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História Gravity Falls - Um novo verão - Capítulo 33


Escrita por:


Notas do Autor


Alô lobinhos que me acompanham, como vão vocês?

Espero que muito bem. Novamente mais um capítulo da nossa amada história.
Desculpem o fato de deixa-los sem capítulo por tanto tempo. Resumidamente, tem ocorrido muitas mudanças na minha casa desde o último capítulo, tanto pessoas que entram, que saem, entre outras coisas. E está ficando difícil manter a qualidade e frequência da história. Peço perdão por isso, e por qualquer inconveniente.
Nas notas finais tem mais avisos. Boa leitura.

Capítulo 33 - Souvenirs


Pov Alex 


Nos movemos até a parte traseira da casa, onde havia um grande e maravilhoso jardim. Era maior até que nosso jardim na Califórnia, e muito mais vivo também. 


Havia grama rala e verde no chão, ela parecia cultivada com muito cuidado. Perto da casa, havia alguns canteiros de flores, as quais não reconheço, sabendo apenas que são azuis. Toda a grande área era cercada, com uma cerca branca. 


Do lado oposto da casa, localizava-se uma grande árvore, parecendo uma macieira, com diversas maçãs lindas. Essa macieira estava com um corte horizontal no meio de seu tronco principal, ele ainda estava branco, então parecia ter sido feito recentemente. Não deve ser nada preocupante, ao menos eu espero. 


Entre a casa e a árvore, estava um grande espaçamento, para onde Rick estava me guiando.


- Vamos começar com o básico… - disse ele virando-se para mim - vou pedir para que faça dois feitiços aqui no gramado.. sendo um Corpóreo iniciante e um Material iniciante..


- Quer que eu enfeitice o que ? - perguntei, curioso - 


- Primeiro use o feitiço Dux para trazer uma das maçãs da árvores até sua mão… vou te dar as instruções - disse ele, pausadamente - primeiro levante uma das mãos em direção à árvore - eu o fiz - feche os olhos - assim fechei - e agora imagine essa árvore..


Foi como estar no escuro, e então algumas linhas tortas formaram levemente uma árvore, ainda em preto e branco.


- Concentração… - disse ele, com sua voz se afastando - 


As linhas ficaram mais retas, conforme mentalizava ela, estava ficando mais fácil a ver com os olhos fechados. Era como se a neblina que houvesse nos meus olhos, fosse dissipada as poucos. 

Com um pouco mais de concentração, pude ver claramente a árvore, e um de seus belos frutos começou a brilhar. 


- Diga Dux e traga ele para sua mão - disse a voz de Rick, quase sussurrando - 


Ele brilhava muito mais forte, e tinha um cintilo único, quando parecia clamar por ser guiado. E quando senti uma onda forte de calor, misturado com um arrepio, as palavras saíram com facilidade de minha boca. 


- Dux !! - disse em tom forte, ainda de olhos fechados - 


Abri os olhos quando senti Rick chacoalhando meu corpo de um lado para o outro. 


Quando abri os olhos, pude ver todas as maçãs paradas no ar em minha frente, não sobrara uma na árvore. 

Elas formavam um círculo quase perfeito no ar, e quando olhei para o lado, vi Rick me olhando espantado. 


- Isso foi… incrível - disse ele, maravilhado - foi bem melhor do que eu pensei que pudesse ser… 


Quando perdi a concentração, as maçãs caíram e espalharam-se por todo o gramado. Estava espantado com nível de poder que eu tinha exalado, foi simplesmente absurdo. 


- Acho que podemos parar por aqui, não quero te sobrecarregar… - disse Rick, parecendo preocupado - 


Realmente, isso havia sido mais exaustivo do que eu achei que seria possível. Parar por aqui é bem mais do que uma boa idéia. 


Rick nos levou de volta à sala de estar, e pediu para que eu me sentasse no sofá, enquanto ele iria buscar um copo d'água. 

Aproveitei o momento, e comecei a pensar no sonho de ontem à noite. 

Eu parecia ter esquecido, mas na verdade, estava distraindo minha mente, para não precisar pensar nisso. Talvez fosse melhor fingir que aquela noite nunca aconteceu, certo ?. Mas e se a próxima noite também foram tumultuosa desse jeito. 


Eu só percebi que estava encarando o chão, pensando em minhas agonias, quando Alice colocou a mão em meu ombro. 


- Está tudo bem ? - perguntou ela, de forma doce - você parece um pouco pálido.. 


- Eu estou… - comecei, melancólico - angustiado com alguns pesadelos recorrentes.. não sei se estou lidando com isso da forma certa.. 


- Entendo - respondeu ela, ainda de forma dócil - mas não se preocupe, isso passa. Já tive uma época assim, mas consegui superar.. 


Por alguns segundos ficamos em silêncio, até que ela sorriu e pareceu lembrar de algo importante. 


- Fique aqui, eu já volto - disse ela, apressada, levantando-se em um pulo -


Logo subiu as escadas como uma bala, e desceu segundos depois, ainda mais rápido. Ela carregava consigo algo branco nos braços, não consegui ver direito, pelo fato dela estar correndo. 

Então parou perto do sofá, quando me levantei, ela disse.


- Fique com ele.. - disse, estendendo a coisa branca - sempre me ajudava com noites de pesadelo, ele e o papai.. 


Então, pude ver em suas mãos, em pequeno coelho branco de pelúcia. Aparentemente feito de lã, a pequena pelúcia tinha pouco mais de duas mãos minhas de altura. Com focinho e patas rosadas, olhos grandes, e um "pêlo" encaracolado. A pequena criatura inanimada sorria, de forma fofa. 


- Não precisa fazer isso… - disse, negando o presente - 


- Por favor.. eu insisto - disse ela, persistente - 


- Tem certeza disso ? - perguntei, ainda receoso - 


- Absoluta! - afirmou ela, em tom firme - 


Eu peguei o pequeno ser em mãos, ele era mais macio do que eu imaginara, e realmente parecia amigável.


- Obrigado.. - agradeci, a abraçando de forma desconcertada - 


Já disse que amo o cheiro dela. 


Pov Alexya 


Havíamos subido no segundo andar, pois Nathan me disse que gostaria de me mostrar algo em seu quarto. 

Ele parecia muito animado e não conseguia esconder o pequeno sorriso que se formava em seu rosto. 


Assim que paramos na porta de seu quarto, ele entrou primeiro, e pareceu tentar arrumar parte das roupas que estavam na sua cama, apenas as jogando em uma cadeira. 


O quarto de Nathan era um mínimo grande, tendo um guarda-roupas de três portas cinza claro, com um espelho na porta do meio. Uma cama de solteiro azul escura, a qual estava bagunçada, e ele tentava a arrumar. Na outra parede, estava uma cadeira de escritório preta, uma escrivaninha marrom escura, que em cima estava um monitor pequeno, mouse e teclado, e alguns livros empilhados. 


Ao lado de seu guarda-roupas, estava uma porta preta, parecendo trancada. 


- bem vinda ao meu quarto.. - disse ele, parecendo envergonhado - só não repare a bagunça.. 


- Não se preocupe.. não ligo para isso - disse, em tom descontraído - é um lindo quarto.. 


- Obrigado.. - disse ele, no mesmo tom - 


Por alguns segundos ficamos parados apenas olhando um para o outro, mesmo percebendo que ele voltava a desviar seu olhar. 

Quando o clima começou a ficar estranho, eu perguntei. 


- Então.. o que queria me mostrar ? - perguntei, curiosa - 


- Verdade.. quase me esqueci - respondeu ele -


Então andou em direção à escrivaninha, puxando uma chave detrás do monitor.

Depois foi até a porta preta, a abrindo em seguida. No começo pensei que fosse um armário, talvez uma porta de banheiro, ou um closet. 


Mas me surpreendi. Era uma sala pequena, e muito compacta, que cabia apenas prateleiras. E sobre as quatro prateleiras de madeira escura, estavam elas. Cerca de seis, ou mais espadas, todas de cor, material, tamanhos e modelos diferentes. Até mesmo uma katana podia ser vista. Fora os demais troféus, todos de esgrima, no qual tinham formatos de pequenas espadas na cor dourado. 


- Esses são meus bebês - disse Nathan, em tom orgulhoso - cada espada dessas foi presenteada a mim, recompensa pelas vitórias em torneios.. 


- São lindas - disse, olhando admirada para elas - 


- Eu dei nome a cada uma delas.. - disse ele, ainda orgulhoso - 


- Deu nome às suas espadas ? - perguntei, debochada - 


- Claro oras.. - respondeu ele - seria um péssimo dono se não desse.. 


- Você as trata como se fossem animais de estimação.. - disse, ainda debochando - 


- Minha família diz o mesmo - disse ele, em  tom brincalhão - mas eu às nomeio porque às valorizo. Elas são praticamente a coisa mais especial do mundo para mim, são mais que relíquias.. Você deveria dar um nome para a sua.. 


- Dar um nome para minha espada ? - perguntei - ele assentiu - humm.. tem alguma sugestão ? - perguntei novamente - 


Ele ficou pensativo um pouco, até que pareceu ter um estalo de idéia em sua mente. 


- Excalibur !! - exclamou ele - 


- A espada lendária do Rei Arthur ? - perguntei, quase sarcasticamente - 


- É um nome bonito… - disse ele, animado - e combinaria muito com sua espada… bom, é apenas uma idéia…


- Eu amei - disse, sorridente - 


Ele pareceu surpreso, talvez estivesse feliz pelo fato de eu escolher sua opção. Até que olhou para meu bolso, percebendo o volume do dente do Eróxio, ou melhor dizendo, da Excalibur. 


- Você não tem medo dela se transformar no seu bolso ? - perguntou ele, preocupado - 


- Acho que não tenho muita opção.. - respondi -


Ele esticou sua mão até mim, e pediu.


- Posso ? - perguntou ele, referindo-se à pegar o dente - 


Eu o tirei do bolso, e coloquei em suas mãos, curiosa para saber o que aconteceria. Quando ele o pegou em mãos, pareceu pensar por cerca de três segundos, até dizer. 


- CIO Annulus Argenteus - conjurou, o que pareceu ser um feitiço - 


Em suas mãos, o dente se envolveu em ferro, uma camada fina e luminosa, formada instantaneamente. Era como se ar estivesse se tornando ferro envolto do dente. Então, pequenas abas de ferro se formaram, formando rapidamente um anel. 

O ferro se consolidou, e um belo anel prateado, com o canino afiado na transversal se formou em nossa frente. 


Após a mágica acabar, Nathan entregou o anel de prata em minhas mãos, mesmo eu mal acreditando no que havia acontecido. Provavelmente estava visível minha surpresa, pois Nathan comentou em seguida. 


- Incrível, não ? - perguntou ele, com um pequeno sorriso no rosto - 


Eu assenti maravilhada, e antes de tudo coloquei o anel no dedo indicador da mão direita. Também o transformei em espada, apenas para garantir que ainda funcionava. Estava tudo normal, a espada parecia até mais reluzente do que antes. 


- Obrigada… - agradeci, transformando novamente em anel - 


[...]


Pov Alex 


Já estávamos em casa, depois de um jantar rápido, e um banho ainda mais veloz, estávamos deitados na cama, já com luzes apagadas e cobertos dos pés à cabeça. Era uma noite mais fria do que as outras. 


Já havíamos conversado praticamente tudo sobre esse dia, e estava apenas esperando o sono bater à porta, o que não demoraria. 


- Nada como a nossa cama, certo ? - perguntou Alexya, na cama ao lado - 


Eu murmurei com um "uhum", não estava a fim de conversa. 

Mesmo que eu tentasse esconder, ainda estava receoso à dormir, medo de outros pesadelos.

Então, pude sentir o pequenino ao lado do meu colo, eu o puxei para perto, e o abracei. Funguei levemente perto do objeto, e pude sentir o aroma maravilhoso. 


- Tem o cheiro dela… - sussurrei, para que só eu ouvisse - 


Me acalmando, pude sentir os olhos fechando, e o sono vindo.  



Notas Finais


Quero só ver os lobinhos da madrugada 👀👀

Deixe seu comentário e favorito para me apoiar, e para melhorar a história, claro. Quanto aos reboots, eles acontecerão aos poucos, e no intervalo entre os capítulos desta e da outra história.

Mais uma notícia que vale ressaltar, eu tentarei aumentar a frequência da história, principalmente por esse período indeterminado do isolamento. Sei que isso é uma situação horrível, mas ao menos algo de bom nós podemos tirar proveito.

Enfim, imagino que vocês tenham ouvido muito isso, mas lembrem-se sempre de higienizar as mãos, evitar multidões, aglomerações e contato íntimo. Não é necessário pânico, mas devemos nos prevenir. Só isso mesmo, e até a próxima.


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