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História Green Eyes - Capítulo 13


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Notas do Autor


Heeeey, voltei mais rápido dessa vez! Aproveitem o capítulo.

Capítulo 13 - Rain of love


Fanfic / Fanfiction Green Eyes - Capítulo 13 - Rain of love

Camila Cabello Point Of View 

-Desembucha filho da puta! -Escutei o grito irritado de Dinah, seguido de um forte soco na mesa, que me fez dar dois passos para trás. 

-E-eu na-não sei o quer que eu diga. -Disse o homem com a voz trêmula, ele realmente parecia perdido, mas eu não me importava, só queria que ele contasse logo a verdade. 

-Ah você sabe sim. -Disse ela impaciente, aproximando-se mais do homem assustado e segurando na gola de sua camisa, o puxando para mais perto e o olhando nos olhos. -Quem te ajudou no sequestro? -Perguntou pela vigésima vez. 

-E-e-eu já di-disse que não te-teve ninguém. -Sua voz estava falha e os olhos arregalados enquanto encarava a grande mulher a sua frente. -Eu... fiz tudo... sozinho. -Soltou um suspiro pesado. 

-É melhor soltá-lo, Dinah, estamos aqui há horas e ele não fala nada. -Toquei o ombro de minha amiga e a puxei para trás, a fazendo soltar a gola da camisa do homem com força, o fazendo bater contra a cadeira. 

-Estamos progredindo, não é mesmo? -Perguntou Dinah irônica, o sorriso debochado nos lábios podia até mesmo dar medo, cruzou os braços e estreitou os olhos em direção ao homem. -Eu vou perguntar apenas mais uma vez... -Aproximou-se mais da mesa, mas eu segurei seu braço. -Quem te ajudou? 

-Ninguém... 

-Eu vou matar esse cara. -Disse a loira raivosa, já se levantando para avançar contra ele. 

-Dinah! -Gritei antes que ela pudesse fazer algo, segurando mais firme em seu braço. -Fique calma, okay? Não podemos agredi-lo. -Tentei acalmá-la, mas ela apenas resmungou algo inaudível. -Você, vamos embora, já ocupou muito meu tempo hoje. -Falei firme, apontando para o homem assustado. 

-Eu já estava quase conseguindo algo. -Resmungou Dinah. 

-Dinah, você não pode bater nele. -Falei segurando o riso ao ver sua expressão emburrada, parecia uma criança sendo proibida de fazer algo. Prendi as mãos do homem com as algemas novamente e o levei para fora da sala, Veronica o levaria para a clínica novamente. 

-Eu poderia ter socado a cara daquele imbecil. -Disse a mulher assim que adentrei a sala novamente. 

-Não, não poderia. -Neguei com a cabeça. -Nós tínhamos que interrogá-lo, não o socar. -Revirei os olhos divertida. 

-Mas quando o suspeito não colabora, as vezes precisamos de violência. -Soltei uma leve risada ao escutar suas palavras, ela ainda parecia chateada por não ter conseguido fazer Steve dizer nada. 

-Eu só queria um nome. -Suspirei tristemente e sentei na cadeira de frente para Dinah. -E se for o Austin? Eu posso descobrir onde está minha filha, Chee. 

-Eu prometo que vou fazê-lo falar, nem que eu tenha que ameaçá-lo com uma faca para isso. -Disse Dinah ao se levantar da cadeira e caminhar até mim, lancei um olhar repreensor em sua direção. -Okay, okay, sem facas. -Ergueu as mãos em rendição. -Estamos aqui há horas, podemos sair para tomar um café? 

-Eu topo, sai tão cedo de casa que nem comi nada. -Dei de ombros e segui minha amiga para a porta. 

Há uma semana, tudo que eu conseguia pensar era em minha filha. Lauren havia reconhecido Austin em uma foto, bom, eu realmente não sei se foi ele que ela viu, pois já faz tanto tempo e talvez ela estivesse o confundindo com alguém parecido. Mas de uma coisa eu tinha certeza, eu nunca soube exatamente no que meu ex-marido trabalhava, ele vivia me dizendo que fazia parte de um grande projeto, que traria muitos benefícios para a humanidade no futuro, mas nunca foi totalmente claro quanto a isso e eu nunca vi necessidade de saber mais. Foi quando comecei a pensar nisso que as peças começaram a se juntar, talvez ele trabalhasse mesmo com Steve e eu nunca soube, mas o que exatamente eles queriam fazer prendendo as pessoas em laboratórios de ciências e as torturando? Eu só precisava que Steve colaborasse um pouco com os interrogatórios, já haviam sido 5 contando com esse último e em nenhum deles ele disse algo que pudesse ajudar nas investigações. 

Dinah e eu precisávamos realmente de um momento a sós, fazia muito tempo que não saíamos juntas como costumávamos fazer seguidamente há alguns anos. Depois Ashley nasceu, o trabalho aumentou, eu não queria mais sair de casa por motivos óbvios e acabamos nos afastando um pouco com o tempo, mesmo ela estando sempre na minha casa tentando me animar ou me fazer sair. Eu era realmente grata pelas minhas amigas. Assim que saímos da delegacia podemos ver quão feio estava o tempo, a cidade ainda estava um pouco escura mesmo já sendo nove horas da manhã, os trovões altos eram escutados, anunciando que logo uma grande tempestade chegaria. Não demoramos para encontrar o carro no estacionamento e logo já estávamos a caminho da cafeteria que sempre íamos. Eu ainda ia as vezes, mas não era a mesma coisa quando ia sozinha. 

-Eu não acredito que não conseguimos tirar nada daquele cara! -Exclamou a loira ao sentar-se em uma das cadeiras da pequena mesa. Sentei de frente para ela e apenas concordei. 

-Uma hora vamos conseguir, ele parece estar quase cedendo já, só precisamos pressionar mais um pouco. -Soltei um suspiro pesado. 

-Você não acha que Lauren pode ter se confundido? Austin era um babaca, mas não parecia ser louco que nem o Steve. -Pensei por um instante em sua pergunta e assenti enquanto ela procurava algo no cardápio. 

-Talvez ela tenha realmente se confundido, mas eu acho difícil, ela parecia ter absoluta certeza do que estava falando quando me contou. Pode ser ele, Dinah, e podemos encontrar minha filha. -A loira concordou. 

-Vamos encontrá-la sim e não vai demorar. -Dinah abriu um sorriso gentil para mim e estendeu sua mão em cima da mesa, pegando a minha. -Agora vamos pedir logo porque estou morrendo de fome. -Ri com seu desespero. 

(...) 

Lauren Jauregui Point Of View 

-Vamos Tessy! -Chamei novamente enquanto puxava a guia da pequena cadela. Já estava começando a ficar impaciente. 

-Vamos! -Puxei novamente a guia, mas não adiantava ela não queria ir embora de jeito algum, acabei desistindo de lutar contra ela e me sentei na grama verdinha, me encostando na árvore. -Okay, vou deixar você brincar apenas mais um pouco. -Ela parecia entender o que eu falava, pois estava feliz. 

-Um pouquinho só! -Estreitei meus olhos em sua direção, antes de soltá-la novamente para que pudesse correr pela extensa praça.  

Eu havia saído bem cedo com Tessy para passear na praça, não era muito longe do apartamento de Camila, pois eu nem conhecia quase nada para ir longe demais, não saberia voltar. A praça não estava muito movimentada naquela manhã, havia alguns casais passeando de mãos dadas, pais com seus filhos e crianças brincando em alguns brinquedos um pouco distantes de onde eu estava. Eu gostava de observar as pessoas, sempre fizera isso, desde muito pequena e talvez por esse motivo sempre fora uma criança muito quieta, pelo menos era o que meus pais costumavam me dizer. Eu sentia tanta falta deles, quando eu estava presa naquele cativeiro era diferente, eu sentia que quando saísse tudo estaria normal, que eu os encontraria novamente, vivos e felizes, mas agora eu estava na realidade e doía saber que eles realmente não voltariam nunca mais. Me recostei na árvore enquanto observava Tessy cheirar a bunda de outro cachorro, como se quisesse conhecê-lo. 

Senti algo molhar minha pele e olhei para cima, percebendo que o céu já estava muito mais feio do que antes, alguns pingos de chuva já caíam sobre a cidade e logo as pessoas já estavam começando a esconder-se para não se molhar. A praça começou a esvaziar assim que a chuva começou a aumentar e eu corri para pegar Tessy, foi um pouco difícil conseguir pegá-la, mas assim que consegui a segurei no colo e comecei a caminhar em passos rápidos em direção ao apartamento, naquele momento eu só conseguia pensar no quão burra eu era por não ter pegado um guarda-chuva antes de sair de casa. Os trovões estrondosos pareciam aumentar cada vez mais e eu odiava o barulho alto que eles faziam, quando era pequena costumava me esconder dentro do guarda-roupas dos meus pais toda vez que escutava um trovão. Tessy estava agitada em meus braços e estava cada vez mais difícil conseguir segurá-la. Não demorou muito para que finalmente chegasse ao apartamento, porém, já estava completamente molhada. 

Assim que cheguei avistei Camila no prédio, ela parecia preocupada, mas ao mesmo tempo feliz ao nos ver, mas acabei me distraindo com a linda latina a minha frente e nem percebi quando Tessy já havia pulado de meus braços, o pequeno filhote parecia eufórico ao sentir-se livre novamente, começou a correr pelo gramado enquanto eu tentava alcançá-la novamente, parecia uma missão quase impossível. Camila correu até nós e tentou pegar a cachorrinha também, mas nem mesmo ela conseguiu, rimos da nossa situação quando percebemos que já estávamos completamente molhadas e Tessy nem parecia se importar, só queria brincar na chuva. Assim que desistimos de tentar alcançar Tessy, Camila parou ao meu lado ainda rindo e nós observamos a cachorra correr em disparada para o prédio, seu latido ainda se escutava mesmo já estando longe. A latina me olhou sorridente, seu rosto estava tão lindo molhado e completamente natural, o coque em seu cabelo já havia desfeito, a deixando ainda mais linda. 

-Lauren... -Camila sussurrou ao segurar minha mão, seus olhos não desviavam dos meus nem por um momento. Aproximei-me mais e assim que senti sua respiração quente bater em meu rosto, apenas fechei os olhos e permiti que meus lábios tocassem os seus lentamente. 

Realmente parecia que tudo estava acontecendo em câmera lenta, senti a mão de Camila ir de encontro ao meu cabelo no mesmo momento que segurei em sua cintura, a puxando para mais perto, a água fria da chuva nos molhava e parecia ser só mais um toque especial para aquele momento tão incrível, a latina pediu passagem com a língua e eu imediatamente cedi, sentindo sua língua tão macia se entrelaçar com a minha, como se estivesse em uma sincronia única, eu queria explorar cada cantinho de sua boca, mas logo o ar começou a nos faltar e fomos obrigadas a nos separar. 

-Eu... desculpa, não sei o que me deu. -Falei ao notar o que havia acontecido, mas Camila não parecia irritada, ao contrário, ela tinha um lindo sorriso bobo nos lábios e não demorou para que se aproximasse novamente. 

-Não se desculpe, só... me faça sentir isso novamente. -Foi tudo que ela disse antes de juntar seus lábios nos meus novamente, era um beijo calmo e suave, sua mão agora estava em meu pescoço, seu toque era tão suave e delicado quanto o beijo, sorri quando nos separamos. 

-Acho melhor entrarmos, está muito frio. -Sussurrei quando minha respiração já estava controlada e Camila assentiu, encontrou minha mão novamente e entrelaçou nossos dedos, me puxando para correr com ela até o prédio. 

Entramos no elevador em silêncio, tudo que se escutava era o barulho de Tessy se sacudindo para secar-se. Eu estava com medo do que viria quando Camila finalmente resolvesse dizer algo, nós nunca havíamos feito aquilo antes, eu nunca havia beijado uma mulher e o pior é que aquela tinha sido a melhor sensação da minha vida, o beijo de Camila era tão suave e calmo, ela não parecia ter pressa nenhuma de acabar e nem eu tinha, só queríamos aproveitar o momento, nada mais parecia existir além de nós duas naquele momento. Mas nenhuma das duas sabia exatamente o que dizer agora, ficamos em silêncio até as portas do elevador se abrirem e logo chegamos, a latina abriu a porta, permitindo que a cachorrinha eufórica entrasse primeiro, mas avisando que ela não poderia subir no sofá ou na cama por estar com as patas molhadas e sujas. 

-Eu vou pegar umas toalhas para nos secarmos um pouco, vamos ficar doentes assim. -Disse Camila, antes de ir em direção ao banheiro, fechei a porta atrás de mim e esperei que a mulher trouxesse as toalhas, pois não queria molhar a casa mais ainda. -Aqui. -Me entregou as toalhas. 

-Obrigada. -Sorri levemente como agradecimento e me sequei o máximo que consegui para logo ir até o quarto, precisava de um banho quente urgente. 

Tomei um bom banho quente e assim que sai do banheiro enrolada na toalha, pude ver o moletom de Camila em minha cama, sorri com aquilo, ela sabia que eu iria querer usá-lo. 

-Está com fome? -Perguntou a latina quando adentrei a sala, a olhei sobre o balcão de madeira e assenti. -Um pouco. 

-Podemos pedir algo. -Disse ela ao caminhar até o sofá e jogar-se nele, eu assenti e me sentei ao seu lado. -Comida japonesa? -Ergueu uma sobrancelha sugestiva. 

-Pode ser, eu nem me lembro da última vez que comi ou talvez eu nunca tenha comido. -Pensei por um instante, eu realmente não me lembrava, sai de meu transe assim que escutei uma risadinha de Camila. 

-Então será como provar pela primeira vez, acho que vai gostar. -Desviou o olhar para o celular e não demorou para que conseguisse pedir a comida pelo aplicativo. -Prontinho, agora é só esperar. 

-Camz... Você não acha que devemos conversar? -Perguntei timidamente e ela me analisou por um momento, deixando o celular de lado. -Sobre o que aconteceu lá fora. -Expliquei. 

-Oh... você não gostou? -Perguntou confusa e eu rapidamente neguei com a cabeça. 

-Não, pelo contrário, eu ame... eu gostei muito. -Suspirei, eu odiava ficar nervosa, sempre me atrapalhava nas palavras e isso me irritava. -Mas eu nunca tinha beijado uma mulher antes e... eu não sei, é diferente... -Bufei irritada, as palavras simplesmente não vinham. 

-Hey, está tudo bem, okay? -Sua voz suave sempre me fazia sentir melhor. -Eu também nunca tinha beijado outra mulher. -Disse ela calmamente, o toque delicado de sua mão em minha bochecha me fez fechar os olhos, aproveitando aquele momento. -Mas posso te contar um segredo? -Abri os olhos e assenti. 

-Eu amei. -Sussurrou ao aproximar-se de meu ouvido e eu sorri, sentindo as tão conhecidas borboletas na barriga. 

-Eu também. -Respondi com a voz falha. 

-Então... podemos fazer de novo? -Perguntou sugestiva, seus olhos desviaram para os meus lábios e eu apenas assenti, me aproximando de seu rosto, nossos lábios se tocaram novamente e mesmo que não fosse mais a primeira vez, a sensação era mesma. 

-Eu gosto disso, gosto muito. -Sorri levemente, sua respiração ainda estava um pouco desregulada e sua testa estava encostada na minha. 

-E eu gosto de você, muito, muito, muito. -Disse Camila no mesmo tom que eu, o sorriso enorme em seus lábios demonstrava como ela estava feliz, seu nariz encostou no meu por um momento e ela o franziu, ficando com uma expressão fofa. 

-Você gosta? -Perguntei assim que ela se afastou um pouco e a latina assentiu quase que de imediato. -Acho que isso é perigoso demais, tenho medo de como pode acabar. -Tossi algumas vezes, fazendo Camila franzir o cenho. 

-Como assim? 

-Sempre acon... -Tossi novamente. -Acontece algo... -Mais tosse. -Com as pessoas que eu am... que eu gosto. -Falei meio atrapalhada por estar tossindo e Camila parecia preocupada. 

-Mas nada vai acontecer, confia em mim, está tudo bem. -Camila estendeu a mão, pegando a minha e por um momento pude perceber como elas se encaixavam perfeitamente. 

-Promete? 

-Prometo. -Disse ela decidida, estendendo seu dedo mindinho em minha frente, o encarei confusa por um momento, mas logo entendi o que era para fazer e entrelacei meu dedo com o seu. -Ashley sempre diz que promessa de dedinho não pode se quebrar. -Riu levemente e eu espirrei, soltando um suspiro pesado e encostando minha cabeça no encosto do sofá. 

-Você está bem? -Perguntou Camila preocupada e eu apenas assenti. 

-Estou, só com um pouco de dor de cabeça. -Falei com a voz arrastada e Camila encostou em meu rosto delicadamente. 

-Você está muito quente, Laur, acho que está com febre. -Disse a latina. -Vou fazer um chá para você, minha avó sempre dizia que é o melhor remédio. 

-Não... -Estendi minha mão em sua direção assim que ela se levantou do sofá. -Não quero ficar sozinha. -Resmunguei e Camila me lançou um olhar doce, acompanhado de um lindo sorriso preocupado. -Fica comigo. -Pedi novamente, mas logo o interfone tocou. 

-Eu estou aqui. -Disse ela ao segurar minha mão. -Só um minutinho, okay? -Aproximou-se para beijar minha testa e eu resmunguei novamente enquanto observava ela se afastar para atender o interfone. Logo abriu a porta do apartamento e recebeu a comida, entregando o dinheiro para o motoboy. 

Camila Cabello Point Of View 

-Prontinho. -Falei ao me sentar no sofá com Lauren novamente, ela parecia realmente mal e muito manhosa, provavelmente o resultado de toda aquela chuva já estava fazendo efeito. -Bebe um pouquinho, vai te fazer sentir melhor. -Estendi a xícara em sua direção, sua expressão de enojo me fazia querer morder aquelas bochechas enormes e vermelhinhas. 

-Tem cheiro ruim. -Disse ao aproximar o rosto da xícara curiosamente. 

-Não é ruim, você ainda nem provou. -Ri levemente e ela pegou a xícara, a levando até os lábios lentamente. -Então? -Perguntei curiosa. 

-Não é um chocolate quente, mas dá para tomar. -Gargalhei com sua resposta e concordei, era exatamente o que pensava quando minha avó me forçava a tomá-lo. 

-Vamos comer, estou morrendo de fome. -Lauren concordou e logo começamos a jantar finalmente. 

Nosso jantar foi calmo, Lauren experimentou sushi e acabou gostando até demais, me fazendo ter que pará-la antes que comesse tudo. Logo resolvemos assistir algo e ficar juntas já que não costumávamos fazer tanto isso em dia de semana por conta do meu trabalho. Lauren estava tão manhosa e carente que eu não podia resistir à vontade de cuidar dela e ela não parecia se importar com nada no momento, ou estava delirando de febre já. Sentei no sofá novamente depois de jogar as coisas fora e lavar a louça e a morena já havia escolhido o filme, então apenas me aconcheguei ao seu lado e senti ela mudar de posição para ficar mais perto de mim, durante o filme ela se aproximou mais, até descansar a cabeça em meu ombro, eu passei o braço por sua cintura e ela se aninhou mais ao meu corpo. O filme já estava quase no final e Lauren quase dormindo quando de repente ela se levantou e correu até o banheiro, a observei curiosa e resolvi segui-la para ver se estava tudo bem. 

-Lauren? Tudo bem? -Perguntei ao me aproximar do banheiro e quando parei na porta meu coração apertou ao vê-la abaixada de frente para a privada, vomitando tudo. -Oh meu Deus. -Foi tudo que eu disse antes de me aproximar para ajudá-la, segurei seu cabelo para que não ficasse no rosto e esperei que ela terminasse para puxar a descarga. 

-Desculpa. -Disse ela assim que conseguiu levantar com minha ajuda e eu neguei com a cabeça rapidamente. 

-Tudo bem, tudo bem, vem cá. -A ajudei a caminhar até a pia e lhe entreguei uma escova com pasta para que escovasse os dentes, o que ela fez em alguns minutos. -Pelo menos a febre parece ter baixado com o chá. -Falei ao encostar em seu rosto novamente e colocar uma mecha de seu cabelo atrás da orelha. 

-Minha cabeça ainda dói, meu corpo todo dói. -Resmungou como um bebê manhoso precisando de carinho. 

-Oh meu Deus. -A puxei para meus braços e ela pareceu relaxar naquele momento, escondendo seu rosto em meu pescoço. -Você vai ficar bem logo, só precisa descansar. -Sussurrei da forma mais calma que conseguia e assim que nos separamos saímos do banheiro e apaguei tudo para que pudéssemos ir para os nossos quartos dormir. 

-Boa noite, Camz. 

-Boa noite, Lolo, durma bem e qualquer coisa pode ir até o meu quarto. -Beijei sua bochecha e lhe abracei novamente antes de ir para o meu quarto. 

Fui para o meu quarto, eu realmente precisava de um descanso depois de um dia tão movimentado, no dia seguinte tentaria tirar alguma coisa do Steve de novo e eu estava realmente torcendo para que ele falasse algo, só queria encontrar minha bebê novamente, saber se ela estava bem, se estava grande, se era parecida comigo, do que ela gostava. Sentia tanta falta dela, da sua voz fofa me chamando de “mama” e de seus curtos bracinhos estendidos em minha direção quando estava chorando. Fechei os olhos tentando voltar um pouco no tempo, eu tinha muito medo de não poder mais viver aqueles momentos, Angel já estaria com quatro anos agora, e se ela não gostasse de mim? E se ela foi criada totalmente diferente do que imaginava? E se Austin a colocou contra mim? Ou pior, eu nem queria pensar nesta possibilidade, mas... e se ela não estivesse bem? Abri os olhos quase que de imediato com esse pensamento, nem conseguia imaginar o que aconteceria comigo, eu me agarrei muito na possibilidade de ela estar bem durante anos. 

Respirei fundo e fechei os olhos novamente, eu precisava ficar calma, meu coração sempre dizia que ela estava bem apesar de estar longe de mim, então isso me acalmava um pouco quando pensava nisso. Eu só a queria comigo nesse momento, abraçar seu pequeno corpinho e beijar seu rostinho com todo o amor do mundo. Me revirei várias vezes na cama, até conseguir finalmente encontrar uma boa posição e tentei dormir novamente, mas logo escutei um barulho na porta, de primeira pensei que fosse coisa da minha cabeça e ignorei, mas então escutei a batida novamente e abri os olhos, me virando em direção a porta do quarto um pouco confusa, logo a mesma se abriu lentamente e com a pouca claridade pude ver Lauren parada timidamente. 

-Hey, precisa de alguma coisa? -Me sentei na cama preocupada e a observei negar lentamente, mordendo o lábio inferior ansiosamente. -O que foi então? Não está se sentindo bem? -Ela negou novamente. 

-Posso ficar aqui? -Perguntou baixinho e eu conseguia ver suas bochechas coradas, antes que eu conseguisse responder, o barulho alto de um trovão tomou conta do ambiente e tanto eu quanto Lauren estremecemos. 

-Não gosta de tempestades, não é? -Lauren não respondeu, apenas olhou para a janela, ainda parecia ansiosa e agora assustada. -Vem cá. -Chamei fazendo sinal com a mão e ela hesitou um pouco, mas se aproximou e deitou-se comigo. 

-Tem certeza? -Perguntou incerta e eu sorri levemente, a observando espirrar novamente. 

-Se você me deixar cuidar de você, tenho absoluta certeza. -Falei sugestiva, lhe lançando um olhar divertido e ela sorriu, o lindo sorriso que me traz uma paz incrível. 

-Obrigada, Camzi. -Disse ela com a voz embolada e sonolenta seguido de um bocejo, parecia realmente cansada. Lauren se aproximou mais e deitou a cabeça em meu peito, aconchegando seu corpo no meu. 

-Boa noite, baby. -Sussurrei quando percebi que ela provavelmente já havia caído no sono, beijei seus cabelos e a mesma soltou um resmungo baixinho, se remexendo e escondendo o rosto no meu pescoço, como havia feito antes. 

 

Eu não sabia o que seria dali pra frente, mas eu amava aquela sensação. 


Notas Finais


AAAAAAAAA aconteceu o beijo!!! Logo, logo volto com outro capítulo.


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