História Gordinho de Amor - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens D.O, Kai
Tags Bottom!jongin, Exo, Fluffy, Jongin, Kaisoo, Kyungsoo, Mpreg, Oneshot, Otp
Visualizações 216
Palavras 1.705
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy, Shoujo (Romântico), Slash
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, ursinhos!

Cheguei com uma Kaisoo bem bobinha e açucarada pra vocês. Quem me conhece, sabe que tô há quase um ano (oficialmente 9 meses) num bloqueio com a minha escrita. Só que, por ser algo que amo fazer, finalmente resolvi arriscar umas palavrinhas. Não é nada demais, só uma fic bem cuti cuti com as coisas que mais me derretem nessa vida: fluffy e clichê. Créditos ao meu milkshake preferido aka Milka (@chanlie) pelo plot gostosinho. Sem mais, fiquem com esse Nini carente e Soo babão. Boa leitura, chuchus!

[♡] Capa mais linda desse mundo todinho feita pela Di Bolinho @Beakhyun
[♡] Alerta de possível overdose de fofura
[♡] História com muito dengo, carinho e manha

Capítulo 1 - E se eu rolar um pouquinho?


Kyungsoo riu soprado.

Sentado na cama de casal, tinha os braços cruzados contra o peito desnudo e um olhar de quem definitivamente não estava entendendo nada do que se passava à sua frente.

Quer dizer… Que Jongin podia ser uma bolinha manhosa, isso não era novidade para ninguém. Mas, naquela manhã preguiçosa de sábado, o moreno havia acordado especialmente sensível e o biquinho emburrado que enfeitava os lábios bonitos não deixava negar. Seria uma cena adorável, caso não fosse sinônimo de problema. E, ah… O Do até conseguia ver uma nuvenzinha negra pairando sobre a cabeça do de fios acastanhados, com direito a raios e trovões.

Certo. Tinha feito algo errado, muito errado. Só não saberia dizer exatamente o quê.

— Amor? — chamou com a voz incerta, ainda rouquinha de sono. Havia acabado de acordar, poxa. O Kim nada respondeu, nem sequer se deu ao trabalho de olhar para si; apenas bufou e encolheu-se um pouco mais no cobertor. — Nini-ah?

— …

— Bebê?

— …

— Neném? — e nada. Nem sinal de que ouviria alguma coisa.

Foi então que resolveu apelar para o drama — com muita coragem e sem temer pela vida —, logo jogando-se por cima do maior de maneira desleixada e começando a distribuir beijinhos castos pela tez macia. Oras, Jongin podia até tentar se fazer de difícil, só que nem ele era capaz de resistir a uns carinhos marotos ou mordidinhas safadas no pescoço. Quem bulhufas seria, afinal?

— Amooor… — choramingou. — O que aconteceu, uh? Eu quero atenção, estou precisando de mimos aqui.

A verdade era que não era tarefa fácil lidar com grávidos, seus desejos e oscilações de humor, mas Kyungsoo realmente achava que estava indo bem. Pois, convenhamos… Ter Jongin virando daquele jeito — lento e macabro — e ainda conseguir sorrir bobo ao ver a boca alheia vermelhinha, suja pelo doce da maçã-do-amor que ele tinha o feito comprar de madrugada, deveria lhe render o título de papai do ano.

Nessas horas, suspirava apaixonado, lembrando que cada peteleco que andava recebendo nas últimas semanas valia à pena. Isso porque poder babar na barrigona de quase sete meses que carregava seu pequeno Taeoh, já havia virado o ápice de sua felicidade desde o momento que o moreno tinha anunciado a gravidez.

— Eu já entendi qual é a sua, Do Kyungsoo.

— Perdão?

— Sem essa, seu fingido. Você achou que eu não ia perceber? — o Kim resmungou enquanto se remexia na cama.

— Jagi, o que-

— Nem tente negar! Eu vi tudo com meus próprios olhinhos, traidor. — acusou revoltado, cutucando o peito cheio de pintinhas.

Kyungsoo não estava entendendo nadica de nada e a grande interrogação que se formava no meio de seu rosto era a prova disso. O que deveria fazer? Gestantes podiam ser esquentadinhos às vezes e ele jurava que estava vivendo um desses momentos. Mas, céus… Amava tanto aquele homem! Por isso não demorou a aninhá-lo entre os braços, passando o nariz branquinho pela bochecha fofa, num carinho costumeiro de quando queria acalmar Jongin e aproveitar para se inebriar com o cheirinho gostoso que este emanava.

— Com seus próprios olhinhos, amor? E o que eu fiz? — murmurou baixinho.

— V-você… — grr, o moreno quis se estapear por gaguejar e entregar-se tão fácil aos encantos do outro. Meleca. Queria resistir um pouco mais, por isso tentou recobrar a consciência para acusá-lo como deveria. — Você estava se engraçando com o vizinho bonitão da frente! Querendo me trocar só porque agora pareço uma melancia gorda e vivo reclamando o tempo todo. Nojento! A culpa é sua se eu estou desse tamanho e você pretende me abandonar por um cara de academia? — fungou. — Quero o divórcio!

Kyungsoo arregalou os olhos grandinhos.

Trocá-lo? Vizinho bonitão? Melancia gorda? Divórcio? De onde Jongin tinha tirado tudo aquilo? E por que ele estava reparando tanto no vizinho musculoso? Rum.

Já ia questionar, mas foi tirado de seu transe ao perceber que o marido estava prestes a se debulhar em lágrimas, finalmente entendendo. Os hormônios da gravidez andavam deixando o cônjuge mais sensível que o normal e nem de longe reclamaria disso. Derretia-se pelo jeito dengoso do moreno, só não esperava que este fosse vir acompanhado de ideias um tanto quanto estranhas.

Sorriu pequeno e beijou o rosto alheio. Iria acalmá-lo.

— Não... — fingiu estar desacreditado. — E quando eu fiz isso, Nini?

— Ontem! Nos meus sonhos! Foi horrível, Soo, horrível.

— Meu Deus, não creio… Que pilantra.

— Sim! E essa nem é a pior parte.

— Não? Wow... Eu nem sei se quero saber. — pareciam duas velhinhas fofocando, ao passo que o Do se segurava para não cair na gargalhada.

— Pois eu vou contar. O pior de tudo é que você ficava me dando mais e mais comida, querendo que eu engordasse para me fazer rolar para longe e ficar com o Chanyeol. — ficou bravo com o pensamento e deu uma cotovelada no menor. — Estúpido. — comentou amargo e o outro não escondeu a cara de dor depois de limpar o suor que quis escorrer de seus olhos. Jongin estava mais forte?

— Aigoo, eu sou inocente. Afinal, quem é que fica me acordando à noite com desejos esquisitos e apelando para a desculpa de que “se eu não comer isso, seu filho vai nascer com cara de algodão-doce com lasanha”, mocinho?

— Foi só uma vez! — defendeu-se boquiaberto.

— Sei. — Kyung disse risonho. — Mas, jagi, eu nunca o trocaria. E sabe por quê?

— Por quê? — perguntou num sussurro, todo molinho.

— Porque não sou bobo, ué. E se você rolasse para longe, eu teria que correr atrás para recuperar meu coração. — deu de ombros, vendo o marido corar por não estar esperando a declaração doce.

— Jura de dedinho?

— Até de pezinho. Além do mais, ninguém no mundo seria um travesseiro tão fofo ou um ursinho tão gostoso de apertar. E, pff, todos sabem que eu não conseguiria viver sem dar uns cheirinhos ou morder as dobrinhas do gordinho mais lind... — interrompeu-se de repente, assustado com um fungado meio catarrento.

É. Olhos marejados, nariz escorrendo e um Jongin abrindo o berreiro talvez não fossem a reação mais esperada por alguém no meio da confissão para o mozão, mas ainda assim eram uma reação… Certo? Kyungsoo queria muito acreditar que sim, pois caso contrário, estava correndo sério risco de levar uma bofetada e ir dormir no sofá.

— Viu só? E-eu sabia! Você não me ama mais. — Oi? — Me odeia por eu estar gordo, andar cambaleando e soltar umas bufinhas fedidas durante a noite! Ai, meu Deus... Vai me largar pelo vizinho gostosão e...

— Eeei.

— ... e eu vou ficar sozinho com um bumbum gigante, bochechas infláveis e gases presos.

O Do piscou devagar. Abriu a boca algumas vezes, tentando balbuciar algo; mas, depois de minutos, só conseguiu inclinar a cabeça para o lado e fazer a pergunta mais inocente de todas:

— Amor… ‘Cê tá com ciúmes?

— O quê?

— Ciúmes. Sabe, falando sobre o Chan e esse negócio de abandon-

— Não, Soo! — cruzou os braços. — Eu não tô com isso aí.

— Então o que é?

— É só uma crise de identidade por causa do meu peso, oras. — o moreno falou como se fosse óbvio e virou o rosto para o lado oposto, ruborizando. — Nada de ciúmes. Talvez um pouco de carência e, quem sabe, necessidade de atenção. Mas ciúmes não!

— Zero ciúmes?

— Sim.

— Tem certeza?

— Sim.

— Absoluta?

— Sim.

— Hm. — … — Mas só pra confirm-

— Soo!

Um longo silêncio se instalou e, enquanto os dois encaravam o teto branco do quarto, caraminholas chatas passavam a cutucar o cérebro do menor.

— Por que você acha que eu não o amo mais? — soltou sem pensar.

Podia até ser bobagem, mas Kyung sempre fora um marido carinhoso e, agora, sonhava em ser o papai mais babão da história de todos os papais. Portanto, falhar não estava em seus planos e ele iria descobrir direitinho o que havia feito de errado.

— Ah, você sabe… — Jongin começou a brincar com os dedos. — Teve aquela vez que eu não ganhei beijinho de boa noite e o dia que você não me deixou comer chocolate antes do almoço… — contou sem graça. — … também quando não respondeu minha mensagem e… — colocou um travesseiro no rosto. — … tem semanas que não fazemos aquilo.

— Foder?

— Kyungsoo! — o Kim lhe olhou horrorizado, colocando as mãos ao lado da barriga como se impedisse Taeoh de ouvir tamanha barbaridade. — Respeite o seu filho, por favor.

Nini era realmente uma gracinha e o Do bem que tentou não rir da situação toda. Como um homem daqueles podia ser tão lindo?

— Perdão, bebê. Não esperav-

— É porque eu tô gordo? — questionou sem rodeios.

— Ahn?

— Você não me ama mais porque eu tô gordo, né? Pode falar, eu aguento.

— Amor...

— Oh, céus! — e lá estava o gestante aos prantos novamente. — Tu-tudo bem. E-eu posso lidar com i-isso. Vou pegar as co-comidas, ir em-embora e…

— Ei, ei. Meu Deus, amor! É lógico que eu te amo. Você é a coisa mais preciosa da minha vida. — puxou o outro para um abraço quentinho. — De onde tirou isso, uh? Como não vê que sou apaixonado pela bolinha de manha mais fofa desse mundo?

— De verdade verdadeira?

— De verdade verdadeira.

— E você promete que nunca não vai me trocar?

— Nunquinha.

— Mesmo que passe mal com as minhas bufinhas?

— Até gosto das bufinhas, mas posso prender a respiração.

— E se eu quiser te morder?

— Sem problema com marcas.

— Nem se eu tropeçar, cair, rolar, abrir o armário, achar seus doces escondidos e misteriosamente sumir com eles… Nem assim você iria me largar? Hipoteticamente falando, claro. — sorriu sapeca, vendo o marido estreitar os orbes.

— Não, mocinho. Nem assim.

— Tá, mas e se eu engordar ainda mais?

— Mais uma pergunta dessas e vou começar a acreditar que quer se livrar de mim. — brincou. — Você não entende, não é? Eu te amo, simples assim, e nada vai mudar isso.

— Aigoo…

— Mas, ei, confesso que tenho um fraco por você todo gordinho. Tipo o seu nariz gordinho… — deixou um selinho ali. — … suas bochechas gordinhas… — dois beijinhos. — … sua boca gordinha… — roçou de levinho nos lábios alheios. — … seu bumbum gordinho… — uma carinha safada adornou-lhe a face. — Mas sabe qual é a minha parte preferida?

— Qual? — Jongin sussurrou já derretido.

— A sua barriga gordinha.

— É? E por quê?

— Porque, jagi, você pode até estar gordinho… Mas está gordinho de amor. Do nosso amor.


Notas Finais


O que acharam, bebês? Grr, tô nervosa. Obrigada a cada pessoinha que favoritar/comentar esse mimo aqui (❁ᴗ͈ˬᴗ͈)ノ♡ ps: aceito recomendações de fics soft, viu?

Espero que tenham gostado! Até a próxima, ursinhos.


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