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História Gosta de jogos? - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Oneshot - Conhece algum?


Kankurou estava cansado, havia voado mais de doze horas seguidas e o fuso horário o matava, mas Gaara havia encucado com aquela bendita boate e cabia a ele analisar se era um bom investimento, não gostava de investimentos de riscos e por isso era extremamente cauteloso quando se tratava de seu dinheiro e mais ainda quando era sobre seus relacionamentos. Chegou ao hotel pouco depois das seis da noite o que significava que poderia dormir um pouco, mas não teria tempo pra isso, assim que se instalou no quarto colocou o notebook sobre a mesa de centro, sentou-se apenas para programar a busca completa nas redes sobre a boate Shinra Tensei, enquanto o programa rodava aumentando cada vez mais o número de resultados o moreno foi banhar e pedir algo para comer.

         O moreno colocou o prato com o sanduiche natural ao lado do computador e deslizou o mouse pelos resultados encontrados, a maioria se tratavam de perguntas de usuários sobre o espaço em si e respostas de que o local era extremamente reservado, em sua maioria as pessoas reclamavam sobre a dificuldade de entrar no local, sendo que alguns era compostos em sua maioria por inúmeros palavrões de pessoas que não conseguiram passar pela porta da boate, a questão era que Kankurou já havia analisado os números do local, era um investimento bom, muito bom, a renda era elevada e os gastos se pagavam mantendo ainda uma boa margem de lucro, claro que inicialmente não o veria dado a necessidade de investir no capital de giro, mas levando em consideração o quê havia visto a boate pagaria suas ações em menos de três anos, algo muito promissor no meio em que estava acostumado, mas os relatórios que havia visto haviam sido enviados por Konan, a viúva do ex dono da boate, Yahiko que apenas decidiu vender o empreendimento pois não fazia sentido ficar sem seu grande amor, sendo assim conheceria o mundo com o amigo de infância de infância dos dois, que também estava muito abatido, Nagato. O Sabaku analisa novamente a planilha conforme imagina o quê seria feito com os rendimentos e mudanças que ali planejam, a boate não parece ter o tipo de propaganda necessária e se sem essa propaganda tem números tão bons como não renderia se colocasse uma pessoa boa na parte do comercial do local? Quando verifica no relógio são nove e vinte e três da noite, o homem se levanta vestindo o terno negro e sua gravata roxa, o carro alugado já o espera como de costume e ainda que odeie Kohona, não pode negar que o clima fresco da cidade seja convidativo e tão diferente de sua cidade natal, Suna.

         A fachada do local é completamente negra, o letreiro em dourado fosco mostra o nome do local de maneira sutil, porém é como ver o mais puro ouro tamanho requinte e sutileza, uma fila se estende pela entrada e ele pode ver pessoas saindo aborrecidas do local, vai direto a porta da entrada vip e é recebido pelo segurança que o cumprimenta abrindo o espaço diretamente para si, é capaz de ouvir os xingamentos das pessoas na fila principal, nenhum funcionário sabe de seu interesse no local, sequer Konan sabe que ele está ali, ela foi avisada de sua chegada seria no dia seguinte, mas o nome Sabaku abre portas em qualquer lugar do mundo e ele era ciente disso.

         O local era bem iluminado e as pessoas se sentavam em mesas afastadas com um enorme espaço para circulação, na verdade o espaço e a música garantiam que as conversas não seriam escutadas por ninguém, era capaz de reconhecer alguns rostos entre os frequentadores, Sasuke Uchiha estava sentado conversando com Naruto, entre os dois estava uma mulher de cabelos rosados que beijava o moreno enquanto acariciava a perna do Uzumaki discretamente. Na mesa lateral havia uma moça de cabelos extremamente vermelhos sentada no colo de um homem de cabelos brancos, eles conversavam enquanto ela bebericava uma taça de champangne, tudo muito discreto ainda que estivessem a vista de todos, começava a entender o tipo de serviço que havia ali e o porquê de os rendimentos serem altos, para que um Uchiha e Uzumaki estivessem ali daquela maneira a boate deveria garantir um nível alto de sigilo.

- Boa noite. – A voz era alegre e sensual, uma loira de olhos azuis o encarava. – O que prefere beber?

Kankurou sorriu, conhecia aquele tipo de atendimento, ela o fazia pensar que a ideia de beber era dele.

- Preciso de uma cabine privada. – Respondeu baixo e a mulher assentiu virando-se e seguindo pelo corredor, o homem a seguiu em silêncio. Uma pequena porta fora aberta e ele a atravessou entrando em um pequeno cômodo acolchoado, os detalhes eram negros e vermelhos, quando se virou a loira já havia saído e em seu lugar havia uma mulher mais baixa de cabelos extremamente negros.

- Boa noite. – Sua voz era mais baixa e ela sorria, os olhos eram claros em um tom de azul que Kankurou não conhecia, era extremamente claro. Ela indicou o sofá para que ele se sentasse e quando ele o fez ela ficou a sua frente. – O que vai beber?

A mulher usava um vestido lilás, a cor não era chamativa, mas a forma como ele estava colado a seu corpo o fez percorrer todo o caminho com os olhos, ela era pequena e tinha os seios volumosos e juntava tudo o quê Kankurou achava errado: trabalho e prazer. Não estava ali para o segundo, por isso subiu o olhar a encarando e corou.

Como assim? Ela corara mesmo? Sentiu o corpo reagir quase instantaneamente e quis se xingar por isso.

- Uísque. – Ele respondeu olhando para a cortina fechada, ela assentiu saindo e ele apertou o botão ao seu lado fazendo com que a cortina fosse aberta revelando o salão pelo qual havia passado a pouco, agora percebia que aquela área era restrita e havia uma outra comandada por um Dj, provavelmente apenas os Vips possuía acesso a área em que estava. A mulher retornou colocando seu copo sob o criado ao lado do sofá e ela segurava um para si própria, encostou na parede olhando para o salão e ele a achou engraçada. – Vai tentar me seduzir?

- Você quer que eu tente? – Sua voz era firme e ela o encarou, os olhos claríssimos o faziam fraquejar, ela era linda e ele sorriu negando com a cabeça ainda a encarando e ela voltou o olhar para o salão. Que merda era aquela?

- Qual o seu nome?

- O que você quiser que seja. – Ela estava jogando com ele.

- Quero que seja ninguém. – Ele falou bebendo do próprio copo e ela sorriu ladina. Gostava de jogar. – Gosta de trabalhar aqui?

         Ela deu de ombros como se falassem sobre o tempo.

- Quase o tempo todo. – ela o encarou tombando a cabeça para o lado. – Você é Kankurou não é?

 - Vocês não têm regras sobre isso aqui? – Ele perguntou e ela revirou os olhos como se estivesse ouvindo um absurdo.

- Ninguém possui suas próprias regras.

- Seu patrão sabe disso? – Ela riu e o som de sua risada o fez estremecer, era melodiosa e autentica e combinava com o jeito dela.

- Suna não é mais divertida? – Kankurou sorria a olhando.

- Não gosto que saibam tanto de mim sem que eu saiba nada em contrapartida. – Ele respondeu mordeu o lábio inferior. Era possível perceber o volume em sua calça? Odiava isso.

- O quê quer saber? – Ela caminhou colocando o copo no criado ao lado do seu e parou a sua frente o olhando. – Que tal um jogo de perguntas e respostas?

Ele sorriu novamente. Aquilo era interessante.

- Como seria?

- São três regras. – Ela sorria. – Nada de nomes.

- Claro, você já sabe o meu.

- Nada de sexo. – Ele franziu o cenho e ela riu. – Só faremos perguntas. Tudo bem?

Regras simples. Okay. Aquilo serviria, ele assentiu e ela sorriu se sentando ao seu lado, a porta novamente fora aberta e a mulher loira entrou sorrindo.

- Pode trazer uma garrafa do mesmo Uísque que foi servido? – A morena ao seu lado pediu e foi atendida poucos minutos depois. O Sabaku a encarou e ela sorriu cruzando as pernas, o vestido subiu um pouco. – Um passatempo?

- Gosta de marionetes? – Ele respondeu e ela fez sinal de quê estava surpresa ele negou com a cabeça.

- A rigidez da madeira também te agrada?

- Gosta de duplo sentido?

Ela sorriu negando com a cabeça.

- É sempre impaciente assim?

- Sempre joga com seus clientes? – Hinata franziu o cenho e gargalhou alto e claro novamente.

- Acha que é meu cliente?

- Não sou?

- Está aqui como um cliente? – Ela bebia novamente e ele passou os dedos entre os cabelos castanhos.

- Sempre é curiosa assim? – Hinata se virou pra ele colocando os dedos finos em seu joelho, os dedos subiram pela perna parando em sua coxa, ela subiu o olhar pra face do homem que a olhava.

- Não gosta da minha curiosidade? – Ele se inclinou pra ela tocando os lábios em sua orelha, ela se arrepiou com o toque.

- Como posso expressar o quanto gosto disso?

Ela sorriu se afastando.

- Você tem muito dinheiro? – Ela riu e ele sabia que ela tinha a resposta da pergunta.

- Quanto seria necessário?

Hinata sorriu e olhou para o pequeno relógio em seu pulso, já se passava das onze, se virou para Kankurou com um pequeno sorriso.

- Não imagina o quê quero? –Hinata sorriu antes de encostar os lábios nos seus e Kankurou a segurou pela cintura a puxando para seu colo, o corpo feminino se encaixou no seu com facilidade e suavidade, ela chupava-lhe  a língua e movimentava o corpo sobre o seu, os seios dela sendo esmagados contra seu peitoral, ele estava duro, tão duro que acreditava que poderia fodê-la ali mesmo, foda-se se alguém abrisse a porta e os encontrasse. Foda-se a merda das próprias regras de não misturar prazer e negócios, o pequeno corpo desceu sobre o seu e ela encaixou sua intimidade sobre a dele, as roupas sendo a maior maldição que ele já sentira na vida, ela rebola sobre seu pau e ele a queria devorar, as mãos apertavam sua cintura com força e uma das mãos foi a coxa feminina subindo o tecido do vestido, então ela parou e o encarou, sorriu antes de dar-lhe um selinho e se levantou do colo do homem, os cabelos amassados, o vestido um pouco erguido e os lábios vermelhos e inchados do beijo.

- Fique. – Ele queria mandar, mas saiu como um pedido e ela sorriu passando a mãos pelos cabelos e pela roupa ficando apresentável novamente.

- Você perdeu.

 

Kankurou precisou se acalmar antes de sair da cabine privada em que estavam, se arrumou tal a mulher antes de si e saiu encontrando a loira que o serviu inicialmente.

- A mulher que saiu da cabine agora a pouco. – A loira assentiu o olhando. – Porque saiu?

- Não entendo senhor. – A loira sorria – Sua acompanhante não gostou do quê foi servido?

- Desculpe? – Perguntou sem entender.

- Ela não nos repassou nenhuma reclamação ao realizar o pagamento.

Kankurou assentiu saindo do local, se a mulher não trabalhava ali quem era?

No dia seguinte se encontrou com Konan e se inteirou sobre os procedimentos internos, na realidade as mulheres que encontrara no lugar não trabalhavam ali, as pessoas iam acompanhadas em geral e eram atendidas por Ino, a loira, que era a gerente do local, a privacidade era regra e logo todos os clientes era selecionados e nunca houveram qualquer tipo de vazamento ou entrada irregular, Yahiko, seu falecido marido, havia organizado e estruturado toda Shinra Tensei para ser o lugar ideal para fazer qualquer coisa que fosse secreto e prezava pela discrição de todos.

 

         Três dias em Konoha, três dias frequentando Shinra desde que chegara e não encontrara mais a mulher de olhos claros, iria embora no final de semana e já estava com todos os documentos devidamente assinados para aquisição do local, Kankurou não gostava de lidar com a parte burocrática de tudo, mas era necessário para que voltasse para Suna, provavelmente teria que voltar a Konoha com frequência até estabelecer a equipe que trabalharia para si, Gaara viria organizar a questão do pessoal, o irmão mais novo era melhor nisso que ele.

- Senhor Sabaku. – Konan lhe sorriu quando o moreno entrou no prédio do escritório do advogado da mulher, Kankurou acenou lhe apertando as mãos e ela lhe indicou uma mesa de vidro para que ele se sentasse. – Minha advogada já irá trazer todos os documentos, está tudo pronto.

- Desculpem a demora, o cartório estava bem cheio. – A voz da mulher o fez se levantar e os olhos que tanto procurara estava agora lhe encarando e ela corara novamente.

Puta que pariu!

- Essa é minha advogada Senhorita Hinata Hyuuga. – Konan falou sorrindo e Hinata estendeu a mão com um pequeno sorriso.

- Senhor Sabaku.

Kankurou segurou a pequena mão a encarando.

- Gosta de jogos, Hinata? – Ele perguntou baixo e ela sorriu ladina.

- Conhece algum?

- Podemos reavaliar as regras antes de jogarmos? – Ela gargalhou, novamente como ele se lembrava e como descobriria gostar sempre.



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