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História "Gorillaz" - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Oii
Me desculpa a demora pra postar
Por favor ignorem os erros aaah.
Boa leitura <3

Capítulo 2 - Two


Stuart


Estava nublado. Olho para janela constantemente. Ela está atrasada. Seria impressionante se não fosse comum. Liz estava sempre atrasada. Passou-se meia-hora e nada de Liz chegar. Pego o celular e ligo para mesma. 

- Alô, Liz?

-  Oi, amor! Me desculpa, tô atrasada de novo não é?

- Droga, Liz. - digo irritado.- Tenho que voltar pro trabalho logo! Meu pai vai ficar bravo se eu me atrasar!

-Calma, estou chegando!

- Onde você está?

- Atrás de você!!

Sinto os braços de Liz ao meu redor, apertando minha barriga. Me viro e a abraço forte, praticamente a sufocando. Dou um selinho demorado na mesma e sou retribuído com risadas.

- Estava com saudades, Stu?- ela pergunta fazendo careta.

- Estava sim, Liz. - digo sorrindo para mesma, que me dá um beijo em seguida.

Entramos no restaurante e nos sentamos na mesa que ficava afastada de todas as outras - privacidade em primeiro lugar. Além de dar um ar romântico - e começamos a conversar. Liz me contava feliz sobre sua viagem ao Japão, e dizia cada detalhe com animação. Eu apenas a observo falar, sorrindo a todo momento. Liz é uma pessoa maravilhosa, não sei como consegui namorar com ela. Ela é tão perfeita pra alguém como eu, tão sem graça. Pensei que na primeira oportunidade ela terminaria comigo, mas já faz 5 anos que namoramos, e são os 5 anos mais felizes da minha vida. Ela é a mulher da minha vida.

- Stu! Estou falando com você! - diz Liz me cutucando.

- Me desculpa, estava te admirando. - digo sorrindo bobo pra mesma.

- Para de graça Stuart! Você sabe que isso me deixa sem graça! - ela diz vermelha, escondendo o rosto com as mãos.

Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, meu telefone toca.

- É o seu sogro. - digo aflito.

- Estamos fritos, não é? - diz apreensiva.

Eu respiro fundo e atendo a ligação.

- Hey, pai?

- STUART, O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?! - grita enfurecido. Eu afasto o celular rapidamente e sinto meus ouvidos zumbirem.

- Pai, não grite! 

- Como não gritar?! Você me deixou na loja sozinho! Eu disse que você tinha que trabalhar hoje!

- Eu sei, mas eu vim encontrar a Liz! Ela acabou de chegar de viagem e eu não podia deixar de vê-la.- ouço um longo suspiro.

- Foi por uma boa causa. Então está bem. Mas venha logo, a loja está cheia hoje, é dia de promoção!

Ele simplesmente desliga na minha cara, sem me deixar dizer alguma coisa. Suspiro rispidamente e encaro Liz por alguns segundos.

- Me desculpe, querida. Mas tenho que ir trabalhar. Queria mas tempo com você…- digo dando um breve selinho na mesma.

- Tudo bem amor. Eu entendo. Pode ir trabalhar, eu vou te esperar hoje a noite no meu apartamento, que tal? - sorri sapeca.

- Claro, vou estar lá. - retribuo o sorriso e saio do restaurante de mãos dadas com ela. - Quer carona?

- Não, não. Eu posso pegar um táxi. Até mais tarde amor. - ela me beija calmamente e depois segue seu caminho.

Eu entro no carro e o ligo rapidamente. Durante o caminho, forma-se um enorme trânsito. Droga, vou me atrasar. Ligo o rádio e tocava uma música desconhecida por mim, mas continha uma vibe muito boa. Me deixei levar pelo ritmo, e movimentar meu corpo ao som da música. Estava tão perdido em meus movimentos que nem notei quando o trânsito começou a andar, e só acordei do transe quando os carros atrás de mim começaram a buzinar loucamente. Eu me retraio no banco e acelero o carro antes que fosse linchado. 

Chego ao estabelecimento do meu pai o mais rápido que posso, e logo sou recebido na porta por ele, com uma carranca amarga no rosto.

- Stuart Pot! O que pensa que está fazendo parado aí?! Venha logo me ajudar antes que eu te ponha pra dentro a ponta pés! - diz raivoso, atraindo a atenção dos clientes presentes no local.

Eu tento esconder meu rosto envergonhado, na jaqueta, mas ainda consigo sentir os olhares sobre mim enquanto eu passo no corredor. Coloco meu avental depressa e logo começo a fazer o meu respectivo trabalho. Não durou nem 10 minutos de paz, e logo sinto uma presença atrás de mim, uma presença já bem conhecida.

- Oi, pai. - digo suspirando, já esperando o sermão.

- Poxa, Stuart! Você não leva nada a sério! - diz ele irritado, mas em um tom baixo para que os clientes não o ouvissem. - Quantas vezes já disse que futuramente será você o dono do armazém, e que tem que aprender a ser responsável? Nem pra me ajudar você serve! Só pensa naquela garota, sempre saindo com ela pra festas e encontros. Pelo menos você desistiu daquela idéia estúpida de ser músico, um problema a menos.

- Primeiramente, a Liz não é um problema. Segundo, não desisti de ser músico. Você não pode controlar a minha vida pra sempre pai! Eu já disse que não quero ser dono do seu armazém, trate de achar outra pessoa! - digo continuando a fazer o meu serviço, tentando ignorar a presença do mais velho.

- Me poupe das suas rebeldias, Stuart. Música não leva ninguém a nada! Você só vai ser um vagabundo que canta por aí por migalhas. E depois vai fazer o quê? Usar drogas? Virar traficante? Dormir com pessoas por dinheiro? Nunca! Não criei você para me envergonhar! Ou você fica com o armazém ou você fica! - diz com o rosto vermelho, a ponto de explodir. - E se você ama tanto essa garota, por que não casa com ela de uma vez?!

- Você acha simples assim?! - corto sua fala, o deixando mais irritado.- Somos jovens ainda pra pensar em casamento. Eu já disse, para de querer controlar minha vida, quantas vezes eu---

Antes que eu pudesse terminar de dizer, sinto algo batendo contra mim. Tudo fica escuro. Sinto dor por todo o meu corpo e ouço uma gritaria infernal. Tento com todas as forças abrir meus olhos, mas não consigo. Tudo começa a ficar mais leve, e no fim, perco a consciência.

                             ~ [...]~


Meu corpo dói, dói muito. O ar está gelado e sinto algo sobre o meu rosto. Onde estou? Forço um pouco os meu olhos e consigo abri-los com certa dificuldade. Minha visão está embaçada e não consigo me acostumar com a claridade. Rapidamente solto um suspiro de dor ao tentar mexer meus braços. Ouço o som de uma porta sendo aberta e uma voz feminina se faz presente:

- Ah, não acredito! Você acordou! Tenho avisar o doutor! - diz a voz desconhecida, saindo do local me deixando sozinha.

Sem entender nada eu tento abrir os olhos mais uma vez, agora vendo um pouco mais nitidamente. Estou em um hospital. Ainda não compreendo a situação e tento buscar motivos de estar aqui, mas não me lembro de nada. Logo um homem barbudo entra na sala junto de uma mulher, que sorriem ao me ver acordado.

- Senhor Stuart, como está se sentindo? - pergunta o homem, me examinando.

- Hmm...Me sinto, bem? Nada anormal, só um pouco de dor no corpo. - digo confuso.

- Ah, me desculpa a falta de consideração. Meu nome de Louis, doutor Louis. Eu e a Linda que cuidamos de você durante esse dois meses em que você estava em coma. - diz simples,terminando de me examinar. - Estamos felizes em te ver ativo, pois todos pensamos que não ia acordar mais. Seu acidente foi bem grave.

- O-o que aconteceu? Não me lembro de nada! Como assim fiquei em coma por dois meses?? - digo em total frustração, tentando entender o que aconteceu comigo.

- Por favor, senhor, tenha calma. - diz a enfermeira que até então estava quieta. - Sua família logo virá e poderá explicar a situação para você. Por enquanto, não se esforce, está bem?

Eu aceno, receoso, e os dois deixam o quarto. Enquanto meu pai não chega, eu tento buscar em minha memória o tal "acidente" que aconteceu. Mas.. Não consigo lembrar. 

Passou-se meia hora desde a saída dos médicos e nada de meu pai chegar. Estou começando a ficar frustrado e incomodado. Estava pronto para chamar a enfermeira, quando vejo Liz entrando no quarto. Seus olhos estam marejados. Ela está... Diferente. Seus fios antes longos e castanhos, agora estão curtos e negros. Suas roupas antes coloridas e chamativas, se tornaram neutras. Seu semblante alegre e tímido se tornou um rosto cheio de dor e tristeza. Ela se aproxima de mim lentamente, e começa a tocar meu rosto.

- Sua mão... Está tão fria amor. - digo ao sentir o seu toque na minha pele.

- Você... Você tá acordado mesmo? Não é um sonho??- diz chorando.

- Não, não é um sonho. - digo abraçando a mesma, que desaba em meus braços.

- Eu te odeio! Como pode me assustar desse jeito! - ela gritava com o rosto em meio peito.

- Liz...Por favor se acalma, está bem? Eu tô com você agora. - digo acariciando sua nuca.

Ficamos em silêncio por um bom tempo, até que ela se acalmasse de verdade. Enquanto ela fungava em meu feito, eu a analisei. Seu corpo está mais magro, seu rosto abatido. Só Deus sabe o que ela passou enquanto enquanto eu estava em como. Desde sempre, Liz só teve a mim em sua vida. Seus pais morreram antes de começarmos a namorar, e foi assim que a conheci na verdade. Ela estava prestes a se jogar de uma ponte, mas eu impedi. Depois daquilo comecei a chamá-la pra sair, para a distrair. No fim deu certo e acabamos nos relacionando.  Foi difícil para Liz superar a morte dos pais, e eu prometi a mim mesmo que nunca a deixaria sozinha, aliás a mesma não superaria ficar sozinha. Dá pra ver que esse dois meses foram difíceis para a mesma, e me sinto culpado por isso. 

Sinto os olhos dela em mim, e a encaro de volta. Mesmo cansada e com os olhos inchados de tanto chorar, ela se força a sorrir um pouco, fazendo meu coração ficar em pedaços.

- Desculpe. Me desculpe mesmo. Foi difícil pra você, não é?- digo ainda a acariciando.

- Uhum, foi. Mas, foi mais ainda pro seu pai. - diz se desvencilhando do meus braços e voltando a me olhar.- Ele não pode vir, porque estava cuidando das coisas no armazém.

- Parece que aquele armazém é mais importante que eu.- digo irritado.

- Você sabe que não é isso. Ele só não tem...Coragem de vir aqui e ver a sua situação.- ela diz desviando o seu olhar do meu.

- Hm? Como assim minha situação?

- Você...Ainda não viu, não é mesmo?- ela diz receosa.

- O que há, Liz? Me diga logo de uma vez!

Ela se levanta e tira o celular do bolso. Ela me encara e engole seco, e logo depois me dá o celular. Eu abro a câmera e vejo meu rosto. Os meus olhos. Fico em choque com o que vejo. Meus amores olhos estão completamente negros. Pareço um monstro! Eu não acredito...Como isso aconteceu comigo??

- O que aconteceu comigo?! O que fizeram?! - digo evitando fazer contato visual.

- U-Um cara, um ladrão. Ele estava fugindo da polícia e entrou no armazém. Ele acabou te atropelando no ato.

- Mas como eu vim parar aqui?! Por que estou assim?!- pergunto indignado com a situação.

- Ele te trouxe. Ninguém sabe o porquê, mas ele insistiu e te trouxe para o hospital. Ele passou despercebido pelo hospital e levou uma enfermeira de refém. Ele a obrigou a cuidar de ti e no fim ele a deixou que te levasse para ser internado. Mas logo depois ele fugiu. A polícia não o achou até agora, ninguém sabe quem ele é.

Eu apenas fico em silêncio, evitando fazer contato visual com Liz. Como ela consegue olhar para mim e não ficar enjoada? Ela não merece ter um namorado assim. Eu sou horrível! Nunca mereci ter Liz ao meu lado, e agora não mereço mesmo. Nem meu pai, quer me ver. Tudo...Tudo culpa daquele ladrão estúpido! 

- Liz ... Você pode me deixar sozinho?

- Mas eu---

- Por favor, não estou bem agora. - digo me virando de lado e fechando os olhos.

Liz não diz nada, apenas acaricia minha cabeça e diz um breve "até logo". Minha vida está uma merda agora. Tudo culpa de um ladrão vagabundo.

Eu não vou aceitar as coisas assim, ainda vou tirar isso a limpo.

                               ~[...]~


Passaram-se três semanas desde que eu acordei. Meu pai veio me visitar dois dias depois que Liz veio, mas nem sequer olhou no meu rosto. Hoje estou recebendo alta e finalmente posso ir pra casa. Fui até o balcão e a moça me entregou minhas coisas e uma...Jaqueta?

- Ah, licença?

- Pois não? - a mulher me encara confusa.

- Essa jaqueta não é minha. - digo entregando-a para a mulher.

- Oh, não? Ela estava com você quando chegou. Mas mesmo assim, me desculpa pelo erro. - ela diz se retirando. Mas se não é minha, só pode ser…

- Espere! - grito atraindo a atenção da mulher. - Essa jaqueta é minha sim, eu só não estava lembrando. - minto.

- Oh, tudo bem rapaz. Acordar de um coma não é fácil. Tome.- ela me entrega a jaqueta e sorri.- Melhoras.

Eu saio do hospital apressadamente. Olho para os lados e percebo que não a ninguém por perto. Solto o ar que nem sabia que estava segurando. Analiso a jaqueta de forma rápida e logo volto ao meu caminho, direto pra casa.

Chego ao ponto de ônibus, completamente quebrado. Não estou acostumado a andar. Acho que ficar dois meses deitado deixa as pessoas enferrujadas. Algumas pessoas me encaram com nojo e abaixo a cabeça para que não vejam os meus olhos. Por incrível que pareça, meu ônibus chega rápido, e logo entro. Sento perto da janela e coloco meus fones de ouvido - eles me ajudam a pensar-. Acabo por perceber todas as mudanças que aconteceram comigo e a todos a minha volta depois do acidente. Liz está sempre triste e mal fala comigo. Meu pai tem nojo de mim. Todos me encaram como se eu fosse uma aberração. Eu não consigo me aceitar. Todo o amor próprio que eu tinha se foi. Não consigo me olhar no espelho, ou encarar as pessoas. Eu me tornei um monstro. Sinto as lágrimas molharem o meu rosto e o cubro com os meus braços. Sinto os olhares de todos no ônibus pra mim e logo começo a ficar incomodando. Começo a tremer e ficar sem ar. Preciso sair daqui o mais rápido possível. Aperto o botão para sinalizar o motorista que quero descer e logo ele atende o pedido. Desço mais rápido que posso, sem saber onde estou a pra onde ir. Saio correndo evitando fazer contato visual com qualquer ser vivo presente. Corri até não sentir mais minhas pernas - que estavam fracas - . Quando não consigo mais aguentar, eu tropeço nos meus próprios pés e caio. A dor é forte. Meu corpo não estava preparado pra esse esforço, mas minha mente precisava. Me levanto devagar e observo o local. Estou em uma praça. Elas está vazia. Menos mal, assim ninguém me viu cair. Eu tomo fôlego por um tempo e logo volto o meu olhar a jaqueta. Sem pensar duas vezes, eu checo todos os bolsos a procura de uma pista sobre o sujeito. Quando estava ficando sem esperança, eu sinto algo em um dia bolsos. Quando o retiro de dentro da jaqueta, vejo que era um documento. O RG do filha da puta que fez isso comigo. Murdoc Niccals. O cara, que destruiu  a minha vida, me transformando num monstro se chama: Murdoc Niccals. 

Isso é o meu primeiro passo. Logo terei mais resposta e esse cara vai pagar pelo o que fez comigo. Ele que me aguarde.


Notas Finais


Eu, realmente, estou me esforçando nessa fanfic. Espero que estejam gostando e obrigada pelo apoio<3
Não tenho previsão de quando vou postar o outro capítulo, mas pretendo postar o mais rápido possível.
Ignorem os erros, não tive tempo para revisar.
Obs: Stuart é muito vingativo (sim ou não? Talvez).


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