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História Green Witch- Jacob Black - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Salém


Fanfic / Fanfiction Green Witch- Jacob Black - Capítulo 2 - Salém

SALEM, MASSACHUSETTS- ANO 1641.

- MAIS RÁPIDO MARY ANN.- Diz a ruiva correndo, virando de costas vendo a loira a acompanhar.- Por Morgana, parece até uma lesma.

- Você está querendo me matar.- A ruiva para de correr soltando uma gargalhada alta. A loira por outro lado, se joga sobre o campo florido puxando o ar com força.

- Esta a queixar-se demais Bishop.- Jocelyn exclama se postando ao lado da ruiva, que encarava a amiga jogada sobre a grama verde. Jocelyn era uma garota magra, magra demais para sua idade, corpo esguio e um rosto bonito, grandes olhos azuis, que faziam um contraste bonito com seus cabelos loiros, loiros como as cores de um girassol, o nariz fino e arrebitado, os lábios rosados e finos, tudo em sua pele branca, levemente bronzeada pelo sol.

Mary de fato estava cansada, respirava com dificuldade.- Não havia me dito que sua prima é deveras preguiçosa, Bridget.

A loira revirou os olhos jogando a cabeça para trás.- Não deve proferir o que não sabe Jocelyn.- Sua voz saiu carregada, estava desconfortável.- Estou apenas cansada, é corriqueiro que isso aconteça após uma tarde corrida.

- Mary Ann teve uma tarde árdua, por que não segue o vosso caminho Jojo.- A ruiva propõe encarando a morena. Jocelyn por outro lado apenas da de ombros.

- Nós encontramos na clareira.- Jocelyn concorda com a cabeça voltando a andar, não sem antes direcionar um olhar raivoso para a loira que permanecia deitada de olhos fechados.

Mary Ann apreciava os pequenos momentos, e aquele de fato era um, a suave brisa batendo em seu rosto, o som que as flores faziam ao ser balançadas pelo vento, o cheio de rosas, lírios e margaridas acalmava a garota, trazendo uma sensação de paz momentânea.

Bridget observava a garota em sua frente, que parecia alheia a tudo ao seu redor. Preocupante poderia dizer, por um segundo não parecia a amiga que acordava assustada durante a noite, e muito menos a garota que ficava receosa em aprender sobre seu poder. Ela parecia em paz.

Bridget era uma garota bonita, o corpo parecia que havia sido esculpido pelos Deuses, os longos cabelos loiro avermelhado, faziam um contraste perfeito com seus lábios vermelhos, nariz arrebitado e olhos tão verdes quanto a grama em seus pés, e a pele branca tão macia quanto uma porcelana.

A ruiva se deitou sobre a grama ao lado da amiga, fechou os olhos sentindo os leves raios dólares sobre seu rosto e a brisa suave, a relaxando.

Bridget acolheu a garota dentro de sua casa, quando a mesma chegou ao pequeno vilarejo de Salem, parecia perdida e desamparada, estava sozinha e não havia parentes vivos.

A rixa dos Lothbrok com algumas bruxas de Salem já era antiga, e de conhecimento de todos. Quando David fugiu da cidade pouca mais de cinquenta anos antes, transformado em vampiro, o conselho antigo das bruxas estavam dispostas a exterminar a família Lothbrok, não que eles fossem um verdadeiro perigo, mas o deslize de David colocou toda sua família em perigo, um deslize que as bruxas esperavam a muito tempo. Foi só um motivo, mesmo que pequeno, para os Lothbrok acabarem em extinção.

Depois de uma matança, a mansão foi lacrada por um feitiço antigo, podendo apenas ser aberta por algum descendente direto da antiga família poderosa.

Mary Ann nunca soube sobre o suposto massacre da sua família, e ao chegar em Salem, por coincidência do destino, encontrou se com Bridget, uma pessoa boa, de coração puro, que a explicou sobre a história de seus familiares.

Por mais que Bridget tenha espalhado pelo vilarejo que Mary era uma prima distante sua, a loira não podia de forma alguma revelar seus poderes, já que seu sobrenome poderia não ser descoberto pelos outros, mas o tom verde de sua magia, descendendo do sangue de sua antiga família, não passaria despercebido pelas bruxas, que não mediriam esforços para mata-la, mesmo que fosse inocente.

Ambas as garotas, viviam sempre em alerta, qualquer sombra de desconfiança era o suficiente para o conselho agir de forma agressiva, e Bridget agora estava envolvida, acolhendo e ensinado uma das inimigas mais mortais deles.

Mary Ann era um poço de doçura e sabedoria. A garota espalhava calma e segurança por onde passava, e era difícil assimilar o fato das bruxas quererem ela morta, Mary não mataria nem uma mosca se precisasse. Esse fato, mesmo que belo, atormentava Bridget, que tinha medo pela garota loira, era por isso que ambas treinavam feitiços todos os dias sem interrupções.

Mary Ann precisava ser forte o suficiente para matar aqueles que ameaçasse sua vida.

- Precisamos ir Mary.-. A ruiva suspira abrindo os olhos e levantando do gramado, batendo as mãos sobre o pequeno vestido branco que usava.

Branco era a cor que usavam para fazer os rituais.- As oferendas já vão começar.

- Está bem.- A loira fala levantando do gramada repetindo a ato da amiga, de bater as mãos sobre o vestido. - Vamos antes que Jocelyn volte um pouco mais raivosa.

- Você não parece gostar muito de sua companhia.- Observou a ruiva enquanto andavam lado a lado na direção da clareira.

- E de fato não gosto.- Suspirou apertando as mãos.- Meus instintos me mandam ficam longe dela.

- Não é como se ela fosse má.- A ruiva fala.- Mas sempre confie nos seus instintos.

A loira levanta o olhar que antes estavam direcionados ao seus pés, olhando de canto a ruiva, que mantinha os olhos fixos no caminho em sua frente. - Eles certamente devem saber de algo que não sabemos.

E de fato Bridget estava certa novamente. Jocelyn Escausse, filha de uma das mulheres do conselho, andava mais atenta as primas em questões, nos últimos tempos. Observando as duas de longe e até espionando a mando de sua mãe. Callida Escausse, mãe da garota, era uma bruxa que invejava o poder dos Lothbrok a muitos séculos, sempre esperando um mínimo vestígio de desordem para atacar contra aquela família poderosa. E foi o que fez. Callida matou os avós de Mary Ann que tentaram fugir antes do ataque.

E agora, seu alvo era Mary, que para ela , era suspeita, uma garota que chegou do nada, se dizendo bruxa sem nunca ter mostrado algum vestígio de poder, pelo menos não na frente de outras pessoas.

E os cabelos, longos cabelos brancos, era de fato muito belo, e também muito incomum naquele lugar, a não ser é claro, pelos falecidos Lothbrok, uma linhagem que descende de belos cabelos brancos, passados de geração a geração.

O único motivo por qual Callida ainda não havia denunciado a garota, era por causa de sua maternidade e paternidade. Ainda desconhecida pela mais velha, não era possível que fosse filha dos falecidos, já que estavam velhos e nunca houve uma gravidez vista. E David era um vampiro, Vampiros não podiam ter filhos. Era realmente um mistério, e Callida poderia estar apenas preocupada procurando motivos aonde não havia... Talvez.

Jocelyn, querendo um mínimo pingo de atenção da sua figura materna, se propôs a observar as Bishop, e se descobrisse algo que agradece sua mãe, certamente provaria seu valor a mais velha.

As outras três garotas já estavam postas diante de suas oferendas. - Achávamos que nunca chegariam.

Susan, a mais velha do grupo fala para as duas garotas que chegavam perto. Jocelyn e a outra de pele morena ao seu lado soltam uma risada.

- Mary Ann resolveu se juntar a natureza por alguns minutos.- Bridget fala se colocando em seu lugar. Revirando os olhos a loira segue a amiga parando em frente a sua oferenda completando o círculo em que estavam.

As mãos são dadas, e a cantoria começa. A energia que Mary sentia enquanto as garotas cantavam recitando versos em latim era demasiado bom, ofertando as flores, frutas, pães e animais, diantes da pequena fogueira. Os passos que davam conforme giravam em torno da chama acessa, o vento soprando de forma exagerada, as árvores balançando e a fogueira continuando acessa por pura magia.

O corpo de Mary arrepiado em cada passo descalço que dava sobre a terra úmida, era visível a alegria nos rostos ao seu redor enquanto recitava os encantos em forma de canção.

Depois do ritual, Mary e Bridget voltaram sozinhas para o vilarejo. Bridget ensinava um magia antiga para a loira. - Lembre-se Mary, magia das trevas quase nunca acaba bem, sempre a um preço a se pagar, e é por isso que não é usada pela maioria das bruxas.

- O que há de tão ruim em magia negra?- Bridget comprimiu os lábios respirando fundo.

- Morte.- Parou por um tempo antes de voltar a falar.- Vida, um poder muito mais forte do que costumamos ter.

A loira percebeu o pesar nas palavras da amiga, parecia lembrá-la de algo que causava dor. - Sua família era conhecida por controlar a magia negra.

- Como?- A loira exclamou mais alto que o normal, com os olhos cinzas arregalados.

Bridget sorriu doce, era compreensível a apreensão da garota sobre a magia das trevas, por mais que causasse efeitos ruins em alguns bruxos, em outros simplesmente estavam em seu sangue. - Os Lothbrok sempre foram conhecidos pelo seu poder, e não só o poder puro que todas as bruxas tem ao nascer, mas também o poder escuro.

A loira prestava atenção em todas as palavras da amiga.- Há famílias antigas que já nascem com o poder das trevas dentro de si, não que isso faça dessa pessoa ruim, apenas a ajuda a controlar esse lado obscuro da magia, e consequentemente a faz mais forte.

A loira encarou as árvores e logo mais a frente poderia ver as pequenas casas da vila.- Onde fica a mansão Lothbrok?

A ruiva parou de andar, virando o rosto franzido para encarar a amiga ao seu lado.- Por que quer saber?

- Dizem que apenas um herdeiro legítimo pode entrar na mansão, por conta da magia.- Deu de ombros virando o rosto para encarar a ruiva a sua frente. Não conseguia identificar a expressão de sua amiga, parecia demasiado aflita.- Acho que está na hora de testar isso.

A ruiva soltou o ar olhando para os lados, sabia que uma hora ou outro Mary iria atrás de mais resposta, resposta além do conhecido dela, já esperava por isso, só não estava pronta para tal avanço. Era perigoso, chegar perto da mansão poderia custar a vida de ambas se fossem vistas.

- Mary.- A ruiva ponderou por alguns instantes.- Você tem certeza disso?

- Está mais do que na hora.- A loira falou com convicção.

- Posso te levar até lá, mas depois terá que seguir sozinha.- A ruiva explicou com um olhar sério, como uma mãe dando ordens ao seu filho.

A noite já havia chegado, a floresta parecia um pouco mais sombria com o céu escuro, as árvores que ficavam para trás pareciam observar as costas das garotas que andavam juntas até o terreno privado da mansão. - Esse é o máximo que posso ir.

Bridget fala, parecia amedontrada, e Mary estranhou, ela nunca vira a ruiva dessa forma. -- Tome cuidado Mary, não se arrisque muito, as vezes a verdade não vale a nossa vida.

A loira assentiu com a cabeça e voltou a andar em linha reta, não queria se perder, e agora estava sem Bridget.

A garota tinha uma aparência frágil e de fato era muito ingênua, mas em seu interior, o sangue correndo em suas veias a fazia corajosa.

A grande mansão foi avistava por meio das árvores pela loira, era realmente uma mansão grande, pilastras enormes que suportavam a entrada da casa. Era de fato um lugar belo, os Lothbrok viviam como reis, e até eram comparados a Deuses, o que não encaixava com o fato de todos terem sido exterminados.

Será que realmente foram?

Mary Ann caminhou em passos curtos e silenciosos até a grande porta principal, levando uma das mãos até a maçaneta fria. Ao tocar no pequeno objeto, uma corrente elétrica passou pelo corpo da jovem e suas mãos automaticamente soltaram faíscas verdes. Aquele lugar emanava poder, a magia ali presente, reconhecia o sangue correndo pelas veias da garota.

A casa era tão bela por dentro quanto era por fora. A magia havia conservado o ambiente de uma forma como se o tempo não tivesse passado ali dentro.

Um sentimento desconhecido passava pelo corpo da garota, e inconscientemente a fazendo andar até uma das portas distante abaixo da escada. Era uma biblioteca, enorme e de grande valor, diversos livros e pergaminhos.

A loira, se aproximou de uma espécie de mesa que tinha ali, vários rolos estavam postos sobre ela, e a tinta da pena ainda estava úmida. Realmente mágico, pensou a garota. Por um segundo agradeceu sua falecida tutora de tê-la ensinado a ler.

Com cuidado, a garota passou os olhos sobre o pergaminho ainda aberto.

Querido David,

Soubemos da pior forma que nosso filho fora transformado em uma das criaturas mais abominante que pisa sobre essa terra, e a primeira pergunta que me fiz junto a sua mãe foi, o por que de meu filho não ter confiado em nós o suficiente para se abrir.

Eu sei que somos pessoas rígidas, um tanto quanto severas, mas você sempre há de ser nosso filho, e acima de todas as coisas nos amamos você.

Espero que esse carta chegue até seu destino e que esteja tudo bem com você. Saiba que aguardamos uma resposta e o amamos.

Não se preocupem conosco, estamos de saída dessa vila, logo mais estaremos juntos como sempre foi.

Com amor,

Wedze Lothbrok

Os olhos marejados da garota, foram limpos pela mesma de forma rápida. Pareciam ser pessoas boas, que amavam seu filho, e um pensamento rondava a garota, será que teriam a amado dessa forma também? Nunca saberia de fato. A carta a fazia imaginar que os Lothbrok nunca haviam tido chance de expressar seus sentimentos ao filho, era triste.

Mary pegou o pergaminho e o enrolou disposta a levar consigo aquela prova de amor de seus avós.

Novamente o sentimento estranho a fez andar até uma das prateleiras, era encostada em uma das paredes. O que chamou a atenção da garota foi a ordem dos livros, todos de capas grossas e vermelhas, com excessão de um, bem no meio, de capa grossa verde musgo.

Uma de suas mãos puxou o livro, que saiu pela metade, como se estivesse colado na prateleira. Um barulho quase inexistente foi ouvido pela audição apurada da loira, e ao seu lado direito uma parte da parede fria se afastou, como se tivesse dando passagem a ela.

A curiosidade a levou até dentro do cômodo secreto, estava escuro e o cheiro de poeira incomodava as narinas da garota. Com uma mexida mínima nas mãos, o ambiente ficou mais nítido, a luz no candelabro de vidro e velas pendurado sobre o teto iluminava o pequeno cômodo.

Era estreito e um tanto peculiar, havia duas mesas longas uma de cada lado, dando passagem por meio delas. Vários objetos estavam dispersos sobre as mesas, desde pergaminhos, até jóias e moedas de ouro em uma quantidade significativa. A frente, no final do cômodo, um livro flutuava envolvido por uma folha verde transparente.

Mary se aproximou do livro peculiar, tinha a capa mais dura do que o comum, e um tipo de tranca que o mantinha fechado. Era um grimório, um grimório dos Lothbrok.

Estendeu as mãos sobre a bolha de luz verde, e somente tocando em sua superfície fez a bolha se desfazer, a energia em volta dela adentrou as pontas dos dedos de Mary passando por toda a extensão do seu corpo. Sentiu como se sua magia ficasse mais forte, como se fosse um complemento do que já havia dentro dela.

As visitas até a casa de seus avós se tornavam cada vez mais recorrente. Como já esperado, sua magia se intensificou, Bridget podia sentir Mary exalando poder por onde passava, era perigoso muito perigoso, quanto mais a garota sabia sobre suas origens, mais forte ficava e cada vez mais chamava atenção.

Um certa noite, Mary se encontrava deitada sobre a cama com o grimório de sua família sobre o colo, era corriqueiro que a garota ficasse horas lendo os mais diversos feitiços, alguns conhecidos por Bridget e outros não, história de seus antepassados e de como adquiram o poder que agora corre em suas veias. A garota ficava cada vez mais fascinada por seus ancestrais.

Sua atenção foi tirada do livro quando Bridget adentrou a casa de forma violenta, parecia desesperada e havia lágrimas em seus olhos.

- Mary.- A ruiva chamou tirando a loira de seus devaneios.- Precisamos ir, agora.

A loira fechou o livro sem entender o que se passava, como assim ir embora.- Agora Mary, você nao me ouviu.

- O que está havendo?- A loira levantou da cama guardando o grimório em uma sacola de pano.

- Eles descobriram, sobre voce.- A voz embargada da ruiva mostrava a sinceridade de suas palavras. Definitivamente precisavam sair o quanto antes dali. O coração da ruiva se apertou e sentiu a morte a suas costas, aprecia perto demais, e a sensação era sufocante.- Eles estão vindo, Callida está furiosa.

- Como descobriram?- A loira pergunta arrumando na pequena sacola algumas moedas de ouro que havia pegado da mansão de seus avós, seu grimório e alguns vestes.

- Jocelyn estava nos vigiando.- A ruiva fala com raiva em sua voz, estava processa com a desonestidade da falsa amiga.- Ela te viu praticando magia e contou para sua mãe.

- O que vai acontecer agora?- A loira perguntou aflita com a sacola de pano em mãos.

- Vamos para longe daqui e ficaremos a salvo.- A ruiva falou assentindo com a cabeça.- Vamos ficar bem, só precisamos ir.

- E se tentarmos conversar com elas? Eu não tenho culpa dos erros do meu pai.- Falou tremendo os ombros.

- Seus avós também não tiveram culpa.- Bridget ponderou.- Escute Mary, nada disso e por sua culpa, essa rixa já existe a séculos e seu pai só ajudou que as bruxas pudessem se interferir.

A loira sentiu os olhos marejados. - Elas querem o seu poder, e para elas não Importa muito se você é inocente ou não, desde que seja uma Lothbrok.

- Obrigada Bridget, por tudo.- A loira sentiu necessidade de falar isso, como se nós tivesse outra chance para tal coisa.

- Eu amo você, como uma irmã, não se esqueça disso.- A ruiva falou suspirando.

Mary sentiu a garganta ficar seca, o coração batia descontrolado.- Callida a quer morta, precisamos ir, AGORA.- A voz de Bridget sai mais alto na última palavras e ambas caminham para fora da casa lado a lado.

Ao lado de fora, 4 bruxas estavam a esperava das garotas. Callida era quem comandava e encarava a loira com um sorriso satisfeito no rosto. Callida aparentava estar na casa dos 50, a pele branca e os cabelos loiros iguais de Jocelyn, sua coluna é reta e ela exalava poder- Eu sempre soube que você escondia algo.- Parou de falar por um instante dando poucos passos na direção da duas garotas- Mas uma Lothbrok, isso sim que é segredo e tanto.

Callida ansiava por aquilo no caminho, o olhar temeroso de Bridget que temia qualquer movimento que pudesse ser fatal.

- Como se sente minha querida.- Callida retornou a fala. Sua voz saia cheia de sarcasmo.- Estando prestes a reencontrar seus familiares?

Mary Ann sempre teve medo, tinha medo de morrer, medo de ser descoberta, medo por Bridget, e sempre achou que se um dia fosse enfrentar as bruxas, cairia em prantos, temendo por sua vida.

Mas não, agora era diferente, ela conhecia sua linhagem, uma linhagem de pessoas fortes e corajosas que lutaram até o último segundo de suas vidas.

Mary Aan não temia Callida, e muito menos as bruxas a sua frente, ela não temia ninguém. - E quem irá fazer isso? você?

A voz da loira saiu forte, alta o suficiente para todos os presente ouvirem. As expressões nós rosto de todos, mostravam confusão e ... Medo?

- Fique a vontade para tentar.- Com as mãos erguidas, a magia dentro de si começava a aparecer, as mãos envolvidas por uma energia pura e verde. Os olhos arregalados, os gritos de Callida ordenando que atacassem, Bridget ao seu lado pronta para o ataque. Foi assim que a luta começou.

Callida e as outras eram poderosas e muito experientes, mas Mary era uma Lothbrok, e isso as deixavam em desvantagem. Mary atacava e se protegia de feitiços. Bridget era uma bruxa magnífica, mas não tão poderosa como aparentava, foi jogada para trás ao sentir um feitiço sobre seu peito. Mary olhou de relance para a ruiva e se pôs a frente dela, a protegendo de futuros ataques enquanto se recomponha.

Mary poderia acabar com todas as 4 bruxas, mas se esgotaria facilmente, não era seguro, não conhecia a dimensão de seus poderes e o que poderia acontecer se os usasse até o limite.

Bridget recuperando a consciência, derruba uma das bruxas puxando a loira pelo braço, correndo até a floresta, poderiam facilmente despistar as mulheres na escuridão das árvores.

Os olhos da ruiva viraram rapidamente para trás no exato momento em que Callida jogava com magia uma adaga na direção de Mary. Bridget em questão de instante de pós atrás da garota sendo acertada no tórax.

Um grito de Mary foi tudo o que se foi ouvido, a loira agachou sobre o corpo ensanguentado da ruiva, e chorava compulsivamente enquanto as outras bruxas se aproximavam.

A ruiva com as forças quase evaporando encarou o olhos cinzas da amiga.- Você precisa ir Mary.

- Não não, eu posso curar você, eu não vou te deixar.- A loira falava rapidamente sentindo as lágrimas caindo por seu rosto.

- Não faça minha morte ser em vão.- A ruiva suspirou com dificuldade.- Vá, fuja e seja feliz, irmã.

Com o corpo fraco e o sangue escorrendo, Bridget fechou os olhos sendo envolvida pela escuridão.

Mary se sentiu pequena, despedaçada, como se tudo o que tivesse fora tirado de si. Callida estava a alguns metros e avançava de forma rápida sendo seguida pelas bruxas. O sorriso de satisfação estava estampando em seu rosto trazendo uma sentimento de raiva na loira. Maldita.

- Você perdeu Lothbrok.- A mulher gritava se aproximando.

A garota se levantou com as vestes sujas com o sangue da sua amiga. Seus olhos antes cinzas, agora estavam verdes, uma corrente elétrica que passava pelo seu corpo, manifestando seu poder, a dor e raiva estavam fortalecendo ela.

Com os olhos cheios de lágrimas e o coração partido, a garota estendeu os braços na direção da mulher, e uma rajada de luz verde saiu deles, jogando Callida e as bruxas metros de distância dela, todas caindo desacordadas.

Com uma força sobrenatural, Mary correu para a floresta, passando como um vulto sobre as árvores, corria como se sua vida dependesse disso, e de fato dependia.

Seus passos eram quase silenciosos pela velocidade, o coração batia descontrolado sobre o peito, a sensação de ser despedaçada era horrível, havia perdido a única pessoa que tinha no mundo, de novo.

Estava sozinha a partir de agora.

" They will run you down

Down to your core

And 'till you can't crawl no more "

Way Down We Go- Kaleo



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