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História Green Eyes - Capítulo 2


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Notas do Autor


Heey! voltei, espero que gostem desse capítulo!

Capítulo 2 - The beginning


Fanfic / Fanfiction Green Eyes - Capítulo 2 - The beginning

Camila, Ally e Dinah já haviam conversado com alguns vizinhos, mas não tinham conseguido descobrir nada além do que já sabiam sobre os Evans. Dois dos vizinhos não atenderam, o que acabou deixando as três um pouco frustradas, principalmente porque não haviam conseguido nada e Normani com certeza lhes daria um sermão por isso. Era o primeiro caso em que não conseguiam descobrir quase nada. Elas já estavam pensando em voltar para a delegacia e se preparar para o que Normani diria, quando Ally percebeu que ainda faltava duas casas, eram as duas mais próximas da grande casa da família assassinada, que agora tinha uma placa de vende-se na frente. Camila hesitou um pouco, ela já estava ficando sem esperanças, mas Dinah e Ally insistiram muito para que ao menos tentassem e ela acabou cedendo. A latina estacionou o carro em frente a pequena casa de madeira pintada de branco, Dinah foi a primeira a subir os poucos degraus e apertou a campainha enquanto esperava que as outras duas a alcançassem. 

-Bom dia, somos investigadoras criminais. -Camila disse assim que avistou a velinha de cabelos brancos parada na porta. A analisando atentamente e mostrou seu distintivo para ela. 

-Oh, bom dia. -A senhora sorriu gentilmente para elas e Ally murmurou um “que fofa” para Dinah. -Em que posso ajudá-las? -Perguntou curiosa. 

-Poderíamos fazer algumas perguntas para a senhora? -Perguntou Ally, em sua melhor pose de profissional. -Será rápido. 

-Perguntas? Perguntas sobre o quê? -A senhora franziu as sobrancelhas confusa e as mais jovens se entreolharam. 

-Nós estamos investigando o caso de uma família que foi encontrada morta em casa e precisamos fazer algumas perguntas aos vizinhos. -Respondeu Camila calmamente. 

-Tudo bem, entrem então. -A senhora abriu mais a porta e se afastou para o lado, dando espaço para que as mais novas entrassem. 

-Obrigada. -Dinah sorriu de forma gentil para ela enquanto as outras duas já entravam na casa. -A propósito, eu sou a agente Hansen, essas são as agentes Cabello e Brooke. -Sinalizou as duas mulheres respectivamente e elas sorriram ao mesmo tempo para a senhora. 

-Muito prazer, me chamo Matilda. -Disse ela sorridente, caminhou até a sala e sinalizou o grande e aparentemente confortável sofá para que as três mulheres se sentassem. 

-Muito bem, dona Matilda, faremos algumas perguntas simples, okay? -A velha senhora assentiu e Camila prosseguiu, abrindo seu pequeno caderno com capa de couro e pegando a caneta de dentro dele para começar a anotar algumas coisas. 

-Pedimos apenas que seja sincera conosco. -Dinah pediu e a senhora concordou novamente, prestando total atenção nas três. -Bom, a senhora conhecia a família Evans? -Perguntou a loira, se ajeitando no sofá. 

-Sim, eram bons vizinhos, quando eu me mudei para cá, uns três meses antes da tragédia acontecer, eles vieram aqui para me trazer uma sexta de café da manhã para dar as boas-vindas. -Respondeu tranquila, parecia começar a se lembrar deles. 

-E vocês eram próximos? Você conhecia eles bem? -Perguntou Camila, enquanto se concentrava em anotar algumas coisas em seu caderno rapidamente. Estava torcendo para que a senhora dissesse algo que as ajudassem. Nenhum dos outros vizinhos eram próximos da família. 

-Éramos conhecidos, nos cumprimentávamos quando nos víamos na rua, mas não tivemos tempo para nos conhecermos tão bem. -Respondeu calmamente, olhando para Camila, que apenas assentiu. 

-A senhora sabe se eles não se davam bem com alguém da vizinhança? -Ally questionou com sua voz suave enquanto Camila permanecia concentrada em anotar tudo que a senhora respondia. Matilda inclinou a cabeça levemente para o lado, confusa. -Já viu alguma briga deles com algum vizinho ou algo do tipo? -Reformulou a pergunta. 

-Eles eram pessoas muito animadas e costumavam dar algumas festas em casa nos finais de semana e as vezes até em dia de semana mesmo, então geralmente deixavam música alta até de manhã e alguns vizinhos reclamavam, principalmente quem mora na casa ao lado da que era deles. -Camila ergueu as sobrancelhas e olhou para a mais velha curiosamente. 

-Pode me dizer quem mora na casa ao lado da que era deles? -A latina deixou o caderno de lado por um momento e ficou atenta a Matilda. 

-Não me lembro do nome dele no momento, mas sei que é um homem e que ele mora sozinho porque nunca tem ninguém diferente na casa dele e ele nunca aparece muito, acho que é uma pessoa muito reservada. -As detetives se entreolharam por um instante. 

-Obrigada por nos receber, senhora. -Camila se levantou e estendeu a mão na direção da mais velha, que prontamente se levantou também e apertou a mão da mulher. -Sem problemas, espero ter ajudado em algo. -Respondeu gentil e observou as outras duas levantarem e seguirem a latina até a porta. 

-Ajudou muito. -Dinah sorriu e acenou para ela enquanto Ally e Camila já caminhavam para fora da casa calmamente. 

Okay, agora elas já sabiam pelo menos, que a família não era tão querida quanto todos diziam ser. Eles tinham que ter algo escondido, só isso explicaria o fato de alguém ter os matado. O mais intrigante de tudo isso, é que depois de ler o relatório que o FBI fez sobre o caso, Camila descobriu que não havia sangue e nem marcas de machucados em nenhum deles quando os encontraram, todos estavam simplesmente mortos, com o corpo intacto e só quando fizeram a autópsia dos corpos que descobriram o que realmente tinha acontecido. Havia um veneno desconhecido por todos, nos corpos, que pelo que Camila leu, havia destruído completamente seus órgãos, o grande e misterioso problema era que, para que esse veneno tivesse deixado os órgãos deles em tão péssimo estado, eles teriam que ter tomado muito dele, pois o veneno agia lentamente, demorava meses para deixar os órgãos da forma que estavam. E por que alguém tomaria veneno e daria para toda a família todos os dias? Se quisessem realmente se matar havia muitas formas melhores e mais rápidas de o fazer. Camila tinha quase certeza de que eles não queriam se matar ou algo assim. 

As agentes caminharam até a casa ao lado da de Matilda. Precisavam muito conversar com o tal vizinho misterioso que de acordo com aquela velha senhora, não costumava aparecer muito e como nenhum dos outros vizinhos tocaram no nome dele, as três deduziram que não o conheciam ou simplesmente não queriam falar dele. Ally bufou impaciente quando apertou a campainha pela terceira vez, o carro estava na garagem, o que indicava que ele estava em casa, mas ninguém atendia e isso estava deixando as mulheres impacientes. Quando Dinah estava prestes a tocar a campainha pela quarta vez, elas escutaram um barulho do lado de dentro da casa e a loira se afastou da porta, esperando que alguém a abrisse em seguida. 

-Meninas, eu quero dar uma olhada na casa deles. -Camila apontou a casa ao lado com a cabeça e as outras duas olharam na direção, concordando com ela em seguida. -Não temos muito tempo até o horário de almoço, eu vou na casa enquanto vocês falam com ele, okay? -Sugeriu a latina, entregando o caderno para Ally em seguida. 

-Tudo bem, pode ir, a gente cuida disso. -Ally sorriu para ela e desviou olhar para a porta quando escutou um barulho de chave, Camila apenas acenou para elas e desceu os degraus de madeira, caminhando para a casa ao lado, que era um pouco menor. 

-Pois não? -Perguntou o homem com aparência de uns 45 anos quando abriu um pouco da porta para ver quem era. 

-Olá, nós somos investigadoras policiais, será que poderíamos conversar um momento? -Dinah foi a primeira a se pronunciar e o homem pareceu ficar confuso por um instante. Mas elas já estavam até ficando acostumadas com esta reação das pessoas depois daquela manhã. 

-Conversar sobre o que especificamente? -Perguntou ele curioso, a voz grave e séria só o deixava mais misterioso, mas ele tinha uma aparência normal. Ally e Dinah esperavam que fosse alguém mais assustador.  

-Você deve saber que a família Evans foi encontrada morta dentro da própria casa, não é? -Perguntou Ally seriamente e ele concordou. -Então, estamos investigando o caso e por isso estamos fazendo algumas perguntas aos vizinhos. -Explicou calma e mais uma vez ele assentiu. 

-Tudo bem, mas não tenho muito tempo, precisam ser rápidas. -Avisou ele, de forma um pouco fria e as duas apenas concordaram, observando-o abrir a porta para dar passagem a elas. -Sou Steve Jauregui. -Disse formalmente, estendendo a mão na direção de Ally. 

-Agente Brooke e agente Hansen. -Respondeu educada enquanto apertava a mão dele, Steve assentiu com um pequeno sorriso de canto e fechou a porta, indicando a sala para elas. 

-Seremos diretas. -Dinah disse assim que se sentaram, o homem logo pegou seu copo de whisky, que estava na mesinha de centro junto às garrafas e levou aos lábios, bebendo lentamente. -Você conhecia eles? 

-Não muito, apenas os via de vez em quando, não fazia muita questão de vê-los. -Respondeu ele em uma tranquilidade que podia ser até assustadora. Ally rapidamente abriu o caderno para começar a anotar. 

-Posso perguntar o motivo? -Perguntou Ally, se recostando no encosto do sofá e cruzando as pernas, enquanto analisava o homem atentamente. Ele parecia ser muito misterioso enquanto bebia aquele whisky. 

-Eles eram um pouco... excêntricos digamos. -Respondeu ele, analisando as duas mulheres à sua frente. -Meu maior problema com eles era a música alta quase todos os dias quando eu precisava dormir para acordar cedo. -Seu tom ainda era calmo. -Mas ainda assim é uma pena o que aconteceu com eles. -Dinah ergueu os olhos um pouco assustada com a voz sarcástica do homem e pigarreou algumas vezes. 

-Sabe o que aconteceu? -Perguntou a baixinha com a voz fraca e ele pensou por um instante enquanto bebia mais um pouco. 

-Fiquei sabendo que foi veneno, provavelmente queriam se matar. -Disse ele, fingindo um tom triste, o que não passou despercebido pelas detetives, que apenas se entreolharam desconfiadas. 

-O veneno demora meses para agir, ninguém em sã consciência beberia veneno todos os dias e faria sua família fazer o mesmo. -Respondeu Dinah um pouco arrogante e recebeu um olhar repreensor da amiga. 

-Bem, não faço ideia então, não sou médico. -Agora seu tom estava mais arrogante e Dinah já estava prestes a retrucá-lo quando Ally se levantou e fez sinal para ela fazer o mesmo. 

-Obrigada pela atenção, Sr. Jauregui. -A baixinha sorriu forçadamente e seguiu até a porta com Dinah logo atrás. O homem abriu a porta para que elas se fossem e logo elas já estavam à espera de Camila no carro. 

Mesmo que já tivesse feito dois meses que a família Evans havia sido encontrada morta, ainda não haviam levado todas as coisas da casa para que ela ficasse livre para vender. Camila se surpreendeu um pouco quando olhou pela janela e percebeu que haviam muitos móveis lá dentro ainda, ela queria entrar, mas a casa estava trancada e ela não tinha a chave. Analisou o quintal atentamente e então se deu conta de algo suspeito. A casa tinha uma caixa d’água. Seria um pouco estranho que alguém mexesse na caixa d’água deles, mas poderia ser a única explicação, alguém podia ter colocado o veneno na água. Isso era muito louco, mas a jovem detetive já havia visto tantas coisas em seus anos trabalhando como investigadora que nem se surpreendia com mais nada. Ela mal podia esperar para contar às amigas sobre sua suspeita, mas também queria voltar na casa e investigá-la por dentro. 

Camila saiu da casa e caminhou tranquilamente pela rua até seu carro, onde Ally e Dinah já se encontravam folhando o pequeno caderno e tentando juntar o que haviam descoberto naquela manhã. Elas contaram à Camila sobre o homem misterioso e estranho que vivia na casa ao lado da que era dos Evans, mas a latina, apesar de começar a suspeitar dele, sabia que não tinham nada que comprovasse que ele havia feito algo realmente contra os vizinhos. As três estavam muito envolvidas no caso e foram conversando sobre ele durante o caminho para o restaurante que almoçariam, enquanto escutavam o noticiário no velho rádio que o carro possuía. Não demorou muito para que elas chegassem no restaurante que sempre costumavam almoçar, ele não estava muito cheio, mas mesmo assim elas optaram por sentar na mesa do fundo, como sempre faziam, assim poderiam ter privacidade para conversarem. 

-O que vocês vão pedir? -Perguntou Dinah, enquanto analisava o cardápio vermelho à sua frente, Camila estava sentada de frente para ela e Ally ao seu lado, cada uma concentrada em escolher seu almoço. A loira olhou para elas quando não recebeu nenhuma resposta e então Camila sorriu –como se já soubesse o que iria querer- e ergueu a cabeça para encará-la. 

-Vou querer fish and chips, faz um bom tempo que não como. -Respondeu a latina tranquilamente, analisando a imagem de um prato contendo batatas fritas com peixe que tinha no cardápio. -E para beber vou pedir um suco de cranberry. -Acrescentou decidida e Dinah apenas assentiu. 

-Eu acho que vou ficar com bangers and mach mesmo, é o que sempre peço. -Ally comentou, soltando uma risada fraca em seguida. Então voltou a olhar o cardápio tentando encontrar uma bebida que gostasse. -E para beber, vou pedir um refrigerante de laranja mesmo. -Deu de ombros, fechando o cardápio e o colocando em seu lugar, no centro da mesa. 

-Vou pedir o mesmo que Ally. -Disse Dinah, desistindo de encontrar algo que gostasse em seu cardápio e assim que Camila fez sinal para o garçom, ele apareceu em sua mesa e anotou seus pedidos, afirmando que logo voltaria com eles. -O que vocês acham de irmos até a delegacia para contar à Mani o que descobrimos e pegar a chave da casa depois do almoço? -Perguntou a loira, assim que o garçom já havia se afastado de sua mesa. 

-Ótima ideia, eu preciso ver o que tem dentro daquela casa ainda hoje. -Camila disse animada, ela estava realmente muito curiosa com aquele caso. -Além disso, nós não podemos perder tempo, não é mesmo? -Ally e Dinah concordaram, elas sabiam que não tinham muito tempo para resolver o caso. 

-Eu não consigo tirar da minha cabeça que aquele Steve é muito suspeito, ele mora ao lado da casa da família Evans, não gostava deles e quase ninguém na vizinhança sabe sobre ele. -Ally comentou, ela estava visivelmente perdida em pensamentos e suas palavras fizeram com que Dinah e Camila também ficassem do mesmo jeito. Mas elas não tinham prova alguma ainda. 

-Eu também o achei muito suspeito, Ally, mas não temos nenhuma prova de que foi ele, na verdade não sabemos quase nada sobre ele. -Dinah suspirou frustrada e Camila apenas as observava, ela não havia visto o homem ou conversado com ele, mas acreditava nas palavras de suas amigas. 

-Podemos tentar investigá-lo mais. -Sugeriu a latina, no momento em que escutaram o celular de Dinah vibrar em cima da mesa e a loira imediatamente pegou o aparelho e o desbloqueou para ver a mensagem que havia acabado de receber. -Que cara é essa, Chee? -Perguntou divertida. 

-Mani vai ficar até tarde na delegacia de novo e precisa que eu busque a Ash na escola. -A loira parecia um pouco desapontada com a notícia, apenas digitou algo no celular e o desligou, o colocando sobre a mesa novamente. -Ela está muito envolvida nesse caso, nem tem quase tempo para ficar comigo e a Ashley ultimamente, ontem foi uma das únicas vezes em que Ashley dormiu sem ela em casa e hoje cedo ela me perguntou o motivo. -Camila e Ally se entreolharam, elas sabiam que as duas estavam um pouco afastadas. 

-Sei como isto é horrível. -Camila comentou com a voz suave, ela mais do que todas sabia muito bem do que estava falando, mas não queria lembrar de nada no momento. -Mas vocês precisam conversar, Mani é compreensível, ela vai entender e você precisa falar para ela que isso está prejudicando a Ash. 

-Eu sei, pretendo falar com ela hoje, mas não quero que Ashley esteja com a gente no momento. -Disse ela, desviando o olhar rapidamente para o homem que trazia seus pedidos, ele os colocou nos lugares certos e logo elas agradeceram. -A mãe da Mani está viajando, não posso deixá-la com ela. 

-Eu ficaria com ela, mas Troy está de folga e eu quero passar um tempo com ele. -Ally se pronunciou antes que Camila pudesse dizer algo e começou a mexer em sua comida distraidamente. Dinah apenas assentiu e lhe lançou um sorriso que dizia: tudo bem, obrigada mesmo assim. 

-Eu posso ficar com ela, minha casa está tão vazia ultimamente, Tessy vai amar ter uma companhia. -Camila disse, enquanto desviava o olhar de sua comida para Dinah, que levantou a cabeça para lhe encarar e sorriu brilhantemente. 

-Sério? -Perguntou animada e a latina concordou, levando o garfo com um pouco de comida até sua boca. -Isso é ótimo Mila, muito obrigada mesmo. -Dinah disse enquanto encarava a latina com um enorme sorriso nos lábios. Ela realmente estava agradecida por Camila ficar com sua filha naquela noite, assim ela poderia de uma vez por todas conversar com sua esposa. 

O almoço correu tranquilamente, as três conversaram sobre assuntos banais enquanto comiam. Sentiam falta de fazer isso, já que não haviam tido tempo para ter momentos como amigas desde que Camila tinha voltado das férias, Dinah e Ally aproveitaram para interrogar Camila sobre suas férias. Depois de pagarem o almoço -dividindo a conta depois de uma longa discussão- elas voltaram para o carro e seguiram para a delegacia, estavam ansiosas para falar com Normani e assim que chegaram, imediatamente se direcionaram para a sala da negra, que estava concentrada m seu trabalho e se surpreendeu com o que as agentes haviam conseguido conversando com os vizinhos, apesar de ter colocado mais expectativas do que devia. Camila pediu que ela lhe desse a chave da casa para poderem entrar e investigar o que tinha dentro e depois de hesitar um pouco, a delegada entregou a elas a chave enferrujada, fazendo com que as três comemorassem baixinho. Tinham muita esperança em encontrar algo no meio de todos aqueles móveis empoeirados. 

Não demorou para que elas já estivessem de volta à casa da família Evans, como Camila havia visto pela janela anteriormente, tudo estava um pouco empoeirado, alguns móveis estavam cobertos por lençóis brancos e na sala havia algumas caixas de papelão que continham algumas coisas da família, como objetos e roupas, nada muito importante para suas investigações, mas de acordo com Ally, tudo era necessário quando não se tinha quase nada. Em cima do balcão que dividia a cozinha da sala, havia alguns quadros com imagens de pessoas alegres, que Camila julgou ser da família e os quartos tinham apenas os móveis, a decoração e os objetos que provavelmente davam vida ao ambiente não estavam mais lá. Camila sentiu um sentimento de impotência quando se deu conta de que já haviam revirado a casa inteira e não tinham encontrado nada que pudesse as ajudar, e então decidiu que já era hora de voltar para a delegacia e dar a notícia para Normani. As agentes saíram um pouco decepcionadas da casa e seguiram para o carro. 

-Eu não acredito que ainda não encontramos nada que possa nos ajudar no caso. -Dinah bufou impaciente ao sentar no banco de trás do carro e fechar a porta. Camila concordou enquanto ligava o carro, ela ainda pensava em alguma forma de conseguir alguma evidência de algo. 

-Eu tenho certeza que tem algo passando despercebido por nós, não é possível. -Ally disse, enquanto colocava o cinto de segurança. -Talvez a gente devesse... -Antes que ela terminasse, Dinah a cortou. 

-Gente, olha. -A loira apontou para a janela e as outras duas seguiram seu olhar, parando na casa do Sr. Jauregui, onde havia um carro grande e luxuoso saindo da garagem. -Eu sei que pode parecer um pouco louco e arriscado, mas por enquanto ele foi a única pessoa suspeita, deveríamos segui-lo. -Completou ela, olhando rapidamente para Camila, que parecia pensativa. 

-No momento eu acho que não podemos deixar nenhum detalhe de lado. -Disse a latina decidida, dando partida com o carro assim que avistou o carro do homem sair à sua frente. Ally dizia que o que estavam fazendo era errado enquanto Dinah comemorava do banco de trás do carro. 

-Você não pode perder ele, Mila. -A loira mais alta disse assim que elas tiveram que parar em um sinal, ficando dois carros atrás do que estavam seguindo, Camila se concentrou nos movimentos dele para não o perder de vista quando o sinal abrisse.  

-Normani vai nos matar se não descobrirmos nada e ela ficar sabendo que seguimos uma pessoa inocente para nada. -Ally disse nervosa, enquanto intercalava o olhar entre Camila e Dinah, que nem estavam a escutando mais. 

-Ela nunca vai saber que fizemos isso se não descobrirmos nada, a não ser que alguém conte. -Respondeu Dinah, no momento em que Camila começou a andar com o carro novamente, totalmente concentrada no grande carro do Sr. Jauregui.  

O resto do caminho seguiu em silêncio, pois as três estavam nervosas de mais para falarem algo, assim que o carro parou em frente a uma universidade, Camila diminuiu a velocidade e esperou que ele saísse do carro para estacionar um pouco atrás dele e entrar no estabelecimento. Imperial College London, essa era a universidade que elas haviam parado, pelo que Camila sabia sobre ela, era uma das melhores faculdades de Londres e era especializada em ciência, engenharia e medicina. A pergunta que não queria calar era: O que diabos Steve Jauregui estava fazendo ali? A primeira coisa que passou pela cabeça da latina, era que ele era um aluno, mas ele não tinha jeito de ser aluno, se vestia muito bem e sua aparência de superioridade deixava ainda mais na cara de que ele não era um aluno. Talvez fosse um professor. 

-Eu preciso perguntar sobre ele para alguém, precisamos saber pelo menos o que ele faz aqui. -Disse Camila seriamente, enquanto observava o homem sumir na enorme porta da universidade. 

-Vá lá então, nós duas ficamos por que ele pode nos reconhecer se nos encontrar. -Disse Ally, ela ainda estava nervosa o suficiente para não querer se meter no que suas amigas estavam fazendo. Camila lançou um olhar para Dinah pelo retrovisor e assim que recebeu um aceno positivo da loira, ela desceu do carro com delicadeza e caminhou sobre seus saltos finos em passos lentos até a entrada da faculdade, onde havia alguns alunos. 

-Olá. -Camila sorriu gentilmente para um menino que aparentava ter uns 19 anos, ele estava sentado na escada da entrada e a olhou com curiosidade e um pouco de receio. -Eu sou Camila Cabello, você pode me responder uma coisa? -Perguntou ela, tentando soar o mais normal possível. 

-Claro, o quê? -Perguntou ele, colocando o celular que antes estava mexendo, na mochila e a encarnado curioso. Camila pensou por um instante, ela não podia falar com o menino como se fosse uma agente da polícia, ou ele desconfiaria. 

-Um homem entrou aqui ainda pouco, ele se chama Steve Jauregui, sabe me dizer se ele é um professor? -Perguntou ela, mordendo o lábio levemente ao olhar para o carro e ver as outras duas mulheres olhando para eles. 

-Oh sim, ele é um cientista eu acho, eu não estou na universidade há muito tempo, ele me deu apenas umas duas aulas no laboratório. -Disse ele tranquilamente e Camila apenas assentiu um pouco aérea, precisava tentar encaixar aquela informação com o que já tinha descoberto. 

-Entendi, muito obrigada pela ajuda. -Sorriu novamente e caminhou graciosamente até o carro, o som de seus saltos batendo no asfalto deixava a cena ainda mais sexy para quem estava vendo de fora. A latina entrou no carro e sorriu vitoriosa. -Ele é professor na faculdade. -Foi tudo o que disse. 

Camila contou o que o menino havia lhe dito para as outras duas agentes e logo já estava pronta para ir embora, mas Dinah pediu para que ficassem mais um tempo, até que o homem saísse do local. Elas esperaram por horas e quando já estava começando a escurecer, elas decidiram que iriam embora, afinal Ally tinha que encontrar Troy e Dinah precisava buscar a filha na escola, mas antes mesmo que elas pudessem sair, Steve saiu da universidade e caminhou até seu carro, fazendo com que elas prestassem atenção em seus movimentos. Dinah olhou em seu celular e percebeu que ainda faltava alguns minutos para buscar Ashley na escola, então pediu para Camila o seguir e quando deram partida com o carro, perceberam que ele estava indo ao lado oposto do que ficava a casa dele, o que era muito estranho para elas. 

Seguiram o carro pela estrada movimentada, se camuflando entre os outros carros para que ele não desconfiasse que estava sendo seguido, até que finalmente o grande carro parou. O lugar era um casino. Camila se perguntou várias e várias vezes naquela noite o motivo dele ter ido naquele lugar, dinheiro era o que menos faltava para ele pelo que parecia, então talvez ele apenas gostasse de passar suas noites jogando e bebendo com alguns amigos. Voltaram para a delegacia logo depois, agora suspeitando mais ainda do homem, já que sabiam que ele tinha algo a ver com ciência ou química, provavelmente ele sabia algo sobre como fazer veneno ou algo assim, a final, o veneno encontrado nos corpos era algo muito incomum, não se vendia em lugar algum. 

*** 

-Vamos tia Mila, por favor –Implorava a garotinha de pele escura e cabelos volumosos enquanto pulava no sofá ao lado de Camila sem parar. A latina já estava ficando cansada de explicar para a menina que não podia pegar os livros de história no quarto trancado. 

-Ash, vamos assistir os desenhos e depois eu prometo que conto uma história para você, okay? -Sugeriu ela, segurando na cintura da pequena criança e a fazendo sentar ao seu lado no sofá, mas não adiantou muito, pois logo ela já estava pulando novamente como um cachorro inquieto. 

-Por favorzinho, eu prometo que guardo todos eles no lugar certo de novo, não vou estragar nada. -Disse a menina, juntando suas mãozinhas como se fosse rezar e encarando Camila com os olhinhos escuros brilhando. 

-Tudo bem. -Camila suspirou, se dando por vencida e deixou seus braços caírem, batendo em suas pernas. -Mas você vai entrar lá, pegá-los e sair logo em seguida, sabe que não gosto de fazer isso. -Avisou ela, se levantando e caminhando até seu quarto, sendo seguida por uma Ashley saltitante. 

-Pode deixar, tia Mila. -A menininha disse seriamente, fazendo seu corpo ficar ereto e batendo continência, como se estivesse em um exército falando com o general, o que fez Camila rir da piada da criança. A latina pegou a chave na gaveta da escrivaninha e em seguida pegou na mão de Ashley. 

-Por favor, seja rápida. -Pediu quando encarou os olhinhos escuros e muito profundos da garotinha, ela era como a miniatura de Normani e isso era muito engraçado porque seu jeito era muito mais parecido com o de Dinah. 

-Eu vou ser. -Ashley sorriu para Camila, mostrando sua janelinha fofa e a latina levou a mão até seus cabelos, os bagunçando e arrancando risadas gostosas da criança. A latina abriu a porta lentamente e então permitiu que a pequena entrasse, ficando parada ao lado de fora para a esperar. 

-Sinto muito. -Sussurrou Camila, sentindo seus olhos começarem a arder, mas segurando as lágrimas, ela não queria chorar, não na frente de Ashley. Tentava ser forte, mas parecia que todo seu esforço ia para o inferno quando abria a porta daquele quarto e se lembrava de tudo. 

-TIAAAA. -Camila saiu de seus devaneios ao escutar uma voz aguda gritar por ela, o que a fez olhar rapidamente para dentro do quarto e ver Ashley correndo para fora. -O que é isso? -Perguntou a menina, erguendo uma peruca loira para a mulher com a mão livre, enquanto segurava os livros com a outra. 

-Uma peruca? -A latina franziu o cenho confusa, ela não se lembrava daquilo, nem sabia como aquilo havia parado naquele quarto. -Eu não... -Memórias lhe atingiram no mesmo instante que iria falar algo e ela logo se lembrou da última festa a fantasia que havia ido. Estava na faculdade ainda e se lembrava de ter sido uma das piores noites de sua vida. 

-Parece com aquelas coisas que a mamãe já usou. -Disse a menina, se referindo a quando Dinah tinha o cabelo curto e usava aplique para deixá-lo maior e mais volumoso. Camila encarou a peruca por um tempo e uma ideia brilhante lhe atingiu, a fazendo sorrir no mesmo momento. 

-Ashley, eu acho que você acabou de salvar o meu trabalho! -A latina quase gritou, o que fez a garotinha se assustar um pouco e logo ela saiu correndo para o seu quarto, entrando no closet em seguida, observando Ashley parar ao seu lado, curiosa com o que ela havia feito. 

Camila parou em frente ao espelho de seu closet e prendeu seus cabelos em um coque mal feito, para logo em seguida colocar a peruca loira, ajeitou a mesma em sua cabeça delicadamente e abriu um sorriso satisfeito quando parou para observar sua imagem no espelho. 

-Karla Estrabão terá que entrar em ação. 


Notas Finais


Até o próximo :)


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