História Grand Theft Auto - Capítulo 8


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Categorias TWICE
Tags Chaeyoung, Chaeyu, Dahyun, Dubchaeng, Jeongsa, Jeongyeon, Jihyo, Jitzu, Mina, Minayeon, Momo, Nayeon, Samo, Sana, Tzuyu
Visualizações 21
Palavras 3.779
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Resolvi trazer esse capítulo mais cedo do que o usual, porque o final de semana vai ser muito cheio e o tempo que tive foi durante a semana. Boa leitura.

Música nas notas finais.

Capítulo 8 - Antes do furacão


Fanfic / Fanfiction Grand Theft Auto - Capítulo 8 - Antes do furacão

A primeira coisa que Mina fez ao sair do armazém foi ligar para Chaeyoung. Enquanto isso a mais nova trocava de roupa em seu quarto, iria sair pela vizinhança quem sabe comer algo por aí com Dahyun:

– Alô. – Chaeyoung atendeu desconfiada, pois era um número desconhecido a ligando.

Sou eu, Mina. – A mais nova sentiu um arrepio na espinha, pois somente pensava em Jeongyeon fazendo algo ruim para as duas, ela desejava que fosse uma boa notícia. Pelo tom, talvez fosse.

– O que tá pegando? – Chaeyoung se sentou em sua cama.

Escuta, eu tenho que arranjar o dinheiro da casa que a gente derrubou. Então, eu estou montando uma equipe pra... Acho que você consegue adivinhar. – O rosto da mais nova se iluminou. Era sua grande chance. – O pagamento vai ser uma merda, e o risco vai ser alto, mas você pode aprender algo se estiver interessada. – Chaeyoung franziu a testa.

– Véi, você não é muito boa em convencer as pessoas, mas acho que tenho que começar em algum lugar.

Obrigada. – Mina soou feliz. – Quem sabe, algum dia, você possa arrumar suas paradas, seus próprios... serviços. Eu ainda preciso ajeitar algumas coisas, então pode salvar esse número que eu vou te ligar quando tudo estiver pronto. Meu parceiro Lester vai entrar em contato com os detalhes pra eu resolver.

– Tudo bem. Se cuida. – Chaeyoung suspirou e desligou. Mina sorriu para o celular antes de entrar no carro a fim de ir para casa. 

A garota levantou da cama para finalmente dar uma volta pela vizinhança. Enquanto se preparava para abrir a porta, ela escutou sua tia e outras mulheres na sala gritando e resolveu ir lá checar, só por precaução. Todas usavam roupas de ginástica e se alongavam pelo cômodo:

– Não quero nem saber. – Chaeyoung tinha uma cara de desconforto evidente. – Que porra é essa? Quer dizer, que merda está acontecendo aqui?

– O que você está fazendo aqui?! – A tia de Chaeyoung gritou.

– Eu moro aqui! – Chaeyoung a enfrentou. – Essa casa é metade minha.

– É o que você diz! – Houve um breve silêncio, enquanto se encaravam. – A Magenta está revigorando nossa feminilidade. Então pode ir embora, garota, você é louca.

– Com prazer. – Ela falou relativamente baixo e revirou os olhos.

– E não se meta em confusão! – A mulher gritou quando Chaeyoung estava quase saindo de casa.

E por falar em confusão, Dahyun estava logo na entrada de sua casa acompanhada com Stretch, um parceiro de gangue que havia sido preso e recentemente solto. Era um homem baixinho e de cabeça raspada com os olhos bem pequenos, felizmente não compartilhavam parentesco. Os dois usavam as cores da organização, não iriam chamar Chaeyoung para algo legal, com certeza não:

– Olha quem tá de volta nazárea! – Dahyun se aproximou com aquele sorriso brincalhão.

– E aê. – Chaeyoung cumprimentou Dahyun e passou direto por Stretch, aquele não era seu nome real, mas não diminuía o desprezo que Chaeyoung sentia por ele. Só arranjava problema e arrastava as duas, somente Dahyun era otária o bastante para continuar amiga daquele cara.

– Não, não, cê tem que mostrar um pouco mais de respeito. – Stretch soou choroso e batia palmas devagar.

– O homem que eles não conseguiram segurar tá de volta! – Dahyun falou e Chaeyoung se virou com uma feição em descrença.

– Porra, eu tenho que passar meu dia com um otário de meia-idade tentando ser adolescente, além da Dahyun, que ainda não parece ter saído da adolescência? – Stretch ficou mais sério.

– O que tu falou? – O homem se aproximou da garota.

– Senti saudade. – Chaeyoung sorriu de maneira falsa e começou a se afastar.

– Então cê sentiu saudade?

– Claro que não. – Chaeyoung parou e se virou. – Cê podia nunca mais ter dado as caras. Por isso eu peguei a tua mulher, assaltei a tua mãe e o melhor de tudo, não preciso pensar em você. – Dahyun não sabia aonde se esconder.

– Faz piada agora é? – Stretch riu. – Tô vendo que tá indo bem. – Ele apontou para a casa.

– Tô sim. – Chaeyoung fez uma careta.

– Mas eu conheço uns mano da prisão, que são mais corajosos do que você. Colhões, garota. – Realmente era difícil para o homem aceitar que uma pessoa baixinha e aparentemente frágil como Chaeyoung conseguisse se manter fora da polícia e ainda viver melhor do que muita gente na vizinhança.

– Então você ficou olhando pras bolas dos caras durante esse tempo todo na prisão? – Chaeyoung sabia que aquilo o iria irritar e tirar aquele sorriso nojento da cara dele. – É bom ter uma confirmação. – Stretch ficou bravo, mas deu para o ver respirando e se contendo para o desagrado da mais nova.

– Que engraçada! – Ele sorriu novamente e Chaeyoung suspirou. – Por que continua andando com essa palhaça, Dahyun? Dá um perdido nessa garota... Ou ainda tá arrastando caminhão por ela?

– A gente é da mesma quebrada! – Dahyun respondia sem jeito, ela estava extremamente vermelha. Chaeyoung notou, mas ignorou completamente. – Por que vocês não conseguem agir como pessoas normais! – Ela já estava mais recomposta.

– Quer saber? – Chaeyoung decidiu acabar logo com aquela discussão, ela havia cansado. – É bom que você voltou. Feliz que tá aqui. Saudades. – Ela falou rapidamente e com uma má vontade implícita. – Cê definitivamente se deu atrás das grades. – Ela sorriu maliciosamente. Stretch fechou a cara rapidamente e a empurrou. Chaeyoung somente abriu os braços pedindo calma. Ela adorava estressar aquele filho da puta.

– Fala sério! – Stretch bateu as mãos na bermuda. – Cê não tem porra nenhuma de respeito.

– Eu respeito a realidade, filho da puta. – Chaeyoung não tinha medo nenhuma daquele cara.

– Realidade? Certo, continua pensando assim. – Ele batia o punho em uma das palmas. – Cê vai ver.

– Vai se fuder. – Chaeyoung colocou as mãos nos bolsos do casaco.

– Eu juro que... – Stretch se distanciava.

– Ei cara, calma aí. – Dahyun fez com que Stretch se aproximasse novamente.

– Essa filha da puta tá dando nos meus nervos. – O homem batia a lateral da mão na palma da outra e Chaeyoung continha o riso ao ver aquela situação. Ele era mais baixo que ela. Dahyun era mais alta que os dois, então era mais engraçado ainda. – Você ainda deve tá toda apaixonadinha pra não ter dado um soco nessa daí!

– Ela dá nos meus nervos também! – Dahyun se pôs na frente. – É parte do charme dela! – Ela ficou vermelha de novo. Stretch riu. – Chaeyoung, vamo logo, mermã. Vamo só fazer o lance. Cê vai dirigir ou não? – Ela se aproximou da amiga com olhar de cachorra pidona e ainda um pouco corada.

– Dirigir pra onde? – Chaeyoung olhou bem nos olhos da outra.

– Catar o berro. – Aquilo significava loja de armas, ou seja, trabalho pesado ou precaução.

– Por quê?

– Negócios.

Chaeyoung entrou no carro com os outros dois e seguiram para a loja de armas, onde lá ela adquiriu uma escopeta com lanterna acoplada, seja lá que lugar é esse, foi recomendação do Stretch.

O destino era um centro de reciclagem, que naquele momento, com certeza não havia ninguém. Ficava em La Puerta. Já estava quase anoitecendo quando chegaram, eles desceram do carro e Chaeyoung já desconfiava de todo aquele “lance”. Ela pegou a arma e a levou enrolada no moletom, usava somente uma blusa preta:

– Como você achou esse lugar? – Chaeyoung perguntou enquanto subiam as escadas.

– Esse é o tipo de lugar onde não vão incomodar a gente. – Stretch ia guiando o caminho.

– É isso que me preocupa pra caralho. Sou mais do tipo que se esconde. – Chaeyoung subia apreensiva.

– Cê tá mais pra uma cuzona de merda. – Stretch falou e riu em seguida.

Eles subiram em torno de uns quatro lances de escada até chegarem a uma porta amarela grande. Dahyun abriu tranquilamente e já abriu um sorriso e começava a rir como se estivesse vendo um velho amigo. D os estava recebendo, um “Ballas”. Chaeyoung achou aquilo muito estranho:

– Dahyun Kim, como vai? – D cumprimentava a garota.

– Pera aí. Que porra é essa, véi? – Chaeyoung se pôs entre os três. – Cês iam sequestrar esse maluco!  - Dahyun e Stretch começavam a desconversar e mandar ignorar toda aquela confusão passada.

– Meu mano D, acabei de sair. Cumpri junto com uns dos seus. – Stretch apertava a mão do outro.

– Ei, isso aqui não tem nada a ver com você! – D deu um leve empurrão em Stretch.

– Quê? – Stretch olhou para as mais novas.

– Você sabe que elas aqui fizeram cagada!

– Que merda você tá falando? – Dahyun parecia confusa.

– Responde logo! – Chaeyoung estava começando a ficar estressada. A garota começou a escutar barulhos de armas sendo destravadas por detrás da porta.

– Que porra de barulho foi esse? – Dahyun se virou com um pouco de medo. Chaeyoung também procurava a fonte. Enquanto os outros discutiam, ela chegou mais perto da janela daquele andar e acabou visualizando carros com “Ballas” e os integrantes desciam dos veículos, todos armados, para dentro do prédio.

– Isso num é a polícia! – Chaeyoung falou alto para interromper a discussão dos outros. – Isso é alguma merda dos Ballas. Armaram pra gente.

Os outros começaram a discutir mais alto e Stretch sacou uma arma e começou a ameaçar D, foi questão de segundos até o homem dar dois tiros na cabeça do outro. Chaeyoung xingou a situação mentalmente. Ela pegou sua arma e vestiu o moletom rapidamente, precisava sair viva dali.

Stretch e Dahyun que estavam com armas mais leves iam à frente, enquanto Chaeyoung iria dando cobertura na retaguarda junta da escopeta:

– Como vocês são burros em querer contato com alguém que tentaram sequestrar, acharam que iria ser de boa conseguir fechar negócio com eles e a polícia corrupta? Tá tentando corromper a gangue como tentaram no passado, Stretch? – Chaeyoung falava após limparem o primeiro andar. – Cês planejaram como vamos sair daqui pelo menos? – O silêncio foi o suficiente para Chaeyoung praticamente rosnar de raiva.

– Sempre tem uma saída, nós vamos achar. – Dahyun falou enquanto recarregava sua pistola.

Eles limparam mais uns dois andares, mas não chegaram a ir ao térreo, pois a polícia havia chegado por lá e ainda tinha um helicóptero com um grande holofote para avistar suspeitos. Os três pularam pela janela e alcançaram o telhado da casinha de serviços ao lado do prédio principal e de lá foram pulando para outros telhados, um mais frágil do que o outro. O helicóptero acabava os perdendo de vista por diversas vezes, por conta do sobe e desce de um imóvel para o outro.

Quando conseguiram chegar à rua, eles apontaram as armas para um carro que passava por ali e entraram, Chaeyoung deu partida e agora precisava despistar a polícia, algo que ela já tinha experiência. Sorte que a garota também conhecia muito bem as ruas por ali, então foi até fácil se esconder.

Eles deixaram o carro um pouco distante da rua de Chaeyoung e seguiram a pé e em silêncio até chegarem perto da casa da garota:

– Cê tá cada vez mais cagueta. – Dahyun falou para a amiga. Ela sempre disfarçava momentos de desespero fazendo afirmações ou piadas sem graça.

– E eu concordo. – Stretch se pronunciou. Chaeyoung revirou os olhos.

– Eu só quero ganhar dinheiro sem ter que ser morta no processo. – Chaeyoung falou enquanto os outros já iam indo embora.

– Traiçoeira. – Stretch cutucou Dahyun para que ela soubesse a quem ele estava se referindo. A outra garota somente deu de ombros ao notar o dedo dele apontando para sua amiga.

– Vai lamber um cu, Stretch, seu filho da puta! – Chaeyoung falou em alto e bom som. A garota entrou em casa e respirou fundo, felizmente ainda estava viva. Ela agora só queria sair daquela vida mais do que nunca.

 

 

 

 

 

 

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O dia seguinte estava perfeito para uma praia, mas Mina só queria saber de ver um bom filme naquela grande televisão na sala de estar. A mulher foi à cozinha e encheu uma bacia com salgadinhos, então foi para o sofá.

Os primeiros minutos estavam sendo agradáveis até seu filho começar a arruinar tudo, ele estava jogando com a porta aberta e Mina escutava vários absurdos saindo da boca do garoto. Ela levantou-se com raiva e foi até lá. Encontrou seu filho afundado na cama com fones possuindo um microfone acoplado. Ele xingava horrores:

– Que bosta tá fazendo? – Mina apareceu ao lado do garoto claramente estressada.

– Nada. – Jimmy falou baixo.

– É mesmo? – Ela sorriu sem mostrar os dentes. – Porque só tô ouvindo “hermafrodita” aqui, “chupar pau” ali.

– Vai embora. – O garoto se movia mais para o lado tentando ver melhor a televisão.

– O quê?! – Mina estava brava pelo descaso do filho.

– Vai ver seu canal favorito. Assistir um pornô. – Jimmy realmente pouco se importava. Aquilo foi o estopim para Mina, que pegou uma cadeira próxima e jogou com tudo na televisão, fazendo com que ela quebrasse e caísse.

– Vai se fuder! – Ela falou com raiva.

– Mas que merda! – O garoto se levantou indignado.

– Seu fedelho mal educado! – Mina andava pelo quarto.

– Não acredito que fez isso! – Jimmy tinha a voz chorosa. – Minha televisão!

– Não fale comigo desse jeito! – Ela se aproximou apontando um dedo na cara do garoto.

– Não acredito nisso, sério. – Ele estava praticamente chorando. – A mãe Nay estava certa sobre você. Você não tem jeito, não vai mudar. Você é uma pau no cu.

– É mesmo? Então por que não faz algo a respeito? Além de ficar aí parado como um grande inútil! – Mina o encarava. – Vem pra cima de mim! – Jimmy se encolhia.

– É isso que você quer? Apanhar do próprio filho?

– Quero... Não... – O raciocínio de Mina estava ficando complicado com tanta raiva para gerenciar. – Só quero que faça algo além de ficar sentado aí... comendo.

– Ótimo. – O garoto chorava. – Obrigado pelo conselho, mãe. Significa muito pra mim.

– Espera! – Mina tentava se recompor. – Eu só estou tentando te ajudar. – Ela não estava mentindo, a mulher só não sabia agir como uma mãe normal.

– Não tem jeito melhor de dizer “eu te amo” como quebrar a porra da minha televisão! Nada mesmo. – Mina pegava a cadeira que havia jogado e a colocava no lugar certo.

– Desculpa. – Mina falou ao notar seu filho soluçando de chorar. – Eu queria que fizéssemos coisas juntos.

– É? Que coisas? – O garoto a encarou.

– Não sei. – A mulher usou um tom firme.

– Fazer caminhada, jogar bola. – Mina até sorriu um pouco.

– Você sabe que minhas glândulas não funcionam direito! – Jimmy falou em meio ao choro.

– Andar de bicicleta, então! – Mina tentou fazer a feição mais simpática possível.

– Andar de bicicleta? Você quer andar na porra de uma bicicleta? Beleza! Ok, vamos andar de bicicleta, porra! – O garoto saiu do quarto e foi logo para o carro, Mina mordeu o lábio inferior com raiva e foi pelo mesmo caminho.

Ao entrar no carro, Mina já havia ouvido mais algumas reclamações do filho, a mulher estava prestes a explodir, ela se segurava bastante:

– Você tem sorte de sair de casa depois de aprontar aquela do barco. – Mina falou se contendo e felizmente o garoto se sentiu um pouco mais culpado.

– O que tem de errado? É só você fingir outra morte e começar do zero! – Jimmy não se manteve calado para a infelicidade da mulher. – Como é que posso desenvolver minha sensibilidade moral se a sua é absurdamente fodida.

– Não força a barra! – Mina dirigia rapidamente até a praia.

– Sério, uns caras pegam seu barco emprestado...

– Emprestado? Você se trancou no banheiro gritando sequestro!

– Eles só levaram sua propriedade com pagamento pendente.

– Se alguma coisa aconteceu diferente do que você me contou, você é o responsável!

– Certo! Eles roubaram, caralho! E quem sabe o que fariam se tivessem me encontrado! Mas eu não queria e nem esperava que eles morressem!

– Você acha que eu iria deixar aqueles caras se mandarem por aí levando o meu filho? E eu nem matei todos... Tá vendo meu barco aqui por acaso?

– Eu sabia que você era uma mulher má, mas...

– Uma mulher má?

– Uma pilantra, assassina, ladra, mentirosa!

– Eu acho que fui todas essas coisas em algum momento, né? É só que...

– O quê? – Jimmy falou e logo deu pequenos gritos, pois sua mãe fazia manobras arriscadas na rua. – Você está dirigindo como uma psicopata, Mina. Dá pra perceber? Ou você está tão chapada no seu senso bizarro de feminilidade que acha que é normal?

– Cala a boca. Eu só acho que seria melhor pra nós passarmos menos tempo possível dentro desse carro. – Mina estava estacionando o carro na praia, perto da locadora de bicicletas.

– Meu Deus. Você acha que eu tenho dificuldades de aprendizado, hein? Dê uma boa olhada no espelho, parceira. Não sou eu quem não respeita o próximo. – Mina revirou os olhos. – Por favor, não atire no cara da locadora só por força do hábito. – O garoto falou seriamente para a mãe, que somente deu de ombros.

Os dois alugaram as bicicletas e Jimmy já foi fazendo uma aposta de corrida com a mãe, se ela perdesse, teria que comprar uma televisão nova para ele. E se ela ganhasse, ele teria que fazer algo da vida e pagaria pela própria televisão.

Jimmy se esforçou ao máximo para chegar ao final do píer. Mina seguia na frente sem dificuldade, mas apesar de não estar acima do peso, ela era bem sedentária, então quando chegou, ela estava exausta:

– Parece que você vai ter que comprar sua própria televisão. – Mina descia da bicicleta extremamente ofegante, enquanto observava seu filho fazer o mesmo.

– Sabe, isso é bem legal, mãe. Se aproximar do filho, bons momentos.

– É, tá, eu dei o máximo que pude. – Mina sorria com orgulho de ter aguentado o trajeto. – Qual é? Estamos nos divertindo, não é?

– Você não reconheceria diversão por nada nesse mundo. – Jimmy olhou a mãe com a testa franzida.

– Qualé! – Mina fechou a cara.

– Por que eu tenho que segurar sua mão e servir de suporte enquanto você está nessa palhaçada de crise da meia-idade? Por que não se intromete na vida da Tracey de vez em quando?

– Porque a Tracey não compra carro sem ter dinheiro. A Tracey não é sequestrada, nem destrói o meu iate.

– Isso é porque ela está ocupada demais sendo comida por caras pra aparecer na televisão! – Jimmy estava visivelmente com raiva.

– Não fale da sua irmã assim! – Mina acabou fazendo o filho se encolher, pois ela ficou ainda mais estressada.

– Desculpa, mas é verdade. De acordo com o perfil dela no Live Invader, ela está com produtores e uns caras da indústria pornô agora à tarde.

– Do que você tá falando? – Mina sorria de nervosa.

– Na verdade, está tudo acontecendo bem ali – Jimmy apontou para o mar e Mina pôde ver um iate com alguns jet skis estacionados por perto. – Naquele barco que faz o seu parecer um bote salva-vidas. Aquele tipo de barco que faz uma garota jovem abrir as pernas? – O garoto olhava para os lados.

– Foi por isso que aceitou vir aqui não é? Seu merda. – Mina falou e somente tirou as chinelas antes de pular no mar. Jimmy até tentou impedir, mas era tarde.

Felizmente Mina ainda possuía resistência para enfrentar o mar nadando. A mulher também estava com raiva e isso a impulsionava melhor do que qualquer merda motivacional.

Ela subiu no barco e escutou um som até alto e a voz de sua filha conversando. Mina encontrou Tracey dançando, felizmente vestida, e alguns rapazes e garotas a observando. A mulher se aproximou, pegou a caixinha de som e a arremessou no mar:

– Vem, filha. – Mina pegou a filha pelo braço da maneira menos bruta. Ela sabia que Tracey era ingênua e talvez estivesse achando tudo aquilo certo. – Vou tirar você daqui.

– Pai, você está me envergonhando, esses são meus amigos. – A garota falou e Mina pôde ver a ingenuidade no rosto da filha.

– Você tá envergonhando ela, senhora. – Um rapaz atrás de Tracey falou.

– Eles estão fazendo filme pornô aqui! – Mina soou brava.

– Eles fazem pornô por toda a cidade! – Mina franziu a testa ao escutar aquilo. – A mãe Nay alugou a nossa casa pra eles no verão passado. - Mina piscou e mexeu a cabeça várias vezes em descrença.

– Aquela era sua casa? Era o bicho! – Outro rapaz começou a falar e o restante concordava. Mina os olhava, incrédula.

– Vamos embora! – Ela começou a puxar a filha.

– Você acha que tô participando dos filmes? – Tracey tinha uma feição confusa. Mina a puxou com um pouco mais de força, queria levá-la até os jet skis e ir embora.

– Ei, isso não é legal! – Um rapaz começou a se levantar e os outros o apoiavam. Mina, ainda segurando a filha pelo braço, ainda conseguiu empurrar um dos homens no mar somente com uma mão.

– Você é uma idiota! Como você pôde fazer isso? Eu gostava dele! – Mina escutava sua filha enquanto a puxava para a saída. – Esse pessoal é perigoso, você tem que ter cuidado!

– Eu também sou! – Mina a colocou no jet ski, então subiu e o ligou. Sorte que ele estava com a chave na ignição.

Quem tá fazendo essa bagunça no meu barco?! – Elas escutaram um homem mais velho falando no andar de cima, então se apressaram para sair.

Tracey tentava controlar os gritos, pois Mina ia com toda velocidade possível. Quando os tiros começaram, a mais velha entrou em um dos túneis que iriam dar nos canais de Los Santos. Dando a volta por lá, ela conseguiu despistar os dois homens que as seguiam, felizmente, pois Mina não estava armada:

– Vamos voltar pro Jim, lá na orla! – Mina falou alto por conta do barulho do jet ski. Tracey estava calada, ela só se pronunciou quando desceram do veículo e foram até onde o garoto estava.

– Já te vi, traidor! – Tracey falava melodicamente para assustar o irmão, que coçava a cabeça. – Você! – Ela finalmente explodiu indo para cima do garoto. – Seu pau no cu!

– Ela que é a pau no cu! – Jimmy conseguiu se salvar antes de apanhar da irmã. Ela se virou e encarou a mãe. – Ela detonou minha televisão e me trouxe pra cá. A praia, com a pele que eu tenho!

– Então você manda ela atrás de mim pra estragar meu dia também? – Tracey voltou-se para o irmão.

– Eu não sabia que ela iria atrás de você! – Jimmy tentava se defender. – Eu só falei onde você estava! Sabe que ela tem aquele olhar insano. Daquele jeito que ela fica de vez em quando sabe? Ela pirou.

– Vou pegar um táxi. – Tracey falou após respirar fundo.

– Eu vou com você! – Jimmy saiu correndo atrás da irmã.

– Eu levo todos nós pra casa! – Mina finalmente abriu a boca.

– Você acabou com a minha vida! – Tracey se virou com a voz embargada. Os dois filhos de Mina saíram e a deixaram sozinha. A mulher nunca se sentiu tão fracassada. E em meio a essa situação, seu celular tocou.

 

 

Ei, Mina. – Era Lester. – Está pronta pra receber os detalhes?

          

        

 

        

 


Notas Finais


Música: https://www.youtube.com/watch?v=q7NhHbREvoI

Espero que tenham gostado <3


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