História Good Boy - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Personagens Originais
Tags Romance
Visualizações 111
Palavras 1.757
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Esporte, Famí­lia, Literatura Feminina, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi boa leitura!!

Capítulo 3 - Tudo Parece Incrível


Jess

 

A cerimônia e a recepção estão acontecendo no terreno maravilhoso extenso da casa linda e grande que pertence aos amigos dos meus pais. Originalmente nós íamos alugar um salão de festas em algum lugar, mas a mamãe estava almoçando com os Todds alguns meses atrás e, quando ela mencionou que Jamie ia se casar, o casal ofereceu o uso da casa.

E eles recusaram que nós pagássemos. Aparentemente, o Sr. Todd é um fanático por hóquei. Ele estava na verdade tentando nos pagar pelo privilégio de receber Ryan Wesley e mais da metade do time de Toronto.

A coisa boa de fazer isso em uma residência particular, é que é mais fácil voar sob os radares. Um evento público teria sem dúvida acabado na imprensa, que estava perseguindo Wes e Jamie desde que o relacionamento deles ficou público. Dessa forma, os dois podiam realmente ter alguma privacidade enquanto eles declaram o amor eterno um para o outro.

Eu estive a beira de um ataque de nervos a manhã toda. Eu tinha decidido me tornar uma planejadora de festas porque eu queria fazer algo artístico. Mas não funcionava dessa forma. Eu estou mais para sargento. Não é divertido. É exaustivo pra caralho.

Eu digo isso para Dyson, conforme nós dois sentamos embaixo da enorme tenda montada na propriedade dos Todds. Nós estamos dobrando guardanapos cor de ébano em uma das mesas, enquanto várias pessoas entram e saem da tenda, carregando cadeiras e flores e centros de mesa.

— Eu não sei — ele murmura. — Eu estou me divertindo.

— Você está aqui há uma hora dobrando guardanapos em forma de cisnes. Eu estou aqui desde o amanhecer, lidando com um milhão de detalhes, acredite em mim, não é divertido.

Dyson dá de ombros. — Bom, se ajuda, você fez um trabalho fabuloso, querida. Sem brincadeira — ele gesticula um braço em volta do interior da tenda. — Tudo parece incrível.

Isso realmente ajuda. Alívio corre por mim conforme eu vejo a cena. Os centros de mesa ficaram realmente lindos. Assim como os arranjos de flores. Eu acho que trinta e duas horas que eu passei consultando a florista valeram a pena.

— Obrigada — eu disse agradecida, pegando outro guardanapo. — E obrigada de novo por vir cedo. Você não sabe o quanto eu agradeço.

— Sem problemas — meu acompanhante sorri. — Apesar de você só ter me convidado para deixar alguém com ciúmes.

Minha boca abre. — Eu não fiz isso! Eu te disse, eu só precisava de um amortecedor.

— Amortecedor, provocador de ciúmes, mesma coisa. Mal posso esperar para ver quem é. Não me diga, ok? Eu quero adivinhar — ele tira um fiapo de guardanapo da sua gravata. — Ei, o que você acha dessa cor? Eu estava entre essa e uma salmão. Eu escolhi certo?

Dyson segura à ponta da gravata listrada roxa e prateada, que combina perfeitamente com a flor roxa da lapela. Seu terno é cinza — ardósia, que eu fiquei feliz em ver. Eu estava verdadeiramente preocupada que ele pudesse aparecer em tons pastel ou algo assim.

— Definitivamente a melhor escolha — eu o asseguro.

— Eu sei, certo? Por mais que eu ame salmão, teria sido péssimo com seu vestido — ele gesticula para o meu traje rosa. Daí ele franze a testa. — Mas eu ainda acho que nós podíamos ter feito melhor se coordenássemos as cores para ambos usarmos salmão.

— Você pode, por favor, só chamar de rosa? É rosa! E vamos falar a real aqui, Dyse, você fica horrível de rosa.

Antes que ele possa reclamar, uma voz esgotada grita da entrada da tenda. — Jess! A mamãe está perguntando sobre a Nana — minha irmã Tammy corre para a nossa mesa. — Quem vai buscá-lá no aeroporto?

— O padrinho — eu respondo. — Ele mandou uma mensagem dez minutos atrás para dizer que o voo dela estava um pouquinho atrasado. Ela vai aterrissar a qualquer momento, no entanto.

Tammy parece aliviada.

—Ok, bom. A mamãe estava ficando preocupada. Oi, Dyson, quando você chegou? 

— Agora a pouco — seu tom é vago conforme ele estuda o rosto de Tammy. — Você está bem, querida? Você parece cansada.

— Eu tive um bebê há catorze semanas. Lógico que estou cansada.

Por alguma razão, isso não satisfaz Dyson. Ele solta o guardanapo e fica em pé. Tammy dá um passo cauteloso para trás.

— Você está pálida — ele segura as duas mãos dela nas dele sem pedir. — As mãos estão geladas. As unhas um pouco quebradiças. Querida, você está se cuidando? Você pode estar um pouquinho anêmica. Você está comendo ferro suficiente na sua dieta?

—Que dieta? — Tammy suspira. — Com Ty andando pela casa toda, e Lilac gritando como um demônio a noite toda com cólicas, eu mal tenho tempo para respirar, que dirá comer.

Eu fico em pé também. Eu sabia que Tammy estava exausta, mas a minha irmã sempre age como se fosse uma heroína. 'Tenho tudo sob controle', ela sempre nos diz.

— Por que você não disse para ninguém? — eu pergunto preocupada. — Você sabe que iríamos à sua casa em um piscar de olhos para te ajudar.

Tammy soltou as mãos devagar de Dyson. — Está tudo bem. — ela insiste. — Eu sou mãe de dois, lógico que a vida vai ser cansativa — ela olha para Dyson. — Mas eu vou marcar uma consulta e fazer um exame de sangue, se isso te faz melhor.

Ele rola os olhos, mas seu tom é gentil quando ele diz. — Não é uma questão de me deixar melhor, querida. É sobre ter certeza que você esteja forte e saudável para si mesma e as crianças.

—Eu vou fazer a consulta — ela murmura, e há um faísca de culpa em seus olhos, conforme ela sai correndo, a bainha do vestido amarelo pálido dançando em seus joelhos.

— Eu não acredito que você acabou de fazer ela concordar em ir no médico — eu olho para Dyson. — Tammy nunca admite que alguma coisa está errada.

— Eu sou enfermeiro. Isso me dá poderes mágicos. — balançando as sobrancelhas, ele volta para a cadeira e olha para os cisnes.

Eu hesito antes de sentar de novo. Eu tenho evitado essa conversa há um tempo, mas isso parece o começo ideal. É também a razão para eu ter chamado Dyson para o casamento comigo, ao invés de chamar algum dos meus outros amigos homens.

— Eu tenho uma pergunta. — começo devagar.

Ele ri. — Eu tenho respostas. Um montes delas. Por exemplo, a resposta para a pergunta 'devemos usar salmão?' é obviamente 'sim'.

Eu forço um sorriso. — Uma pergunta mais importante. — eu admito. — E você tem que me prometer ser cem por cento honesto comigo, certo?

O humor nos olhos dele se dissolve para sinceridade. — Certo. Manda.

 — Você acha.. — eu puxo uma respiração. — ...que eu seria uma boa enfermeira?

Há um segundo de silêncio, e é tudo que leva para eu cair. Rapidamente. Como se eu estivesse em um caiaque que chegou muito perto da queda d‘água.

—Esquece — eu solto, abaixando o rosto para começar a dobrar de novo. — Não responda. Foi uma pergunta estúpida. Não sei por que eu sequer considerei.

Uma mão firme cobre a minha, segurando meus movimentos nervosos. — Oh, calma, querida. Você só me pegou de surpresa. Eu acho que você seria uma excelente enfermeira.

Eu mordo meu lábio e encontro seus olhos. — Mesmo?

— Absolutamente. Por que? Você está pensando em entrar em uma escola de enfermagem?

Depois de outro momento de hesitação, eu dou um aceno estúpido. — Eu comecei a procurar quando Jamie ficou no hospital na primavera. — eu confesso. — Eu te falei sobre a enfermeira que estava cuidando dele, certo? Bertha? Bem, eu tomei café com ela na cafeteria do hospital algumas vezes quando eu estive em Toronto, e ela meio que me deu um resumo do processo.

— Uau. Então isso não é uma coisa aleatória. Você está realmente considerando — Dyson solta a minha mão e retoma a dobradura. — Onde você está pensando em se candidatar? São Francisco?

Eu balanço a cabeça. — Eu estou procurando em todo lugar. Você não acredita como estão caros os programas de enfermagem agora.

Ele bufa. — Oh, acredito. Você acha que a fada do empréstimo estudantil simplesmente desceu da árvore de dinheiro e pagou meus débitos? Pense de novo, docinho. Minha conta corrente me odeia. É difícil parecer bem assim quando você está quebrado desse jeito.

Eu não posso evitar rir. Ele realmente é um dos caras mais bem vestidos, conscientes da moda, que eu conheço. Mas eu não tinha ideia que ele ainda estava enterrado em uma montanha de empréstimos.

Eu estou, também, mas pelo menos todo o dinheiro que eu devo não é para o governo. Meus pais são quem encabeçaram minha educação na faculdade. E quem pagou pelos custos de abertura do meu negócio de jóias falido. E os cartões de negócios para esse empreendimento de planejamento de eventos. Não há prazo para eu pagá -los de volta, mas toda vez que eu aceito outra ajuda deles, isso reduz outro pedaço da minha independência.

Sem contar minha auto estima.

Porra. Não é de admirar que a minha família pensa que sou desmiolada. Eu sou uma desmiolada. Meu bacharelado em História da Arte era para me deixar livre, mas acabou sendo um albatroz no meu pescoço. Não abriu uma única porta para mim, não me arrumou uma única oferta de emprego. Uma posição em um museu ou em uma galeria, agora requer mais do que um simples bacharelado. Você precisa de um mestrado ou doutorado, e eu não posso exatamente arcar com voltar pra a universidade por mais cem anos.

Além disso, ultimamente eu tenho pensado se eu sequer pertenço ao campo criativo. Eu tentei e falhei em tanta merda, mas essa coisa de enfermagem... parece certo. Quando eu penso em fazer isso, é como se meu corpo inteiro fosse... o centro. Esta é a primeira vez que eu já me senti dessa maneira.

— Você considerou alguma escola de enfermagem canadense? — Dyson pergunta.

— Não, por quê?

— Elas são mais baratas. Eu não sabia disso quando me candidatei, mas eu trabalho com algumas enfermeiras que estudaram em Vancouver para economizar.

Eu faço uma nota mental para investigar.

—E ouça — ele diz rouco. — Se você está realmente séria sobre enfermagem, então estou mais do que feliz em sentar com você e te contar sobre isso. O bom, o mau e o penico nojento.

Eu dou risada.

—Sério, querida, esse trabalho pode ser asqueroso às vezes. Mas é extremamente recompensador, também. É a melhor decisão que eu já... Oh, Jesus de Nazaré, quem é aquele? E o que são aquilo?

Minha cabeça gira para o outro lado da tenda e eu imediatamente solto um grito sufocado.

Oh, inferno, não.


Notas Finais


e ai, estão gostando da fic?

comentem e deem fav!!


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