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História Great - Capítulo 3


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Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 3 - O Convite


1

Para se domar um nundu, precisava de mais ou menos cem bruxos treinados para o tal, porém Newt Scamander conseguia isso sem ao menos algum esforço. É verdade que, se não fosse por Severo Snape e sua habilidade com poções, talvez não conseguiriam colocar o gigante ser felino com vários espinhos sob o corpo para dormir e assim fazer a extração do dente cariado. Quando Snape contou a Erina o que aconteceu, ela pediu um pedaço do dente cariado para guardar na sua coleção particular de pertences a criaturas mágicas, mas o professor negou o pedido e disse que o senhor Newton já dera um fim ao dente. 

Porém, as férias de verão estavam acabando e Erina precisava comprar o material para o quinto ano, mas se contentava em passar mais tempo na casa de repouso do que limpar o galinheiro ou servindo de manequim para as confecções de sua mãe. Erina sabia que deveria contar a senhora Thompson da existência do prédio — isso se ela já não sabe, apesar de ficar na margem do rio dava para se notar de um local alto — e era isso que tentava falar no almoço daquela tarde quente de quinta-feira. 

— Mamãe... a senhora notou aquele casarão enorme na margem do rio? 

— Notei faz alguns dias e jurei que vi alguma movimentação lá. Que estranho... — a senhora Thompson deu uma garfada em um pedaço de cenoura e levando-o na boca — Eu conheço essa região há muitos anos e nunca vi um casarão pelas redondezas... 

— É que... aquele casarão na verdade é uma casa de repouso para bruxos idosos. Ele já existia, mas somente pessoas com autorização do ministério é quem poderia vê-lo. E como tá tendo muitos pedidos de bruxos querendo viver lá, o ministério teve que colocar um feitiço para que todos os bruxos vejam. 

— Interessante, mas como você sabe de tudo isso? 

— B-bem... — Erina começou a fazer círculos com o pé esquerdo embaixo da mesa, e seu rosto estava ficando levemente corado — É que um dos meus professores de Hogwarts está vivendo lá com a mãe. E sabe quem está hospedado também? Newt Scamander. 

— Erina não me engane. Newt Scamander vive com a esposa em uma fazenda. 

— Não estou te enganando. Ele tá morando lá porque a esposa e o filho estão viajando e ele não gosta de ficar sozinho. Eu conheci ele e mamãe... pensa em um ex-lufano fofinho e espirituoso. Eu não teria nenhum problema em tê-lo como meu avô; sabe mãe... o senhor Newt me mostrou a mala dele e tem cada criatura estranha, mas a maioria é tão linda. Fiz amizade com um hipogrifo e chamei ela de Ruanita. 

— Estou vendo que andou se divertindo muito enquanto deixava o serviço lá no curral as traças. — Erina abaixou a cabeça — Você não vai para esta casa de idosos até não terminar os serviços daqui, entendeu? 

— T-tá bom, mamãe. 

Erina não fez de qualquer jeito, mas limpou rapidamente a parte em que ficava o galinheiro — sem perseguir as galinhas desta vez — deu de comida para os dois cavalos que tinham em uma área separada do curral e deu água para os porcos. Depois, foi até o canteiro de mudas e regou todas as plantas de origem mágica e não-mágica. Terminado tudo, voltou para a fazenda, tirou as botas de jardinagem e deu uma arrumada no cabelo. Vestia uma saia azul com listras brancas e camisa regata preta. Saiu as pressas até o casarão, pegando o pó de flu ao chegar no hall e indo para o segundo andar. 

Desta vez, Erina sabia onde ficava o quarto de Severo (ao lado do quarto do senhor Newt, quem diria?), mas antes preferiu ir até a cozinha falar com a elemental e assistente da casa Iara sobre um assunto que martelava sua mente fazia alguns dias. 

— Olá senhora Iara... — disse com os braços cruzados e a cabeça abaixada. 

— Menininha. Veio ver o seu Severo né? 

— Aham, mas antes eu queria falar com você sobre um assunto. 

— Pode falar. Tem bolinho de abóbora assado e tá uma delícia. Claro, tudo usando farinha integral. 

— Adoro esse seu prestígio e carinho para com a saúde dos idosos e por isso que eu queria ser sua aprendiz. Sabe, aprender mais sobre cozinha, temperos, essas coisas. Eu posso até ser uma corvina que só faz perguntas e irrita as pessoas com elas, mas eu queria muito saber fazer essas coisas de comida... 

— Hum... talvez eu possa abrir uma exceção. Você é a primeira pessoa que se interessa pelas coisas que eu faço desde que eu comecei a trabalhar neste andar. A dona Eileen só reclama do filho, o seu Newton fica cuidando daqueles bichos esquisitos e o seu Angus foge de qualquer coisa que tenha a palavra “esforço” e o seu Severo, bem... empesteia todo o andar com o mau humor dele. 

— Eu e o professor Snape podemos te ajudar, começando pela hortinha. Só preciso mesmo é falar com ele. 

— Então tá bom. Me encontrem daqui a uma hora lá no jardim porque eu preciso arrumar as coisas aqui. 

Erina gostava da senhora Iara, apesar de no começo ter ficado com medo devido ao seu tom meio ameaçador, e sua voz fininha só piorava as coisas. Saiu da cozinha e foi para o quarto de Snape, que estava com a porta encostada. O professor escrevia em um pergaminho para cartas enquanto que em cima da cama havia um exemplar do Profeta Diário. Erina achara que o cômodo era cheio de parafernálias de poções, mas era comum com cama, estantes, escrivaninha e um sofá ao lado. 

— Sevinho? — Snape olhou para Erina, colocando a pena de volta ao tinteiro — Bom dia. 

— Parece cansada, Erina. Já sei: levou xingamento da sua mãe por estar largando o serviço na fazenda para me ver e hoje teve que fazer absolutamente tudo que deixou para trás. 

— Não me acostumo com você lendo a minha mente. 

— Quanto mais sentimental o bruxo for, mais facilmente sua mente será lida. 

— Me acha muito sentimental? 

— Demais... mas isso não é precisamente um defeito. Não em você. 

— Sevinho... — Erina foi para cima dele, lhe dando um abraço apertado. Snape na hora não teve reação, mas depois a abraçou de volta — Deixa eu mexer no seu cabelo? 

— Como? 

— Calma eu não vou fazer nada demais. Só vou dar uma penteada e depois colocar uns laços. 

— Laços? 

— Não fica com medo. Você vai ficar mais lindo do que já é com os lacinhos. 

— Veja lá o que vai fazer com o meu cabelo... 

Erina procurou pelo quarto por um pente e encontrou um sob a estante perto da cama. Pediu para que Snape senta-se na cama enquanto ela ficava de joelhos atrás dele e começava a passar o pente sobre os fios que estavam bastante embaraçados nas pontas. 

— Ei. Não puxa. 

— Mas está muito embaraçado no final, Sevinho... 

— Então segura o resto e penteia. Você quer arrancar meu couro cabeludo, é? 

— O-ok, eu prometo fazer devagar e sem puxar. 

Após pentear o cabelo de Snape, Erina tirou um saquinho transparente do bolso de sua saia que tinha alguns laços de cor verde e os colocou na cama, pegando um de cada vez e separando partes do cabelo em pequenas mechas e amarrando os laços. Terminado, a garota desceu da cama e foi pegar um espelho para mostrar a Snape como havia ficado. Parte dos seus cabelos ainda continuavam soltos, mas muitas mechas estavam amarradas com os laços esverdeados. 

— O que achou? 

— Achei que faria alguma coisa, enrolasse, mas... você só amarrou com os laços. 

— É. Eu ia fazer umas tranças, mas fiquei com medo de te machucar... 

— Até que não ficou ruim. Eu gostei. 

— Sevinho vamos para o jardim? Me sinto tão bem quando estou lá... 

Snape concordou e os dois foram para o portal de flu. Erina olhou de relance a senhora Iara, que quando viu o professor com todos aqueles laços na cabeça, deu risadas que foram abafadas com a boca, mas ela preferiu não alarmar o seu amado e foram para o jardim. 

— Vamos que temos muitas coisas para conversar. 

O céu estava limpo e sem sinal de chuva em uma tarde de ventos que amenizava o forte calor daquele dia. Erina e Snape foram para o banco de madeira que sempre iam para conversar, e de longe, ouviram a discussão de Newt Scamander e Angus Iowe perto da grande árvore de frutas. 

— ... você é um covarde! — disse Newt — Se aproveita da situação para poder fugir. O que custa ajudar a Iara em regar as plantas do jardim? 

— Ela é uma elemental. Pode fazer isso sozinha... 

— Eu não acredito... isso deve ser muito místico para que você não faça.

— Newton... você está me desafiando? 

— Estou! Duvido que com a sua animagia consiga regar todo o canteiro de rosas. 

Erina e Snape olharam vidrados para a discussão, mas depois voltaram a conversar. 

— Por que eles brigam tanto? — perguntou Erina. 

— Conflito de egos. O senhor Newton acha que animagia é para covardes e o senhor Angus acha que magizoologia é para idiotas, e aí eles ficam com essa discussão imbecil. É o tempo todo brigando. Agora você entende porque eu não suporto ficar neste lugar nas férias? Pelo menos na minha casa é só eu e acabou. 

— Ah se quiser... você pode passar as férias na minha fazenda. Tem um quarto reversa no andar de cima. Posso explicar para a minha mãe que é o meu professor e que precisa de um lugar para ficar nas férias porque... porque... a senhora Snape foi mordida por um murtisco e está hospitalizada no St. Mungus. 

— Sua mente é muito criativa. Pena que sua mãe não iria acreditar em um absurdo destes. 

— É verdade. Mamãe é muito esperta. Ela parece ser legilimente, como você. Por falar nisso... consegue ler mesmo todos os meus pensamentos? Tipo, tudo? 

— Quase tudo. Prefiro não ficar vasculhando sua mente para evitar “certos pensamentos”. — Erina desviou o olhar quando ele disse as últimas palavras — Pense em alguma coisa e eu vou tentar adivinhar. 

— Q-quer mesmo fazer isso? 

— Sim. 

— T-tá bom. — Erina pensou e focou-se apenas naquilo. 

— Você está pensando em como vai conseguir pegar a mala do senhor Newton novamente para encontrar o hipogrifo que estava com a gente quando o obscuro te atacou. — Erina olhou para ele, impressionada. 

— É i-isso mesmo... m-mas como que... 

— Não há explicação. É apenas treino e esforço. Treine a mente, para que os pensamentos das pessoas se abram para você. E lembre-se: quanto mais sentimental for, mais aquela mente será vulnerável para o legilimente ler o que quiser. Além do mais... eu sabia o tempo todo que era você quem tinha invadido minha sala particular de poções para pegar ingredientes e fazer uma tal poção da invisibilidade. 

— E-então... sabia que era eu desde o início? — Snape fez sim com a cabeça — Até mesmo quando invadi seu escritório? 

— Sim. Fiz aquele joguinho só para ver onde iria chegar com a farsa, mas nunca pensei que iria me dar aquele empurrão. Isso eu não consegui prever. 

— É que eu me desesperei e fiz. Nunca que eu queria que se machucasse ou fosse acusado de ter matado aqueles alunos da Grifinória. 

— Essa idiotice tinha que vir mesmo da sua amiguinha insolente a Molin. Eu já te disse milhões de vezes que estes seus amigos vão destruir sua reputação. 

— Não vamos discutir isso de novo, vamos? 

— Não. Você já é grande o suficiente para entender o que estou dizendo. 

— Então foi assim também que descobriu os planos do Robert? 

— É. A oclumência dele era boa, mas quando se tratava de você... sua mente se abria. 

— Ele gostava de mim? 

— Era mais uma obsessão do que amor. Ele sabia que você gostava de mim e que não mudaria de ideia, então teve a “brilhante” ideia de querer te assassinar queimada. Sabe aquele negócio de “se você não é minha, não será de mais ninguém”. 

— Credo. E-eu nunca pensei que o Robert poderia ser deste jeito. Ele sempre me pareceu ser gentil, educado e estudioso tanto que fui eu quem o indicou para o professor Flitwick para que fosse monitor... 

— A oclumência dele lhe enganou. Enganou o Fílio e a todos. Menos a mim. 

— Me ensina? 

— O que? 

— Legilimência e Oclumência? 

— Não sei se conseguiria aprender oclumência, mas legilimência podemos tentar. 

— Assim nós dois não vamos precisar esconder nada um de outro. Acho justo. 

— Eu... também. 

O portal de flu explodiu em uma camada esverdeada onde Iara e a senhora Snape saíram das chamas esverdeadas e foram para a horta cuidar das plantas. Erina se levantou e foi ajudar as duas mulheres quando viu vários buracos minúsculos perto das mudas de trigo. 

— Era só o que me faltava... — dissera Iara — A horta está cheia de gnomos!

— Gnomos de planta? Achei que eles não viviam nestas redondezas... — disse Erina. 

— Mas vivem. Eles comem todas as plantações. A gente tem que tirar eles de baixo da terra. 

— Eu faço isso. — disse a senhora Snape, punhando sua varinha cor azul acinzentado com uma pena rosada na ponta — Sou boa em levitar coisas. 

— E que fazemos com os gnomos? — perguntou a menina olhando o tempo todo para os buracos. 

— A gente joga eles longe, ué. — disse Iara ríspida. 

— E-espera... jogar? Tipo, jogar mesmo? M-mas isso não é certo. Tadinhos. Eles podem até comer as plantações, porém jogá-los longe é errado. Podemos conjurar casinhas e colocá-los dentro, soltando-os na floresta de noite. 

Snape havia chegado ver a confusão e notando os buracos feitos pelos gnomos. Erina pareceu ver também, a cabeça de um deles projetada em uma das aberturas, mas que logo se escondeu e ficando com as orelhas à mostra, dando risadinhas. 

— Gnomos de jardim? 

— Sim e... Severo o que é isso na sua cabeça? — perguntou a senhora Snape. Iara voltara a rir assim que o viu com os laços nos cabelos formando pequenos cachos, mas abafou com a boca. 

— Foi a Erina quem fez. Algum problema? 

— Está ridículo. Tire isso agora. 

— Só tiro quando eu quiser e vontade tiver. 

A senhora Snape emburrou a cara e ficou apontando o tempo todo para o filho, que fizera questão de fechar seu rosto e cruzar os braços em tom de deboche. 

— Vocês duas são testemunhas das malcriações do Severo. Mas é igualzinho ao Tobias. O comportamento estúpido e sem educação é totalmente dele. Isso não tem nada a ver com os Prince. — Snape não disse nada, mas fez uma expressão ainda mais debochada, piorando a situação. 

— Se os dois vão brigar em vez de me ajudar a remover os gnomos é melhor que vão embora. — disse Iara — Menininha, eu vou levitar os gnomos e você pega eles. 

Quando Iara e Erina iam em um dos buracos que a menina disse ter visto um dos gnomos o senhor Newton veio verificar o que estava acontecendo. 

— Ouvi parte da conversa. Infelizmente o Angus ficou gritando e imitando o som de um pássaro do mundo dos trouxas e não consegui entender tudo, mas... acho que posso resolver o problema dos gnomos sem ter que jogá-los. Vocês pegam eles e colocam dentro da minha mala e resolvo onde vou soltá-los. 

— Excelente ideia, senhor Newt, mas eu não posso usar magia para tirá-los do buraco. 

— Deixa que eu faço. — disse Iara. 

Erina, Newt e Iara fizeram todo o trabalho de desgnomtizar o jardim da casa de repouso. Severo e sua mãe não paravam de discutir e o senhor Angus tinha desaparecido — virando uma águia e indo embora — A senhora Iara pegou sua varinha e gritava “accio gnomo” nos buracos e de um em um eles saiam. Erina os agarrava pelas pernas e jogava na mala do senhor Newt que estava aberta. As mãos da garota ficaram sujas de uma mistura estranha de terra com uma gosma transparente esquisita. 

De aparência, os gnomos tinham grandes olhos negros, nariz e orelhas pontudas, corpo pequeno e cabeça achatada, se divertindo quando Erina os lançava para dentro da mala. Alguns deles tinham barba e dependendo do gnomo, esta barba poderia ter uma cor esverdeada ou azulada. Os três removeram exatamente 20 gnomos e o senhor Newt fechou sua mala quando havia acabado. 

— Pronto. Acho que removemos todos os gnomos né? 

— A-acho que sim. — disse Erina cansada. 

— Menininha, obrigada por ter me ajudado com os gnomos, porque se depender do trio confusão (Severo, Eileen e Angus), eu teria que fazer tudo sozinha. 

— Estarei sempre quando precisar, dona Iara. Agora eu vou ver como o Sev, quer dizer, o professor Snape está. A senhora Snape foi muito grossa com ele. 

Erina desceu da montanha, lavou as mãos no rio e depois voltou para o segundo andar, indo direto para o quarto de Snape. Ele estava escrevendo de volta no pergaminho para cartas e continuava com os laços. 

— Sua mãe foi muito mal educada, Sevinho? — disse a garota se aproximando dele, de cabeça baixa. 

— Isso nunca vai mudar nela, Erina. Os laços ficaram bonitos, eu gostei e só tiro quando eu quiser. É algo tão simples que a minha mãe sequer entende. 

— O convite para morar comigo ainda está aberto. 

— Não quero incomodar a sua mãe, já que a dona Iara vive dizendo que eu “empesteio” o lugar com o meu mau humor. Voltarei para a minha casa. 

— Leu minha mente de novo, né? 

— É, eu li. Melhor começarmos com as aulas de legilimência e oclumência logo. 

— Você sabe que pode me dizer o que quiser né? Eu sinto que por dentro... você está muito triste, zangado e chateado pela pessoa que deveria te amar, fica lhe criticando e dizendo palavras horríveis. 

— A única opinião que me importa de verdade é a sua. — Erina sorriu — Agora eu tenho que terminar alguns afazeres. 

Erina olhou para a cama de Snape e o exemplar do Profeta Diário estava intacto, porém na cordinha que o enrolara tinha uma carta. Pegou-a com muita delicadeza e observou os dizeres: Severo Prince Snape, casa de repouso para bruxos avançados. Ao lado, havia o brasão com um grande M esverdeado. 

— Sevinho... carta para você. 

— Deixe-me ver. — Snape pegou a carta e analisou — É do Lúcio. Reconheceria esse brasão em qualquer lugar. — Erina começou a ficar gelada e nervosa. Não conseguia falar ou sequer se mexer. 

— L-Lúcio Malfoy? 

— Sim. Eu sou amigo dele. 

O que Erina mais temia aconteceu: Seu amado mestre de poções era amigo de ex-comensal da morte. 

— V-você ao menos sabe que ele foi um... um... 

— Comensal da Morte? Sim, eu sei. E não precisa ficar com medo. O Lúcio não é tão ruim quanto a mídia “sketeeana” gosta de lançar. Ele se arrependeu do que fez e está pagando por ter se aliado ao Voldemort... você não se incomoda se eu disser o nome dele ou... 

— Não. Eu mesma falei uma vez para o professor Warren que deveríamos parar de dar “nomezinhos” para o Voldemort. Mas mesmo assim Sevinho... o Lúcio é um elitista preconceituoso. Ele pode muito bem ter saído dos Comensais quando a coisa apertou, mas duvido que tenha abandonado seu modo de pensar quanto aos mestiços e aos nascidos-trouxas. 

— Deveria dar um voto de confiança a ele. Todos merecem uma segunda chance. Bem, vou ler a carta.

Erina queria muito ver o que estava escrito, mas também não queria invadir a privacidade do amado. Sentou-se na cama e esperou até ele ler a carta. Snape a olhou com seriedade e depois se aproximou, mostrando o pergaminho a menina. 

— Olhe isto. 

Severo meu amigo, 

Gostaria de lhe convidar para um chá aqui na minha mansão e também para colocar o papo em dia. Se quiser, pode trazer alguma companhia — menos a sua mãe por motivos óbvios. Aguardo a sua resposta. 

— Lúcio Malfoy. 

— Uma boa oportunidade para conhecê-lo, não acha? — perguntou Snape a Erina. 

— N-não sei se quero e também não sei se a minha mãe deixaria... 

— Bem... posso conversar com ela e explicar que sou seu professor e preciso te levar para um treinamento especial para o Torneio Tribruxo das Américas, o que não deixa de ser uma meia verdade. 

— E quanto a senhora Snape? 

— Minha mãe não precisa saber, mas preciso da sua resposta se quer ou não ir comigo. 

Erina ficou na dúvida. Ela não tinha total certeza se Snape sabia ou não daquele episódio onde, por culpa do avô de Ever e seus comentários infames, acabara sem querer em uma loja qualquer da Travessa do Tranco e ouvindo uma conversa dele com Lúcio. 

— Tá bom Sevinho. Mas não pense que vou querer fazer amizade com este homem só porque você quer. 

— Não estou te obrigando a fazer amizade com ele. 

— Eu sei. E só por você é que estou indo. 

Snape a abraçou, depois lhe dando um beijo na cabeça, mas Erina estava insegura sobre essa visita.



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