História Grand Pas De Deux - Suga - Capítulo 48


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Min Yoongi (Suga), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Min Yooongi, Suga, Yoongi
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Palavras 786
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 48 - Não sorria pra mim; Minta pra mim


Fanfic / Fanfiction Grand Pas De Deux - Suga - Capítulo 48 - Não sorria pra mim; Minta pra mim

    Mesmo depois de duas semanas, nada mudou.

Ninguém na nossa casa decrépita falou uma palavra.

O papel com o endereço de Juan continuou jogado na mesa sem nenhuma atenção.

Aquele papel não vale o quanto ele custou.

Ficar sem Hobi, que fora brilhante como o próprio sol, nos mergulhou em uma escuridão que nenhum poeta poderia fazer parecer bonita.

Ainda assim, imagino que Suga tenha começado a tocar o piano velho e desafinado da sala para tentar levar a si mesmo, e consequentemente o resto de nós, à um lugar aonde ainda exista luz. Aonde ainda exista Hobi.

Mas quando escuto o fá menor, não é pra lá que eu vou.

As notas que se sucedem me deixam tão triste que algumas lágrimas voltam a embaçar minha visão.

De repente, uma criança branca como um bolinho de arroz assume o lugar dele no piano.

Pisco os olhos com força, reconhecendo a imagem vaga da minha mente pregando uma peça, mas a criança continua alí.

A música não é tocada com a mesma precisão que o Suga adulto tem, algumas notas erradas se metem no meio das outras, ainda assim, o pequeno Suga continua concentrado, se movendo de um lado a outro para alcançar as teclas que são grandes demais para suas mãozinhas. Então eu entendo. Não é um delírio, é uma lembrança.

O pequeno Suga acaba a música e infla as bochechas, no que agora lembro ser um tique nervoso para aliviar a tensão. Seus olhos infantis focam em mim, ansiosos por aprovação.

Eu imediatamente fico de pé e começo a aplaudir, dando alguns gritinhos animados para deixa-lo feliz. Minha voz soa mais fina do que estou acostumada e minhas mãos também parecem menores.

Antes que eu tenha tempo de prestar atenção nos detalhes da cena, escuto passos se aproximando.

Puxo o pequeno Suga pelo braço com força, o fazendo cair do banquinho do piano direto no chão:

— Vamos logo! — Minha voz de criança fala apreensiva. O puxo com tanta pressa que acabo o atrapalhando a levantar ao invés de ajudar.

Saímos por uma janela basculante minúscula e corremos até uma sequoia-gigante que se ergue magestosa no meio do campo desmatado. Essa especie tem dimensões tão enormes que, mesmo sendo um bebê, nossa arvore é maior do que uma casa.

Engatinho pra dentro de um espaço oco na raiz e Suga me segue, se acomodando ao meu lado dentro da árvore escura. Abraçamos os joelhos para ocupar menos espaço e deixar o outro mais confortável, enquanto trocamos um sorriso cúmplice com alguns dentes faltando.

Os passos chegam até nós:

— Estão aqui. — Um homem fala batendo no tronco da árvore.

Outro chega atrás dele:

— Essas pestes... Ainda bem que os compradores chegam na sexta.

— Podiam comprar os dois... Na verdade estou quase pagando pra alguém levar eles embora.

—  Só precisamos nos livrar de um, eles se comportam bem quando estão separados. Trabalham em equipe.

— Então ela faz a armadilha e ele atrai as vítimas com aquele rosto fofinho.

— É como açúcar no veneno, matam sem que perceba.

— Como vamos tira-los daí?

— Uma hora eles ficam com fome e saem. Aí vocês sabem o que vai acontecer, não sabem, pestes?

De volta ao presente, minha mão se move sozinha para a arma em minha cintura enquanto todas as lembranças voltam pra mim.

Eu a destravo e aponto para o Suga adulto no piano.

Tem tanta coisa acontecendo na minha cabeça que o chiado agudo, que agora sei que não é de uma furadeira, me impede de ouvir o que os outros estão gritando pra mim.

Parece que uma granada explodiu na minha orelha e só o que ouço é a minha voz o chamando:

— Yoongi.

Suga arregala os olhos ao me ouvir pronunciando seu nome verdadeiro.

Ele entende imediatamente que eu lembrei. De tudo:

— Poison...

— Como você pode? — Falo sem tentar controlar o sorriso incrédulo em meus lábios.

— Me escuta...

— Cala a boca! — O interrompo. — Você deixou eu me aproximar de você, deixou eu amar você de novo... — Continuo com uma careta que ilustra o meu mais puro nojo.

— Eu não planejei! Não planejei nada disso! Ia te deixar em paz depois de acabar com o Henry, mas as coisas tomaram outro curso, eu não podia te deixar sozinha!

Solto uma gargalhada e, quando acabo, dou uma fungada para impedir que meu nariz escorra:

— Claro, isso seria mesmo um absurdo.

— Eu era uma criança, Poison! Eu estava com medo! — Ele grita e levanta derrubando a cadeira pra trás. Também está chorando.

— Eu também era uma criança! Eu também estava com medo! — Grito mais alto.

Ele abaixa a cabeça derrotado enquanto soluça:

— Me perdoa... Por favor...

— Não.

Eu aperto o gatilho.

Pela primeira vez na vida acerto o alvo.

...



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