História Gravidez na adolescência (MPreg-Yaoi) - Capítulo 1


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - O Começo Do Desastre


Fanfic / Fanfiction Gravidez na adolescência (MPreg-Yaoi) - Capítulo 1 - O Começo Do Desastre

~ P.O.V NICOLAS ~



21 de julho
6:50 da manhã


Acordei em uma segunda-feira de manhã, estava com muita preguiça de levantar e ir para a escola, mudei de turno recentemente e ainda não me acostumei com o fato de ter que acordar cedo todos os dias.

Me levantei de minha cama enquanto passava os dedos entre os fios de cabelo, tentando abrir meus olhos para não acabar caindo em cima de alguma coisa.

Consegui abrir meus olhos e então me olhei no espelho, meu Deus, como eu consigo acordar assim tão feio?

Então eu fui até o banheiro com uniforme em mãos e deixei em cima da tampa da privada, logo indo tomar um banho e saindo após uns 10 minutos.

Desci já vestido, meus pais estavam na mesa me esperando para o café, minha irmãzinha logo correu até mim e me abraçou.

— Ainda não se acostumou com o novo horário, não é? - Minha mãe me olha e ri, eu apenas concordo com a cabeça.

— Dormir até meio dia é bom demais - Bocejo e me sirvo.

— Mas será melhor assim, vai ter mais tempo a tarde - Meu pai diz e sorri.


Eu logo termino o café e pego minhas coisas, me despeço de meus pais e vou até a escola o mais rápido que posso, pois assim que olhei a hora percebi que estava atrasado.


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Cheguei atrasado na sala e todos começaram a olhar para mim, eles ainda não me conheciam, nunca estudei pela manhã.

Na frente tínhamos os alunos nerds, onde eu me classifico, no meio tínhamos os alunos médios e no fundão os populares e rebeldes, eles juntaram suas mesas e sentaram em cima enquanto ficavam conversando, a professora não parecia mais ligar.

Eu então me sentei em uma das cadeiras da frente e tentava prestar atenção na aula, mas o barulho que os alunos do fundão faziam era extremamente alto e estridente, eu então tapei meus ouvidos e fiz uma expressão de raiva.

Logo sinto alguém tocando em meu ombro, era uma garota.

— Oi, me chamo Mirela, qual seu nome? - Eu me viro para ela.

— Nicolas - Vejo ela se sentar em cima da mesa ao lado da minha.

— Nome legal. Você é novo aqui né? - Fico observando ela, enquanto ajeito os óculos.

— Sou sim - Ela então coloca a mão no queixo.

— O que acha de ir a uma festa que terá? Todas as pessoas da escola vão, vai ser bom para poder se entrosar com as outras pessoas, eu vou estar lá também! - Eu então fico meio negativo quanto a isso, não sou muito de festas.

— Prometo que será legal - Eu então suspiro.

— Ok, eu vou - Ela sorri.

— Ótimo, a festa é sábado - Ela me passa o endereço.


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Sábado então chega mais rápido do que eu pensei, eu estava meio nervoso com isso pois eu nunca havia ido em uma festa que não fosse de família, as pessoas não costumam me convidar para esse tipo de coisa.

Mirela então veio até minha casa e nós fomos juntos até a casa de quem seria a festa.

Nós entramos na casa, que era até que grande, e eu então fiquei meio assustado com as coisas que eu vi ali, um monte de gente drogada e bêbada.

Então um garoto vem até mim com copo de bebida na mão, ele parecia estar totalmente bêbedo e drogado, como os outros. Mirela disse que iria procurar seu namorado, então aquela pessoa me ofereceu um corpo de bebida.

— Beba, é assim você vai curtir muito bem essa fasta - Eu pego de sua mão e a olho - Beba caralho, já falei que é bom!

— Ok... - Eu então bebi tudo de uma vez, não sei como aguentei. Logo fiz uma expressão de quem não gostou.

— Normal não gostar pela primeira vez - Ele vai até uma mesa e pega outro copo - Aqui, beba - Eu pego e bebo, mas ainda não gostando.


Nós ficamos nessa de beber até eu gostar, eu acabei gostando e então enchi a cara e bebi até ir para o quarto com o garoto, e foi lá que acabamos transando aquela noite.


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Duas semanas se passaram desde a festa, eu e o garoto não estamos conversando nem nada do tipo, nenhum dos dois lados demonstrou interesse em começar um relacionamento.

Nos últimos os dias eu tenho me sentido meio mal e desanimado, eu acho que estou doente, mas não quero ao médico.

Estava com a cabeça em cima dos braços e de olhos fechados, sentindo uma dor de cabeça horrível, então eu percebo que Mirela estava ali.

— Ahh! Não aguento mais te ver nesse estado, precisamos te levar ao médico - Eu olho para ela com desinteresse.

— Vá você ao médico, eu não vou - Volto a deitar a cabeça.

— Você vai sim, hoje a tarde - Eu olho para ela, irritado - Não me olhe assim, você vai.

Eu suspiro, concordo com a cabeça, sabia que ela não me deixaria em paz até que concordasse.


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No final da aula nós dois saímos da escola e fomos até um hospital que havia ali próximo, ficamos pelo menos umas duas horas esperando.


— Senhor, sua vez - Uma moça me chama, eu entro na sala com a Mirela.


Eu fiz um exame de sangue para saber o que havia comigo, porque segundo o médico eu não tinha aparentemente nada que desse para ele ver só com um check up. Eles me disseram que os exames vão sair em 5 dias no mínimo e no máximo 8.


— Calma, Nicolas - Mirela põe a mão em meu ombro - Você não vai ter nada, deve ser só uma gripe.

— Não tenho tanta certeza… - Ando com ela pela rua, em direção a minha casa.


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Cinco dias depois me ligaram falando que os resultados dos exames haviam saído, eu liguei para Mirela para que ela viesse comigo buscar.

Estava com medo do que poderia dar no resultado, mas tentava tirar isso da cabeça para não acabar me preocupando antecipadamente.

Nós chegamos no hospital e vamos até a sala do médico que me atendeu, que me entrega os resultados em mãos enquanto esboça um semblante surpreso e assustado, um pouco triste também.

— Abra logo, Nicolas! - Mirela diz e então eu o abro, meio apreensivo.

Eu olho o resultado e arregalo os olhos, olhando para o doutor sem entender nada.

— Esse resultado está errado, eu sou um homem! - Ele junta as mãos e apoia sua cabeça em cima delas.

— Infelizmente não, esse é o resultado correto - Ele suspira, eu o encaro extremamente assustado - Você tem uma condição rara que possibilita a reprodução de uma forma não convencional.

Eu encaro Mirela, ambos estávamos em choque.


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Eu sai do hospital sem reação, sem falar nada desde que o médico me disse aquilo.

— Ei, relaxa, eu estou aqui com você - Ela sorri para mim.


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Depois de duas semanas inteiras eu tomei coragem para dizer a Bruno sobre a gravidez, então eu esperei a aula acabar e o chamei para conversar dentro da sala.

— Diga logo porque me chamou aqui - Eu respiro fundo para contar.

— Calma, é algo muito sério - Suspiro e coloco as mãos nos bolsos - Bom… Eu engravidei de você naquela noite.

— Homens não engravidam, você é burro ou se faz? - Ele me pega pela gola da camisa.

— Olha isso primeiro então - Ele me solta e eu pego os exames, lhe entregando.

Ele abre, lê, então me olha com uma cara de surpresa que passa para raiva.

— Você vai cuidar disso sozinho, se falar para alguém que esse filho é meu eu juro que te mato - Ele esbarra em mim e sai da sala, sem me dar tempo para responder.


Eu tento ir atrás dele, mas não dá tempo e ele vai embora.

Eu então sigo em direção a minha casa, cabisbaixo e chorando baixinho enquanto tremia levemente.


///////////////



Cheguei em casa e fechei a porta, minha mãe estava na sala e viu que eu chorava, então veio até mim.

— Filho, o que aconteceu? - Seu olhar era de preocupação, eu queria contar mas não conseguia - Nicolas! Diga logo.

— C-chama o meu pai, preciso que os dois escutem - Ela então grita pela nome do meu pai e ele rapidamente vem até a sala.

— O que foi? - Ele questiona minha mãe e logo me olha - O que houve, Nicolas?

Eu abaixo a cabeça.

— É sobre isso que ele quer conversar conosco - Minha mãe anda até o sofá e se senta com as pernas cruzadas, eu sento ao seu lado e meu pai em nossa frente.

— O que eu tenho para dizer é muito complicado, por favor, não me julguem por isso - Eu suspiro e começo a contar a história toda, detalhadamente.

Meus pais estavam chocados, minha mãe me abraçou e disse que iria estar aqui para tudo.

— Você tinha um futuro pela frente! Agora você vem me dizer que vai ter um filho? Você me decepcionou - Ele apoio seus braços nas pernas e cruza as mãos.

— Ficar falando assim com ele não vai ajudar! - Eles começam a discutir um com o outro, eu então vou para o meu quarto e me jogo na cama, chorando.


/////////////////



No dia seguinte eu estava acabado, queria ficar em casa o resto da minha vida e nunca mais ir para qualquer lugar, mas eu tinha que ir para aula.

Eu então só me vesti, peguei minhas coisas e fui de qualquer jeito.

Eu cheguei atrasado pois não queria levantar de jeito nenhum, quando entrei na sala eu vi os olhares de julgamento e nojo, junto deles estava Mirela, me olhando como tipo "Deu ruim".

Eu então vou até meu lugar e me sento, deitando a cabeça na mesa e fechando os olhos, eu sabia que eles tinham descoberto, mas como? Estávamos sozinhos aquele dia.


////////////////



Quando saio para o intervalo eu vejo inúmeros cartazes colados nas paredes a meu respeito, com cometários tipo:

"Chegou a nova mamãe no pedaço"

"Aberração no colégio"

"Espero que isso morra"


Eu olhei aquilo e fiquei em choque, agora eu não tinha mais como esconder isso.

Eu então vou para a parte de trás do colégio no intuito de me esconder das pessoas, todos da escola estavam me olhando com ódio, nojo e me julgado de todas as formas possíveis.

Eu então ouço passos atrás de mim e me viro, eram uns cinco garotos da minha turma que estavam ali, eles pareciam com muita raiva.

Um deles então me puxou pela gola da camisa e meteu um soco em meu olho, os outros começaram a vir para cima junto dele, eles me deram vários socos até que eu caísse no chão.

— É uma aberração de merda! Vai apanhar por ter nascido assim! - Eles começam a me chutar enquanto me xingavam de várias coisas.

Depois de muito tempo me batendo eles vão embora, eu fico lá sem conseguir me mexer direito até que eu consigo ligar para Mirela, que vem até a parte de trás do colégio e me ajuda a levantar e ir para casa. Eu pedi a ela que não contasse a ninguém sobre o que havia ocorrido.


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