História Gravida - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 760
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Capitulo 2


– Não vá muito longe, James. – Falei assim que soltei sua mão quando chegamos ao parquinho

Passaram-se três anos desde que James nasceu e nada poderia ser melhor do que tê-lo. A cada dia que passa, ele se parece mais com o pai e isso não é mais problema para mim.

Sempre que saio com James eu vejo Harry nos olhando de longe, mas ele nunca teve coragem suficiente para se aproximar de nós.

Sentei-me no banquinho que ficava de frente para os brinquedos e me dava toda a visão do que o James fazia. Agora ele brincava com uns garotinhos que encontramos sempre por aqui.

James tem cabelos castanhos com cachinhos, olhos verdes e covinhas exatamente como o pai, ninguém podia negar que ele é filho do Harry.

Às vezes ele me pergunta sobre o pai, mas eu logo dou um jeito de mudar de assunto que ele nem percebe.

Vi de canto de olho alguém se sentando do meu lado, sem nem prestar atenção continuei olhando James que descia no escorregador.

- Ele cresceu rápido. – ouvi a voz rouca de Harry, ele era a pessoa que estava ao meu lado.

– Se para você ele cresceu rápido, imagine para mim que sou a mãe. – falei sem olhá-lo

– E eu sou o pai dele! – encarei-o com cara de deboche

– Serio? Agora ele tem um pai? – perguntei irônica

– Stella eu era um moleque, não sabia o que fazer e...

– Resolveu pular fora me deixando sozinha. – o interrompi – Conheço essa história.

– Eu não pulei fora, eu sempre estive com vocês, só não perto suficiente para me verem. – neguei com a cabeça

– Você acha que eu não via você escondido nos observando?! – o encarei – De que isso adianta se você não passou noites acordado ao meu lado quando o MEU filho estava doente. Quando ele disse sua primeira palavra ou quando ele deu seus primeiros passos. Observá-lo de longe não ameniza sua rejeição, nada vai mudar o fato de você não aceitá-lo. – vi seus olhos se encherem de lágrimas

– Eu queria tanto mudar o passado... Eu amadureci e vi o quanto eu fui idiota por deixá-los ir. – passou as costas da mão para limpar as lágrimas que escorriam pelo seu rosto

– Você não pode mudar o passado, mesmo se pudesse eu não esqueceria. – voltei meu olhar para James

– Posso te fazer um pedido? Eu sei que eu não tenho esse direito, mas... Me deixe conhecê-lo? – ele segurou minha mão entre as suas

– Sabe Harry... – puxei minha mão – Se você me fizesse esse pedido há três anos eu o negaria. – ele abaixou a cabeça – Mas ser mãe me ensinou muita coisa e eu não sou mais a garota magoada e abandonada que você deixou. Eu deixo você conhecê-lo, só vai com calma.

– Obrigado! – deu um pequeno sorriso

[...]

Fazem dois meses desde que James sabe que tem um pai, quando contamos a ele o baixinho quase teve um infarto de alegria, qualquer coisa que fazia queria que Harry estivesse com ele.

Harry vem buscá-lo todo final de semana, pagá-o no sábado e o entrega no domingo.

Nos primeiros finais de semana eu senti tanta falta do meu menininho que até pensei em não deixá-lo ir para casa do Harry, mas só de pensar no rostinho triste dele eu deixei que continuasse visitando o pai.

Agora mesmo eles acabaram de chegar de um dos finais de semana que eles chamam de "diversão para homens".

Abri a porta e James pulou em meu colo, distribui vários beijos em seu rosto ouvindo sua gargalhada gostosa.

– Achei que você tinha me abandonado. – falei fazendo bico com James ainda em meu colo

– Eu e o papai fomos tomar sorvete. – disse animado

– Antes do jantar? – encarei Harry fingindo estar brava

– Ele que pediu, não tem como resistir a esses olhinhos pidões. – deu de ombros

– Eu sei bem como ele é... – sorri colocando James no chão e o mesmo correu para dentro de casa – A propósito, oi Harry!

– Oi Ste! – inclinou-se para me beijar, mas eu virei o rosto.

– Já conversamos sobre isso... Não vamos misturar as coisas. – dei espaço para que ele entrasse

– Desculpa!

Assim que Harry entrou, fechei a porta e fui até a sala sentando-me na ponta do sofá e ele em outra.

Quando aceitei que ele poderia ser um pai presente na vida de James, deixei bem claro que não seriamos mais nada além de pais do mesmo filho e talvez amigos. Ele conseguiu minha amizade e ainda arisca ser algo a mais, porém, eu não o darei a chance de quebrar o meu coração outra vez.

 



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