História Grávida de uma adolescente. - Capítulo 12


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Amor, Camren, Fifth Harmony, Romance
Visualizações 659
Palavras 2.489
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Capítulo 11


Fanfic / Fanfiction Grávida de uma adolescente. - Capítulo 12 - Capítulo 11

Cont.

Point Of View Camila Cabello.


A casa de Lauren ficava em um condomínio muito bem localizado, sua residência era linda tanto por fora quanto por dentro e bem diferente do que eu imaginei durante o percurso.

Pensei que por estarmos em uma parte da cidade onde todos são bem de vida, tudo seria o puro luxo, Mas não havia nada extravagante, muito pelo contrário, ali sim parecia um lar de verdade, simples e aconchegante.

Era diferente pra mim, já que eu passei boa parte da minha vida em um lugar que esbanjava luxo graças ao emprego das pessoas que diziam ser meus pais.

Alejandro e Sinuhe eram arquitetos e devido a isso a casa deles era o exemplo para seus clientes, onde nem em meu quarto podia ser eu mesma e depois que saí de lá, passei a morar num quartinho, no qual eu ficava apenas pra dormir, já que quase não tinha tempo.

_ Gostaram? _ questiona Lauren, deve ter notado que observava o lugar.

De onde estávamos podíamos ver a sala de jantar, a sala de estar e a cozinha, a decoração era em tons de cinza, azul e preto.

_ Sim, bem aconchegante. _ comento.

_ E confortável. _ fala Dinah se jogando no sofá.

Essa garota só me faz passar vergonha.

_ Fico feliz, espero que fique a vontade. _ fala ela colocando o filho no chão enquanto eu me apoio na parede, já que minha amiga parece esquecer que tenho uma perna fraturada.

_ Obrigada. _ agradeço.

_ Mommy estou com fome. _ Theo fala chamando nossa atenção com um bico fofo.

Ele era encantador.

_ Hum, Marie deve ter feito algo antes de sair, vamos fazer assim, ajudamos Camila a se acomodar, e depois do banho jantamos. _ fala.

_ Ela vai ficar aqui em casa? _ pergunta ele me olhando de maneira tímida.

_ Sim meu amor, ela nos fará companhia por alguns dias. _ explica.

_ Eu fico se estiver tudo bem pra você também. _ falo olhando pra o garotinho que me analisa por alguns minutos.

Eu não queria incomodar ninguém, e isso incluía o garotinho também.

_ Tudo bem, mas vai brincar comigo ou jogar vídeo game? pelo menos quando eu estiver melhor do braço._ pergunta fazendo uma careta ao olhar o gesso.

_ Claro, eu adoraria, quem sabe podemos correr por aí quando eu tirar esse gesso da perna também. _ digo sorrindo.

Definitivamente eu amava crianças, e só de pensar em brincar com o garotinho me deixava alegre e com mais saudades de Sofia.

_ Então pode ficar o tempo que quiser. _ diz animado.

Acabo olhando pra Lauren que encarava o filho completamente encantada, os olhos dela transmitiam tanto amor por aquele menino.

Queria ter tido a oportunidade de crescer num ambiente assim, onde há amor acima de tudo, pena que o tempo não volta, mas agradeço que pelo menos Sofia tem o zelo e o cuidado que nunca tiveram comigo.

_ Certo, Camila irá ficar, agora já pro quarto, irei te ajudar no banho. _ fala.

_ Mas Mommy eu já sou grande. _ resmunga.

_ Nada de mas, você não pode molhar esse gesso, vamos suba. _ diz Lauren.

_ Já volto. _ diz o pequeno e mesmo a contragosto sobe as escadas.

_ Ele gostou de você. _ fala sorrindo enquanto arrumava o cabelo.

Já falei o quanto o sorriso dela é lindo? Poderia passar horas fazendo ela rir, apenas para apreciar esse sorriso.

Droga, esqueça isso Camila.

Ela é apenas uma mulher que está lhe ajudando nada mais.

(...)


Com a ajuda de Dinah e Lauren consegui subir as escadas e agora me encontrava em um dos quartos, no qual eu ficaria durante minha estadia aqui.

Mesmo com toda hospitalidade por parte de Lauren eu me sentia desconfortável, como estivesse invadindo um espaço restrito, apenas dela e do filho.

Talvez eu só já estivesse acostumada a esta sozinha.

_ Fiquem a vontade, já volto, só irei ajudar Theo no banho. _ fala Lauren saindo e nos deixando ali.

_ Gostei daqui. _ diz minha amiga dando a volta no quarto enquanto me sentava na cama e arrumava minha perna sob um travesseiro.

Não era um quarto grande, mas aconchegante, era de acordo com a decoração da casa, porém com toques de rosa.

_ Eu também. _ falo suspirando preocupada.

Eu não devia está aqui.

_ Não fica assim, você que não quis ir pra minha casa, e ela está sendo tão boa com você, tenta relaxar pelo menos uma vez na vida Chancho. _ diz ela sentando ao meu lado.

Era difícil, eu já fui tão maltratada, tinha medo de confiar e acabar me ferrando mais uma vez.

_ Desculpem atrapalhar, trouxe isso caso queira tomar banho. _diz Lauren entrando no quarto e me entregando uma espécie de capa transparente pro gesso.

_ Obrigada. _ agradeci e ela assentiu saindo do quarto novamente.

_ Viu, ela se preocupa com você. _ comenta.

_ Agora porque? Nós nem nos conhecemos DJ, só foi uma noite e por coincidência fui parar no hospital que ela trabalha. _ digo tentando entender do porque Lauren está me ajudando.

_ Vai ver ela gostou do que o Karlão pode fazer, e quer repetir. _ fala me provocando.

_ Você não presta garota. _ falo rindo lhe dando um tapa no ombro.

_ Eu sei que você me ama. _ Pisca pra mim.

_ Preciso de um banho. _ resmungo.

_ Vem, eu te ajudo. _ fala.

_ Não... deixa que eu me viro sozinha._ digo nervosa.

_ Calma, eu só vou te deixar dentro do banheiro, mas você sabe que não precisa ter vergonha de mim._ diz.

Apesar de Dinah ser minha amiga e saber sobre minha condição eu ainda me sentia constrangida, e ela nunca tinha me visto nem de sunga na praia, imagina de roupas íntimas.

_ Ok. _ respiro aliviada.

Ela me ajudou a separar uma roupa confortável, que consistia em um conjunto de moletom preto e me guiou até o banheiro, saindo em seguida.

Precisei me virar pra me livrar das roupas que vestia e colocar a proteção do gesso mais no fim consegui.

Era tão bom ter aquela água quentinha caindo por meu corpo, levando toda a sujeira embora, adorava tomar banho, pois era a hora em que eu podia relaxar e pensar sem ninguém pra me atrapalhar.

Só havia uma coisa que não me permitia relaxar completamente.

Meu emprego, não fazia ideia de como iria trabalhar nas condições que estava, eu não podia ficar desempregada.

(...)


Assim que terminei o banho, sai do boxe com cuidado para não cair e me machucar mais, sentei sobre a tampa do vaso e comecei a me secar, me livrei da capa do gesso, e enfim conseguir me vestir.

_ Dinah. _ chamo um pouco alto e ela logo entra no banheiro.

_ Pode me ajudar? _ pergunto.

_ Claro. _ responde me guiando até o quarto, era um saco ficar pulando em uma perna só, mas era necessário, pelo menos pelos próximos três dias não tinha como apoiar na perna, depois eu poderia tentar movimentar com as muletas e assim apoiar, mas não totalmente, tudo dependia da dor.

_ Eu preciso falar com os pais de Shawn, cadê meu celular. _ digo.

Espero que aqueles idiotas não tenham o quebrado, de novo.

_ Não se preocupa, eu já falei pra eles o que aconteceu, eles te deram férias, até que você esteja completamente bem pra voltar. _ diz.

_ Sério? _ pergunto sem acreditar.

Não lembro a última vez que tive férias, eu tirava apenas uma folga quando precisava, mas férias nunca, afinal eu precisava trabalhar pra ter o que comer.

_ Sim, eles disseram que você sempre foi uma boa funcionária e amiga pra Shawn, trabalhar demais, e dessa vez eles não vão aceitar você tentando dar uma de espertinha e pular uma coisa que tem direito. _ fala.

Meus chefes sempre tentaram me dar férias e eu as negava, porque como eu disse eu precisava me manter, e quanto mais trabalhasse, mas dinheiro eu tinha, tanto pro aluguel, para comida, mas a maior parte estava em uma conta, afinal eu pretendia cursar uma faculdade, e iria necessitar desse dinheiro caso não ganhasse uma bolsa.

Devido a isso, muitas das vezes eu preferia guardar e acabava não me alimentando bem.

_ Dessa vez eu não vou contestar nada, eu preciso de descanso, meu corpo dói só de falar. _ resmungo.

_ Acho bom mesmo. _ diz DJ.

_ Será que eu poderei ir a escola? _ questiono.

_ Acho que só daqui duas semanas, você tem que se recuperar. _ avisa.

_ Mas e minha bolsa, eu não posso faltar assim. _ digo.

_ Mila, apenas relaxa e descansa o quanto puder, eu irei conversar com a diretora, vai ficar tudo bem, pelo mesmo dessa vez se permita ser cuidada. _ fala.

_ Tudo bem. _ concordo me rendendo.

Eu merecia um pouquinho de paz, não é?

(...)


Nós já havíamos jantado, por sinal uma comida maravilhosa, Lauren prometeu conversar comigo assim que Theo dormisse, confesso que estava nervosa.

_ Olha o que eu achei. _ fala DJ saindo do closet com um violão em mãos.

Ela estava arrumando meus pertences, não era novidade pra mim, Dinah sempre foi muito cuidadosa comigo, sempre buscava o melhor pra mim, e eu amava isso nela.

Eu praticamente era seu filhote, apesar dos coices que as vezes ganhava.

_ Deixa isso lá, não é nosso. _ digo.

_ Qual é Mila, ela disse pra ficarmos a vontade. _ fala dedilhando as cordas.

_ Mas isso não quer dizer que devemos mexer nas coisas dela. _ falo e ela bufa.

_ Vai dizer que não tem vontade de tocar? _ questiona.

_ Não. _ falo.

Fazia tempo que eu não tocava, e eu tinha um bom motivo pra isso.

Graças a Alejandro até o prazer de tocar foi tirado de mim, atitudes machucam e palavras mais ainda.

Eu tinha por volta de 13 anos, um pouco antes de sair de casa, meu sonho era ser cantora e depois de muito insistir Sinuhe comprou um violão pra mim, eu já sabia tocar graças às aulas na escola.

Eu ficava treinando em casa, me divertindo na verdade era a única coisa que me divertia ali, até que Alejandro cansou, e disse que era perda de tempo seguir com algo assim, disse que eu jamais conseguiria realizar meu sonho, pois eu não era digna, eu sabia que ele se referia a minha condição.

Eu tentei argumentar, o que resultou em um violão quebrado, meu coração mais machucado e meus sonhos destruídos, desde então nunca mais toquei.

_ Mila, você não pode basear sua vida no que aqueles bostas falavam. _ diz.

_ Passei treze anos, ouvindo que eu não era capaz, que eu não chegaria a lugar nenhum, tudo porque eu nasci diferente, desculpa Dinah mas é difícil eu esquecer, é difícil não acreditar quando minha vida é uma merda, é difícil pensar positivo quando eu mesma não me acho boa o suficiente, então me deixa._ digo e ouço ela bufar.

Ela sempre tentava me colocar pra cima, mas isso não aconteceria, eu já estava tão no fundo do poço que dificilmente eu sairia de lá, só um milagre pra isso.

_ Você é uma ingrata. _ diz deixando o violão sobre a cama e saindo do quarto me fazendo suspirar.

Sabia que isso uma hora aconteceria, todos cansam de mim.

(...)

Point Of Lauren Jauregui.


Aproveitei que Theo havia dormido, e fui até o quarto de Camila, mas ouvi que elas conversavam, eu sei que era errado, mas acabei ouvindo boa parte da conversa das duas, eu precisava conhecer Camila de uma forma ou de outra.

E porra Camila era uma pessoa tão machucada, que com toda certeza seria difícil conseguir algo dela.

Dinah saiu como um foguete do quarto, o que acabou me assustando.

_ Espero que com você ela seja um pouco mais agradecida. _ diz andando pelo corredor, até que escutei a porta da frente ser fechada.

Ok, adolescente tendem a serem dramáticos e impulsivos, na verdade todos nós somos assim, só que nessa fase tudo é mais intenso.

E aquelas duas tinham uma amizade muito forte, e pelo pouco tempo que convivi, Dinah tentava de todas as formas deixar Camila feliz, e ela conseguia até certo ponto.

Só espero que essa discussão das duas não arruine nada entre elas.

Bati na porta do quarto e entrei, Camila estava sentada na cama com as costas apoiada na cabeceira, e a perna machucada sobre um travesseiro, meu violão se encontrava ali também, mas não contestei, sabia que aquilo havia desencadeado a briga.

_ Está com dores? _ questiono observando seu semblante.

Ela parecia frustrada, mas continuava linda.

_ Não, só cansada e dolorida. _ diz me olhando.

_ Se sentir mal não exite em me falar. _ digo.

_ Estou bem, não se preocupe, já está fazendo muito por mim. _ diz.

_ Posso sentar? _ pergunto.

_ É sua casa Lauren, eu que estou aqui de favor. _ fala.

_ Camila, você está aqui pra se recuperar, vamos pensar que estamos construindo uma uma amizade e por isso estou te ajudando. _ digo e ela concorda.

_ Você queria falar comigo? O que seria? _ pergunta.

Eu não falaria sobre o bebê agora, mas a deixaria ciente que era um assunto importante.

_ Eu preciso te falar algo importante, mas não agora, pra que eu te conte, preciso te conhecer melhor. _ digo.

Não falaria agora, porque ela acabou de sair do hospital, eu precisava prepará-la para receber a notícia.

Não jogaria tudo na cara dela de qualquer jeito.

_ Como assim? _ questiona com as sobrancelhas arqueadas.

_ Eu só preciso te conhecer Camila, saber sobre você, e irei te contar quando eu souber como irá reagir e se não irá te prejudicar. _ digo

_ É uma notícia ruim? Eu estou mais doente do que vocês me disseram?_ pergunta.

_ Você não está doente, só precisa se alimentar melhor, e não é uma notícia ruim, pelo menos pra mim não, e espero que pra você também não seja, mas é algo que irá mudar nossas vidas._ digo.

_ Assim você me deixa com medo Lauren, e eu não sou uma pessoa muito aberta, porque quer me conhecer?. _ diz.

_ Não se preocupe, eu não demorarei a te contar, tenho certeza disso, quero ser sua amiga também _ falo.

_ Tudo bem, eu posso esperar, se é assim que você deseja, e podemos tentar ser amigas._ diz e eu sorrio pra ela.

Ela era uma pessoa tão compreensiva, talvez eu apenas precisasse de apenas alguns dias para preparar-la, afinal era uma notícia bem importante.

Um filho muda nossas vidas, e sabia que estava tomando a decisão certa em contar, pois ela merecia saber.

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Notas Finais


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