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História Good Kids Bad Habits - Capítulo 18


Escrita por: e Bibelo


Notas do Autor


ola meus dengos, hoje temos um capítulo um pouco mais alegrinho graças a deus. A foça do will foi sad demais, mas tbm necessário
sei que vcs nao estão felizes com os últimos eventos (um agradecimento especial a BlueStar21 por ter sido a única pessoa a comentar no cap passadokkkkkk) mas vai melhorar, tenham fé
hoje nós teremos:
nico titi
movimentação no grupo dos gay
annie humilhando em paris
e no final.. bom, um momento polemico heuehueh vão lá ler, beijão

Capítulo 18 - Nos lugares mais quentes


Fanfic / Fanfiction Good Kids Bad Habits - Capítulo 18 - Nos lugares mais quentes

NICO

 

A noite era quente, e tilintavam azuis os astros ao longe. Mas Nico di Angelo não prestava atenção no céu naquele momento, não se sentia disposto para tal. Por mais que a lua fosse magnífica, e o ar noturno envolvente, ele pouco tinha interesse no lado poético da vida.

Nico pouco tinha interesse em qualquer aspecto dela, na verdade. Não lembrava a última vez que estivera assim tão apático, e perguntou-se o que fazia antes de ir para a Androminus.

Antes de conhecer Will.

Pensar nele trazia algo dolorido ao seu peito, e isso era absolutamente irritante. Não entendia como podia sentir falta de alguém com quem tivera tão pouco tempo de convivência. Mas quem ele queria enganar? Nico só conseguia pensar no sorriso dele, no movimento de seu corpo seguindo o ritmo de alguma música. No gosto de seus lábios.

Droga.

Nico respirou fundo e levantou da cama num ímpeto. Pensar nessas coisas só traria mais dor para ele. Afinal, se Will quisesse que tudo aquilo se repetisse, ele apenas falaria. A julgar pelo seu jeito apático e evasivo nos últimos dias de aula, ele não queria.

E tá tudo bem. Não é como se houvesse algum sentimento envolvido naquilo, além da mais pura vontade de proteger e de ser protegido.

Nico andou até sua escrivaninha e pegou um dos livros que alugara da biblioteca. Suas aulas de poesia clássica estavam, estranhamente, despertando algum resquício de gosto por leitura que havia dentro de si. O livro que tinha em mãos, no momento, era O Morro dos Ventos Uivantes. Indicação de Bianca. Era engraçado como o humor ácido do personagem principal se assemelhava à sua irmã.

Mesmo depois de meses de tratamento, Bianca continuava tendo a mesma essência: sua personalidade continuava forte e seus comentários eram sempre ásperos e divertidos. Nico havia tido o prazer de constatar isso um dia depois de entrar de férias, quando tirou um tempo para passar pela clínica. 

A Odyssay House não era um lugar chamativo, tão pouco denunciava a natureza de seus serviços. Ficava em um prédiozinho de tijolos laranjas, a entrada era discreta, e sua fachada era quase invisível para aqueles que por ali passeavam.

No entanto, se você olhasse com mais atenção, perceberia as grades nas janelas, e a cerca rondando o terraço. Isso só poderia significar uma coisa: proteção. Mas de quem?

Nico era muito familiarizado com o local, visitava-o mensalmente há muito tempo. Lembrava-se em detalhes de chegar no estabelecimento ainda menino, notas gordas em seu bolso, punhos sangrentos e uma irmã a um passo da overdose.

Era um local que significava muitas coisas, e nem todas eram ruins.

Sua conversa com Bianca começou com algumas formalidades. Como está o pai? E a escola? E o tratamento? Você tem se alimentado direito?

E depois ia para a parte que importava.

Você tornou a encontrar com Ethan? Sim? Deus, conte tudo.

Nico narrou os eventos que o levaram a entrar na Androminus, e Bianca ouviu tudo com um divertimento absurdo. Ela amou cada detalhe. Amou sabe que seu irmão agora tinha a possibilidade de um futuro promissor, e que ironicamente Ethan o havia proporcionado isso indiretamente. E, como uma coisa leva a outra, Nico acabou contando demais. Chegou no tema Will Solace, e quando foi dar-se conta de sua língua, havia também contado sobre o beijo.

Ainda não tinha contado sobre isso pra ninguém.

“Acho que você foi um tremendo de um imbecil por não ir mais atrás dele", disse ela.

“Eu não queria invadir seu espaço. Queria dar tempo ao tempo”

“Você deu tempo demais, Nicolas. Tempo demais.”

Nico dispersou o assunto com algum comentário sobre seu novo e único amigo, Jason. Contou sobre como eles se deram bem de imediato, e como era engraçadinho ter alguém com quem conversar.

A visita à Bianca foi rápida demais, e havia muito o que ser dito quando Nico levantou para ir embora. Mas talvez fosse melhor assim. Ela precisava se afastar de tudo, se recuperar. E, de certa forma, Nico também precisava de seu próprio espaço para perdoá-la. Perdoar aquilo que ela havia feito com a própria vida.

Agora, dois dias depois, ele ainda conseguia ouvir sua risada no silêncio solitário da casa, e ver seu sorriso desenhado em algum lugar de sua mente.

Nico sentia falta de ter uma irmã.

Hades já dormia havia muito, e aproximava-se das duas da manhã agora. Ao dormir, pequeno e miserável, Nico prometeu a si mesmo que no dia seguinte tentaria fazer algo diferente. Algo que o fizesse sentir menos saudade de coisas que ele nem sabia o nome.

 

***

A manhã era ainda mais quente que a noite, e sua vontade de sair do ar condicionado se esvaiu assim que Nico saiu do quarto para tomar café da manhã. Hades não estava em casa, provavelmente fora no mercado, ou simplesmente tomar um ar. Então Nico empurrou o café frio e o pão seco garganta a dentro, e imediatamente voltou para o conforto de seu quarto.

Pegou o celular, pretendendo checar o “Squad das cadelas da panqueca”, o grupo que Piper havia criado no primeiro dia de férias. A desculpa era que todos estariam separados nesse período, e que não podiam perder o contato. Mas a verdade era que ela só queria um lugar para mandar todas as fotos da sua hamster, a Panqueca.

Sem se dar o trabalho de baixar as dez fotos da Panqueca rotineiras, Nico foi apenas lendo a conversa por cima, sem se empenhar muito para responder nada.

 

[2:15] Piper McLean: (10 fotos da Panqueca)

[2:18] Annabeth Chase: lindo amor me troca mesmo

[2:19] Piper McLean: pelo menos vc ta em paris cmg

[2:19] Piper McLean: ela ta la no frio sozinha abandonada aaaaa

[2:20] Will: é serio q vcs tao na mesma cama e tao mandando mensagm?

[2:20] Annabeth Chase: a piper ta no banheirokkkkkkk ela fugiu de mim pra mandar foto da roedora

[2:21] Piper Mclean: RESPEITA ELA

[2:28] Insuportável: gente sao quase 3 da manha o que vcs tao fazendo acordados meu deus

[2:29] Will: bom aqui ainda n deu meia noite kkk

 

Will mandou uma foto da sacada da sua casa em Malibu. A câmera de seu celular absurdamente bom conseguiu captar com perfeição a praia à luz do luar. Na foto, também era possível ver suas pernas, os pés descansando na mesinha à frente e os músculos muito bem definidos por causa da posição. Nico quase se perdeu nos relevos de sua pele dourada. Teria ficado olhando aquela imagem por horas, se não fosse um pequeno detalhe ao seu lado. A perna de outra pessoa também era visível, a pele negra de uma coxa grossa. Ao contrário de Will, a pessoa não tinha as pernas esticadas, então o máximo que dava para ver era até o joelho.

Nico ficou levemente intrigado. Quem seria sentado na varanda com ele até tarde? Algum meio irmão por parte de mãe?

Em seguida, Annabeth selecionou a mensagem de Jason e respondeu:

 

[2:31] Annabeth Chase: kkkkkkkkk paris baby

 

Ela também mandou uma foto. Annabeth e Piper sorriam para a câmera, as duas abraçadas e de cabelo desgrenhado numa cama. Piper estava com uma camiseta larga e Annabeth estava coberta até o pescoço por um edredom branco, o que provavelmente queria dizer o que parecia. Nico, que já havia percebido a maneira velada com que Jason flertava com Piper, soube imediatamente que aquilo era especialmente para colocar seu amigo no seu lugar. Nico riu.

Jason limitou-se a responder com emojis e a conversa parou aí. Nico se sentiu um pouco anti social por não ter dito basicamente nada lá ainda, desde a criação do grupo, então tentou parecer mais amigável:

 

[9:42]: opa bom dia

[9:42]: a noite/madrugada/manhã foi agitada hein

[9:45] Insuportável: n para todos infelizmnte

[9:46]: entao vem pra ca agitar esse dia

[9:46] Insuportável: au au to indo au au

 

Nico riu e bloqueou a tela. Ficou um pouco decepcionado por Will não responder, mas lembrou-se que na Califórnia ainda eram 6:46, e depois de ficar acordado até meia noite com sabe-se lá quem, ele com certeza não estaria acordado tão cedo.

Pensou em trocar de roupa, mas estava tão quente que não conseguia se imaginar usando nada além da regata justa e da bermuda moletom que já vestia. Quando Jason chegou, pouco menos de meia hora depois, ele ainda estava nesse impasse, e decidiu deixar do jeito que estava.

“A porta tá aberta” Nico gritou, sem querer andar o caminho infernal até a entrada, e Jason entrou. Àquela altura, já estava acostumado.

Jason deixou algo na cozinha e logo estava abrindo a porta do quarto, trazendo consigo um pouco de mormaço. Ele estava estranhamente arrumado. Usava uma blusa de botão de tecido leve e azul claro. Sua bermuda era jeans, creme. Estava até de sapatos fechados, parecia que iria a alguma festa.

“Você tá bonito” Nico comentou, um pouco debochado.

“Achei que os planos fossem animar o dia.”

Nico sorriu e espreguiçou-se num movimento quase felino, indiferente e calmo.

“O dia pode ser bem animado... no meu quarto.”

“Ah, claro que pode. Afinal, é aqui que fica a sua cama, e tenho certeza que podemos fazer uma coisa ou outra com ela. Mas eu tinha em mente algo mais… Fora de casa?”

Nico gargalhou.

“Você não perde uma.”

“Não, eu não perco.”

Vendo que Nico não pretendia levantar da cama tão cedo, Jason tirou os sapatos e sentou ao seu lado, suas coxas se encostando. A pele dele trazia o calor do lado de fora, e apesar disso, não era uma sensação ruim. Nico perdeu-se na textura por um momento.

“Bom, foi você que me chamou aqui. O que vamos fazer?” Jason interrompeu seus devaneios.

“Assistir um filme?”

“Fizemos isso das últimas cinco vezes.”

Era verdade. E já estava cansativo. Nico tentou pensar em algo que não envolvesse sair de casa, mas as opções eram escassas. Jogar no computador ficava cansativo depois de alguns minutos, e talvez cozinhar o almoço fosse o mais próximo de uma ocupação disponível. Nico chegou à conclusão inevitável de que era melhor eles saírem para algum lugar mesmo, então virou-se para Jason a fim de comunicar isso.

Mas, quando olhou para ele, pegou aqueles olhos azuis já o encarando. Perto demais. Se fosse um simples olhar, teria prosseguido normalmente. Mas havia algo de diferente no modo como sua boca se curvava em um pequeno sorriso, ou como seu rosto transparecia uma abstração serenamente feliz.

Por um segundo, desejou que o dono de outro par de olhos azuis estivesse ali em seu lugar, mas arrependeu-se de imediato. De nada adiantaria ficar platonicamente desejando alguém que nunca seria seu.

Então Nico sorriu um pouquinho também, tímido pela intensidade daquele olhar. Decidiu concentrar-se no momento, no que era real e possível. Concentrou-se em Jason, cujo olhar era magnético e estranhamente sugestivo. Nico poderia jurar que sentiu seu corpo inclinar-se um pouco na direção dele só naquele momento.

“Bom, eu tenho uma sugestão” disse Jason numa voz que não era mais que um sussurro. Saiu grave e um pouco mais sedutora do que o aconselhável.

Ele também se aproximava, e estava ainda mais perto agora.

“E qual seria, Grace?” Nico sorriu, arqueando uma sobrancelha.

Com um meio sorriso, Jason lentamente levou uma de suas mãos ao rosto de Nico, que não protestou ao toque. Pele com pele, calor imediato. Nico quase estremeceu ao toque, surpreendentemente desejável. Jason estava tão perto agora que os seus cílios fizeram cócegas nas maçãs do rosto de Nico.

“Acho que você sabe bem” Jason sussurrou, e com o ato seus lábios roçaram levemente nos de Nico.

E isso foi o suficiente para enlouquecê-lo. Nico fechou os olhos e inclinou-se para frente, na intenção de finalmente matar a distância dolorosa entre suas bocas. Mas quando não sentiu isso acontecer, encarou Jason pasmo.

Jason o observava com olhar divertido e um sorriso maroto. A mão em seu rosto foi até a nuca e acariciou seus cabelos.

“Com pressa, querido?”

Nico riu, quase que com violência, e segurou os dois pulsos de Jason. Sem precisar de grande esforço, jogou-o na cama, prendendo seus pulsos acima de sua cabeça. Ajoelhou-se com as pernas uma de cada lado de sua cintura.

“Não brinque comigo, Grace” Nico rosnou.

Pretendia provocá-lo um pouco mais, como Jason fizera consigo, mas as bochechas dele estavam ruborizadas, e os lábios entreabertos, e a respiração ruidosa. E, ainda mais, estava naquela posição. Nico só não conseguiu se segurar.

Em um instante estava apreciando aquele olhar cheio de desejo, e no seguinte sentia os lábios macios de Jason nos seus ásperos. O beijo não levou nem um segundo para se aprofundar, e logo tornou-se ardente. Nico liberou suas mãos, que foram direto para a sua cintura.

Ser tocado por Jason naquele sentido era uma novidade. Geralmente, ele e o amigo trocavam alfinetadas durante o dia, xingando-se de momento em momento. Mas ali, na cama e abaixo de si, Jason era extremamente gentil, quase cândido, ousava dizer. Seu toque na cintura de Nico era obviamente contido, e por mais que apertasse o local revelando seu autocontrole, jamais descia para qualquer outro lugar.

Nico achou engraçado. Ele que sentou no colo de Jason, ele que avançou para começar o beijo, mas Jason o tratava como uma virgem. Nico separou-se apenas para olhá-lo com desdém. Jason estava completamente entregue, e cada centímetro do seu corpo, cada respiração falhada, denunciava isso.

Nico então desceu seus beijos pelo pescoço dele, e pode jurar ouvir um suspiro pesado com isso. Deteve-se um pouco ali, até que desceu para o seu peitoral, à medida que desabotoava a sua camisa. Não que pretendesse chegar tão longe, mas o ar era quente, e cada vez que os dedos de Jason iam até a sua cabeça e puxavam de leve o seu cabelo, Nico perdia-se um pouco mais.

Quando finalmente deixou-o de peitoral exposto, Nico ergueu-se para apreciar. Sua pele tinha pontos rosados onde antes estava beijando, e ele não pôde deixar de sorrir ao notar o quão sensível a pele de Jason era ao seu toque.

Voltou a beijá-lo, e dessa vez seus dedos estavam um pouco mais corajosos. Começava a sentir suas mãos entrando por debaixo da sua regata, quando ouviu algo vindo de fora do quarto. À princípio, ignorou, mas logo ouviu o barulho de chaves e soube que Hades estava em casa.


Notas Finais


e aí???? polêmico mas eu gostei, vou adimitir
algum jasico shipper ai? aushuahs
nos vemos nos comentários <3


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