História Goodbye Agony - Capítulo 5


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Categorias Andrew "Andy" Biersack, Black Veil Brides (BVB)
Personagens Andrew "Andy" Biersack, Jacob "Jake" Pitts, Personagens Originais
Tags Andy Biersack, Bvb, Short Fic
Visualizações 32
Palavras 1.859
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sim, cinco meses sem atualizar a história e o motivo é: não tem motivo específico.
Quero pedir desculpas a vocês e até a mim que me decepcionei comigo mesma nesse tempo. Eu não estava passando por uma boa fase, e acho que ainda não estou, mas percebi que escrever me deixa um pouco melhor. Percebi que essa é a minha terapia.
Espero que vocês ainda estejam aqui, mas se não estiverem, eu também entendo.

Capítulo 5 - Beautiful Pain


Fanfic / Fanfiction Goodbye Agony - Capítulo 5 - Beautiful Pain

 

Capítulo IV. Beautiful Pain

 

No melhor de seu sono, Arabella sentiu seu corpo ser levemente chacoalhado pela mãe.

Depois de muito revirar na cama, a garota constatou que Anne não pararia de falar enquanto ela não levantasse.

Suspirou enquanto encarava o teto por longos segundos. Não queria entrar numa sala de aula durante horas e forçar-se a seguir em frente com sua vida como se ela ainda existisse e valesse a pena. Na verdade, sentia que estava traindo o pai por pensar em fazer qualquer outra coisa que não fosse pensar nele.

Arabella estava totalmente deprimida e esgotada mentalmente. Ela recusava-se a fazer qualquer coisa que a trouxesse pelo menos um respingo de felicidade. Não queria sorrir, falar, comer, não queria sequer existir.

Por outro lado, havia toda a expectativa que sua mãe Anne agora depositava em si, e naquele dia, Arabella resolveu fingir.

Fingir que estava bem, que ainda tinha sonhos e planos, e ela realmente era boa em fingir.

 

[...]

 

Anne lhe lançava seu melhor sorriso encorajador para a filha que saía pela porta no mesmo momento em que o táxi estacionava na calçada do outro lado da rua.

Arabella entrou no veículo respondendo o bom dia que o motorista havia lhe dado e confirmando o endereço em seguida.

Suas mãos começaram a soar à medida que o táxi aproximava-se de seu destino. Ela podia sentir seu estômago embrulhar só de imaginar-se entrando numa sala de aula lotada de pessoas.

Pôs as mãos em cima das coxas numa tentativa falha de parar de tremer e apenas desviou o olhar para a janela do carro.

Cincinnati era uma cidade bonita ainda que vista pela janela de um táxi em alta velocidade e Arabella pensou que talvez Andrew pudesse leva-la em lugares que a mesma ainda não conhecia.

A garota pigarreou numa tentativa de reprimir os próprios pensamentos, o que fez com que o motorista a encarasse com a sobrancelha levantada através do retrovisor.

– Gostaria de uma bala, senhorita? – Perguntou ainda encarando-a pelo espelho.

– Não, senhor. Obrigada. – Respondeu, ainda encarando a janela.

Arabella sorriu minimamente quando encarou um pequeno parque arborizado no local. Imediatamente lembrou-se do Central Park de Nova Iorque e dos piqueniques que costumava fazer com o pai quando estavam por ali.

O motorista fez um pequeno retorno e estacionou o táxi em frente ao enorme prédio conhecido como a Universidade de Cincinnati.

A garota pagou a corrida com as notas que Anne havia lhe dado mais cedo, e após desejar bom dia, saiu do veículo jogando a mochila por cima dos ombros.

O campus estava cheio de pessoas estacionando seus carros e cumprimentando os amigos e aquilo a deixou ainda mais nervosa.

Encarou o prédio por mais alguns minutos antes de tomar uma decisão.

– Desculpe Anne. – Murmurou e deu as costas ao prédio, caminhando em direção ao pequeno parque. Arabella não estranhou o fato do mesmo estar vazio, afinal, era oito horas de uma manhã nublada e fria.

Mesmo assim, não hesitou em adentrar o parque e caminhar pelo mesmo.

A garota caminhou até encontrar um pequeno lago e sentou-se próxima ao mesmo, não se importando com a grama úmida pela neblina.

Dentro da mochila achou seu celular e seus fones de ouvido, e optou por dar play em uma música, coisa que não fazia há tempos.

A melodia de Pink Floyd soou doce a agradável aos seus ouvidos. Era a banda preferida do pai.

Seus olhos imediatamente encheram-se, mas dessa vez, ela não praguejou-se por chorar. Pelo contrário, ela permitiu libertar-se naquela manhã.

As lágrimas tímidas logo trouxeram companhia, e logo o rosto da garota estava tomado por elas. Seu peito estava pesado e apertado por esconder o choro e o sofrimento durante tanto tempo, e naquele momento, ela só se importou em colocar aquilo tudo para fora.

Arabella soluçava alto enquanto encarava aquele lago, enquanto escutava a canção suave em seus ouvidos, enquanto seus pensamentos viajavam e a levavam até o pai.

How I Wish You Were Here.

– Eu te amo tanto, papai. – Arabella sussurrou em meio ao choro. – E é por te amar tanto assim que eu te deixo partir. Perdoa-me por continuar te prendendo aqui esse tempo todo. Esse mundo é uma droga, e sempre foi terrível para você. E eu sinto, bem aqui no fundo, que você está num lugar melhor. E ainda que um grande pedaço meu tenha ido embora junto contigo, eu te deixo partir. Eu te amo, pai. – A garota enterrou o rosto em suas mãos e permitiu-se derramar mais lágrimas. Sentiu seu coração ficar mais leve, seu peito agora não parecia mais sufoca-la. Sentiu um calor diferente, uma sensação de bem-estar, e naquele momento, sentiu como se alguém afagasse suas costas. Ela não quis olhar, tinha medo e vergonha, porém, aquilo tinha a feito bem.

 

[...]

 

Depois de ficar a manhã e tarde inteira admirando a vista daquele parque, Arabella pegou um táxi para casa. O clima continuava chuvoso e frio em Cincinnati, porém nada que tirasse o charme do local.

Ela sabia que no momento em que colocasse os pés em casa Anne faria centenas de perguntas sobre o primeiro dia de aula, portanto, deveria planejar as possíveis respostas.

Arabella deu um longo suspiro antes de girar a chave na maçaneta da porta. Em seguida, entrou caminhando em passos apressados para a escada visando subir até seu quarto.

– Ah, oi, querida! Que bom que chegou. – Anne surgiu detrás da grande bancada que separava a sala de jantar da cozinha.

– Oi. – Arabella respondeu encarando-a.

– E então? – Anne fez um gesto com as mãos indicando que Arabella deveria contar algo.

– Ah... – A garota encarou o chão por alguns instantes. – Foi legal. – Respondeu por fim.

– Só legal? – Anne fez bico.

– Foi bom. Os professores são legais e... Lá é bem grande, né? Não deu pra conhecer muita coisa, foi só o primeiro dia. – Ela respondeu por fim.

– Certo. – Anne concordou percebendo que a filha não falaria muito mais que isso.

– Eu vou subir, estou um pouco cansada. – Arabella avisou já subindo os primeiros degraus.

– Mais tarde te chamo para o jantar! – Anne gritou vendo-a filha desaparecer pelo andar superior. 

 

– Muito bem, onde você está, cara? – Arabella sussurrou para si quando entrou em seu quarto. Seus olhos vagaram pelo cômodo branco totalmente vazio. Suspirou e fechou a porta atrás de si, fechando os olhos com força e encostando-se na mesma. A garota sentiu uma brisa forte entrando pela janela, que balançou seus cabelos e arrepiou sua pele.

“Andy.” – Pensou.

Tornou a abrir os olhos, porém, encarou mais uma vez o cômodo completamente vazio. A garota bufou, e em seguida irritou-se por estar procurando-o.

Arabella entrou no banheiro resmungando consigo, tomou um banho quente e vestiu um moletom confortável. Penteou os cabelos enquanto se encarava no espelho e lembrou-se de seu pai. A garota reconhecia que eles eram realmente muito parecidos. Ela sorriu encarando sua imagem.

Deixou a escova em cima do mármore da pia e abriu a porta, voltando ao quarto.

– Oi. – Andy a cumprimentou. O rapaz estava sentado na ponta de sua cama relaxadamente. Arabella deu um pequeno pulinho devido ao susto.

– Porra. – Falou sem pensar. O Biersack riu levemente.

– Que boca mais suja. – O rapaz respondeu sorrindo.

– Um pouco. – Ela deu de ombros. – Você me assustou.

– Desculpe. Da próxima vez eu bato. – Foi a vez de Andrew responder dando de ombros.

 Arabella caminhou até a sacada de seu quarto, fechando as cortinas e em seguida sentou-se em sua cama, encostando-se na cabeceira. Andrew virou-se e sentou de modo que pudesse encará-la.

– Então você estava me procurando? – Andy arqueou a sobrancelha e sorriu debochadamente.

– Como sabe? – Arabella arregalou os olhos.

– Não sei. – O sorriso de Andrew tornou-se ainda maior. – Só sugeri, mas você acabou de confirmar que sim.

– Eu não disse nada. – Ela revirou os olhos.

– Nem precisou. – Andy sorriu divertido. – O que foi? Ficou com saudades?

– Cala a boca! – Arabella resmugou o fazendo rir.

– Será que podemos estabelecer um acordo de paz? – Perguntou encarando a garota por mais tempo do que deveria. Ele estendeu a mão esperando que ela apertasse.

Andrew a achava tão diferente das garotas de Cincinnati, na verdade, ele a achava diferente de todas as outras. Não sabia dizer o porquê ela o prendia aqui, mas ele sentia algo forte no seu interior quando a encarava. Era como se perto dela, Andrew ainda estivesse vivo. Arabella o fazia sentir como se ele realmente estivesse fora de uma cama de hospital.

A garota encarou seus olhos por um longo período de tempo. Aquele tom de azul era encantadoramente acolhedor. Arabella encarava os olhos de Andrew e lembrava-se do mar da Califórnia, lembrava-se do céu sempre claro e ensolarado. Estar perto de Andy era sinônimo de estar em casa, e talvez por esse motivo ela se sentia estranhamente bem ao seu lado, embora não soubesse lidar com isso.

– Podemos. – Respondeu apertando a mão do rapaz.

– Eu que estou morto mas você que é gelada? – Ele brincou encarando suas mãos unidas. Andy a apertava levemente para que Arabella não soltasse. A garota seguiu seu olhar e observou o contraste de suas peles. Mesmo mais pálida por estar longe do sol há um bom tempo, ela ainda sim era bem mais bronzeada em relação a ele.

O olhar de Andrew voltou a focar nos olhos castanhos escuros da garota, e em seguida, percorreu cada detalhe de seu rosto. As olheiras escuras devido ao fato dela quase não dormir, as pequenas manchinhas no rosto, as maçãs bem coradas indicando que ela estava com vergonha, as sobrancelhas grossas e cheias, e por fim, os lábios avermelhados que ela insistia em mordiscar a todo instante.

– Vai ver eu também estou morta. – Arabella sussurrou. Andy ouviu mas não respondeu, continuava hipnotizado pelos olhos castanhos.

Sem que os dois se dessem conta, a mão de Andrew repousou sobre a bochecha da garota, e ele acariciou com cuidado. Arabella fechou os olhos, e apesar do susto, manteve-se ali. A mão de Andy era quente e em contraste com o rosto frio da garota transmitia uma energia diferente para os dois.

Seu polegar contornou cada milímetro do lábio inferior dela e naquele instante não havia nada que Andrew desejasse mais do que beijá-la, nem mesmo sua vida.

Ele suspirou voltando sua atenção à maça do rosto da garota. Seus lábios se aproximaram quase que preguiçosamente e Arabella pôde contar os segundos em que os lábios de Andrew encostaram em sua testa e permaneceram ali.

Um beijo na testa carinhoso e demorado.

– Preciso ir. – Ele sussurrou ainda com os lábios colados em sua testa. Arabella não ousou abrir os olhos em nenhum momento, pois sabia que sua reação seria cair na realidade e afastar-se. Quando não sentiu mais seu toque, a garota imediatamente abriu os olhos, dando de cara com sua cama vazia. O lençol levemente amassado a lembrava de que tudo era real, permitindo-a sorrir minimamente.

Três toques suaves na porta do quarto a fizeram despertar do transe, e em seguida, ouviu a voz de Chris a chamando para o jantar. Levantou imediatamente e deixou o quarto, na esperança de que talvez Andrew estivesse ali quando ela voltasse.

O que infelizmente não aconteceu.

Não naquela noite.


Notas Finais


obrigada por tudo!
não vou prometer não demorar com o próximo mas juro que vou me esforçar.


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