História Goodbye my beloved - Capítulo 1


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Erwin Smith, Hange Zoë, Levi Ackerman "Rivaille", Petra Ral
Tags Eruri
Visualizações 21
Palavras 1.602
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu particularmente não sei porque escrevi isso já que não gosto de fanfics trágicas, mas bom espero que gostem kkk.
Pretendo escrever uma fanfic feliz qualquer dia.

Capítulo 1 - Goodbye my lover


Fanfic / Fanfiction Goodbye my beloved - Capítulo 1 - Goodbye my lover

         (Levi)

 

  “A vida nunca foi justa, pessoas nascem e morrem o tempo todo, se alguém a minha volta partisse, eu não me importava, era natural, ou ao menos era o que eu pensava até conhecê-lo.

  O amor... Nunca imaginei que fosse conhecê-lo, mas aconteceu, e então nunca achei que fosse perdê-lo, mas adivinha? Isso também aconteceu, lento e gradativamente, no fim das contas, nenhum dos nossos sonhos, nenhum dos nosso desejos ou ambições, nenhum dos nossos momentos ou promessas foi capaz de salvá-lo, a morte o levou, de forma crua e cruel.

  O que era a morte?! Era apenas uma fase natural da vida pela qual todos os seres humanos passavam, era o que você sempre dizia, e não tiro sua razão de certa forma, agora me pergunto se você estava tentando me preparar pra isso, se você já sabia de certa forma que iria partir. Lembro da primeira vez que descobri sua doença, era fim de semana, eu estava cozinhando enquanto você assistia um jogo de futebol com nossos amigos, avisei que o almoço estava pronto e veio me ajudar a servi-lo, quando pegou a travessa de vidro, ela desabou de suas mãos e você com ela, começou a tossir compulsivamente e cheguei a pensar que engasgara talvez com a própria salva, mas sua tosse veio acompanhada de sangue e o tumulto começou, fiquei parado em choque o vendo cuspir o líquido carmesim dente seus lábios enquanto nossos amigos ligavam para a ambulância e me diziam para ficar calmo, a ambulâncias chegou e fomos para o hospital.

  Lembro que quando chegamos lá, te levaram para fazer os exames, eu estava confuso e assustado, nunca gostei de hospitais, me traziam más recordações, e antes que eu percebesse, lágrimas escorriam de meus olhos, a Hange me abraçou com força, nenhum deles me disse que as coisas ficariam bem, quando penso nisso, penso que eles já deviam saber o que aconteceria. O médico veio falar comigo e me contou, disse que você tinha um tumor no estômago, um câncer, meu chão quebrou naquela hora, mas não chorei, fiquei irritado, fiquei irritado por não ter me contado, fiquei irritado porque você tinha contado para nossos amigos e eu era o único de fora, senti raiva pelo médico me dizer que já estava muito avançado e dificilmente te salvariam, fiquei irritado por não poder fazer nada, e principalmente fiquei irritado por isso estar acontecendo. Sai correndo dali, sentindo vontade de gritar, mas não o fiz, apenas corri e corri o máximo que pude, até minhas pernas caírem trêmulas e meus pulmões gritarem de dor. 

  Não foi fácil descobrir aquilo, passei dias tentando me convencer de que era um sonho, mas não era, quando te vi lá, naquela cama, cercado de tubos, eu me senti um lixo, nós conversamos e você me pediu perdão, perdão por não ter me contado, perdão por não podermos viajar juntos no meu aniversário, perdão por me deixar sozinho e ali você desabou em lágrimas, como nunca vi antes, e eu chorei junto, porque a verdade era, você estava morrendo.

  Duas semanas depois eu estava impressionado com a velocidade que a doença o consumira, você estava pálido, mais magro, cansado, nós dois estávamos, tentava me cuidar para não deixa-lo preocupado, mas você percebia, percebia que eu estava usando roupas muito largas, notava que tentava disfarçar as olheiras com maquiagem, nós dois sabíamos que sua doença estava nos arrasando, e isso te preocupava, você tinha medo de como eu ficaria quando... Quando você partisse.

  Lembro do dia em que deram a última data, nós havíamos conversado sobre o que estava acontecendo, e terminamos fazendo amor na cama do hospital, você podia estar doente e cansado, mas o jeito que me levou a loucura naquela noite... Depois eu me senti obviamente culpado pelo resultado negativo na sua saúde, após nos amarmos você começou a vomitar sangue e te levaram para a sala de emergência, quando saiu de lá, o médico nos disse que no máximo teria quatro meses de vida, e se quisesse fazer um determinado tratamento poderia prolongar mais alguns meses, no entanto você recusou, nós brigamos por isso, mas no fim eu entendia, não era justo prolongar mais seu sofrimento.

  Os próximos meses foram cada vez mais difíceis e como o esperado, os médicos erraram na previsão. Em três meses você morreu.

  Talvez eu estivesse sofrendo tudo isso como castigo pelos meus pecados, ou fosse apenas uma piada do destino, afinal, a vida era cruel, na verdade era quase cômico o fato de que até dois anos eu não tinha a menor sensibilidade para o amor e pouco me importava se as previsões de um gigantesco meteoro em direção à Terra fossem reais, mas agora, daria tudo para que não fosse verdade, para que fosse eu, ali no seu lugar, mas não era assim que as coisas funcionavam, você morreria e uma parte minha iria junto.

  Era exatamente nove da manhã quando eu apareci no hospital, não consegui dormir à noite porque meu peito parecia massacrado, mas eu sabia o que estava acontecendo, quando adentrei por aquela porta, você sorriu e seus olhos azuis brilharam, senti vontade de me virar e sair correndo, porque ali eu sabia, era hora de dizer adeus.

  E assim foi, você disse que me amava e me pediu para seguir em frente, nunca gostei daqueles filmes de romance melodramáticos, e agora estava ali, vivendo um, ignorei minha vontade de gritar, eu sabia que não adiantaria, então apenas segurei em sua mão o mais forte que pude e lhe beijei, sussurrando que o amava e que sempre seria você, e então ficamos nos encarando por alguns segundos, até o brilho de seus olhos escurecer gradativamente e a máquina apitar avisando que o inevitável ocorrera, meus lábios tremeram e fechei suas pálpebras me virando e saindo dali.

  Seu velório não poderia ter sido mais clichê, num sábado chuvoso, nossos amigos não me falaram nada além de um: “sinto muito” ou “você não merecia isso, pode contar comigo”, não os culpo, afinal eu estava meio em choque, passei horas recebendo cumprimentos e sentimentos, a maioria das pessoas estavam comentando sobre não estar chorando, mas quem poderia me culpar?! Era como se fosse apenas um pesadelo, e me agarrava desesperadamente a esperança de que acabaria uma hora. Foi apenas quando peguei o primeiro punhado de terra e os vi fechar o caixão, olhando seu rosto desaparecer pela última vez, que tudo veio.

  As lembranças inundaram minha mente, e antes o que parecia vazio se encheu, de dor e raiva, meu corpo desabou na grama e gritei, gritei como nunca havia gritado antes e chorei, as lágrimas caíram com tanta intensidade que me admirei por ninguém se mover, passei uns quinze minutos me consumindo pela dor, quando penso nisso, agradeço por terem me deixado despejar tudo ali, e então finalmente Hange me puxou para trás e deram continuidade ao enterro, realmente nunca achei que doeria tanto perder alguém como perdi você Erwin.

  Conforme o tempo foi passando, sua ausência não doía mais, afinal eu não sentia nada, me sentia como um corpo sem vida, era impressionante a forma como a morte era capaz de levar a vida de outra pessoa que não morrera, câncer... Não me surpreenderia se uma hora viessem a me diagnosticar com isso, afinal, o tanto de cigarros que andava consumindo deveriam ser suficientes para três pessoas, mas o que eu poderia fazer? A única hora que conseguia sentir algo, era quando meus lábios sugavam a nicotina, você odiava cigarros, sempre me disse para deixá-los de lado, apesar de que já o pegara fumando uma ou duas vezes quando estava nervoso, mas você sempre preferiu beber, as garrafas no armário certamente apodreceriam ali, não era um costume meu me embebedar.

  Meus olhos estavam focados no mar a minha frente, as águas balançavam calmamente, você amava o mar, me dissera certa vez que desejara entrar na marinha quando era mais novo, mas por algum motivo quando fora se alistar, voltara atrás, qual havia sido o motivo mesmo?... Não me lembro detalhadamente, mas sei que tinha haver com problemas familiares, e no fim das contas você terminou sendo um advogado renomado... Você amava o mar... Talvez eu devesse ter mandado cremarem seu corpo e jogado suas cinzas nele, tenho certeza de que teria gostado, mas agora não adiantava mais pensar nisso.

  Soltei a fumaça que preenchia meus pulmões e fechei os olhos aproveitando a brisa repentina, dizem que quando alguém muda, jamais poderia voltar a ser o que era, mas isso é mentira, me sinto exatamente com me sentia antes de o conhecer, na verdade acho que me sinto até pior, me sinto sem vida, pode parecer drama, mas somente quem perdeu um amor sabe como é. Erwin Smith... 

  Se você estivesse me vendo de algum lugar agora, certamente estaria furioso, pensar nisso me fez inevitavelmente rir, bom, não é como se eu pretendesse tirar minha própria vida ou algo assim, afinal, prometi a você que seguiria em frente, e certamente farei isso, mesmo que fosse apenas existindo.

  O amor... Nunca imaginei que fosse conhecê-lo , mas aconteceu, e então, nunca achei que fosse perdê-lo, mas adivinha?! Isso também aconteceu. Nessa vida a única certeza que temos é a morte, mas mesmo assim não sabemos quando, quem ou onde ela vai bater, ela escolhe muitas pessoas e você foi apenas mais uma delas, assim como um dia eu também serei,

  Dei uma última tragada no cigarro e o apaguei, era hora de voltar pra casa, se bem que... Não é como se fosse ter alguém me esperando lá de qualquer forma.


Notas Finais


Até qualquer dia!
Peço desculpas por qualquer erro.


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