História Gotham City Stories - Capítulo 17


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Categorias Batman
Personagens Barbara Gordon (Batgirl), Bruce Wayne (Batman), Comissário James "Jim" Gordon, Coringa (Jack Napier), Dick Grayson, Dr. Jonathan Crane (Espantalho), Edward Nashton/Nygma (O Charada), Harvey Dent (Duas-Caras), Jason Todd, Oswald Chesterfield Cobblepot (Pinguim), Pamela Lillian Isley (Poison Ivy / Hera Venenosa), Personagens Originais, Selina Kyle (Mulher Gato)
Tags Batman, Contos, Diversos
Visualizações 3
Palavras 1.299
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Mistério, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - Império de Sangue - Parte 4



    Miguel conseguia ver toda a cidade dali. Era um lugar belo mesmo com o tempo nublado o tempo todo. Havia arranha céus, avenidas e pontes em quase todos os lugares. Uma verdadeira selva de pedra. Ele nunca a tinha visto dessa forma. Tão ampla quanto um mundo inteiro. As colinas de Bristol Hills proporcionavam uma visão aterradora da cidade. Gotham parecia ter vida própria. Claro que quem morasse ali saberia disso porém só aqueles pudessem vê-la de fora entenderiam a magnitude urbana da metrópole. Nada tinha fim, tudo continuava de um jeito ou de outro.

    Ele tinha ficado surpreso. Saía pouco de Heath então só tinha a imagem da cidade pelas ruas em si. Fato que mudou ao encostar o Dodge Challenger na beira da estrada. De repente, sentiu-se minúsculo em relação a Gotham. Como se pudesse ser tragado a qualquer momento por sua imensidão. Não era uma boa sensação, principalmente para alguém que aspirava um dia reinar ali. Porém muita coisa esclarecera-se naqueles minutos em que admirava a paisagem. O caos constante de Gotham começara a fazer sentido. Não havia um senhor do crime pois as variáveis eram muitas e o tempo curto.

    Entrou no carro após jogar o cigarro fora. Girou a chave da ignição acomodando-se no banco e deu partida assim que ouviu o motor despertar. Os caminhos sinuosos de Bristol Hills davam a sensação de se estar num labirinto. De um lado para o outro, cima e embaixo, a estrada parecia-se com uma obra de arte. Talvez fosse o objetivo dos moradores. Afinal, se tratando de ricos, podia se aceitar qualquer coisa que inflasse seus egos. Miguel olhava o tempo todo para as portas das mansões em busca do símbolo ‘’JT’’. Pois estranhamente, ninguém colocava o número das residências muito exposto. Ele finalmente chegou nos portões de ouro depois de passar por uma Ferrari e duas BMWs.

    A mansão de Thompson era visível mesmo estando a meio quilômetro de distância. Aparentava ser nova, com arquitetura moderna e pintura clara. Miguel estendeu a mão para tocar no botão do interfone. Ouviu-o tocar três vezes antes de ser atendido por uma voz grossa masculina.

    – Quem é? – Perguntou impaciente

    – Miguel Hernandez – Apresentou-se ele devolvendo a grosseria – Sou esperado por Jack Thompson

    – Tem hora marcada?

    – Tenho, às três – Os portões abriram-se suavemente

    Ele entrou impressionado com os jardins. Não fazia ideia de qual flores eram aquelas mas haviam muitas e de cores diferentes. Só parou de apreciá-las quando chegou na entrada da mansão fazendo a curva dentro do arco. Um homenzinho de bengala o aguardava cerrando as sobrancelhas. Usava um terno negro com gravata borboleta indicando ser o mordomo. Miguel saiu do carro deixando a chave lá dentro.

    – Alguém estacionará meu carro? – Fechou a porta numa batida seca

    – O senhor pode deixá-lo aí – Parecia dizer ‘’ Tenho cara de valet?’’ – Acompanhe-me, por favor

    Miguel seguiu o mordomo. A casa era ainda mais esplendorosa do lado de dentro. Uma enorme escadaria levava ao segundo andar e portas de madeira davam acesso a outros cômodos. O empregado dos Thompson guiou Miguel para os fundos. Passaram por debaixo das escadas até chegarem num elevador no outro lado. Entraram sem pestanejar e rumaram para o terceiro andar. O homenzinho encarava Miguel como se quisesse arrancar sua cabeça com uma navalha velha. Ele retribuiu a ameaça cruzando os braços de punhos fechados. Nada aconteceu porém, saíram da cabine no minuto seguinte. Deram de cara com um hall de móveis envelhecidos onde haviam janelas mostrando o quintal interminável da mansão. Foram para a direita passando por diversos quadros abstratos nos quais nenhum dos dois ligou. Não entendiam nada de arte e menos ainda das abstratas. Para eles aquilo era mera decoração.

    Pararam em frente a duas portas de madeira escura. Elas tinham três metros e adornos antigos. Do outro lado podia-se ouvir uma discussão em tom alto. Miguel reconheceu a voz de Thompson mas não a outra. Pertencia a uma mulher, isso era certo, porém não conseguia projetar nenhuma imagem a partir dela. A imaginação não funcionara nesse caso. Uma porta foi aberta depois de alguns segundos de silêncio. Miguel finalmente pôde ver quem ela era. Cabelos curtos e loiros, não muito velha e bem magra. Ela passou por eles com os pés de seu fino vestido azul arrastando-se pelo carpete em vinho. Ele até tentou segui-la com o olhar mas recuou ao ser chamado por Thompson lá dentro.

    – Miguel! – Falou ele animado – Estava esperando por você

    O gângster adentrou ao escritório deslumbrado pela elegância do lugar. Madeira envernizada, poltrona de couro, estante de livros, mesinha de xadrez… Era até difícil listar. A sensação que ele teve ao sentar-se na cadeira de frente para a mesa de Thompson foi a de entrar no Salão Oval. O anfitrião parecia um rei em seu castelo. Poder transpirava daquelas paredes.

    – Aceita alguma bebida? – Perguntou ele dirigindo-se a um armário – Uísque? Vodca? Tequila?

    – Depende do uísque – Thompson riu pegando a garrafa e os copos

    – Aqui está – Serviu em dois copos quadrados com cubos de gelo dentro – Chivas Regal 18 anos

    – Você sabe escolher um bom uísque – Disse ele bebericando do copo – Tenho que admitir

    – Prefiro rum, por incrível que pareça – Contou ele acomodando-se na poltrona – Acho que é por causa de meus ancestrais, sabe? Eram piratas em sua maioria

    – Não faço ideia de quem eram meus antepassados – Havia um mapa mundi em quadro acima de Thompson – Mas também pouco me importa, estão todos mortos

    – Tem razão, deixe o passado para lá – Thompson bebia mas sem vontade – Vamos falar sobre o futuro, é para isso que estamos aqui, não é?

    – Exato

    – Então, eu tenho uma proposta para você – Os dois se encaravam sem piscar – Quero testar seu evento no próximo final de semana, será aniversário de minha esposa e pretendo tentar agradá-la. Você deve ter visto ela há poucos minutos.

    – Foi difícil não reparar – Thompson deu um sorriso amarelo

    – A vadia nunca está feliz – Desabafou ele – Não importa o que eu faça, só recebo queixas. Deixe-me dar um conselho…

    – Nunca case – Interrompeu ele prevendo o resto da frase de Thompson

    – Leu meus pensamentos – O anfitrião sorriu satisfeito – Enfim, de qualquer maneira vou querer seus serviços

    – Querer não é poder – Declarou Miguel para a felicidade de Thompson – Sei que não vai querer só um showzinho para sua mulher, também quer participar da banca

    – Ah, agora chegamos onde queria – Ele juntou as mão pensativo – Quanto vai me dar por este pequeno evento?

    – Quanto você quer?

    – Metade – O gângster virou a cara como se não acreditasse

    – Vamos, Miguel, você sabe como isso funciona – Explicou Thompson – Eu também preciso lucrar nisso

    – Vai ter cinco por cento que ganharmos – Thompson semicerrou os olhos – E vai pagar todas as despesas da organização que tivermos

    – Dez, sei que vocês tiram trinta – Disse ele com os braços apoiados na cadeira, uma mão livre e a outra segurando o copo – Um terço é mais do que justo para o que vou fazer por vocês, meus amigos vão gastar uma boa fortuna com estas lutas

    – Sete – Retrucou ele de braços cruzados

    – Oito – Disse ele – Não se esqueça que podemos fechar uma parceria duradoura nisso tudo

    – Isso é outro assunto – Coçou a barba enquanto falava – Preciso saber até que ponto você quer se envolver, porque não duvido que um de seus amigos venha me procurar depois da luta se o evento for um sucesso

    – Prefiro esperar até que este momento chegue – Disse confiante – Até lá, quero no mínimo sete e meio, é minha oferta final.

    – Fechado – Os dois apertaram as mãos selando o acordo

    – E o lutador que minha mulher escolher vencerá

    – Espero que isso a agrade – Thompson riu de sua fala

    – Eu também…

    A tarde terminou com os dois passeando pelos jardins de Thompson. Miguel aprendeu que plantas eram aquelas e também a temer o milionário mais fraudulento do país.




Notas Finais


Então, basicamente eu tenho pensado em vários outros contos mas não consigo escrevê-los. Primeiro porque desde o "O Horror e a Fúria" eu sinto que me enrolo muito. Segundo porque não consigo me fixar numa história por muito tempo. Sou muito ansioso, então me canso fácil. Enfim, o jeito é persistir. Ainda gosto de criar histórias para essa antologia.


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