto é karaokê. Eu senti falta disso.

Eu esperava chegar aqui, sentar no sofá e conversar com eles sobre diversas coisas, mas recebi um silêncio constrangedor enquanto ele mexe no celular e eu fico com a maior cara de idiota do mundo. Poxa, eu estou tão lindo e nem um elogio ele me deu. Acho que os meninos têm razão, ele tem o coração mais sombrio que os mv’s do Dreamcatcher.

Toda minha animação para cantar Tears até meu pulmão pedir socorro foi para o quinto dos infernos, porque estou envergonhado a começar a cantar igual eu fazia com meus amigos, e começo a pensar que karaokê foi um terrível ideia. Um parque de diversões seria mais óbvio e eu, pelo menos, poderia correr por aí e gritar numa montanha-russa sem ele por perto e teria muito barulho por perto, e o barulho da nossa respiração não seria tão estranho. Mas que inferno!

Se passou dez minutos e nada mudou, Yeosang não parecia nada interessado no que acontecia ali e eu tava com o maior bico na cara, sem saber o que fazer. Por que diabos ele me convidou para sair se só fica nesse celular? Não tenho experiência em encontros, mas, pelo que eu sei, não se fica no telefone quando se está em um encontro com alguém.

Pego meu celular e mando uma mensagem no grupo dos meus amigos.

Ho: Ele não falou nada desde que chegamos :(

Ho: É melhor ver o Mingi sensualizando enquanto canta Catch Me If You Can

Joong: Ou chorando performando Complete

Pelo menos Hongjoong me entende.

Gi: Pega um refrigerante e balança, ai você abre bem na cara dele.

Joong: Faz e grava, por favor!

Desliguei meu telefone porque só tenho amigos malucos, se eu fizesse o que Mingi sugeriu eu voltava para casa esculhambado porque não tenho coragem de machucar uma coisa bonita igual ele — a bolada é um caso a parte, foi sem querer. Que droga, eu preciso parar de ser tão trouxa.

Mas a parte de pegar alguma coisa do frigobar não é ruim, não tem nada melhor do que comer alguma coisa para se distrair… Eu acho. Levantei e ele nem ao menos deu uma virada nos olhos para ver o que eu estava fazendo, eu podia pegar uma cadeira e tacar na cabela dele que o garoto não expressaria nada. Onde eu fui amarrar meu burrinho?

Fiquei mexendo nas bebidas, vendo se tinha sprite, mas o negócio é tão ruim que tem Soju, mas não tem meu refrigerante.

Quer saber?

Eu vou beber!

Posso? Não posso porque sou menor de idade, mas eles que são idiotas de colocarem bebida alcoólica no último lugar que deviam, se bem que, antigamente não tinha esse tipo de bebida aqui, achei que era proibido… Ruim para eles.

Eu não costumo beber, no máximo aqueles vinhos ruins que meus pais compravam para os jantares e Ryujin me deixava beber um pouquinho escondido dos nossos pais, é para isso que irmãos servem, não é? E em alguns países eu sou classificado como maior de idade, então estou em meu total direito.

Abri a garrafa com a ajuda da manga da minha blusa e aquele cheiro de álcool me deu vontade de vomitar, esqueci como Soju é horroroso. Me sentei novamente no sofá e bebi um grande gole. Senti minha alma se despedir do meu corpo e minha garganta declarar óbito. Comecei a tossir um desgraçado, e só assim eu tive os olhos de Kang direcionados a mim, em meu pior momento. Ai meu paizinho.

Ele começou a bater nas minhas costas, e nesse ponto do negócio eu já estava tão vermelho que poderia explodir.

Me recuperei e senti ele pegar a garrafa da minha mão com força.

— Onde você arrumou isso? — apontei para o pequeno frigobar, ainda sem conseguir falar apropriadamente. — Não se vendem isso aqui. — Ele encarou a garrafa, confuso. — E você não pode beber esse negócio, pirralho.

— Ó caralho, se você não ficassem fingindo que eu não existo eu não ficaria nervoso e não beberia para passar a vergonha! — digo tudo num fôlego só quando me recuperei do engasgo. Tirei coragem não sei de onde.

Ele arqueou as sobrancelhas, e deu um suspiro.

— ‘Tá, foi mal, não sabia que ia tentar se envenenar. — Colocou o celular no bolso. FINALMENTE! — Olha, eu vou ser sincero com você, eu não sou muito de sair em encontros, na verdade eu não saio com ninguém — não me diga —, não sei lidar com esse tipo de situação.

Pelo menos ele não foi grosseiro, já é um grande avanço.

— Por que me chamou para sair, afinal? — eu estou muito curioso sobre isso, foi aleatório demais,

Ele pareceu nervoso ao ouvir minha pergunta e limpou a garganta umas três vezes antes de me responder.

— Sei lá. — ele deu de ombros, e eu revirei os olhos.

Tudo bem, se ele não se sente confortável falando sobre isso, então não falaremos sobre isso, mesmo que eu esteja me remoendo no momento.

Ele se levantou para jogar a garrafa de soju fora, eu até me senti um pouquinho tonto com aquele único gole, esse troço é forte.

Não deixei o silêncio cair sobre nós, não de novo.

— Você costumava ser mais legal antes. — ele me encarou, confuso. — Sabe, quando eu entrei no colégio, você era todo gentil e oferecia ajuda até para uma mosca, ai do nada virou essa coisa gótica aí. — ele riu. Kang Yeosang riu de uma coisa que eu, Choi Jongho, falei.

— E você continua gostando de mim. — que abusado.

— É porque eu sou besta. — e lá vai ele com esse sorriso que faz meu coração pedir por misericórdia.

— Realmente. — disse rindo, e eu dei um soco de leve em seu braço, estou envergonhado agora.

— Vamos cantar! — levantei rápido, para ele não ver que meu sangue foi todo para a minha bochecha.

Fingir que não estou com vergonha e passar mais envergonha ainda é a minha especialidade. Comecei a procurar o número da música que eu queria no livro, eu odeio procurar as músicas, é um terror porque eu sempre me perco enquanto leio, mas como a música é famosa não precisei procurar muito. Coloquei o número no aparelho e peguei o microfone, ainda sem olhar para Kang, porque se eu fizer isso eu derreto.

A melodia da música começou a cantar, enfiei a vergonha no quinto dos infernos e comecei a cantar, fingindo que o loiro não estava bem atrás.

Me desculpe Chan Whee, mas sua música me deixa um pouco descontrolado. Eu lembro que todas as vezes eu vinha aqui com os garotos, em algum momento, eu cantava Tears, e ninguém nunca cantou essa música com tanta vontade igual a mim, minhas cordas vocais sempre falhavam em determinado momento, mas acho que essa é a graça de cantar uma música com alcance vocal tão alto. Tenho certeza que nesse momento as veias do meu pescoço estão quase saltando para fora enquanto eu canto com toda a voz que eu tenho e danço a música de forma desengonçada, e quando a música terminou eu me lembrei que não estava junto de Mingi ou Hongjoong, e sim do cara que eu gosto e está rindo igual um condenado nesse momento.

Ele batia palmas enquanto inclinava seu corpo para o lado, com algumas lágrimas molhando seus olhos. Não me aguentei, coloquei a mão no rosto e comecei a rir junto, porque eu sei que a cena foi um vexame.

Olhando pelo lado bom, eu nunca vi Yeosang rindo tanto, nem mesmo quando ele era uma pessoa legal.

— Chega de rir de mim! — falei, dando um tapinha nele, que limpou os olhos e parou de rir aos poucos.

— Você canta bem, mas é emocionado demais. — voltou a rir.

Sim, eu sou emocionado em tudo que me proponho a fazer.

— Consegue fazer melhor? — o olhei com as sobrancelhas arqueadas, o desafiando.

— Dá isso aqui, pirralho. — Pegou o microfone da minha mão, o controle e colocou rapidamente um número, que eu não faço ideia de quê música é.

A letra de Love Battery apareceu na televisão e eu me sentei, me preparando para a grande apresentação de Kang Yeosang. Eu achei que ele levaria a sério, mas no momento em que ele começou a cantar com uma voz grave — um pouco até demais —, e a fazer corações com os dedos eu gargalhei um pouco exageradamente. Me levantei, peguei o outro microfone e comecei a cantar junto a ele, invetando notas altas aonde não tinham, e ele agia como se, realmente, tivesse uma plateia em sua frente.

A música chegou ao fim e nos jogamos no sofá, sem fôlego algum para fazer qualquer coisa que não fosse dar risada.

— Eu nunca imaginei que você fosse assim. — ele diz, de repente, após alguns minutos.

— Assim como? — me sentei, arrumando meu cabelo que estava todo arrepiado. Mingi me mata se souber que eu estraguei seu penteado.

— Divertido. Você me parecia meio sonso das ideias. — ele ri, com a cabeça abaixada.

— Eu sou, mas também sou muito legal, você quem nunca se interessou em me conhecer, porque eu, literalmente, corria atrás de você. — ri, um tanto acanhando pelo que ele me disse anteriormente.

Ele me acha divertido. Meus dias de glória chegaram.

Cantamos outras músicas e brigávamos para escolher as músicas do caderno, eu gostava de cantar música triste e ele gostava de trotes, mas, em algum momento, entramos em consenso e só colocávamos qualquer coisa e ficávamos brincando com alguns acessórios que tinha em cima da mesa de centro.

Nem mesmo em meus sonhos eu imaginaria que estaria dançando enquanto morro de rir junto de Yeosang. Ele se soltou de uma forma que eu não esperava. Quando o convidei para vir aqui, eu só pensei que cantaria músicas deprimentes e que serviria de indireta para ele, enquanto ele ficava com aquela cara de songa monga dela, igual o começo desastroso desse encontro, mas, no fim, saiu melhor do que a encomenda.

Passamos duas horas, e eu provavelmente acordarei rouco no dia seguinte de tanto que soltei a bela voz que tenho.

Peguei meu celular para ligar para o meu motorista, enquanto ele pagava o que gastamos lá dentro — nós, praticamente, acabamos com todos os salgadinhos daquela sala. Eu ia pagar, mas ele se ofereceu e poupou o meu dinheiro.

— Quer que eu te leve? Eu trouxe o meu carro. — Ele apareceu atrás de mim, do nada.

Apertei o celular na minha mão, enquanto dava um sorrisinho nervoso.

Ele se ofereceu para me levar em casa. Eu virei a cabeça do menino do avenço com aquela bolada, a única forma possível.

Assenti, e, se ele não estivesse vendo, eu daria pulinhos igual aquelas adolescentes em historinhas clichês.

Entramos em seu carro, e o caminho não foi tão agitado quanto o encontro em si, mas trocamos algumas palavras, eu indicava o caminho da minha casa toda vez que o GPS dava piti, e não demorou muito para ele estacionar em frente a minha casa.

Esperei ele destravar as portas para eu poder sair, mas não o fez.

— Sabe, minha intenção no começo desse encontro era te dar um fora definitivo. — É, por essa eu não esperava, não. — Mas, você me fez rir demais para eu conseguir fazer. Então acho que podemos combinar outra coisa, outro dia… Se você quiser, claro.

Eu comecei a rir, porque, sério, ele não podia estar falando sério. Eu esperei três anos para esse momento, fingi que superei umas trezentas vezes, e nunca acreditei que, um dia, isso realmente aconteceria, e, quando acontece, eu não consigo parar de rir de nervoso.

— Você não quer? — ele parecia meio envergonhado ou desapontado, ou eu sou muito ruim em ler expressões.

— Eu quero, só é inacreditável. — consegui parar de rir, e só fiquei mexendo nas minhas unhas, tirando a base que havia colocado naquela tarde.

— Toma! — ele colocou seu celular na minha frente.

— O quê? — fiz uma careta confusa.

— Seu número.

— Para quê?

— Para eu te mandar mensagem… ? — ele disse como se fosse óbvio, e era mesmo.

— Ah tá. — besta!

Digitei meu número e coloquei meu nome no contato, devolvendo seu telefone. Ele destrancou a porta, e eu dei um sorriso antes de sair.

Ele ligou o carro e tomou seu caminho para casa. Esperei ele sumir no final da rua para finalmente dar meu surto. Comecei a pular no meio da calçada e bater palminhas.

— Não acredito, não acredito, não acredito! — falei repetidas vezes enquanto dava meus pulinhos animados.

Vou esfregar na cara de Hongjoong que meu encontro não foi um desastre igual os deles.

Finalmente meus dias de glória chegaram!

— Moleque, entra em casa, está parecendo um doido. — Minha mãe grita da janela, e eu paro imediatamente, mas não tiro o sorriso gigante do rosto.

O amor é lindo, e Kang Yeosang é mais ainda.


Notas Finais


Eu tenho uma questão do enem aqui para vocês:
Por que o Yeosang não deu um fora no Jongho como ele havia combinado com Hongjoong.
A) Ele realmente gostou do encontro com o Jongho.
B) Ele fez isso para provocar o Hongjoong
C) Ele tem todo um plano por trás disso
D) Todas as alternativas anteriores
Quem acertar ganha um beijokkkkkkkkkkkkk
Eu espero que vocês tenham gostado desse capítulo, deixei comentários para fazer o coração de uma autora ficar quentinho.
Até o próximo, chuchus <3


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