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História Goodbye, My Love - Markhyuck - Capítulo 6


Escrita por: ZH0NGL0V3S

Notas do Autor


Gente eu voltei pro cursinho e esqueci que eu era escritora de fanfic em andamento vei tava postando de 4 em 4 dias direitinho agora desandei tudo

Masssss voltei aqui com o capítulo prometido e com os Markhyuck que a gente gosta de ver juntos hehe

Desculpa se tiver algum erro e tenham uma boa leitura <3

Capítulo 6 - 6 Dias: A Festa e a Noite


— Donghyuck, o que significa essa multa?! — O pai do garoto berrou da sala, para que o filho escutasse de seu quarto. O mesmo foi até a sala despreocupado, olhou para a carta que seu pai tinha nas mãos e riu.

— Significa que eu dirigi em alta velocidade — Respondeu, dando de ombros.

— Que má educação é essa? — Esbravejou — Você tem vinte e um anos, não é mais um pirralho para ficar brincando de correr!

— Eu sei.

— Então por que fez isso?

— Porque... — Pausou. Ele não tinha um porquê para dar, além da verdade — Porque eu quis.

— Então você que pague essa merda! — Jogou a carta na direção de Donghyuck e foi reclamar com a sua mulher, que estava mais preocupada em atender a cliente que estava ligando.

Donghyuck apenas pegou a carta da multa e levou para seu quarto, pagando-a pelo aplicativo do banco e deixando-a em cima de um móvel. Foi para o banheiro do seu quarto se admirar no grande espelho. No dia anterior, ele pintou o cabelo de azul. Queria xingar diversos palavrões enquanto o descolorante queimava seu couro cabeludo, mas relaxou depois que a tinta azul turquesa foi depositada em seus fios e terminou extremamente animado ao ver o resultado final. Ele estava deslumbrante, era impossível negar, a cor combinava muito com sua pele bronzeada e com sua personalidade. Azul era a cor do amor, e amor era o que Donghyuck tinha muito a dar.

Depois de se olhar no espelho pela décima oitava vez ao dia, deitou-se na cama e suspirou. Faltavam seis dias para sua suposta morte. Donghyuck já tinha realizado quatro coisas da sua lista. Decidiu fazer algo naquele dia também. Encarou a lista, tentando programar o que faria nos próximos dias e acabou desistindo em poucos minutos. Resolveu sair com Jaemin, pegou seu celular e sua carteira, saindo de casa e caminhando até a casa do amigo, que também era perto da sua. Ao chegar, tocou a campainha e esperou cinco minutos.

— Por que não avisou que viria? — Um Jaemin de cabelo rosa apareceu no portão surpreso. Ele também foi pintar o cabelo junto com Donghyuck e também não conseguia parar de olhar no espelho para se elogiar. Jeno foi o único que não mudou a cor das madeixas, pois amava sua cor natural, mas acompanhou os dois no cabeleireiro.

— Acabei de decidir. Queria fazer alguma coisa com você. O que podemos fazer?

— Não sei. Como você está se sentindo?

— Eu estou bem. Faltam seis dias para eu morrer, mas eu já consegui fazer metade da lista — Falar sobre a previsão de sua morte com Jaemin deixou de ser algo doloroso e agora era tratado como um evento qualquer. Eles acharam melhor não falar com tanta emoção para não agravar a situação.

— O que falta ainda? Podemos fazer alguma delas agora.

— Bem, ainda tem beber até esquecer meu nome, assistir o pôr do sol de um lugar alto com meus amigos e comprar alguma coisa que meus pais querem.

— Você não tem desejos mais complicados não? Quanta coisa simples!

— Não fale assim deles, são importantes.

— Me perdoa. Então, vamos beber. Quer ir a um bar ou está bem aqui em casa?

— Você tem bebida aqui?

— Não sei, na verdade. Acho melhor irmos a um bar mesmo, ou em uma festa. O que você prefere?

— Você tem alguma festa para ir?

— Festa sempre tenho, bebê — Jaemin sorriu, lembrando o amigo que era conhecido como "arroz de festa" quando eram da mesma sala do ensino médio.

— Ótimo, vamos encher a cara hoje. Chama o Jeno.

— Nem precisa mandar, eu sempre chamo. Festa sem ele é estranho para mim. Venha, me ajude a escolher uma roupa.

Depois de passarem meia hora experimentando roupas, os dois haviam arranjado um bom conjunto e agora arrumavam o cabelo. Donghyuck não sabia o que esperar de uma festa com bebida, nunca havia frequentado esse tipo de ocasião pois era alguém de encontros pequenos e apenas com comidas. A ansiedade já começava a cutucar sua mente e ele tentou espantá-la tomando água e respirando diversas vezes.

— Está pronto? — Jaemin perguntou, pegando as chaves de seu carro e seu celular.

— Sim. Você está muito bonito - Donghyuck o elogiou.

— Obrigado, você também.

— Perfeito, vamos buscar o seu namorado.

Jaemin riu e entraram no carro, indo primeiramente à casa do mais velho do grupo, que já estava pronto na porta de sua casa. A festa não era muito longe de onde eles estavam, demorava em torno de quinze minutos. O caminho foi animado como o dia da asa delta e chegaram lá rapidamente

— É a sua primeira vez nesse tipo de festa? — Jeno perguntou e Donghyuck assentiu — Só tome cuidado com alguns copos que podem ter drogas ruins, mas divirta-se muito. Qualquer coisa a gente está lá também.

— Vou fazer o possível, tomem cuidado vocês também, não transem a noite toda.

— Peça outra coisa que essa aí não tem como atender.

Eles entraram no local e logo foram recebidos pelo dono da festa, que Donghyuck não conseguiu entender o nome por causa da música alta, porém conseguiu perceber que ele e Jaemin eram bem amigos.

— Preste atenção — Jaemin gritou no ouvido de Donghyuck — Naquela porta é onde tem mais drogados. Bebidas e comidas é naquele canto e no andar de cima são os quartos. Lá fora tem os jogos e o resto é dança e putaria. Pode beber o quanto quiser, a gente cuida de você.

Donghyuck assentiu e o casal o deixou sozinho, indo falar com um amigo de ambos.

O jovem se sentia um pouco perdido naquela festa. Ele não sabia muito bem como se comportar estando sozinho. Resolveu não beber logo no começo e foi para perto da mesa de bebidas e aperitivos, beliscando algumas coisas enquanto observava todos se divertindo. Ele estava envergonhado de se misturar com as pessoas, mesmo querendo dançar, não queria dançar sozinho.

— Está perdido aqui? — Se assustou com uma voz feminina em seu ouvido — Tadinho, é uma gracinha — Donghyuck olhou para sua esquerda e viu uma moça sorridente — Por que está parado aí?

— É minha primeira festa assim — Respondeu — Acho que estou me sentindo tímido demais.

— Um gato desse tímido? Amor, você pode fazer o que quiser! Vem comigo, vou te apresentar algumas pessoas.

A moça pegou a mão de Donghyuck e o puxou para um grupo de amigos. Ao ser apresentado, todos o acharam fofo e o incluíram na conversa, fazendo-o se soltar aos poucos, até que ele estava gritando, bebendo e fazendo piadinhas como todos. Ele já estava ficando alterado pelo álcool quando resolveu dançar. Não era muito o seu forte, mas não se importou, afinal não era o único, pois todo o grupo com quem ele estava conversando foi junto com ele.

Na pista de dança, Donghyuck estava se sentindo bem. Dançava todas as músicas com qualquer um que se aproximasse e gritava várias piadas e elogios junto com os desconhecidos, agindo como se fosse um velho amigo de todos. Às vezes parava para comer algo e logo voltava para a aglomeração de jovens que se movimentavam e beijavam-se como se não houvesse amanhã. No meio de tudo isso, o seu desejo passou por uma grande mudança: não queria beber até esquecer seu nome — descobriu que nem gostava tanto de álcool como achara — e sim passar a noite se divertindo com tudo que aquelas pessoas, curtindo suas energias e se embriagando apenas com a animação de quem estava ao seu redor. 

Várias pessoas já haviam o puxado para pedir um beijo, mas Donghyuck recusou todos. Não estava com vontade de ficar com alguém, um ou outro parecia interessante, mas não o suficiente. Entretanto, enquanto dançava uma agitada música pop com a menina que o apresentou para o grupo de amigos, alguém se aproximou de seu ouvido e o chamou:

— Oi, Hyuck.

Mesmo com a música alta e o barulho do povo ao redor, ele conseguiu reconhecer aquela voz claramente e seu corpo inteiro se arrepiou. Em qualquer lugar ele a reconheceria.

A voz de Mark Lee.

Virou-se em sua direção e o encontrou atrás de si. As luzes não o permitiam enxergar direito, mas sabia que ele estava sorrindo. Sorriu também e chegou mais próximo para falar em seu ouvido.

— Não esperava te encontrar aqui.

— Calma, vamos lá fora.

Mark pegou a mão suada de Donghyuck e o levou para um canto mais afastado, onde eles ainda ouviam a música alta, mas já conseguiam conversar em um tom normal. Agora eles conseguiam se ver perfeitamente, e ambos se impressionaram ao notar que estavam com o cabelo tingido de azul, quase o mesmo azul.

— Você ficou lindo com esse cabelo — Donghyuck tomou coragem e o elogiou, ainda de mão dada com a dele. "Que mão gostosa"

— Obrigado, mas você ficou ainda mais. Engraçado termos pintado na mesma hora.

— Coincidência demais, parece até destino. Aliás, não sabia que gostava de festas.

— Não gosto muito, vim hoje para acompanhar meus amigos por causa do aniversário de um, mas já se espalharam e me deixaram sozinho. Sorte a minha que te encontrei.

— A sorte é minha — o pouco de álcool que ele tinha bebido já o deixou com coragem de falar o que nunca pensou que pudesse falar — Você é muito legal, senti saudades.

— Também senti, queria que o casamento chegasse logo para te ver — Mark estava sendo contagiado com a coragem de Donghyuck, além dos goles de álcool que ele também bebera, e desejava não poupar esforços em flertes, afinal não sabia quando que essa coragem ia apoderar-se deles novamente.

— Ficou com tanta saudade assim de mim ou quer vingança pela aposta que você perdeu na ligação de ontem?

— Se eu fosse sincero com você, eu falaria a primeira opção— Mark soltou a mão de Donghyuck e antes que este pudesse reclamar, envolveu o mais novo pela cintura e o puxou para mais perto de si — Mas isso te deixaria feliz demais, então fico com a segunda

— A segunda também me deixa feliz demais, me sinto muito vencedor.

— Ontem não foi justo, dá pra manipular as coisas em uma ligação. 

— Você é um péssimo perdedor — Donghyuck não soube como conseguiu proferir a frase. Mark estava se aproximando de seu rosto e apertando sua cintura, esperando alguma reação do outro que o permitisse tentar mais coisas — Não sabia que você tinha atitude.

— Você me faz ter uma  — As bochechas de Donghyuck já se encontravam quentes por causa da dança e do calor que estava aquela casa, porém o comportamento de Mark conseguia deixa-las mais quentes ainda. Eles olhavam no fundo dos olhos do outro, a mão do mais velho continuava a segurar a cintura de Donghyuck firmemente e ambos tinham um sorriso nos lábios — Podemos aproveitar essa noite juntos?

— Aproveitar como?

— Aproveitando. Você sabe como — Mark estava surpreso com sua própria confiança, mas ele era um bom ator e estava movido por seu desejo reprimido há meses — A não ser que você ache que estamos indo rápido…

— Rápido nada, não dá pra recusar uma oportunidade dessa.

Mark sorriu. Aquele sorriso que tanto mexia com Donghyuck estava ali, centímetros de distância, o deixando quase à beira da loucura.  Todo o seu corpo se agitou e se esquentou e ele não esperou muito para colocar a mão na nuca de Mark e aproximar seus rostos até seus lábios se tocarem. Sentindo a boca macia do mais velho, pensou que havia fogos de artifícios dentro de si, explodindo como nas noites de ano novo. Apenas um simples contato já levou ao delírio, e quando Mark passou a aprofundar o beijo com o movimento da boca e da língua, Donghyuck foi levado ao paraíso. Procurava demonstrar todo o amor e desejo possível naquele lento beijo, que gradativamente ganhava velocidade ao ter as mãos cheias de segundas intenções de ambos percorrendo os corpos do outro, e sentia que Mark também fazia o mesmo, pois o clima era intenso e quente, impossível de ser criado com apenas uma das partes.

Enquanto isso, Mark ansiava por mais toque. Aproveitava cada parte dos lábios fartos do coreano, apertava sua cintura e cogitava descer mais as mãos, sentia o outro puxar levemente seus cabelos e não parava de pensar em como eles dois ficariam perfeitos juntos em uma cama. Foram interrompidos por um grupo de bêbados que se esbarraram neles, o que deixou Donghyuck frustrado. Mark ria das expressões que o mais novo fazia para aquelas pessoas e passou a beijar o pescoço deste para trazê-lo de volta ao mundo deles. Soube que estava funcionando quando ouviu um gemido baixo em seu ouvido e encarou Donghyuck, analisando cada detalhe e captando as emoções à mostra em seus olhos bem pretos e brilhantes.

— É o mais gostoso que eu já tive — Donghyuck se pronunciou, com um sorriso malicioso nos lábios.

— A gente pode ficar a noite inteira assim. Deixa eu te levar para o quarto, por favor.

Donghyuck não acreditava que aquilo era real, parecia muito bom para acontecer com ele. Encarou os olhos escuros e brilhantes antes de responder, os admirando da forma que sempre quis enquanto pensava em como queria passar a noite. Queria que a mão que apertava sua cintura tocasse outras partes de seu corpo, ansiava por mais beijos, queria ser inteiramente dele por toda noite. Por isso, sorriu mais ainda e disse para não perderem tempo. Subiram as escadas em direção ao conhecido "andar fodido”, como chamavam os festeiros da casa. Entraram em um cômodo desocupado, tiraram os sapatos e Donghyuck foi trancar a porta. Assim que terminou de girar a chave na fechadura, sentiu os beijos de Mark em seu pescoço e as mãos do mesmo em sua bunda, apertando com um pouco de força, o que o fez soltar um gemido baixo.

— Isso pode parecer estranho, mas esperei muito por uma noite assim — Mark sussurrou no ouvido de Donghyuck, causando uma onda de arrepios em seu corpo.

— Que sorte a minha, um homem lindo como você no meu pé.

— Olha quem fala — O pegou pela cintura e o girou com delicadeza, fazendo com que Donghyuck o encarasse de novo — Quem chama atenção nos lugares é sempre você.

— Para de ser humilde. Sempre te olham também, inclusive eu — O mais novo empurrou Mark até a cama e o derrubou ali, sentando em seu colo em seguida — Sempre te olhei esperando a sua atenção.

— Você tem ela todinha agora — "Sempre a teve".

Voltaram a se beijar, com mais intensidade e necessidade. Mark agarrava a cintura de Donghyuck com certa força, como se quisesse a confirmação de que aquilo não era um sonho, enquanto este tentava rebolar o máximo que podia para fazer as mãos alheia descer novamente para suas nádegas, conseguindo essa ação segundos depois. Interromperam o ósculo para tirar as roupas de cada um, não evitando as provocações e nem os olhares cheios de desejos, que eram capazes de engolir ambos de tamanha luxúria transmitida. Donghyuck não hesitou em deitar Mark na cama e ficar por cima dele, beijando e marcando seu pescoço e peitoral, como imaginara diversas vezes antes de dormir, ficando mais excitado a cada toque que dava e recebia, pensando até que não aguentaria aquela noite.

A música alta não era suficiente para encobrir os estalos dos beijos e dos boquetes, os constantes gemidos de ambos, os rangidos da cama e muito menos o som dos corpos se chocando enquanto Mark penetrava Donghyuck. Neste momento, eles só ouviam o que saía do corpo deles, pois era a única coisa que importava. A cada estocada, Donghyuck se sentia mais próximo de algo melhor do que um paraíso. Na verdade, Mark Lee era seu paraíso. O homem se provava mais que perfeito para o Lee mais novo naquela noite e ainda o proporcionava uma das melhores noites da sua vida, pois dentre as pessoas com quem já havia feito sexo, Mark transava melhor do que todas elas. Talvez porque ele realmente sabia como agir e era alguém extremamente sexy, talvez porque ele estava profundamente apaixonado por Donghyuck e transmitia todo seu amor e desejo em seus atos.

Donghyuck foi quem gozou primeiro, em meio a um longo e alto gemido e arqueando suas costas para lidar com todo o prazer o preenchendo. Apreciando a vista que tinha e sentindo o esperma liberado em seu abdômen, Mark pensou que fosse delirar ali mesmo, e em mais dois fortes movimentos, ele ejaculou dentro de seu parceiro, retirando seu pênis dali e deitando na cama. Donghyuck estava cansado e suado, mesmo no quarto um pouco gelado, mas mesmo assim procurou mais contato com Mark com um abraço.

— Vamos de novo? 

— Vamos a noite toda. É a única.

— Única?

— Única, mas não se importe com isso — Donghyuck não soube o que aconteceu em sua cabeça para ele quase deixar escapar o seu fatídico detalhe e esperou que Mark se esquecesse do que acabara de ouvir. Este estranhou aquela palavra e sentiu um arrepio ao imaginar que depois daquela noite ele não conversaria mais com seu Hyuck, porém não quis estragar o momento especial deles e apenas ignorou.

— Então tá. Vou pegar outra camisinha. 

 


Notas Finais


Esse cap foi o que mais me deu vergonha de escrever mds eu não sei nem porque eu não apaguei ele e fiz outra coisa, mas espero que tenha saído algo bom e que vocês tenham gostado

Desculpa a demora, agora vou voltar mais rápido! bjs


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