História Good luck! - Jeon Jungkook - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Cherries are my destiny


Fanfic / Fanfiction Good luck! - Jeon Jungkook - Capítulo 1 - Cherries are my destiny

E aqui estou eu mais uma vez acordando, sabendo que não sou ninguém na vida. Terminei meus estudos e sou uma buscadora de oportunidades (desempregada). Minha mãe só falta me atirar para cima de maridos aleatórios que eu sempre nego, assumo. Ainda não acredito que ela me mandou comprar frutas para fazer algum tipo de simpatia maluca.

E agora, estou indo para a frutaria. Na verdade, é um mercadinho bem michuruca. Tão michuruca que só vende frutas e por isso eu o de declarei como frutaria e ninguém vai me fazer mudar de ideia.

Peguei tudo que ela mandou e fui para a fila, como o de sempre, pessoas velhas conversando sobre novelas ou coisas aleatórias. Chegando na minha vez, o jovem caixa foi com toda a calma bipando meus produtos e eu lá só assistindo, já que eu não iria conversar com ninguém naquela fila.

--- É ISSO Aí, PORRA!!! --- Naquela momento o caixa deu um berro que fez todos olharem para cara dele.

Eu fiquei pensando: que porra é essa? O que está acontecendo aqui, mãe já começou com suas magias?

--- Menina você conseguiu cem gramas exatas de cerejas vermelhas.

--- E daí?

--- Isso significa que terá sorte, muita sorte.

--- Ham? --- isso não podia estar acontecendo.

--- Sorte, sabe, vai acontecer coisas boas na sua vida ou talvez uma pessoa boa.

--- Ok… agora pode me dar minhas compras ?

--- Ah, sim. Perdão, eu me empolguei, aqui está, volte aqui para me dizer os resultados.

Com toda a certeza ele é maluco, apenas peguei minhas sacolas e fui embora. Sorte? Ele parecia minha mãe com essas superstições. Não existe essas coisas de sorte, destino ou magia. Agora eu tenho que acreditar que umas simples cerejas vão me dar sorte?

Seguindo meu rumo, fui andando percebendo que o tempo estava querendo ficar ruim. Ou melhor, estava ruim.

--- Não, não, espera eu chegar em casa...

Minhas rezas não foram concedidas e a chuva começou. E adivinha onde estou? Escondia na entrada de uma loja.

Sorte? Não sei que sorte, eu não tenho sorte alguma, que merda de vida.

---Ei, parece que precisa de ajuda.

Quando olhei para cima percebi que tinha um guarda chuva me cobrindo acompanhado de um lindo sorriso.

---Desculpa, não posso ficar com seu guarda chuva, eu mal te conheço.

---Não se preocupe, a sorte está do nosso lado, sinto que te verei outras vezes e você pode me devolver. Pelo menos é melhor do que ficar na chuva, pegar um resfriado e morrer de pneumonia.

Era um fato que eu tinha que concordar, então sem hesitar, peguei o objeto. Eu sabia que não iríamos nos ver novamente, mas eu também tinha que ir para minha casa e ele não parecia se importar com a chuva.

--- Obrigada...

--- Jungkook.

--- Ah, oi. Então... Até.

Peguei minhas compras, meu novo guarda- chuva e fui embora.

Quando cheguei em casa, sem muita surpresa, minha mãe estava mexendo nas cartas dela.

--- Cheguei, mãe.

--- Trouxe tudo que te pedi?

--- Sim, mãe.

---Bongsoon, venha aqui. Deixe-me ver seu futuro.

--- De novo isso, mãe? Sabe que não acredito nessas coisas.

---Não te perguntei nada. Anda, venha --- e lá estava eu contra minha vontade com umas cartas doidas que provavelmente são ilegais.

Ela embaralhou tudo e jogou na mesa e mandou eu escolher uma carta. A mesma ladainha se sempre

--- Olha, Bongsoon, parece que seu destino mudou, vejo coisas boas mais a frente e uma pessoa, na verdade duas pessoas. Uma que irá te ajudar a construir o seu destino e outra estará sempre ao seu lado e…

--- Mãe, já chega, se me der licença, eu vou pro meu quarto.

Assim voltei pro quarto para assistir meus dramas, com cenas de guarda chuva que me fizeram pensar no menino de tarde.

--- Até parece que essas coisas acontecem assim, foi só uma coincidência.

Mas para minha surpresa, as coincidências foram se tornando frequentes.

Estava lá eu na padaria e encontrei ele de novo. como assim? Ok, se eu fingir que não o vi ele não vai me reparar. E logo depois, lá estava eu tropeçando em em alguma coisa invisível.

--- Hey, parece que você iria cair, não é mesmo pequena?

---Ha ha. É, parece que sim.

--- Então, trouxe meu guarda-chuva?

--- Eu não sabia que iríamos se encontrar de novo…

--- Por isso deveria andar sempre com ele --- ele começou a apertar meu nariz. Amado? E a confiança?

--- Talvez na próxima, com sua licença.

Fui indo para o caixa passando minhas coisas e quando coloquei a mão no bolso, cadê a carteira?

---Aí, não.

--- Qual a forma de pagamento?

---Ah, poxa, parece que eu esqueci a carteira em casa, eu posso ir lá pegar então…

--- Se não pode pagar, pode sair por favor.

--- Espera, pode deixar eu pago para ela, aqui.

Meu Deus esse garoto é mesmo doido, o que ele tem comigo?

--- Agora além do meu guarda-chuva me deve dinheiro.

Mereço, mil vezes e aquela não foi a única vez. Eu me encontrei com ele no shopping enquanto comprava uma roupa e ele estava lá comprando um tênis. Me encontrei com ele na cafeteria perto da minha casa e ele disse que só queria comprar uma rosquinha, e a última foi a melhor, achei a carteira dele na rua.

--- Ah, eu queria nunca mais encontrar com ele.

Caçei ele pelas ruas, mas não achei, e não tinha nem um tipo de papel ou documento falando onde ele morava.

---Uma hora eu encontro né- fui andando para ir na frutaria e aquele doido estava no caixa.

Fui andando procurando pelas cerejas e elas estavam bem feias.

--- Ei, não vão mais colocar cerejas ?

---Acabou a época bebê. E sua sorte também acabou?

----Como? Deixa disso, vou indo embora então, sorte…puffs…

Mesmo voltando pelas ruas não encontrei o Jungkook, não esbarrei com ele nem nada, a única coisa que aconteceu foi um carro passar numa poça e me molhar. Meu ônibus passou direto e por azar ainda deixei meu dinheiro voar.

--- Não é possível.

Depois disso só foram desastres, meus dramas foram cancelados, eu perdi meu sapato na rua, passei um novo produto no cabelo e tive que cortar ele, não passei para nem uma entrevista que eu fiz, minha vida virou de cabeça para baixo de uma hora para outra. Já tinha se passado uma semana deste sofrimento, sem aguentar mais tive que falar com minha mãe.

--- Mãe, me ajuda, está tudo dando errado. Sempre deu, mas agora é diferente, está tudooo dando errado mesmo. Porra, você tacou praga para mim?

--- Vem aqui, vou jogar as cartas para você.

Sem opção nenhuma, eu fui lá. Já estava na merda mesmo então acho que não iria piorar com essas doideiras dela e pela primeira vez eu estava concentrada. Que coisa, não?

--- Filha, o que você fez? seu destino tá uma merda mesmo. Só vejo discórdia. O que você fez? Negou seu destino?

--- Mãe, fala na minha língua.

--- Você precisa retornar do início e fazer tudo de novo para sua vida volta ao normal.

--- Tudo o quê ?

--- Eu não sei filha, eu não prevejo o passado --- e ela ficou lá me olhando com cara de pombo.

--- Ai, mãe, vou dar uma volta para pensar um pouco tá? Obrigada.

--- Encontre seu destino de novo, meu amor…

Andando pela praça fiquei pensando e pensando... O que eu faço? como vou reverter isso agora? Não sei como. Sentei no banco como uma ninguém. Realmente o meu"padrão" de vida.

--- Ei, tudo bem ?

--- Ham? Você aqui ?

--- Eu trabalho aqui e moro bem perto, nem te disse meu nome, sou o Taehyung e você está admirando as pessoas? Pode me admirar também se quiser.

--- Heim? Não, eu só estava pensando. Parece que estou de ponta cabeça.

---Talvez você deva comprar mais cerejas.

--- Espera, cerejas, foram as cerejas, você disse, disse que eu teria sorte, depois das cerejas tudo começou, eu preciso de cerejas Taehyung --- comecei a sacudir o menino.

--- Ei, calma, o mercado já fechou essa hora e não estamos na época, você vai ter que ir para outros lugares e procurar.

--- Não, como não está na época?

--- Eu disse para você naquele dia, não se lembra?

---Mas eu preciso, nós precisamos.

--- Nós?

--- Eu e minha vida, não vou sobreviver muito tempo se continuar assim, daqui a pouco o carro passa em cima de mim e... Onde, onde tem cerejas agora ?

--- Eu não sei, talvez em Seul ou Daegu, se você precisa tanto assim.

---OK, irei lá. Obrigada, Taehyung.

--- Ei você nem me disse seu nome…

---É Bongsoon --- assim, fui correndo voltando para casa.

Avisei para minha mãe da minha aventura e ela como uma mãe doida me apoiou, porém só deixou eu sair de manhã. Ok, consigo entender.

Pela manhã fui para Daegu. passei por vários lugares e falavam a mesma coisa: fora de época. Depois fui para Seul. Já estava meio tarde, fui em dois lugares e não encontrei. Quando tudo já estava totalmente escuro, eu estava parecendo uma doida, fui por último passar em um mercadinho bem simples. provavelmente não vai ter nada, mas não custa nada.

--- Oi, Boa noite, vocês tem cerejas?

--- Oh, você está com sorte, acabou de chegar algumas, estão bem alí.

Fui correndo na direção indicada e sim, estavam ali bem bonitas. Comecei a colocar em um saquinho e levei no caixa.

--- Deu cento e vinte gramas.

--- NÃO, Eu vou tentar de novo.

E lá estava eu refazendo o processo várias vezes, mas nunca chegava a cem gramas.

--- Senhora, já iremos fechar.

--- Ah, desculpa, eu entendo. --- fui com meu último saquinho para balança, frustrada.

--- Senhora, deu cem gramas certinho, parece que está bem insistente em.

Não deu, comecei a chorar. Acho que assustei a moça, peguei minhas cerejas e fui embora, parando para pensar isso era ridículo. Como pode eu, Bongsoon, acreditar nessas coisas, ficar caçando cerejas.

---Bom, pelo menos da viagem, levei alguma coisa ---quando ia colocar uma cereja na boca a sacola caiu no chão, eu sabia que só era azar por eu ser uma inútil mesmo.

Mas quando fui me abaixar senti uma mão encosta na minha, e ela foi bem mais rápida que eu. Quando levantei minha cabeça era ele, estava ali sorrindo com aqueles dentes para mim.

---Você está bem longe de casa em, pequena.

--- Você aqui?

--- Estava me procurando?

--- Não… Na verdade, sim. Eu achei sua carteira. Aqui, pega.

---Olha só, obrigado. Parece que fomos feitos para se encontrar nos lugares, você não acha?

--- Acredito que sim.

---Quer tomar um café?

---Aceito. ---assim fomos pelas ruas de Seul.

--- A propósito, nunca me disse seu nome, pequena.

--- Eu sou a Bongsoon.

--- Finalmente. É um prazer te conhecer, Bongsoon. O que faz em Seul?

--- Estava em busca da minha sorte.

--- E a encontrou?

---Acho que sim. --- consegui dar um sorriso finalmente ao seu lado.

--- Ei, olha, uma moeda. Vem, vamos tacar na fonte.

Coincidências... Ele me deu a moeda e disse para fazer um pedido. Quando eu joguei na fonte fechei bem os olhos e cruzei os dedos.

--- Me diz o que você pediu?

--- Sorte, muita boa sorte.


Notas Finais


Música de desfecho: Twice - Yes or yes 💜


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