História Gravidez na adolescência (jikook) - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Amor, Carinho, Feição, Gravideznaadolescência, Jikook, Kookmin, Raiva
Visualizações 49
Palavras 1.106
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Literatura Feminina, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Terceira: gravidez na adolescência


 Estou cansado, você deve escutar isso muitas vezes ao dia, como "meu trabalho me exausta" ou "estou cansado da vida cotidiana" mas meu cansaço não vem do físico nem do emocional. Vem de algo que não consigo nomear, vem de dentro de mím que implora para desistir. Talvez se eu soubesse o nome não viveria sem saber o que era.

Quando vir para rua sabia que não seria fácil também não foi uma escolha, não desistir de minha filha foi uma decisão complicada pôs só eu iria lutar para ver ela do meu lado, eu estou nessa sozinho. É meio que solitário acordar todos os dias e é incomodo não tomar banho, sinto o sebo impregnar minha pele e pregar. O cheiro não é dos melhores também, mas sempre tento arranjar comida para não passar fome, até mesmo roubaria pela minha pequena.

Hoje era mais um daqueles dias em que me perguntava se valia realmente a pena, e cada vez que eu fazia isso eu tinha a certeza que seria capaz de ir para lua apenas por ela.

Iria fazer algo de diferente, apenas hoje. Levantei-me do banco, com minha barriga de agora dois meses. Sai para as ruas, as pessoas que passavam por mim tampava seu nariz pelo mau cheiro, me olhavam com repulso, me sentir um assassino por alguns minutos. Afinal, o que eu estou fazendo é errado? Estou apenas cuidando de minha pipolha como elas cuidariam dos filhos delas.

Olhei para cada rosto, e todos tinham a indignação no olhar. Continuei andando até chegar numa casa branca. Minha mãe tinha pintado assim depois que meu pai morreu, ela era rosa, ela disse que a cor era um pecado e depois simplesmente pintou toda a casa. Observando a casa posso momerizar brincando com meu pai, como no final do dia estávamos sempre juntos, como dormia na cama de meus pais com medo de bicho-papão, posso vê-me assistindo um desenho infantil achando que ele era real.

Naquela época eu tinha medo de monstro em baixo da minha cama, hoje eu tenho medo dos monstros que andam livremente por ai caçando sua próxima vitima.

Abro o pequeno portão o ouvindo ranger, as flores mortas e o chão com a grama seca, sempre quis cuidar do jardim mas minha mãe dizia que flores e tudo que era bonito era do "homem mau". Tudo que podia trazer paz ou calmaria para ela era pecado. Seguir até a porta marrom, eu sabia que minha mãe estava no cuto como sempre, peguei uma chave que estava escondida no carpete. Entrei, ouvir a fechadura destrancar, olhei para cada coisa, as fotos de meu pai. Mas todas estava rasgada, ela tinha recortado as fotos em que eu estava. Lagrimas molharam meu rosto em resposta, mesmo de tudo aquilo ela ainda era minha mãe. A mulher que me pôs no mundo, mesmo que ela me odeie a esse nível ainda a amarei. Fui para escadaria subindo cada degrau sentindo a nostalgia, me vejo brincando com meu ursinho. Vou até meu quarto, abrindo a porta pude ver o que eu jamais queria ver. Nas paredes estava pichada com tinta vermelha a palavra "demónio" , minha escrivaninha se encontrava destroçada no chão. Todas minhas fotos estava pintadas de preto ou rasgada, ela deixou atrás da foto a frase "ele não é mais meu filho". Ela tinha destruído tudo que eu toquei, ela tinha quebrado tudo. Vendo aquilo parecia que era eu bem ali no meio dos destroços.

Fui até meu armário pegando a mochila que tinha la encima, botei algumas mudas de roupas, o essencial. Fui para o banheiro, tomei um banho com tudo que fui de direito, peguei a pequena caixa cheia de dinheiro que tinha em baixo da cama, eu tinha 1000 Dolores, daria para muitas coisas menos para uma moradia.

Novamente tive que deixar para trás tudo aquilo que tive, fui para o quarto de meu pai pegando uma roupa larga dele e uma calça fogosa. Pronto para partir, estava descendo as escadas quando a porta foi aberta. A imagem de minha mãe me deu arrepios, ela me olhou com raiva.

- o que faz aqui?

- eu vir pegar minhas coisas.

- suas coisas?

Ela veio a minha direção pegando minha mochila com brutalidade, jogou tudo que estava dentro no chão olhando-me.

- essas coisas que você diz sua são minhas, eu paguei.

- mãe.

A chamei triste, talvez eu esperava que ela pudesse se tocar que ja tinha me tirado tudo. Ja não tinha uma casa, nem uma família, muito menos orgulho, ja tinha sofrido tanto que não dava para numerar.

- eu não sou sua mãe!

Aquilo foi difícil, ouvir era difícil, ler era difícil, principalmente ver. Sentir a dor da rejeição, era isto, ela estava me abandonando, não queria um filho impuro.

- mãe, eu…

- JA DISSE VOCÊ NÃO É MEU FILHO! Saia daqui antes que eu chame a polícia.

Todavia me sentia triste, ainda mais. Até que jisoo chutou, senti seu pezinho foi como as maravilhas. Toquei o local, meu conforto estava bem ali, minha família era eu e jisoo.

- adeus, minha mãe.

- você é impuro, jimin, tenho nojo de ter te dado a vida.

Ela não media palavras para me machucar, mas eu tinha que pensar na minha filha, em mais nada. O que era importante naquele momento era a criança que irei carregar por nove meses.

Sai dali assim como vir, sem nada. Nem mesmo o dinheiro que estava em minha bolsa, sentir o frio me encolhi mais no tecido grosso da blusa. Novamente voltei para o banco, sentando no objeto frio. Tremi com a rajada de vento, meus lábios batia um no outro, pude ouvir meus dentes se colidindo entre si.

Fiquei várias horas tentando inutilmente me aquecer, até ouvir uma voz infantil me chamar de longe. Olhei para onde o som vinha, vendo Piedro correndo sem parar até chegar em mim. Me abraçou com força.

- hyung, hoje eu ouvir no jornal que iria vir uma tempestade, você não pode ficar aqui.

- meu pequeno, eu moro aqui.

- mas vai fazer mau para a jisoo, não quero minha bonequinha com frio.

- meu bem, jisoo estará bem.

Falei tentando confortá-lo mas la no fundo eu sabia que não iria ficar. Estava muito debilitado para aguentar doenças, o feto era muito sensível, provavelmente nós dois morreríamos com o frio ou com a gripe.

- não, hyung o kookie quer falar uma coisa. Fala kookie.

O pequeno dizia olhando seu irmão, ele via tudo. Quando o chamou ele parecia ter acordado do transe, sorriu largo.

- jimin, você quer vir morar com a gente?



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