1. Spirit Fanfics >
  2. Green Witch- Jacob Black >
  3. Alec

História Green Witch- Jacob Black - Capítulo 6


Escrita por:


Capítulo 6 - Alec


Fanfic / Fanfiction Green Witch- Jacob Black - Capítulo 6 - Alec

LOS ANGELES, CALIFÓRNIA- ABRIL DE 1976.

MARY ANN SEMPRE FORA UMA GAROTA CORAJOSA, por mais que sempre tentasse se manter afastada de confusões e perigos, nunca correu do seu destino, e muito menos deixou de enfrentar alguém por medo de morrer.

Isso ficou evidente para Alec, quando o garoto estava cercado por bruxas das trevas, que tentavam a todo custo atravessar a barreira de proteção que havia criado, já o perseguiam a um tempo, mas só agora chegaram perto o suficiente. O beco aonde estava era escuro, um pouco sombrio devido a pouca luz da noite, as ruas estavam vazia, já que se passavam das 2h da madrugada.

Alec era um bruxo formidável, suas habilidades com magia, eram tão explendido quanto a sua capacidade de prever o futuro. Bruxas/os não eram videntes, por mais que as cartas falassem de uma parte do futuro, não era certo e muito menos visual. Já Alec podia prever com clareza o futuro, por mais que nada fosse de fato concreto e que o rumo das coisas poderiam ser alterados, sabia que de certa forma hoje, bruxas chegariam perto o suficiente dele.

O rapaz vivia fugindo, por causa de seu dom peculiar, vários clãs ao decorrer dos séculos ofereceram uma vaga para a permanência do garoto, mas nenhum de fato atraiu a atenção do mesmo, sabia que, queriam apenas o seu dom e nada a mais que isso. Outros clãs, um pouco mais hostis, perseguiam o mesmo, querendo assim, usar a força bruta para a permanência dele.

Alec, já sentia seu escudo se despedaçando, quando viu uma garota de cabelos brancos desacordar as duas bruxas a sua frente. Seus olhos eram cinzas, tão belos quanto o restante do seu rosto. Era de fato uma garota bonita.

Mary, que passava por perto, sentiu a presença das bruxas, e por um segundo pensou em sua segurança. Pensara que estavam ali por conta dela, que descobriram seu paradeiro. Mas ao derrubar ambas, viu o garoto mais a frente, seu semblante era confuso e ele tinha um sorriso sarcástico no rosto. Parecia que estava a sua espera.

A garota franziu o rosto e arqueou a sobrancelha. Não confiava facilmente e ela podia sentir a magia vindo de seu interior, era um bruxo, um poderoso.

- Não vou machucar você.- Alec falou percebendo a postura de ataque da garota. As mãos da loira eram preenchidas por uma névoa verde, seu poder, que flutuava entre seus dedos, parecia pronta para qualquer ataque vindo dele.- Meu nome é Alec.

- E como eu sei que está sendo sincero? É um bruxo.- Alec arqueou as sobrancelhas, o rosto da loira demonstrava raiva e sua voz saiu um pouco mais carregada de desprezo ao pronunciar a última palavra.

- Você também é.- Respondeu o garoto como se fosse óbvio. A mulher semiserrou os olhos em sua direção.

- O que você quer?- Perguntou desconsiderando a ousadia do rapaz a sua frente.

Pensava em quem seria burro o bastante para ser mau educado no meio de uma confuso como essa. Ele molhou os lábios de forma sedutora e abriu um sorriso.

- Te conhecer talvez.- Falou de uma vez, ainda com o sorriso em lábios.

Alec achou interessante o modo como a garota tratada as bruxas como se não fosse parte desse meio.

A garota o olhou confusa e indiferente.

Estava com um maluco e idiota.

- Nem nos seus sonhos.- Ela responde, ajeitando sua mochila no ombro. Queria sair dali o quanto antes, não sabia ao certo se deveria deixa ele, ou mata-lo. Ele sorriu irônico.

- Nós meus sonhos somos amigos.- Ele retruca debochando. Mary o encarou e deu meia volta, voltando ao seu caminho de antes. Ficar de papo com um bruxo em um beco, não era uma das coisas que ela planejava para a sua madrugada. Estava indo embora da cidade, não por que precisava, mas sim por que cidades grandes e movimentadas não eram muito o seu agrado, e Los Angeles era tudo o que ela não queria no seu dia a dia. Lotada e enorme.

- Vai me deixar aqui sozinho?- Alec falou um pouco mais alto. Começando a correr atrás da garota.- É feio deixar os amigos para trás.

- Primeiro, você não é meu filho.- Mary exclamou sem olhar para trás, andando em passos rápidos.- Segundo, não somos amigos.

- Aí.- Alec colocou a mão sobre o peito mesmos sabendo que Mary não o via.- Essa doeu.

- Se não sair de perto, vou te mostrar o que é dor de verdade.- A voz da mulher saiu firme e grossa. E por uma segundo Alec se pegou pensando se era a mesma garota das suas visões, os cabelos brancos eram idênticos, mesmo que não conseguisse ver seu rosto.

- Estou só andando na calçada. Que eu saiba não é crime.- Ele falou, sua voz carregada de sarcarmos fazendo a mulher se estressar.

- Está me importunando, isso sim. Salvei sua vida, seja grato e suma.- Ele abriu um sorriso, e ela continuou alguns passos a sua frente. O modo de andar da mulher era firme, mesmo que seus saltos fossem finos e altos.

- Por que você é tão chata?- O garoto exclamou exasperado. Mary revirou os olhos e deu de ombros, já ouviu xingamentos piores.- Tudo bem, Eu cozinho para você se quiser.

- Ta tentando me comprar com comida?- Ela perguntou com o tom de voz divertido, mas tinha um sorriso sarcástico no rosto.

- Estou com conseguindo?- Ele sorriu ainda andando atrás dela. Seria uma cena cômica para quem visse de longe.

- Não mesmo.- Ela respondeu óbvia e ele suspirou mexendo os ombros.

O silêncio se os preencheu por alguns minutos enquanto o único som que se fazia presente era o salto de Mary batendo sobre o chão.

A garota olhou de canto de olho, percebendo ainda a presença do moreno a seguindo.- Se continuar me seguindo eu mesma terminarei o trabalho daquelas bruxas.

- Vai me levar a força pro seu clã?- Havia um sorriso debochado no rosto dele, e ela revirou os olhos. Mary pensou por um segundo, era isso que elas queriam?

Não era normal perseguirem alguém apenas por esse motivo, ou ele era valioso, ou era mentiroso.

- Era isso que elas queriam?- perguntou a loira um pouco interessada.

- Sim. O que achou que fosse?- O garoto fez uma careta, balançando a cabeça.

Certamente que era isso, por qual outro motivo o seguiriam, afinal.

- Te matar, talvez.- Mary deu de ombros não vendo a cara de espanto do garoto atrás de si. Por um instante Alec pensou sobre essas palavras, saíram de forma habitual da boca da loira, como se fosse normal para si. Callida queria mata-la, por isso ela vivia fugindo.

O garoto se mexeu desconfortável, não fazia idéia que bruxas podiam matar apenas por mero prazer, Callida espalhava que Mary era uma aberração da natureza e que deveria ser derrotada e trancada pela eternidade, não morta.

Estava mentindo afinal.

- Morreu?- Mary perguntou, despertando o garoto de seus devaneios. A mulher de certa forma, ficou preocupada com o silêncio repentino do garoto. Ele assumiu um sorriso irônico no rosto, que antes estava preocupado.

- Já com saudades da minha voz?- A garota contou até dez, para não arrancar a cabeça dele, e respirou fundo o ignorando.

- Seja um bom rapaz e me deixe em paz.- Sua voz saiu carregada, um pouco angustiada. Mary pensou o por que do garoto estar tão interessado em lhe fazer companhia, não era algo habitual de se acontecer, principalmente com um bruxo. Quando não estavam em uma clã, gostavam de viajar sozinhos.

- Parece uma idosa falando. Está bastante ranzinza para uma moça tão jovem.- Brincou Alec engrossando a voz. Mary revirou os olhos, ela era tudo menos jovem.

- Não devia ter te salvado.- Alec não se importou com a grosseria na voz da mulher, apenas deu de ombros.

- Você não me salvou.- Mary parou abruptamente, olhando para trás. Alec continuava com o sorriso no rosto.

A garota imaginava que ele seria um bruxo solitário, meio maluco.

- Como? Não seja mal agradeço muleque.- Sua voz fria fez Alec arquear a sobrancelha.

- Eu sabia que você viria. Não estava em perigo de verdade.- Ele responde calmo, e Mary se viu confusa por alguns segundos. Suas palavras saíram com convicção demais para quem mentia.

- Além de importuno é louco. Maravilha.- Alec gargalhou e isso enfureceu a mulher, estaria ele tirando sarro da loira. Mary havia tido um dia cansativo e seu mau humor era fruto disso.

- Você parecia mais legal.- Alec comentou baixo, para si mesmo, e Mary semiserrou os olhos em sua direção.- Preciso de uma companheira de viajem

- Não estou disponível.- Mary revirou os olhos, respondeu virando o corpo e voltando a andar.

Para a garota uma companhia de viajem não era má ideia quando havia confiança na pessoa, e não em um estranho.

- Eu sei que está.- A voz do garota brandou atrás da loira. Ela o encarou incrédula.

- Quem pensa que é?- Se irritou, ainda andando. Se fosse humana já havia caído com esses saltos.

- A questão não é essa- Alec revirou só olhos ainda a seguindo.- Preciso de ajuda.

- Ah claro. Já tenho problemas demais para me envolver nos dos outros.- Falou a loira.

Alec revirou os olhos e pensou se realmente valia a pena a visão, essa garota paria tudo menos amável, sua hostilidade estava o irritando.

- Com Callida?- A garota arregalou os olhos parando de novo e virando para o encarar. Antes que pudesse o atacar ele tornou a falar.- Não estou ao lado dela, mas sei que está atrás de você, aliás, todo mundo sabe.

Mary se sentiu amedontrada por um segundo, se todos sabiam, então Callida certamente falou absurdos sobre ela para os outros clãs. Ainda confusa sobre o garoto em sua frente que não aprecia se importar nenhum pouco com a informação dada a ela.

- Sabe quem sou?.- Mary perguntou mordendo os lábios.

- Sei que é uma Lothbrok.- Ele respondeu. Alec já tinha ouvido falar sobre ela, a bruxa que estava fugindo do clã Escausse a muitos séculos. Sabia que era poderosa, poderosa demais até para ele.

- E o que quer para não me matar?- Sua pergunta saiu áspera e grossa. O rosto da garota se fechou e seus olhos cinzas escureceram.

- Primeiro, não quero te matar.- Alec levantou as mãos em sinal de rendição.- Segundo, não quero nada além de companhia.- Mary sentiu sinceridade na voz do garoto, mesmo que ainda estivesse atenta a todo os movimento do mesmo.

- Companhia? Por quanto tempo?- Pensou por um segundo. Não era uma proposta ruim, ele teria sua companhia e ela um aliado, caso Callida conseguisse se encontrar. A parte da confiança ainda era algo que incomodava a mulher.

- Apenas o necessário.- O garoto sorriu minimamente enquanto observava a garota pensar no assunto. A loira balançou a cabeça em concordância e marchou na direção dele, chegando a centímetros do seu rosto. Ele era alto, mas ela também não ficado pra trás, principalmente com saltos em seus pés.

- Se fizer algo, ou se até mesmo pensar em fazer algo contra mim, eu arranco sua cabeça e a levo como troféu.- A loira falou sombria enquanto encarava profundamente os olhos castanhos do rapaz. Ele por si só, engoliu seco sendo intimidado com sucesso pelo olhar cinza da garota. Por um instante pode ver uma fumaça verde passar pelos olhos cinzas dela.

- Estou de acordo.- Respondeu mordendo os lábios. Não poderia fraquejar.

- Então vamos.- Mary voltou a andar, agora com Alec ao seu lado. Que permaneceu calado por alguém segundos, até voltar a falar enquanto a garota fingia não escutar.

- Vamos de pé?- Alec perguntou meio decepcionado. Andar não era bem um forte do garoto, o que contradizia seus músculos pelo corpo, fruto de magia, e exercícios de defesa. Era bom com luta corpo a corpo, tinha que ser.

- Tem ideia melhor?- A loira perguntou sem querer realmente uma resposta.

Já bastava ter que ouvir a voz do garoto, agora estava reclamando, começou a repensar a proposta. Observou que o mesmo não levava nada em suas mãos, nem mochila e muito menos roupa.

- Na verdade sim.- Alec colocou o braço a frente do corpo da loira, a parando de andar. Havia um carro, com uma tintura azul clara, parado ao lado dos dois na rua. Alec olhou ao redor confirmando que havia apenas os dois por ali, e pronunciou um feitiço de maneira baixa, caminhando até a porta do motorista a abrindo sem qualquer problema. Mary estreitou os olhos ainda desconfiada, mas se deu por vencida. Na realidade até ela estava cansada de andar, e um carro era melhor que um ônibus.

A loira adentrou o carro no banco do passageiro. Era um carro novo, de última linha da época, banco de couro da cor creme e um cheiro maravilhoso de lavanda.

- Eu sei que sou demais.- Alec sorriu ligando o carro ainda com magia. Ele era bom nisso, a garota observou, não precisou de tempo para se concentrar e parecia recitar os feitiços de cor.

- Muito convencido.- A garota resmungou abaixando o vidro ao seu lado, sentindo o vento bater contra o seu rosto enquanto o carro ganhava velocidade.

- Qual o destino?- O moreno perguntou se ajeitando no banco. Olhando de canto de olho, observou um pouco a loira que parecia distante com seus pensamentos, ela era linda, e muito forte.

- Miami?- Perguntou a loira, gostava das praias de lá. Fazia tempo que não visitava uma conhecida que morava por lá.

- Por Morgana, não.- ele balançou a a cabeça. De jeito nenhum iria para Miami, grande e ensolarada, duas coisas que o garoto detestava.

A garota pensou um pouco, e se lembrou de um velho conhecido que a havia convidado para sua casa a muitos anos atrás, ele morava em Nova Orleans, antes de morrer. Uma cidade animada, cheia de arte e magia, era como ele descrevia.

- Nova Orleans?- A loira encarou Alec que sorriu concordando. Esse era o destino dos dois.

- Seria educado que me falasse o seu nome.- Alex observou de maneira irônica. Estranhamente Mary gostava dessa ironia vindo dele, combinava com sua personalidade.

- Você pode me chamar de Mary Ann.- Ela respondeu voltando a olhar a paisagem. Tentou não pensar em nada e só apreciar a sensação de conforto.

- É um prazer te conhecer Mary.- Alec respondeu sorrindo enquanto a olhava.

Seria uma viajem longa.

DRAMMEN, NORUEGA- DEZEMBRO DE 1994.

- Não acha que está muito frio aqui fora?- A voz de Alec se faz presente. A mulher estava sentando na sacada da casa onde moravam, era perto da cidade no topo de uma colina, dava para ver com clareza o sol nascendo entre as montanhas, a vista era absurdamente linda. Tudo nessa cidade tinha uma beleza natural, as montanhas, a neve.

Era um dos lugares mais belo que os amigos já visitaram, e infelizmente já estavam de partida.

- Se lembra da nossa viajem ao Alaska?- Perguntou a garota, sem desviar os olhos da paisagem. O garoto se aproximou ficando em pé ao seu lado.

Ela estava envolvida pelos ombros por um cobertor grosso e quente, mas ainda assim usava um vestido simples e branco até abaixo dos joelhos e seus pés estavam descalços.

- Quando você caiu e rolou montanha abaixo?- Ele debochou se lembrando da visão de Mary rolando sobre a neve. A mulher entortou a cara também se lembrando.

- Não cai montanha abaixo, foram apenas alguns metros.- Ela se defendeu abrindo um sorriso de lado. Sua mente vagava por todos as viagens que já haviam feito, todos os lugares conhecidos pelos dois. Sua companhia era a melhor coisa que Mary ja havia tido, e ele era sua família.

- Não foi o que pareceu.- Ele sorriu minimamente.- Aliás foi sua ideia subir na montanha para ver o por do sol.- Ele observou, Mary apenas ignorou. Tinha sido realmente sua ideia, não havia como contestar isso.

- Essa vista é tão magnífica quanto aquela.- Ela comentou mudando de assunto. Era lindo, tudo combinava, as cores, a montanhas, a floresta, como se fosse uma pintura de tão perfeito. Mary pensou em pintar essa paisagem.- Vou sentir falta daqui.

- Sabe que não precisamos ir né?- Perguntou Alec se sentando ao lado da loira. A mesma mantinha o semblante neutro enquanto observava a montanha.- Podemos lutar.

A loira sabia que poderiam sim lutar, mas para ela não era a hora certa para isso. Alec sabia que venceriam, mas perderiam alguns amigos, e isso Mary não poderia concordar. Não estava na hora. E nem precisavam disso, fugir era o mais sábio a se fazer.

Mary e Alec lutaram lado a lado em diversas batalhas, e sempre obtiveram sucesso, mas aquilo era diferente, Callida não viria com duas ou três pessoas, era viria com um exército, garantindo que Mary não fugisse dessa vez.

- O custo é alto demais.- Falou a loira desviando os olhos para encarar o moreno.- Não vale a pena.

- Um dia você terá que lutar. Sabe disso não é?- O garoto perguntou sem desviar seus olhos dos dela. Sentiu um arrepio passar por seu corpo, e soube que não era por causa do vento.

- Sei que sim.- Ela concordou quebranto o contato visual voltando os olhos para a paisagem.- Mas não será hoje.

Alec sabia que seus aliados estariam com ela, por mais que a garota insistisse em os chamar assim, todos consideravam ela como uma amiga. Por diversas vezes já havia salvado a pele de cada um, e todos tinham uma dívida com a loira. Mas em sua visão, a morte de Teresa, a aliada mais próxima de Mary, não agradou a loira, que decidiu fugir da batalha.

Por diversos anos que estavam juntos, Mary e Alec criaram um vínculo único de amizade, o que não foi fácil para o garoto, que persistiu muito para que a loira confiasse nele. E agora, fugiam juntos e lutavam juntos, lado a lado como deveria ser.

Essa união chegou ao ouvidos de Callida, e com a união dos bruxos das trevas e a força de seus ancestrais, conseguiu bloquear seus movimentos das visões de Alec. Um feitiço poderoso que custou a vida de sua filha Jocelyn. A deixando ainda mais furioso com a jovem Lothbrok.

Os amigos só souberam da chegada das bruxas por Anália, uma amiga de Mary que viu Callida em Oslo, onde a jovem morava. Avisando imediatamente Mary.

Mary estava pensativa, pensativa demais para o gosto de Alec. O rapaz sabia que nada de bom vinha da garota quando ficava assim. A loira por outro lado pensava no amigo, e em como as coisas seriam dali para frente, eles tinham uma carta na manga contra as bruxas, o poder de Alec, mas agora, não havia nada, e seu amigo corria perigo. A vida dela nada importava, mas a dele sim, não deixaria mais uma vida ser perdida em por sua causa, não permitiria que a  história se repetisse.

E foi pensando nisso, que Mary o deixou, com apenas um bilhete encima da mesa, enquanto Alec dormia em um sono profundo induzido pela garota. No começo a aliança com ele, era vantajosa para ela, ele via o futuro e pouco se importava com a vida do garoto, mas agora, as coisas eram diferente, ele importava, a vida dele importava, e Mary não o colocaria em perigo. As bruxas pararam de procurar por ele quando souberem que estava ao lado da Lothbrok, então por isso ele estaria mais seguro longe dela. Sem ninguém agora perseguindo ele.

Alec, acordou confuso, e ao ver a escuridão do céu a noite soube do que se tratava. O horário do voo já havia passado e Mary havia ido embora. Não que ele estivesse esperando por isso, sua visão claramente mostrava os dois no avião, mas conhecia Mary o suficiente para saber que ela havia tomado outro rumo, o deixando para trás.

Alec havia criado sentimentos mais fortes do que uma simples amizade pela garota, mesmo que não fosse correspondido, era bom apenas ficar ao lado dela, mas nem isso teria mais, estava por si só, e por mais que quisesse sentir raiva dela, ele entendia seus motivos. Ela não queria que ele acabasse como Bridget.

O garoto levantou do sofá reclamando da posição que havia ficado muito tempo. Encima da mesa havia um bilhete, a escrita era puxada, e a caligrafia poderia ser comparada aos de pergaminhos antigos de tão bela, havia algumas manchas no papel, denunciando as lágrimas que Mary havia derramado ao escrevê-lo. Os olhos do garoto umideceram, mas o mesmo se repreendeu não deixando as lágrimas saírem.

Alec,

Sei que deve estar com raiva, e deve achar que não tenho motivos e que ficaríamos melhor juntos.

Depois que soubemos que Callida bloqueou suas visões, eu soube que já estava na hora de partir.

Sua vida é importante demais, você é importante demais para mim, e eu nunca me perdoaria se algo acontecesse contigo.

Tivemos sorte dessa vez, mas não teremos sempre. Continue com o mesmo número, que eu continuarei com o meu. Por favor não venha atrás de mim, curta sua vida, pare de fugir e passe a viver. Saiba que sempre estará comigo no meu coração.

Eu amo você.

Ps: Eu sei que posso contar contigo agora e sempre e sei que você ficará olhando por mim. Me ligue se precisar de algo, apenas se realmente precisar.

E assim ela partiu, sozinha mais uma vez.

“ You told me not to cry when you were gone

But the feeling's overwhelming, it's much too strong ”

Lay Me Down-  Sam Smith



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...