História Grávida de uma adolescente. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Amor, Camren, Fifth Harmony, Romance
Visualizações 734
Palavras 3.935
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo 01


Fanfic / Fanfiction Grávida de uma adolescente. - Capítulo 1 - Capítulo 01

Point Of View Camila Cabello.

03 de março.

Mas um dia repleto de coisas monótonas e repetitivas se iniciava em minha vida, mas uma vez acordando antes do despertador tocar, não sei porque ainda programo essa coisa se nem utilizo.

Bem que eu queria ficar aqui morfando sozinha, assim talvez esse dia passasse mais rápido.

Você deve está se perguntando porque essa depre toda logo cedo?

Antes de mais nada, me chamo Camila Cabello e hoje é meu aniversário de 17 anos; sei que pra muitos seria um dia muito especial, que eu devia comemorar e um monte de blá blá blá. Porém pra mim não é assim que as coisas funcionam, e isso é uma verdadeira merda.

Essa data não me trás boas lembranças, não é uma data que eu comemoro á muito tempo, na verdade nunca comemorei de forma significativa.

E o grande motivo disso, é porque não há o que comemorar, não há motivos pra isso com a vida que eu tenho.

Bom, eu precisei sair de casa aos 14 anos, neste mesmo dia. Pois eu não aguentava mais ser o motivo das brigas dos meus pais, não aguentava mais ser agredida com palavras e ações, por não ser como eles queriam que eu fosse, sair de lá porque eu não queria que minha irmãzinha crescesse da mesma forma que eu cresci e antes que tudo piorasse eu preferir fugir, e parece que eu fiz o certo, pois eles estão muito felizes sem mim.

Apenas Sofia que sente minha falta, mas ela é muito pequena para entender tudo ainda.

Vocês devem está meio perdidos, mas eu irei explicar direitinho.

Devido a complicações na gestação de minha mãe, eu nasci intersexual, explicando sem termos médicos eu nasci com um pênis, que louco não é? uma garota com um pênis. Pois é, ainda tento entender o que se passa comigo até hoje.

No início meus pais achavam que eu era um menino, e quando nasci, junto aos exames veio a decepção.

Creio que eles não me entregaram para um orfanato por pura pena, ou sei lá o que se passou na cabeça dos dois.

Acho que minha vida poderia ter sido um pouco melhor se eles o tivessem feito, de que adianta me manter numa casa onde eu não recebia um bom tratamento, onde não havia amor e compreensão dirigidos a minha pessoa? Eu estava tentando entender a mim mesma, e vinham apenas cobranças e mais cobranças pra que eu fosse o que eu não era.

Então no meu aniversário de 14 anos, decidir sair de casa, pois chega um momento na vida que nós simplesmente cansamos de ser o saco de pancadas de alguém, a única pessoa naquela casa que me importa hoje em dia é minha irmãzinha, pois ela não tem culpa de nada e sempre me tratou bem.

Pra você que está pensando que meus pais são uns monstros, idiotas por não me procurarem, eles até podem ser, mas deixei de me importar, afinal era o que faziam comigo.

Não vou mentir dizendo que não foram atrás de mim, eles até me procuram, mas por medo de sofrerem algo mediante a justiça, então pra acabar com isso, e pra que eu arrumasse pelo menos um bom emprego pra me manter sozinha, assim que completei 16 anos, pedi minha emancipação, o que parece ter sido um alívio para os dois, que me deram sem reclamar.

Então basicamente vivo sozinha a quatro anos, não posso dizer que é incrível e libertador, mas foi o melhor pra todos.

Não pensem que estou me lamentando, eu fiz minhas escolhas e arco com elas, prefiro está sozinha do que ter todos os dias minha autoestima que já não é muito boa, jogada no fundo do poço.

Assim que o despertador toca, levanto-me em um pulo, precisava pegar o ônibus cedo se não quisesse me atrasar para aula novamente.

Sigo para o minúsculo banheiro que havia ali, eu vivia em um pequeno quadrado, onde havia, uma cama, um pequeno guarda-roupa, uma TV, alguns utensílios de cozinha essênciais pra sobrevivência e o banheiro, era o que eu podia pagar com o que eu ganhava.

Faço minha higiene matinal, tomo um banho rápido e saio enrolada em uma toalha, escolho uma roupa qualquer no pequeno guarda-roupa vestindo em seguida.

Assim que já me encontro totalmente pronta pra mais um dia, como um pouco de cereal com leite, recolho meus pertences, e saio do apartamento, se é que eu poderia chamar assim.

Desço as escadas sem pressa, por um milagre ainda não estava atrasada.

_ Bom dia Mila! _ cumprimenta o senhor assim que me aproximo.

_ Bom dia James, como está? E Angeline?_ indago.

James e Angeline eram dois senhores, e ótimas pessoas, eram donos do prédios em que moro atualmente, eles foram as únicas pessoas que me ajudaram no início quando estava precisando de um lugar pra ficar, mesmo sem ter dinheiro pra pagar eles me cederam um quarto até que eu pudesse pagar.

Pode parecer pouco, mas pra quem sobrevive do dinheiro que ganha naquele lugar, um aluguel a menos faz muita falta, e eu agradeço até hoje por eles terem aberto as portas pra mim, pois eu não sei onde estaria hoje.

_ Estamos bem, e você? Notei que chegou tarde ontem. _ fala.

_ Precisei fechar o café, e um dos clientes demorou a se retirar ontem! _ digo suspirando.

Eu estava cansada, e não tive uma boa noite de sono, ainda bem que eu não precisaria trabalhar hoje.

_ Parece cansada Mila. _ diz me analisando.

_ Eu realmente estou, e antes que eu me esqueça aqui está o dinheiro do aluguel. _ entrego a quantia para o senhor a minha frente.

_ Você sabe que não precisa se preocupar com isso não é? Nós sabemos o que tem passado menina._ diz.

_ Já fiquei muito as custas de vocês aqui, não se preocupe que está tudo sobre controle. _ digo.

_ Camila, você tem se alimentado direito? Você chega tarde, mal vejo durante a semana e está tão magra, você deveria ficar com o dinheiro e compra comida. _ diz preocupado.

_ Esse mês eu consegui fazer as compras, graças às horas extras, está tudo sobre controle, agora preciso ir, mande um beijo pra Angeline!_ digo me debruçando sobre o pequeno balcão e depositando um beijo na bochecha do senhor.

_ Farei isso querida, tome cuidado, e feliz aniversário, passe amanhã lá em casa, Angel sente sua falta._ diz sorrindo.

_ Obrigada, farei isso._ agradeço retribuindo o sorriso e saindo dali.

Não era porque eu estava de mal humor, que descontaria nas pessoas, não é mesmo?

Ainda tinha que esperar o ônibus.

(...)

Depois de um dia cheio de aulas chatas, eu me encontrava no estacionamento da escola.

_ Vamos Mila, é seu aniversário, precisamos comemorar! _ insiste mais uma vez.

Comemorar o que? Nada na minha vida tem o que se comemorar, era apenas uma data qualquer, como todas as outras, e ela sabia disso, mesmo assim insistia.

_ Dinah como eu vou entrar em uma balada sendo menor? você também não pode. _ justifico, arrumando o óculos em meu rosto.

Além do mais eu não queria ir também.

_ Eu dou meu jeitinho, você sabe que eu sempre consigo o que quero. _ diz brincando com as sobrancelhas.

Realmente.

_ Não tenho roupa. _ arrumo outra desculpa.

_ Não seja por isso, você vai amar meu presente! _ fala animada batendo palmas.

Eu conheci Dinah a dois anos, quando eu conseguir uma bolsa integral em uma das melhores escolas de Miami, na qual estou até hoje, pelos menos uma coisa boa na minha vida, desde do meu primeiro dia, ela se mostrou uma ótima pessoa, me ajudou muito e acabamos nos tornando melhores amigas.

_ Não tenho escolha não é? _ falo já me dando por vencida.

Eu sabia o quanto era difícil contrária-la, a única coisa sensata que eu devia fazer, era aceitar.

_ Não, te pego as oito pra que possamos nos arrumar lá em casa, e não vem inventar desculpas. _ fala.

_ Tudo bem, eu vou, só não me mete em roubada, por favor._ digo.

_ Eu eu sou do tipo que te mete em roubada, meu nome não é Shawn. _ fala.

Shawn Mendes era um outro amigo meu, mas que hoje não apareceu na escola, falaria com ele na cafeteria amanhã, e saberia o porque disso.

_ Vocês me metem em furada sempre, considerem-se empatados nesse quesito. _ falo e ela finge está ofendida.

_ Prometo que dessa vez não, agora eu preciso ir, fiquei de buscar meus irmãos na escola, dê um beijo na Sofia por mim! _ fala me dando um abraço e em seguida vai em direção ao seu carro.

Eu poderia até pegar uma carona, como ela ofereceu mais cedo, mas nossos destinos eram completamente opostos, ela iria pro centro, e eu ainda precisava busca Sofia pra passar algumas horas com ela, como já havia prometido.

Estava caminhando pelas ruas, quando sou surpreendida por três garotos.

Já devia está acostumada com isso.

_ Olha só, ela não está com a protetora hoje, uma pena não é pessoal? _ diz parando na minha frente, e os dois patetas ao seu lado concordam.

O ruim de ser bolsista em uma escola cheia de riquinhos mimados e preconceituosos, era o bullying.

Uma coisa que eu aprendi a lidar com o tempo.

_ Não vai falar nada aberração? _ provoca, e eu desvio deles continuando a andar.

Sim eles sabiam sobre minha condição, na verdade todos sabiam naquela escola, devido a um descuido da minha parte a um tempo atrás.

O segredo era apenas ignorar os comentários maldosos, vivi anos assim, uma hora você acostuma.

_ Estou falando com você garota, ou seria garoto?! _ grita me empurrando, por pouco eu não caio no chão.

Isso quando não há agressão física.

_ Brad, eu só quero ir pra casa em paz. _ digo, eu estava tão cansada disso, nunca fiz nada pra ninguém, porque insistem e implicar comigo?

_ Você acha que eu vou perder a oportunidade de descontar as vezes que eu fui pra detenção por sua culpa e daquela vagabunda. _ fala, me fazendo trincar o maxilar de raiva, eu odiava que ele falasse mal de Dinah.

_ Você é um idiota! _ falo e mais uma vez sou empurrada, dessa vez batendo as costas no murro da escola, fazendo com que eu reclame devido a dor do impacto.

_ Repete o que disse. _ fala Brad me pressando contra a parede.

_ Idiota, é isso o que você é. _ falo e acabo ganhando um soco no estômago, me fazendo perder o ar por alguns minutos.

_ Larga ela. _ grita um homem do outro lado da rua, antes que ele me batesse novamente.

Pelo mesmo dessa vez, alguém fez algo.

_ Sujou. _ Luís grita e os três saem correndo dali.

Deixo meu corpo cair no chão, devido a dor que eu ainda estava sentindo.

Que droga.

Bando de imbecis covardes, bem que eu devia ter reconsiderado a ideia de passar o dia inteiro na cama.

Pelo menos não quebraram nada meu dessa vez.

_ Você está bem? _ pergunta o homem ao se aproximar de mim.

_ S-sim, obrigada. _ agradeço deixando minha cabeça apoiada nos meus joelhos.

_ Você não me parece bem, você conhece aqueles garotos? _ fala.

_ Se não estou, irei ficar, não precisa se preocupar. _ digo desviando da pergunta, e respirando lentamente.

Ainda sentia uma leve dor, mais daria pra lhe dar com isso.

_ Desculpe não queria ser evasivo, Não quer ir a um hospital? _ indaga tocando em meu braço, finalmente me fazendo olhar pra ele.

Era um homem de no máximo 24 anos, cabelos bem alinhados olhos verdes, em algumas tatuagens no braço, era bonito, apesar de não fazer meu tipo.

_ Não quis soar grossa, eu estou bem, não preciso ir ao hospital, mas obrigada por se preocupar._ digo tentando me levantar, e ele me ajuda no processo.

_ Tudo bem, eu me chamo Harry e você? _ indaga.

_ Camila, realmente muito obrigada, mas eu tenho que ir. _ digo.

_ Não quer que eu lhe acompanhe, caso eles apareçam novamente? _ indaga.

_ Não precisa se incomodar. _ falo.

_ Não é incomodo algum, vamos?. _ fala.

Ainda meio receosa, apesar dele ter acabado de me ajudar, aceitei sua companhia e seguimos conversando coisas aleatórias até o ponto de ônibus, ele parecia indignado com o que aqueles garotos fizeram, isso porque ele não viu nem um terço do que eles aprontam pra cima de mim, Harry ficou ao meu lado até meu ônibus aparecer, onde agradeci mais uma vez e seguir meu caminho.

Ainda bem que existiam pessoas boas nesse mundo, se ele não aparecesse com toda certeza eu estaria com uma porção de roxos pelo corpo agora, mesmo sentindo dor, eu ainda precisa cumprir minha promessa para Sofia.

(...)

_ Então o que você vai querer comer pequena? _ questiono para a garotinha que caminhava saltitante ao meu lado.

Havia acabado de buscar-la na escolinha, e fui recebida por muitos beijos e abraços.

Pelo menos uma vez no mês eu tentava fazer isso, eu sentia falta dela, mas com o pouco tempo livre que eu tinha era um pouco complicado, mas a maioria das vezes eu conseguia.

_ Quero milk-shake Kaki! _ diz com os olhinhos pidões.

_ Então será Milk-shake! _ falo e ela comemora.

Caminhamos em meio a conversas animadas, onde ela me contava como foi na escolinha, andávamos pelo meu antigo bairro, era o único lugar que Sinuh me permitia passear com ela.

Eu não reclamava, desde que eu estivesse com minha irmãzinha, assim que entramos no estabelecimento fiz o pedido, o que foi logo entregue.

_ Você não vai pedir pra você? _ indaga ao sentarmos em uma das mesas.

_ Não meu amor, pode tomar, a mana não quer nada hoje. _ digo.

_ Mas é seu aniversário Kaki! _ argumenta.

Eu não podia me dar ao luxo de gastar o restante do meu salário todo, então o máximo que eu poderia comprar era um e a prioridade era ela.

_ Eu sei princesa, mas Dinah me fez comer muito no almoço, ainda estou cheia. _ digo o que não era totalmente mentira, DJ só faltou comprar a lanchonete toda, segundo ela eu estava muito magra e precisava me alimentar.

Ela sabia tudo do que eu passava, e muitas vezes tentava me ajudar, mas nem sempre eu aceitava, afinal ela era minha amiga, não meu banco particular.

E mesmo que ela ficasse chateada por não aceitar certas coisas vindo dela, ela procurava entender meu lado.

_ Quando você vai voltar pra casa kaki? _ questiona Sofia, roubando toda minha atenção.

_ Já falamos sobre isso Sofi, eu não vou voltar pra casa, eu já tenho minha casa. _ digo.

_ Mas você nunca me leva lá, eu sinto sua falta. _ fala emburrada.

Sofia tinha apenas três anos quando sair de casa, nós éramos super apegadas, não era porque nossos tratamentos eram diferentes dentro de casa, que eu deixava de amar aquela garotinha, ela iria fazer 7 anos daqui um mês e ainda não aceitava não me ter por perto o tempo todo.

_ Na nossa próxima saída, levo você até minha casa, mas sem dizer nada pra sua mãe. _ digo.

_ Estou de acordo. _ fala sorriso sapeca.

Nossa tarde foi incrível, como sempre é, depois dela terminar de tomar seu Milk-shake, passamos o restante do dia no parque que havia ali, brincamos, corremos, até que deu a hora de levá-la pra casa.

_ Vamos Mila, quero te mostrar minha nova boneca._ fala me puxando pra dentro da casa, sem me deixar argumenta.

Assim que passamos pela porta, meu corpo travou ao ouvir-lo.

_ O que você está fazendo aqui? _ indaga em um tom sério.

Droga, não era ele está aqui ainda, porque Sinuh não me avisou, que merda.

_ Eu só vim deixar Sofia. _ digo e o homem me olhar com raiva.

Eu nunca descobri o motivo de tanta raiva contra mim, chegou um momento que eu simplesmente cansei de tentar entender, não me fazia bem.

_ Sofia suba para o seu quarto! _ diz sem nem olhar para a garota.

_ Mas eu queria... _

_ Sem mas, suba agora. _ fala.

_ Tchau kaki! _ diz a garotinha triste e eu me abaixo depositando um beijo em sua bochecha gordinha.

_ Tchau pequena, obrigada pelo dia incrível._ falo entregando sua mochila.

Assim que a garotinha subiu as escadas, sumindo de nossas vistas, o homem se dirigiu a mim.

_ Quantas vezes eu já falei que não quero você com minha filha? _ pergunta.

_ Ela é minha irmã, tenho direito de passar um tempo com ela._ falo

_ Você não tem direito nenhum, não quero mais Sofia saindo com você, e não quero você pisando na minha casa. _ diz pegando em meu braço e me puxando até a porta, me jogando pra fora da casa.

_ Você não vai me impedir de ver minha irmã, e não se preocupe que não faço questão de vim aqui. _ digo.

_ Karla tem direito de ver Sofia Alejandro! _ fala Sinuh finalmente aparecendo.

_ Se você chegar perto dela, irá se arrepender. _ fala.

_ Karla deixa que eu resolvo isso, só vá embora. _ diz Sinuh.

_ Eu não deixarei de ver minha irmã por sua estupidez. _ digo saindo dali com raiva, antes que as coisas ficassem complicadas.

Quem ele pensa que é? Ele não pode me impedir de ver minha irmã, eu não vou deixar de ver-la por causa dele, não vou mesmo.

E o pior de tudo era que eles nem lembravam que dia era hoje.

(...)

Dinah como prometido foi me buscar em casa, e logo notou meu humor nada agradável, porém não comentou nada, ela sabia que quando eu quisesse falar, falaria tudo a ela.

Então assim que chegamos na casa dela, ela insistiu em me arrumar, acabei por deixar.

_ Prontinho, minha obra de arte. _ fala Dinah ao terminar de me maquiar.

_ Não é pra tanto DJ. _ digo.

_ Veja você mesma então. _ fala girando a cadeira, parando em frente ao espelho.

_ Wow.. _ exclamo ao me olhar.

_ Eu sei que sou incrível. _ fala sorrindo me olhando pelo espelho.

Ela realmente fez um belo trabalho, eu estava incrível, usava uma calça preta solta na região do quadril, já sabem o porque, uma blusa branca e uma jaqueta de couro preta, tudo presentes de Dinah, além do meu cabelo e maquiagem perfeitos.

Eu estava me sentindo incrível, o que não acontece a muito tempo.

_

Devo admitir, você mandou bem._ digo sorrindo para a garota que já se encontrava pronta ao meu lado.

Eu iria colocar meu óculos, mas fui impedida.

_ Eu sempre mando bem meu amor, e nada de óculos, hoje você não vai precisar disso, agora vem tira uma foto minha, preciso postar. _ fala tirando o objeto de minhas mãos, me fazendo dar de ombros.

Digamos que ela é um pouquinho convencida, mas quem não seria sendo Dinah Jane? Minha amiga era linda, e tinha um corpo maravilhoso, mas não pensem que digo isso porquê quero algo com ela, DJ é minha amiga, praticamente uma irmã, mas isso não me impede de dizer a verdade.

Levantei da cadeira que eu estava pegando seu celular e assim que ela decidiu a pose tirei sua foto.

DJ estava completamente de preto, usava uma camiseta transparente, deixando a mostra seu sutiã.

_ Ficou boa. _ digo.

_ Realmente, cara eu to maravilhosa. _ diz pegando o celular de minha mão e vendo a foto, me fazendo revirar os olhos diante de seu ego.

_ Ok, vamos ou não? _ digo antes que ela me fizesse tirar mais fotos.

O que era bem capaz.

_ Vamos, porque hoje eu quero é beijar muito hoje!_ grita logo me empurrando pra fora do quarto.

_ Louca. _ resmungo rindo.

Assim que nos despedimos de seus pais, seguimos para onde Dinah queria.

Já passava das dez quando chegamos em frente a balada.

_ Agora como nós vamos entrar gênio? _ indago olhando a fila enorme que tinha na frente do local.

_ Siga-me querida, sua desconfiança na minha capacidade e tão chocante. _ fala fazendo drama.

_ Tão dramática. _ resmungo a seguindo.

Dinah não ficou na fila como eu esperava, ela simplesmente passou por todos, e quando pensei que o segurança iria barrar sua entrada, eles simplesmente se cumprimentaram como velhos amigos e ele liberou nossa entrada.

_ Como você conseguiu isso? _ indago curiosa.

_ Eu conheço os donos daqui, e já venho a algum tempo, sempre te chamo pra sair, você recusa, precisei achar um lugar maneiro sozinha.. _ diz.

O lugar onde estávamos era incrível, muito bem decorado, uma ótima música, bem movimentado, mas não era aquele tipo de lugar que fica completamente agromerado.

Dinah já havia me feito beber algumas coisas, que não fazia ideia do nome, pelo menos me deixou um pouco mais solta, tanto que eu estava até dançando, o que não faria no meu estado normal.

_ Dinah querida, que bom ver-la. _ fala, pera aí, eu reconhecia essa voz, então virei dando de cara com quem eu imaginava.

_ Harry? _ exclamo.

_ Vocês se conhecem? _ indaga Dinah, e o homem ao lado de Harry juntos.

_ Digamos que ele me salvou de uma surra hoje mais cedo. _ digo em um tom alto devido a música.

_ Ooh sim, ele me falou sobre isso, você está bem? _ questiona o rapaz ao seu lado.

_ Sim, bem melhor. _ digo sorrindo diante de sua preocupação.

_ Quem te bateu Camila? _ pergunta Dinah.

_ Não é um assunto importante, depois conversamos sobre isso, viemos nos divertir lembra? _ falo

_ Tudo bem, mas depois você não me escapa._ diz.

_ Uma grande coincidência, você ser amiga de Dinah, a propósito meu nome é Louis, sou marido de Harry. _ fala.

Eles faziam um lindo casal.

_ Camila, é um prazer conhecê-lo. _ digo sorrindo.

Realmente era muita coincidência, quem diria que o cara que me ajudou era conhecido de Dinah, e ainda por cima dono da balada que iríamos.

_ Então você é a aniversariante do dia? _ pergunta Harry.

_ Acho que sim. _ digo.

_ Então tudo é por conta da casa hoje. _ fala Louis.

_ Opa, agora sim falou minha língua. _ exclama DJ nos fazendo rir.

_ Mas sem exagerar Dinah, e não falem a idade de vocês pra estranhos, vocês duas são as únicas que eu deixo entra aqui sem tem a idade permitida. _ fala Harry.

_ Não se preocupe que eu controlo ela. _ garanto a eles.

Harry e Louis ficaram um tempo com nós duas, mas logo precisaram sair.

_ Não olha agora, mas tem uma mulher de olho em você a um bom tempo, e porra é muito gostosa._ fala Dinah em meu ouvido enquanto dançávamos, fazendo minha curiosidade ser atiçada.

Passo meu olhar pelo local, até encontrá-la.

_ Que parte do não olha agora você não entendeu idiota? _ fala me dando um tapa no braço.

Não dei bola pra minha amiga, pois simplesmente me perdi na beleza da mulher a minha frente, e assim que nossos olhares se encontraram não consegui desviar em momento algum, e ainda por cima ela piscou pra mim.

_ Porra, se deu bem demais. _ escuto Dinah resmungar ao meu lado, me fazendo sorrir de lado.

Essa noite deveria vale alguma coisa boa pelo menos.

A mulher em questão era maravilhosa, apesar da pouca luminosidade, era nítido isso, sua pele era branca, cabelos pretos, e um corpo maravilhoso, coberto por um vestido que a favorecia muito bem.

_ Eu vou ali. _ digo.

_ Isso, coloca o Karlão pra funcionar! _ diz divertida.

Ela adora judiar da minha vida sexual nada ativa, afinal eu só transei uma vez, e não foi o que eu esperava, mas que sabe aquela mulher não poderia mudar isso não é mesmo?

Não sei se era o álcool em meu organismo, mas em um surto de coragem, caminhei calmamente até a mulher, ainda embriagada tamanha sua beleza.

_ Boa noite, aceita uma bebida? _ pergunto em seu ouvido devido a música alta.

Ainda por cima era cheirosa, eu preciso ter essa mulher essa noite.

Olha que eu nunca me senti atraída dessa forma por alguém, mas pra tudo tem sua primeira vez, e que ótima primeira vez.

_ Vindo se você, aceito qualquer coisa baby. _ diz com uma voz rouca maravilhosa.

Meu Deus.

Será que eu morrir e fui para o céu?


Notas Finais


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