História Grand Pas De Deux - Suga - Capítulo 66


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Min Yoongi (Suga), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Min Yooongi, Suga, Yoongi
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Palavras 1.388
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 66 - Eu apenas sabia demais


Fanfic / Fanfiction Grand Pas De Deux - Suga - Capítulo 66 - Eu apenas sabia demais

     O interfone do meu escritório toca, já no começo de um novo dia:

     — Quem é?

     — Sou eu, hyung. — Namjoon fala do outro lado da porta de madeira.

Eu aperto o botão que abre a porta em baixo da mesa, ao lado do botão de emergência que liga pra todos os celulares da equipe:

     — Não entendo o porquê do interfone se você vê tudo pela câmera. — Ele diz entrando.

      — Pelo interfone eu posso mandar a pessoa embora sem ter nenhum contato. — Respondo sinceramente, mas Namjoon ri. — Aconteceu alguma coisa?

       — Sim, e não. Os negócios estão bem, mas aconteceu uma outra coisa. É melhor você sentar.

Eu suspiro e obedeço, tendo consciência de que o que virá a seguir não será agradável, mas também que nada me deixará pior do que eu já estou:

     — Diga.

     — Você desabou quando a Poison foi embora. — Ele começa devagar, com cuidado, e meu coração bate mais rápido ao ouvir o nome dela, fazendo todas as minhas certezas vacilarem. — Desabou de verdade, de uma forma que eu nunca tinha visto antes, mesmo te conhecendo a tanto tempo, por isso eu decidi não te contar nada antes. Achei que seria como quando um amigo termina o namoro e você evita falar da ex até que ele tenha superado, mas você simplesmente não supera, seu cachorrinho do caralho.

     — Para de enrolar, Namjoon. Fala logo.

Ele respira fundo:

     — Tudo aconteceu muito de repente, você perdeu a Poison do nada, sem poder se despedir, então, vou te contar uma história que você ainda não sabe, para que assim você possa, de alguma forma, se despedir e matar sua saudade, colocando um ponto final nisso.

     — Do que você está falando, Namjoon? — Minha voz sai trêmula, ausente de toda a segurança anterior.

     — Eu te contei que eu e minha mãe levamos uma criança ao orfanato, lembra?

Eu suspiro num misto de alívio e decepção, já sabendo o que ele ia falar:

     — Era a Poison, eu sei.

     — Mas eu não sabia... Eu era pequeno, e ela cresceu e mudou muito. Só descobri quando você me disse seu nome de verdade. Yoongi.

Eu o encaro, vacilante novamente:

     — O que o meu nome tem a ver com isso?

Namjoon suspira, se preparando para começar sua história:

     — Nós não levamos ela para o orfanato, apenas. Minha mãe nunca me deixou nem mesmo chegar perto de seu barco, mas um dia, ela me pegou pelo braço e correu pra dentro dele. Fomos para a parte rural da cidade, onde só se chegava pela água, e quando atracamos, tudo estava em chamas. Minha mãe ordenou que eu ficasse no barco, entrou em uma caminhonete e voltou minutos depois, segurando uma garota, maior que eu, pelos ombros e a conduzido com cuidado para o barco. A menina estava coberta de cinzas e não se movia ao menos que alguém a conduzisse. Quando o barco começou a se mover, ela caiu no chão e não se levantou mais. "Ajude ela, Joonie!" Minha mãe passou a viagem de volta inteira falando isso, mas a menina era muito grande, tudo que eu pude fazer foi segura-la para que ela não saísse rolando pelo convés. Você sabe quem essa menina era.

Poison.

Caralho, era a Poison.

Minhas mãos tremem, então eu as apoio no queixo para tentar firma-las. Apesar de histórias que envolvem Poison me afetarem de forma diferente, Namjoon não disse nada que eu não podia ter deduzido:

     — Ela morou com a gente por quase cinco meses. — Eu passo as mãos pelo cabelo e respiro fundo, tentando manter o controle. — Minha mãe sempre a chamou pelo nome real, então quando a chamavam de Poison aqui eu não liguei os pontos. Poison não falava, não se movia, e só comia quando abriamos sua boca, puxando seu queixo, e colocavámos a comida tão fundo em sua garganta que se ela não engolisse morreria engasgada. Minha mãe dava banho nela a cada três dias, porque ela não movia um dedo sozinha, a única vez que ouvíamos sua voz era quando ela gritava enquanto dormia "Yoongi!". Quando ouvi seu nome real, entendi tudo, todas as noites era a mesma coisa, "Yoongi!".Deus, como eu a odiava... Sempre tive minha mãe só para mim, recebia toda a sua atenção e, do nada, chegou aquela ameba, mais alta que eu, mais forte que eu, e sem precisar fazer as tarefas de casa como eu. Minha mãe cuidava dela como se fosse um bebê. Da primeira vez que minha mãe precisou sair e me deixar sozinho com ela, minha mãe colocou Poison no quarto e trancou a porta, depois me colocou no meu quarto, ajoelhou na minha frente e disse "Sabe por que ela é assim, Joonie? Por que eu ensinei a ela que toda vida é importante, assim como fiz com você, mas alguém que ela amava muito foi embora. Como você ficaria se eu fosse embora?" Eu respondi que ficaria muito triste e bravo, então ela continuou "Então, ela ficou muito triste e muito muito brava. Lembra do incêndio de onde a tiramos? Foi ela quem o provocou, porque ela estava tão triste e brava que ficou como é agora, machucou tantas pessoas que se sente culpada demais para voltar a si. Se ela ficar brava, eu quero que você corra pra bem longe, me ouviu?"

     — Ah, porra... Porra, porra, caralho...

     — Me deixe continuar. Eu te disse que a odiava e não obedeci minha mãe. Todas vezes que ela saía, eu arrombava a porta do quarto de Poison e brigava com ela. Batia nela, xingava ela, jogava o lixo nela e a obrigava cheirar a cocaína da minha mãe, porque pra mim, aquilo era a pior coisa do mundo inteiro. Mas ela passou mal, nunca se moveu, nem mesmo para limpar o sangue de quando eu me descontrolava e batia demais. Eu mesmo tinha que limpar para minha mãe não descobrir.

     — De onde viemos, quem ficava cansado morria, mas alguns eram bons demais para serem descartados assim. Pra essas pessoas eram dados estimulantes, para que elas pudessem trabalhar mais, foi assim que a pessoa que nos mantinha presos conheceu sua mãe. Ela era uma cliente fixa, porque precisava de cocaína para todas essas pessoas. Eu nunca fui bom o suficiente para receber, mas Poison sempre foi grande e forte.

     — Meu Deus... Em que tipo de lugar vocês viviam?

     — Continue sua história, Namjoon. — Eu digo ansioso para receber qualquer informação sobre ela, porque isso faz com que eu me sinta mais próximo dela.

     — Isso faz todo o sentido, é por isso que ela era resistente a cocaína... Mesmo assim, um dia eu fui longe demais. Minha mãe tinha uma vara de pescar e eu pensei que seria uma boa idéia bater na garota com ela... Mas quando ela viu, voou em cima de mim e me bateu tanto que quebrou duas costelas minhas. Não satisfeita, ela pegou um caco de vidro de algum vazo que quebrou no meio da confusão e me atacou com ele.

Namjoon levanta a camisa mostrando uma cicatriz perto do peito:

     — Vê alguma semelhança? — Ele pergunta.

Eu levanto minha camisa e vejo a cicatriz de bala que Poison deixou em mim. Fica exatamente no mesmo lugar que a de Namjoon:

     — Poison, mesmo que inconscientemente, escolheu o lugar exato para não atingir nenhum dos meus órgãos ou artérias, por milímetros de distância. Poison não queria me machucar, ela só queria ir embora. Ela sabia que se me machucasse, minha mãe não deixaria mais ela ficar. Poison não queria machucar ninguém com o incêndio, ela só queria ir embora. Ela sabia que, se tudo estivesse em chamas, alguém teria que vir para apaga-las. Poison não queria te machucar, Yoongi. Ela só queria ir embora.

Com lágrimas embaçando minha visão, pulo da cadeira e saio da sala.

"Preciso sair daqui. Preciso ir embora. Preciso de ar, não consigo respirar, merda, eu preciso..."


Namjoon segura meu braço:

     — Me desculpa. Eu era uma criança mimada e imbecil, e sempre me arrependi de ter tratado a Poison daquele jeito. Vou cuidar de você, considerando que estou me redimindo com ela.

Dou um soco na boca de Namjoon fazendo ele me soltar e vou embora.

...




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