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História Good Kids Bad Habits - Capítulo 24


Escrita por: unkn0w e Bibelo

Notas do Autor


Opa meus amores, como estão? 💜

mds vocês só gostam de tragédia né? Capítulos fofos vocês somem, desgraça vocês aparecem reurheurheu parece que vamos ter que manter a tragédia com mais frequência, né?

Obrigada pelos comentários, a Deb ta respondendo vocês aos poucos. Eu ainda preciso me organizar pra conseguir responder vocês, mas vai dar bom, confia.

Vamos pra leitura?

Capítulo 24 - He is like a ghost


Fanfic / Fanfiction Good Kids Bad Habits - Capítulo 24 - He is like a ghost

WILL

 

Will não conseguia parar de sorrir desde que saíram do cinema há alguns minutos. 

Nenhum dos dois assistiu o final do filme, envoltos um no outro entre beijos longos e outros pontuados, entre sorrisos bobos e carícias gentis em seu rosto. Sentia-se flutuar, uma leveza em seu corpo quase etérea, se deixando ser guiado por Nico pela Avenida. 

— Will, você está me ouvindo?

A voz de Nico era divertida, como se, de alguma forma, ele soubesse por onde sua mente vagueava. Will sentiu-se corar, sorrindo sem graça.

— Não estava, o que foi?

— O restaurante fica a duas quadras daqui, quer ir andando ou chamar seu motorista? — sugeriu parando de andar, logo em frente ao cinema. Ainda tinha o mesmo sorrisinho no rosto, mas Will fingiu não ver. 

— Podemos ir andando, se é aqui do lado. — respondeu apertando sua mão levemente, numa pequena conversa silenciosa vamos andando, de mãos dadas, o tempo que for.

Nico pareceu entender puxando-o levemente pela mão, guiando Will pela Avenida lotada num sábado à tarde. 

— O que achou do filme? — questionou Nico curiosamente.

— Não prestei muita atenção… — admitiu, sentindo o rubor em seu rosto constante: — Estava distraído. 

— Hm… — Nico o encarou de canto de olho, o sorriso ordinário e sagaz: — Que pena, achei que você poderia me explicar porque também não prestei atenção alguma. 

Will não pode deixar de rir da situação boba dos dois. 

Desceram por boa parte da East 58th Street antes que Will começasse a identificar onde realmente estavam. Ao pararem em frente ao famoso restaurante italiano, Felidia, Will não pode deixar de abrir um largo sorriso. Adorava aquele restaurante!

— Você não me contou que íamos vir aqui! — comentou animadamente, olhando para Nico como uma criança que ganhou o presente perfeito na manhã de natal: — Adoro esse restaurante. 

Nico sorriu para ele, uma espécie de alívio em sua feição ao guiá-lo para dentro. 

— Parece que eu fiz a escolha certa. — disse orgulhosamente, ajeitando o cabelo para trás: — Comida italiana é minha preferida.

Will concordou e deixou que Nico cuidasse das reservas e da conversa com a recepcionista. Em pouco menos de dez minutos já estavam sendo guiados para o segundo andar, numa mesa de frente para a janela, separada dos demais clientes. Tinha dali a visão da rua e o olhar gentil de Nico bem à sua frente. 

Fizeram os pedidos de entrada e resolveram pedir o prato principal um pouco mais tarde. Depois que o garçom saiu, um silêncio desconfortável se instaurou ao redor deles. Mesmo o barulho das outras pessoas se tornou abafado no instante em que só tinham os dois ali, um de frente para o outro, em um ambiente totalmente diferente do qual estava acostumado. 

Will apertou as mãos sobre as pernas, sem saber o que fazer ou o como começar uma conversa. Sobre o que iriam falar? O que normalmente acontece num encontro? Fazia tanto tempo desde que foi em um, e da última vez a pessoa era, de fato, seu melhor amigo. 

Tomou um gole de água, voltando a encarar Nico que o observava. 

— Você tá nervoso? — sua pergunta saiu debochada, como se ele não pudesse acreditar naquele fato. Will se sentiu corar ainda mais, estava fazendo muito isso naquele dia: — Acho que já passamos desse ponto, Will. 

Seu sorriso tinha um quê de diversão, um brilho no olhar que pareceu acalmar um pouco a tensão no ar. Nico apoiou o rosto em sua palma, seus olhos escuros o encarando numa espécie de desafio. 

— É diferente, você sabe que é! — exclamou entre uma risada e outra, uma parte do nervoso se desfazendo: — Além disso, as coisas pareciam mais simples no cinema.

Nico arqueou ambas sobrancelhas, surpreso. 

— Em que sentido?

Will ajeitou uma mecha atrás da orelha, encarando-o diretamente nos olhos. 

— Bom, você está muito longe, não é como a gente normalmente faz as coisas. — explicou com dificuldades. Nem ele mesmo sabia se a tensão era por conta da distância ou seu total nervosismo: — Você aí do outro lado faz a situação ficar mais… densa. 

Nico anuiu, como se compreendesse a situação completamente. Afastou a cadeira da mesa, o sorriso faceiro em seu rosto. 

— Bom, isso é fácil de resolver. 

Com a maior calma do mundo, Nico arrastou a cadeira até a lateral da mesa, logo ao lado de Will. Ajeitou os talheres na mesa, trazendo seu prato e copo para onde estava. Sentiu o contato do joelho de Nico no seu, o sorriso ufano em seu rosto. 

— Melhor? — questionou calmamente, entrelaçando seus dedos agora bem próximos. 

Will abriu um sorriso genuíno, daqueles que afloram na primavera, quente e calmante. 

Sim, estava bem melhor. 

Ainda que estivesse imensamente feliz com o gesto, sentia os olhares atravessados do restaurante, do garçom que deixava as bebidas em sua mesa. Era desconcertante, de certa forma, ainda que fosse esperado. 

Nico apareceu em seu campo de visão, o mesmo olhar inteligente de sempre. 

— O que significa isso na sua camiseta? — a pergunta de Nico o pegou desprevenido, desviando sua atenção do entorno para ele. 

Desceu o olhar para a camiseta, já que não se lembrava qual estampa estava nela. 

— Oh, Lawful Good. É um termo de RPG. — comentou mais empolgado: — É meu alinhamento de personalidade, similar com os testes MBTI, mas eles são todos feitos para a criação de um personagem. O alinhamento que você escolher para o seu vai definir suas escolhas de vida, lutas, amorosas, se é uma pessoa egoísta ou altruísta. É a essência do seu personagem. 

Nico concordou com a cabeça, o sorriso divertido fixo em seus lábios. 

— E Lawful Good seria você?

— Ah, bom, sim. É o que todos me dizem. — confessou sem graça, afinal o termo era uma pessoa altruísta e empática: — Basicamente diz que sou uma pessoa que preza o bem-estar das pessoas, sempre tentando fazer o que é melhor e justo.

Nico arqueou a sobrancelha:

— Isso com certeza é você. Deixa eu adivinhar, normalmente acaba se esquecendo de cuidar de si mesmo? — complementou a descrição como quem sabia exatamente do que estavam falando. 

Will soltou uma risada:

— É, por aí. 

— Certo, é realmente você, e precisamos falar sobre sua péssima mania de ajudar os outros e não se ajudar, mas isso fica para uma próxima. — Nico provocou, achando graça. 

Will torceu a boca, numa atitude de falsa raiva. Nico se inclinou em sua direção, depositando um beijo em sua bochecha. Will irrompeu em um sorriso, totalmente entregue. 

— Ok, e qual eu seria?

— Você? — Will observou Nico por longos instantes antes de responder: — Provavelmente Chaotic Good. 

— Caótico? Bom, parece comigo. 

— Deixa de ser besta. Não tem nada a ver. — reprimiu Will, empurrando seu joelho debaixo da mesa: — Seria uma pessoa de coração bom, mas espírito livre. Você segue sua vida sem se importar com o que os outros pensariam de você, porque você segue suas próprias regras mas… tem um coração gentil. 

Will pensou que Nico fosse rir dele, zombar da ideia de um espírito livre ou similar, mas Nico só esboçou um sorriso diferente dos outros. Parecia mais vulnerável, como se alguma coisa que Will disse o tivesse afetado de verdade. 

— Isso é o que você acha ou é algum padrão de personagem?

— O que eu acho. — respondeu, compreendendo o que o afetou: — O que eu acredito. 

Nico se inclinou na sua direção, roubando um selinho de seus lábios. 

— Gostei disso. 

Nico se afastou outra vez, soltando a mão do Will para pegar o menu. Will fez o mesmo, se distraindo do beijo doce e gentil. Nico era, com certeza, uma pessoa muito amável, mesmo que fingisse não ser. 

— O que acha da gente dividir um prato? — Nico sugeriu, abaixando o menu e apontando para os pratos vegetarianos: — Escolha um e eu te acompanho. 

Will escaneou o menu, lendo um dos pratos de massa.

— É um prato com cogumelos, você gosta? — perguntou com curiosidade.

Nico deu de ombros:

— Acho que sim. 

— O que acha de pedirmos Fettuccine ao molho funghi? É muito bom. — sugeriu Will, animado em poder compartilhar seu prato favorito com o Nico. 

Ele sorriu, concordando. Ergueu a mão chamando o garçom e fez o pedido para dividirem. Enquanto fazia isso, Will reparou na sua tatuagem no pescoço, a mesma que viu na foto que Jason tirou dele no começo das férias de verão; a mesma foto que tinha como papel de parede. 

A tatuagem era mais viva pessoalmente, mais delineada no preto, as letras góticas formando Ghost eram charmosas daquele ângulo. Tudo nele era charmoso. 

Will se aproximou dele no instante em que o garçom se foi. 

— O que sua tatuagem significa? — inquiriu curiosamente, erguendo seus dedos como se fosse tocá-lo, mas os parou no ar, incerto, antes de abaixar sua mão. 

Nico seguiu o gesto, voltando a encará-lo. Talvez tenha sido impressão sua, mas Nico pareceu ficar mais tenso do que antes. Nico deu de ombros. 

— “Você não sabe de onde o golpe está vindo até que esteja agonizando no chão. Ele é como um fantasma.” — Nico recitou, piscando o olho de forma sapeca, como se aquela frase fizesse algum sentido: — Achei legal e tatuei Ghost.

Will gargalhou, jogando a cabeça para trás numa risada que o pegou de surpresa, mas aquilo era definitivamente cômico. 

— Meu Deus, Nico, você é ridículo demais. — resmungou empurrando seu joelho mais uma vez. Nico devolveu o gesto, o sorriso largo e satisfeito em seu rosto. 

Depois daquilo a conversa pareceu fluir magicamente, como uma trava desbloqueada, um nível conquistado. A comida chegou e era tão maravilhosa quando Will se lembrava, por mais que tivesse certeza de que Nico havia detestado. Ele pensava ser um bom ator, mas Will resolveu ter piedade dele e não comentar nada naquele momento. Deixaria para um segundo encontro. 

Dividiram a sobremesa e no final Nico o acompanhou de volta até a frente do cinema, mais uma desculpa fajuta para andarem de mãos dadas por mais alguns longos minutos. Will fez questão de parar a todo momento para ver alguma coisa, mostrar algo ou simples se sentarem em um dos bancos na rua e continuarem suas conversas intermináveis. 

Foi como se algo novo houvesse se destravado dentro deles, uma caixa de pandora que continha seus sentimentos guardados a sete chaves, responsável pela cacofonia de sentimentos em seu peito. Era uma liberdade deliciosa, um direito que não sabia ter até estar ali, de mãos dadas com Nico, andando sem preocupações ou problemas. Só Will e Nico em um momento unicamente deles. 

No final daquele encontro, Nico lhe comprou uma rosa de um vendedor na rua, lhe entregando tão casualmente como se aquele não fosse um dos momentos mais incríveis de sua vida; como se aquela rosa não tivesse apertado seu peito e o sufocado. 

Will não sabia como explicar o quão feliz ele estava, mas queria poder ficar naqueles instantes por toda sua vida sem nunca ir embora. 

 

NICO

 

Nico verdadeiramente gostaria de acreditar na própria felicidade.

Durante o filme, com a cabeça de Will em seu ombro e suas mãos juntas, passou pela sua mente que algo estava estranho. Quando, em sua vida, poderia sair com alguém se sentindo assim tão leve, despido de problemas complicados demais para um adolescente? As coisas pareciam simples e a vida era uma lufada de ar agradável à pele.

Tudo que lhe passava pela cabeça era que gostaria que todos os dias fossem assim por um bom tempo. Adorava a companhia de Will, cada detalhe sobre ele era uma pequena e incrível descoberta. Os beijos suaves e sempre cobertos de uma camada de ternura. A forma como ele se preocupava demais com tudo, mas conseguia se distrair tão fácil com seus assuntos favoritos. Nico adorou reparar nisso, e adorou se sentir livre para demonstrar o que sentia por Will.

E depois veio o jantar, o clima denso e inebriante que surgia entre os dois. A certeza de que não havia enganos dessa vez, de que estavam juntos nisso. Porque tinha essa conversa, que parecia boba e despretensiosa, mas tudo estava escrito nas entrelinhas. Nico sentiu que poderia parar no tempo ali, assistindo-o comer aquela comida terrível enquanto falavam sobre tudo e trocavam toques carinhosos.

Estranhamente, estava tudo perfeito.

O suficiente para sequer ter imaginado. Nunca estivera de guarda tão baixa.

Caminharam do restaurante para o cinema, e demorou para perceber. Como se o seu cérebro se negasse a acreditar. Deixou-se ser envolvido pelo momento até não poder mais. Até notar que tinha uma cabeleira ruiva do outro lado da rua, e nesse momento seu chão sumiu.

Sua mão apertou a de Will imediatamente e acho que é verdade quando dizem que o medo é o sentimento mais primordial.

Por Deus, Nico estava aterrorizado. Queria que Will sumisse, queria escondê-lo a todo custo do seu passado e de Clarisse.

O que sua tatuagem significa?

Aí está, e você não quer saber de verdade.

Deve ter transparecido pânico em seu rosto, porque imediatamente Will perguntou se estava bem.

“Nico, você está pálido. O que houve?”

Odiou ver o sorriso morrendo no rosto dele. Odiou, odiou.

“Nada, só… Onde está o seu motorista?”

Will franziu o cenho.

“Não mais do que duas quadras daqui. Mas por quê? Quer ir embora?”

“Não é isso, eu... Eu preciso que você vá. Agora.”

“E você não pode me dizer porque. Depois de tudo isso.”

“Prometo que te explico por mensagem, certo? Agora, por favor, chame Lucian.”

“Certo.”

Will estava decepcionado, dava para ver em seu rosto. E Nico carregava as três dores: a de saber o perigo que ele corria ali, a de ter que colocar um fim tão péssimo numa noite tão encantada, e a de tê-lo entristecido. Não sabia bem decidir qual era a pior.

O motorista chegou em menos de dois minutos, e Nico certificou-se de acompanhar Will até a porta. Sentia como se algo de ruim fosse acontecer caso deixasse o seu lado, nem que por um segundo. Ainda que Will estivesse carregando aquela expressão preocupada e triste, foi um alívio ver a porta do carro se fechando e ele subindo a Avenida.

Agora Nico podia parar de fragmentar sua atenção. Percebeu Clarisse o encarando, andando para a direita como se quisesse que Nico a seguisse.

Assim ele fez.

Seus batimentos martelavam seus ossos.

Você precisa se acalmar. Agora.

Depois de andar pouco mais de cem metros, viu Clarisse descendo uma escada que havia do lado de uma galeria, provavelmente para uma entrada subterrânea. Ela estava fugindo do olhar dos pedestres.

Nico contou até três. Tentou recuperar uma postura que não lhe era mais familiar. Tentou achar a fonte da raiva que costumava sentir, mas nada veio.

Vestiu sua melhor máscara de imponência e desceu as escadas também. Ela estava parada no pequeno cubículo que havia antes de uma porta de metal. Nico ficou alguns degraus acima. Clarisse exibia um sorriso presunçoso quando disse:

“Agora tudo faz sentido” ela riu uma risada asquerosa. “Seu desaparecimento repentino, sua entrada numa escola de alto nível… Ninguém como nós entra sem um convite de dentro.”

“Como nós? Não, eu não sou como você.”

“Tem razão. Eu nunca abriria as pernas pra entrar nesse clubinho nojento.”

Nico apenas cruzou os braços e se apoiou na parede. Pensou um pouco. Não precisava desmentir isso, não por orgulho ou qualquer questão sentimental. A opinião de Clarisse La Rue sobre seus métodos não importava em grau algum.

A não ser que isso colocasse Will, de alguma forma, em risco.

“Em que isso te afeta, exatamente?” Nico questionou, desinteressado.

“É fácil te convencer de qualquer coisa uma vez que sabemos sua motivação, não?”

Não toque nele.

Nico sentiu a raiva começar a formigar seus membros, mas ele sabia que não podia perder a cabeça assim. Precisava tentar de outro jeito antes. Forçou-se a manter a calma.

“Você acha que um garoto como ele seria o suficiente para mudar a minha vida? Sejamos francos, um deles jamais faria tanto por alguém do Bronx. Nem que estivéssemos ardentemente apaixonados, o que não estamos.”

Por um instante, Clarisse pareceu duvidar de sua convicção de antes, o olhar cheio de incertezas.

“Como você acabou lá então?”

“Como se eu fosse te dizer.”

“Bom, então só o que tenho que fazer é testar. Vamos ver se você muda essa postura depois do meu pessoal ter uma conversa com o seu namoradinho.”

Não toque nele.

“Eu já te disse que ele não é nada para mim.”

“Ótimo. Então nossa conversa termina aqui, já que você não vai se importar de testarmos minha teoria.”

Ela fez como se fosse subir as escadas, mas Nico não conseguiu mais suportar. A ideia de que Will poderia ser machucado por sua culpa, por pessoas que não aceitavam que Nico não fosse o monstro que eles criaram, isso o enfurecia. Em um instante ela colocava um pé no primeiro degrau, e no outro estava sendo jogada contra a porta de metal, que fez um estrondo. Nico a segurou pelo pescoço.

Fúria fluiu como fogo em suas veias.

“Você não vai encostar um dedo nele, La Rue.”

“Oh, aí está. Bingo.”

“E se você sequer pensar nisso, juro que acabo com você.”

“Vamos, faça isso. Faça agora. Esqueceu quem é Ares? Por acaso esse tempo longe te fez esquecer do que ele é capaz?”

“Se Ares o ameaçar, acabo com ele também” Nico rosnou.

Clarisse riu alto, uma risada sufocada. As mãos de Nico começaram a aplicar força demais, e seu rosto estava ficando vermelho.

“Como se… Você fosse capaz…” a voz dela saiu menor que um sopro.

Nico respirou fundo uma, duas, três vezes. Pensou em formas de sair dessa situação, mas ela parecia sem saída agora. Precisava de tempo para pensar no que faria. Enquanto isso, Clarisse estava começando a ficar roxa, suas mãos desesperadamente tentando tirar o aperto de Nico.

Nico a soltou. Curvada e arfando, ela disparou:

“Se você apenas aceitasse quem é, se apenas voltasse a lutar, tudo isso ficaria para trás.”

Nico sorriu friamente. Havia algo de perigoso em seu olhar. Algo que ele sabia não emergir há certo tempo. Como a fera adormecida que foi acordada com sangue nos dentes. Dessa vez, Ares estaria mexendo com algo precioso demais.

Nesse momento, ele havia tomado uma decisão.

“Eu vou voltar” anunciou, a voz firme. Clarisse endireitou a postura e o encarou, como se não acreditasse.

“Sim, com certeza vou voltar. Como vocês poderiam ser mais convincentes?” Nico sorriu mais uma vez. “Diga para Ares me esperar sexta, o horário de sempre.”

Ela o olhou perplexa e disse que levaria o recado. E por mais que Clarisse fosse uma menina muito firme e corajosa, no instante em que Nico di Angelo deu às costas e subiu as escadas, ela sentiu seus joelhos tremerem.

 

 


Notas Finais


E a tragédia sempre vem, tava pacífico demais né? ruehreuhruerhuere

Ain, eles todo casalzinho é a coisa mais fofa do mundo, não aguento isso 💜

Infelizmente o submundo não esquece de você, então o Nico tem que resolver esse problema antes de chegue nas pessoas que ele ama, e acredite, sempre chega.

Obrigada pela leitura, vocês são uns amores 💜

Vão ler a AU da Deb no twitter, ta muito boa: @ ohkitzinger

Beijinhos~


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