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História Gravity - Capítulo 7


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Capítulo 7 - A boate - parte 3.


Fanfic / Fanfiction Gravity - Capítulo 7 - A boate - parte 3.

Noa olhava para a porta da boate tentando entender o que tinha acontecido para Marcus ter levado Lua dali tão repentinamente. Não pode negar ter ficado bem decepcionado quando viu uma outra moça subir no palco a sua frente, e começar a dançar. Não estava pensando exatamente aonde aquilo iria levar, mas só queria ficar olhando ela dançar pelo resto da noite. Estava intrigado. Já tinha dado aulas anteriormente, e sabia que chamava bastante a atenção das alunas, mas nunca sequer cogitou se envolver com uma. Prezava muito por sua carreira, que fora conquistada com muita dedicação e esforço. Entretanto não estava tendo muita opção naquele dia, seu corpo estava reagindo sem seu controle. 

Noa seguiu  Marcus e Lua com os olhos, quando os dois entraram novamente na boate. Olhou fixamente para a mão de Marcus na cintura dela, que agora estava coberta pelo seu blazer. Resolveu se levantar e ir dar uma volta para conhecer melhor o lugar, que era enorme. Observou que tinham mais de 10 barras de pole dance espalhadas pela pista de dança, e na direção oposta de onde estava se localizava um tablado mais alto, onde o DJ tocava animadamente.  Ali a concentração de pessoas era bem grande. Resolveu ir na mesma direção que Marcus e Lua tinham ido a pouco, e depois de adentrar a pista, ergueu a cabeça observando pessoas sentadas no andar de cima, que até então era desconhecido para ele, em uma espécie de camarote. Pode observar Lucas ali com uma bandeja na mão, entregando uma bebida. Andou mais um pouco e parou na frente de uma barra onde uma mulher negra exuberante dançava. Logo escutou uma voz ao seu lado.

-Ela é perfeita, não é? - disse Marcus, que olha Justine com uma cara de apaixonado. 

-Sua namorada?- perguntou Noa impressionado, enquanto arregalava os olhos.

-Sim.- respondeu Marcus sorrindo. Porém fechou a cara quando virou o rosto para Noa.- Ela não é pra você, então tira o olho, que eu não quero ter que quebrar a sua cara.- Falou entredentes, com um olhar duro. 

Noa teve a ligeira impressão de que não era de Justine que ele estava falando. Marcus percebendo que seu recado tinha sido entendido, abriu um sorriso, batendo no ombro do amigo. 

- Relaxa cara, eu estou brincando. Eu não ligo que olhem para ela, contanto que mantenham o respeito. Ela é maravilhosa mesmo, e no final do dia quem dorme com ela sou eu.- disse piscando.

Noa sorriu para Marcus, se divertindo com o jeito do amigo.

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Perto dali, nos camarins, Lua tentava convencer Patrícia a lhe deixar voltar para a barra de pole onde estava.

-Paty, não tem  necessidade disso, eu posso voltar a dançar.- disse Lua, enquanto Patrícia segurava uma camisa do uniforme extra que tinha achado no armário, com os braços estendidos, ponderando se serviria em Lua.

-Para você começar uma lap dance no seu professor? -respondeu Patrícia largando a roupa de lado, e  indo procurar sapatos baixos para Lua em seu armário.

-O quê? Eu não iria fazer isso..!!.- Respondeu Lua envergonhada, tentando aparentar indignação.

Patrícia virou para ela apertando os olhos. 

-Eu tenho cara de quem nasceu ontem? Lua, por favor. Você está falando comigo agora, e não com o Marcus. Ele pode achar que você é uma princesinha virgem imaculada, mas eu sei das coisas que você gosta, sua diabinha pervertida.

Lua colocou a mão no peito e abriu a boca, piscando freneticamente. Patrícia continuou a encarando, até que Lua desistiu, indo se sentar perto dos espelhos, já retirando os sapatos. 

- Eu estava no controle da situação. - disse Lua, pegando uma escova e penteando os cabelos.

- E você lá sabe o que é controle quando está com fogo no rabo?- respondeu Patrícia, chegando perto dela com as roupas e o sapato.

- Do jeito que fala até parece que eu sou uma devassa. - Disse Lua chateada.

Patrícia expirou cansada. Cuidar daquela inconsequente dava muito trabalho as vezes.

- Claro que você não é, mas você precisa ser mais responsável. Você já esqueceu o que aconteceu a 1 ano atrás com o Arthur? - disse Patrícia lha encarando sério. - Quem teve que juntar seus caquinhos fui eu. 

-Você joga baixo amiga. - Disse Lua, lhe olhando com tristeza no olhar, ao mesmo tempo que lhe entregava um prendedor de cabelo. Patrícia imediatamente começou a fazer um rabo de cavalo alto em Lua.

Fazia um tempo que Lua não lembrava de Arthur. Ele havia  sido seu segundo namorado. Lua tinha acabado de completar 18 anos, e Marcus a tinha convidado para ir em uma festa de um pintor amigo seu.  Marcus achou que a oportunidade era ótima para tirar a menina um pouco de casa. A princípio Lua não quis ir, porque tinha que estudar, porém Marcus disse que a ensinaria a beber, e que eles precisavam comemorar "o começo do fim". Lua não teve outra alternativa a não ser aceitar. 

Chegando lá ela foi apresentada pelo dono da casa a um fotógrafo famoso: Arthur Lee. A atração entre eles foi imediata, e os dois conversaram a noite inteira. No outro dia já estavam namorando. Patrícia tinha lhe dito que ela estava sendo um pouco precipitada, mas Lua era uma idealista que acreditava que o amor tinha que ser vivido intensamente. Não precisou de muito tempo para que Arthur dominasse Lua por completo. Sua risada com ele era fácil, tinham uma relação leve cheia de poesia, e o sexo.. era maravilhoso. Lua passou alguns meses no céu. Nunca foi tão feliz. Foi por isso que a queda pra Terra foi tão dolorida quando ela descobriu que ele era casado. 

- Eu não estou dizendo para você nunca mais namorar, só acho que precisa ir mais devagar nas coisas. Tem um monte de caras na universidade que dariam tudo pela oportunidade de te levar pra sair.- disse Patrícia, enquanto olhava pra Lua através do espelho. Patrícia reparou que seu olhar demonstrava uma  tristeza que fazia tempo que ela não via. Logo se arrependeu de ter mencionado Arthur. 

- Mas eu entendo sabe? Aquele homem é um pecado, qualquer um pode perceber, e olha que eu sou lésbica com L maiúsculo.- disse Patrícia, arrancando um sorrisinho de Lua. 

-Ai você tinha que sentir o cheiro dele, quase tive um orgasmo. - disse Lua entrando na brincadeira. 

- Sua safada.- disse Patrícia balançando a cabeça.- Vai logo trocar de roupa. -disse, se encaminhando para a porta. 

Antes de sair Patrícia se virou e completou:

- Ah, e como eu não sou iludida, eu já sei que você pode potencialmente se humilhar, me humilhar, e quebrar boa parte dos copos da boate, então já vou avisando que todo o prejuízo vai ser descontado do seu salário. Isso é pra você parar de libertinagem no trabalho. Você vai me agradecer depois, fofa, eu garanto.- disse piscando para Lua, que a olhou estupefata.

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Depois de terem dançado um pouco, o que Noa considerou divertidíssimo, já que Marcus inventava passos bizarros na tentativa de chamar a atenção da namorada, que ria sem parar, os dois voltaram para o bar. Chegando ali entretanto Noa sentiu o coração disparar quando viu quem fazia os drinks. Não sabia o que estava acontecendo consigo, Marcus devia ter razão, devia ser falta de sexo, só podia ser isso. A menina na sua frente estava agora com os cabelos presos em um rabo de cavalo, e usava uma camisa branca, com uma calça preta, e sapatos baixos pretos, que Noa reparara ser o uniforme dos garçons. Seu corpo retesou inteiro quando ela levantou o olhar do que estava fazendo para eles. O encarou um pouco desconcertada, mas apenas baixou seu olhar de novo para o que tinha que fazer. Noa pode reparar que tinha algo de errado com ela, seu olhar que antes era divertido agora demonstrava um pouco de tristeza. 

-Ma, eu deixei o seu blazer nos camarins dentro do meu armário, depois eu te devolvo.- disse se dirigindo a Marcus, porém sem lhe olhar nos olhos. 

Ele então estendeu o braço, e levantou seu queixo, fazendo com que ela lhe olhasse nos olhos. Ali ele viu um olhar vazio. 

- Está tudo bem? - perguntou Marcus preocupado.

Ela lhe olhou fundo em resposta, e sorriu de leve. 

- Claro, eu só não estou feliz de estar trabalhando aqui hoje, você sabe como eu sou atrapalhada.- disse tentando mudar de assunto. 

Marcus não acreditou naquilo, mas deixou para conversar melhor com ela depois.

- É verdade cara, não peça bebida para ela, eu não sei quantas vezes ela já derrubou os drinks em mim.- disse Marcus brincando, se dirigindo a Noa.

-Eu vou lembrar disso. - respondeu Noa encarando Lua, que o olhou de volta, na mesma intensidade. 

-AH não!! O que você está fazendo aqui?- disse Lucas, que estava chegando no bar quando viu Lua, fazendo todos olharem para ele. 

Lua terminou o drink que estava fazendo, o colocando no copo. 

- Me desculpe por isso, eu prometo tentar não lhe atrapalhar. Com licença.- disse, colocando o drink na bandeja, e se encaminhando para os camarotes. 

Lucas olhou sem entender. Ela não reagia assim. Estava esperando que ela fizesse uma brincadeira, ou puxasse seu saco, falando o quanto ele era um bom colega de trabalho para que lhe ajudasse.

-O que ela tem? - perguntou a Marcus, que não respondeu nada, a olhando subir as escadas com a bandeja nas mãos. 

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Ali perto Sabine já considerava sua noite perdida. Estava indo pegar mais uns drinks, já que a amiga com quem tinha ido na boate já estava aos beijos com um cara,em um canto qualquer,  quando parou no mesmo lugar, vendo Noa sentado junto com Marcus no sofá. Começou a suar frio, porém já tinha bebido um pouco, e com o efeito do álcool estava se sentindo mais confiante. Estava com os cabelos ruivos soltos, e usava um vestido preto curto, que a deixava bem bonita. Resolveu ir falar com eles. 

-Oi. - disse Sabine, já perto do sofá. 

- Sabine!- disse Marcus levantando para lhe cumprimentar. - Que coincidência! Se eu soubesse que você gostava de dançar teria lhe convidado para vir conosco. Sente, por favor.- disse Marcus apontando para o lugar no sofá ao lado de Noa.

Noa sorriu para ela a cumprimentando, que se sentou ao seu lado sem pensar duas vezes. Não podia negar que ela estava muito bonita. Começaram a conversar sobre o trabalho, e ela falava animadamente, tentando claramente chamar a atenção de Noa. 

Lua estava voltando para o bar, quando viu a moça ruiva praticamente se jogando em cima de Noa, e não pode deixar de sentir um incômodo com a cena. 

Lua então começou a atender as mesas perto do bar, e Noa não conseguia deixar de segui-la com o olhar, mesmo que disfarçadamente. Riu quando ela derrubou uma bebida na própria bandeja, e saiu irritada indo fazer outra. Pela quantidade de pedidos errados que ela levava, pode perceber que ela não era muito boa naquilo. Voltou a atenção aos dois ao seu lado quando escutou Marcus falar:

- Hei pessoal, vocês me dão licença que é o intervalo da minha namorada, e eu tenho uma coisa mais interesse pra fazer agora. - disse saindo apressado, sem esperar responta, indo em direção a Justine que o esperava com os braços estendidos. Se virou para Noa no meio do caminho, entretanto, e fez um ok com a mão, abrindo a boca com uma cara safada , apontando para Sabine, que estava de costas. 

Noa olhou para o outro lado, e passou a mão nos cabelos, um pouco desconfortável com a situação.

Sabine achou que esse era o momento perfeito para avançar na sua tática de sedução com Noa. Chegou bem perto dele e deslizou delicadamente a mão para a sua coxa. Noa virou o rosto espantado com a ação da mulher, que  não parecia fazer o tipo que toma a iniciativa.  Acabou entretanto ficando assim com o rosto bem perto do dela.

-Agora que ele saiu eu acho que nós podemos...- Começou a dizer Sabine, sendo interrompida por uma Lua que parecia ter brotado do chão. 

-Vocês querem pedir alguma coisa?- disse com seu bloquinho nas mãos, para uma Sabine que a olhou muito irritada. 

-Não, querida. Nós não precisamos de nada, você pode nos dar licença? -respondeu Sabine que instintivamente apertou a coxa de Noa.

Lua, olhou para Noa com um olhar malicioso, dos seus olhos até a mão de Sabine. 

-Ah, desculpe incomodar. - disse Lua, olhando fixo para Noa, enquanto passava os lábios na boca. 

Noa sorriu com a atitude da garota. 

- Na verdade eu gostaria de um chopp escuro. Mas eu vejo que está ocupada, pode deixar que eu pego. - disse Noa já se levantando, e seguindo Lua até o bar. 

Ao chegarem no bar Lua pegou um copo, e se dirigiu a chopeira, que tinha os bocais voltados para o lado de fora. Começou a encher o copo, até que sentiu uma presença atrás de si, bem perto.

- Obrigado.- disse Noa baixo no seu ouvido.

Lua então se virou com o copo na mão, olhando fixamente para ele. 

- Eu não sei do que está falando, eu só estou fazendo o meu trabalho.- disse Lua no mesmo tom. -Aqui. - disse entregando a bebida a Noa. - A sua acompanhante está esperando.

Os dois ficaram se encarando, e Noa constantemente voltava seu olhar para a boca de Lua. Antes que pudesse se censurar, disse:

- Mas não é ela que eu queria hoje. 

Lua apenas sorriu, abaixando os olhos. 

- Lua Calligard!- disse Patrícia com as mãos na cintura. 

Os dois olharam na direção da voz.

- O que foi, chefa?- respondeu Lua tranquila. 

-Por que você fez o cliente vir buscar a bebida? - disse cruzando os braços na frente do corpo. 

-Ele que insistiu, acho que estava com medo que eu derrubasse sem querer na namorada dele. - disse Lua olhando para Noa com os olhos cintilando.

Mas é uma diaba mesmo...pensou Patrícia.

 -Desculpe por isso, senhor.- disse Patrícia. - Acho que a nossa funcionária está sem o que fazer, por isso de tanta falta de profissionalismo. Pode deixar que eu vou arrumar um trabalho pra ela. - disse Patrícia chamando Lua com a mão. 

Lua acenou baixo para Noa, que sorriu de lado, vendo ela seguir a gerente. 

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O resto da noite passou bem rápido. Marcus voltara a sentar com eles, o que deixou Sabine muito aborrecida. Mesmo com todos os seus avanços e tentativas, não conseguiu nada. Noa não viu mais Lua, até que lá pelas 4 e 30 da manhã ela apareceu com os cabelos soltos, com roupas normais, e uma mochila pequena nas costas. Estava com o blazer de Marcus nas mãos. 

- Meu turno acabou. Podemos ir? - disse para Marcus, lhe entregando a peça de roupa. 

-Claro. -respondeu Marcus, se levantando. 

Esse sábado seria a folga de Lua. Ela costumava dormir na casa de Marcus quando isso acontecia, e passar o fim de semana todo com ele pintando em seu ateliê.

Marcus levantou e olhou para Sabine, que parecia já bem bêbada. 

-Cara, você poderia levar ela pra casa?- disse, apontando pra moça.

-Claro.- disse Noa. 

-Eu vou só falar com a Justine. O que você acha da gente almoçar amanhã naquele restaurante no centro que você gosta? - disse para Lua.

- Eu iria amar.- disse a menina com feliz, porém com uma cara cansada.- Vou te esperar lá fora.- disse, acenando com a cabeça para Noa, e saindo em seguida.

Uns minutos depois Marcus, Noa, e Sabine saíram quase ao mesmo tempo. Lua observou Noa praticamente carregando Sabine no colo até seu carro. Se dirigiu com Marcus até a sua moto, e colocou o capacete, enquanto via ele lhe observando de dentro do carro. Abraçou Marcus pela cintura, e se deixou levar para longe dali, acenando ao passar por Noa. 

 

 

 

 

 

 

 



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