1. Spirit Fanfics >
  2. Good Gone Girl >
  3. A matter of time

História Good Gone Girl - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Hei quarentener's,

como vocês estão? Eu realmente espero que bem. Voltei aqui com 'Good Gone Girl' porque achei muito tentador escrever uma estória longa tendo a Taeyeon como cantora (como na vida real). Isso devido a ficar pensando num bônus para Spotlight... Espero que apreciem a fanfic.

Este capítulo será bem curtinho por ser uma espécie de prólogo, tudo bem?
Boa leitura, pessoal.

Capítulo 1 - A matter of time


 

Ela havia cometido um dos maiores suicídios sociais em sua carreira, que tinha iniciado há pouco mais de dois anos: se assumido lésbica numa entrevista para uma das maiores revistas da indústria musical da Coréia do Sul, a K-world Music.

 

Taeyeon não fazia o tipo que se preocupava com o que os outros falariam sobre ela. Estava pouco se importando com toda a confusão que havia causado para a sua empresa, e não suportava mais ouvir os sermões do CEO. Uma coisa ficou bastante clara: tinha assinado seu atestado de hiatus por tempo indeterminado. Triste? Sim. Era extremamente triste e revoltosa a situação, pois amava cantar, amava de todas as formas tudo o que envolvia música. No entanto, a escassez de sinceridade nas letras que lhe eram impostas era absurda e tinha sido um dos motivos que a levaram a escancarar para todo o continente sua sexualidade, sua vida.

Na mesma semana em que a notícia se alastrou, após ouvir muitas broncas, seu contrato com a OME (One Minute Enterteinment) foi cancelado. Era seu fim na indústria, e Taeyeon tinha noção do dano que havia causado para si mesma. Mas, não havia arrependimentos preenchendo sua mente ou coração, estava mesmo cansada de toda aquela rotina maluca, das dietas severas, do pouco tempo para descansar, da falta de oportunidade para lançar suas próprias composições e, principalmente, da mídia caindo em cima dela sem a menor piedade – fosse com rumores idiotas e sem fundamentos, ou vasculhando sua vida até os confins do inferno se isso fosse gerar clicks e aumentar as vendas, acessos diários – e dos fãs empurrando-lhe suas vontades, crenças e homens que achavam serem perfeitos para a shipparem. Taeyeon não suportava mais.

Com toda a calma do mundo, retirava as roupas de seu enorme closet e as atirava sem a menor delicadeza em cima da cama. Ia embora. Não tinha mais nada naquele país miserável, que cagava regras antiquadas e conservadoras o tempo inteiro, para ela. A morena de cabelos lisos e longos, tinha comprado uma passagem para os Estados Unidos. Tentaria um emprego como compositora ou qualquer outra coisa honesta que gerasse renda.

Taeyeon era riquíssima, tinha ganhado milhões durante esses quase três anos de sucesso meteórico, - tinha seus investimentos, não era burra, e não possuía mais nenhum familiar para se preocupar – porém não queria viver uma vida desocupada e tediosa. Não era de seu feitio fazer corpo mole apenas por não precisar.

 

 

Enquanto fechava os zíper de suas malas, não largava um copo de whisky. Havia se tornado uma consumidora constante de álcool com o passar dos meses, e somente Deus sabia o estado catastrófico em que seu fígado se encontrava naquelas últimas semanas de setembro. Que se fodesse, porque Taeyeon não acreditava em Deus. Nunca acreditou. Aliás, não via sentido em nenhuma doutrina cristã ou de qualquer outra religião.

Buscou a passagem de ida para o Tennessee, Nashville, que havia comprado antes mesmo de dar a entrevista bombástica para a K-world Music, em cima da escrivaninha. Tudo saiu como o planejado. Não tinha mais o apoio daquela multidão de fãs falsos, que estavam ali por ela enquanto se comportasse como uma marionete de madeira morta e pouco se importavam com seus reais sentimentos, suas possíveis fraquezas, suas verdadeiras paixões. Pôs os tênis azul-claro que tanto adorava e não tardou a fazer uma chamada para sua melhor amiga para a vida toda.

 

Estou pronta, Sun. Te espero na garagem interna do prédio. Tudo está desligado e trancado, conforme o combinado.”

 

Meia hora mais tarde, um sedan preto estacionou no local determinado. A mulher de estatura mediana ajudou Taeyeon a colocar as malas dentro do carro, tudo na mais pura discrição da madrugada. Se ela concordava com tudo aquilo? Não muito. Sunny tinha um apreço enorme por aquela morena teimosa e autêntica. Por um lado não queria que Taeyeon fosse embora porque apreciava muito sua companhia, mas, por outro, sabia que seria o melhor para ela. Se afastar de toda aquela toxicidade era a mais assertiva decisão.

Deu partida e foram em direção ao aeroporto.

 

 

Chegaram ao aeroporto de Incheon em quase quarenta e cinco minutos. Às três e quinze da manhã. Seria um horário seguro para embarque e desembarque, era esperado pouco movimento, contudo, como tudo na vida de Taeyeon era baseado em um absurdo martírio, justo naquela madrugada haviam plantados lá dezenas de fotógrafos da Dispatch (uma das fontes midiáticas mais sensacionalistas existentes no país, uns diziam odiar e outros os acompanhavam assiduamente em busca de entretenimento – de qualquer tipo) e de outras fontes, esperando um grupo rookie de garotos chegarem de sua tour internacional e de completo sucesso. Ela interagiu com aqueles caras, do BTS (Bangtan sonyeondan), nos bastidores de music shows e festivais diversas vezes. Eram boas pessoas, mas não se podia dizer o mesmo do fandom deles.

Assim que um dos fotógrafos a avistou e chamou a atenção dos outros, Taeyeon e Sunny precisaram correr até alguns seguranças aparecerem para lhes amparar. Sunny caminhou na frente, recebendo toda aquela fúria de flashes atingindo sem dó seu rosto, enquanto Taeyeon mantinha a cabeça baixa, as mãos nos bolsos do casaco preto e todo a fronte coberta por uma máscara branca e um chapéu com aba.

Todos ainda estavam sedentos por mais notícias sobre ela, poderiam mastigar e triturar todo aquele escândalo sem o mínimo resquício de empatia por semanas. Taeyeon teve certeza de que não pretendia voltar tão cedo para a Coréia do Sul. Eles não a mereciam de forma nenhuma e isso era um fato mais que consumado. Entrou na ala de embarque e fez o check-in.

 

“Divirta-se no seu novo apartamento, Bunny. E venha me visitar nas suas férias.”

 

Foi tudo o que conseguiu dizer antes de Sunny a envolver num abraço exageradamente apertado. Ela riu disso, sentiria falta da companhia da amiga. Claro que sentiria. A apertou de volta e terminou aquela demonstração de carinho, entregou-lhe o molho de chaves de seu apartamento luxuoso no centro da cidade. Não demorou cinco minutos para anunciarem seu voo. Era isso. Não tinha mais volta e um novo começo a esperava no ocidente.

 

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...