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História Greenwood, O Reino Escondido. - Capítulo 3


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Notas do Autor


Mais um cap pessoal!!!!!

Apresentando um pouco da famosa Festa Élfica que é um dos eventos centrais dessa fic!!!!

Realmente espero que gostem!!!!!

Capítulo 3 - Laurelin


 

Os preparativos para o Laurelin tinham finalmente acabado, as ruas e o Palácio escavado na montanha tinham sido cobertos pelas mais diferentes flores e guirlandas, as adegas estavam abastecidas e os banquetes preparados para durar a semana toda. A cerimônia durava os sete dias que a Lua Cheia coroava os céus. Começando com escolha do botão de Lírio da Noite e terminando quando esse desabrochava na última noite para a nova Guardiã da Floresta, que seria a Herdeira da Rainha Dara e receberia a magia da própria floresta representando a vida dessa.

O cortejo da rainha partiria da cidade dos elfos rumo ao Refúgio da Lua, um lago encantado onde nasciam os botões da floresta, lá Dara devia escolher um entre os muitos e após retornar ao palácio ele deveria ser apresentado a cada dama e a magia que a rainha colocou nele escolheria aquela que deveria ser sua Herdeira. Caberia a Dara ensinar sua discípula pois a magia e o poder de proteger a vida da floresta não mais estariam nas mãos da rainha, mas nas da jovem aprendiz.

O desfile para o Refúgio da Lua estava alegre e espirituoso, eles partiam ao meio dia para alcançarem a lagoa no momento em que a Lua cheia estava mais brilhante. A pedido de seu filho, mesmo que o tenha dissuadindo da ideia inicial, a rainha aceitara reforçar a segurança o que ela percebeu deixou não só Legolas, mas Thranduil mais tranquilo, apesar da postura séria que o marido tinha ao seu lado.

- Desfile. Diversão. Sorriso!!! – Disse abraçando o marido fortemente, deixando de acenar de volta para os elfos que davam vivas a rainha e acenavam com alegria.

Diferente do pai que só deu um pequeno sorriso pela alegria da esposa, o príncipe que seguia ao lado do cortejo como Primeiro Tenente do esquadrão de Tauriel deu uma gargalhada gostosa por ver como sua mãe conseguia dobrar seu pai que faria tudo para vê-la feliz. Os elfos de Tauriel seriam responsáveis pela defesa integral da rainha no percurso de ida e volta e se todos os outros capitães e seus soldados falhassem, caberia a eles garantir a integridade da família real e os trazer em segurança. Tauriel ia à frente do cortejo ladeada pelo General de Guerra, elfo de maior confiança e amigo de Thranduil.

O caminho para o Refúgio da Lua foi alegre e descontraído, as poucas crianças elfas corriam para acompanhar os cavalos do cortejo e suas risadas alegravam profundamente o coração de Dara. Era por isso que ela vivia, para ver essa vida e alegria nos rostos não só dos elfos, mas para tornar Greenwood um refúgio de paz e harmonia para todas as criaturas e plantas da floresta, um reino cheio de vida, beleza e esperança.

Eles chegaram ao lago que parecia ouro líquido ao refletir a luz do sol poente, o silêncio respeitoso tomou aqueles que estavam na clareira desde soldados a observadores. Dara havia descido da carruagem com a ajuda de seu marido que permaneceu com um olhar respeitoso para sua amada. Antes de finalmente deixar o toque da mão de sua esposa, Thranduil viu os olhos de sua rainha brilharem como mil estrelas na mais profunda alegria, se ela não tivesse se voltado para o lago e desviado o olhar ele não seria capaz de quebrar o encanto que aqueles olhos verdes tinham sobre si. O rei se encontrava arrebatado pela beleza singela da rainha, que fora a única a enfeitiçar seu coração profundamente, ela mais do que seu próprio reino era sua fonte paz.

Para o espanto de todos ao se dirigir para o lago dourado, que reluzia como a mais finas das joias, os pés da rainha não tocaram as águas, mas conforme ela caminhava as folhas de nenúfares e vitórias-régias se juntavam formando seu caminho. Sendo que, logo após a rainha passar o tapete de folhas se desfazia e as plantas retornavam a flutuar serenamente pela lagoa. Dara caminhava por entre os botões e se abaixava para tocá-los delicadamente, mas logo retornava a sua busca. Quando ela finalmente o encontrou, ela o pegou nas mãos com a mesma delicadeza que ela só tinha dedicado a seu pequeno Legolas, quando ele ainda era um bebê de colo. Com esse mesmo sorriso maternal ela levantou o pequeno e delicado botão rosado acima de sua cabeça e esse reluziu dourado e prateado misturando última luz quente do sol com a primeira luz mágica da Lua.

Gritos de alegria cortaram a noite, mas para o horror de todos logo eles foram substituídos por urros desprezíveis quando a clareira foi invadida por inúmeros orcs que atacavam os elfos que estavam protegendo a rainha. Logo que percebeu o que acontecia Legolas já estava com seu arco disparando flechas rápidas e eficientementes, os inimigos caiam a sua volta mas seus números o impediam de se aproximar de sua mãe e foi com desespero no olhar que ele viu que o mesmo acontecia com seu pai.

- Majestade volte para a carruagem, vamos tirar a senhora daqui! - Grita Tauriel a que estava mais perto da rainha depois logo em seguida grita ordem para que seu pelotão se reagrupe em torno da rainha para protegê-la com suas incontatáveis flechas, a formação estava impecável e os orcs estavam sendo rapidamente obliterado, entretanto seus números equilibravam sua falta de habilidade.

A rainha corria rapidamente indo ao encontro a seu marido, esse por sua vez era uma força da natureza, seus movimentos eram tão rápidos e preciso que incontáveis orcs caiam sob o fio de sua espada sem sequer notar o ocorrido, se não fosse uma situação tão desesperadora, Dara poderia ter apreciado os movimentos de Thranduil que mesmo na batalha lutava com maestria e perfeição mortal, ele era afinal de contas o melhor espadachim da floresta.

Vendo que seus protetores estavam tendo dificuldades sem soltar o botão a rainha com o movimento da outra mão convocou as raízes da floresta para capturar e esmagar os orcs a sua volta, e continuou correndo. Quando estava para alcançar a carruagem essa foi destruída por mais uma nova onda de orcs agora caídos do céu, tinham vindo carregados pelos malditos morcegos de guerra orcs que infestavam o céu cobrindo a luz da lua.

A rainha dirigiu-se para a floresta apenas lançando um olhar rápido para onde seu marido e filho lutavam e para o seu desespero viu o momento em que cinco orcs lançaram seu filho no lago tentando afogá-lo. Seu grito de desespero chamou a atenção de Thranduil que vendo o medo nos olhos de esposa foi em resgate do príncipe, quando ela teve a certeza que seu filho estava seguro com o pai invocou árvores, raízes e videiras da floresta para levá-la para longe da batalha, pois sua maior prioridade ainda era proteger o botão.

Enquanto corria pela floresta as árvores e galhos se fechavam a sua volta protegendo suas costas e dificultando o avanço de seus perseguidores, mas eles eram muitos. Dara decidiu abandonar o chão e começou a saltar e escorregar pelos galhos das árvores tentando colocar a maior distância entre si e os orcs e despistá-los na floresta. Foi quando a rainha viu pelo canto do olha um cervo prateado de grandes galhadas que corria logo abaixo, montado sobre ele vinha o rei, na sequencia seu filho surgia ao seu lado atirando suas flechas nos orcs abaixo que os perseguiam.

- Está bem… Acho que você estava certo querido! - Diz rindo para o filho que apesar de encharcado estava bem e corria ao seu lado.

- Me lembra de me gabar depois quando estivermos em… - Não pode terminar, pois agarrava uma flecha inimiga em pleno ar e apesar do metal negro ser de péssima qualidade parou de acompanhar a mãe para devolver a flecha a seu atirador que não vinha de baixo, mas de cima, um orc montado em um dos gigantes morcegos de guerra, em vez de atirar no cavaleiro abateu um dos dois morcegos que caiu em espiral na floresta. Quando se virou só viu o momento em que sua mãe se lançava no ar para alcançar seu pai que cavalgava abaixo e não pode alertá-la do segundo morcego, então assistiu impotente quando a criatura mergulhou na direção da Rainha.

Dara sem perceber o segundo morcego aproveitando o final do galho em que corria para se lançar em pleno ar para os braços de Thranduil. Ela não viu a criatura, mas viu o medo refletido nos olhos de seu marido antes mesmo de sentir as garras de um morcego dilacerar seus ombros ao capturá-la em pleno salto. Contendo as lágrimas a guardiã da floresta beijou o pequeno e delicado botão de Lírio da Noite em sua mão. Sua magia que se espalhou como uma nuvem dourada e reluzente o preencheu e com um último olhar para seu marido ela soltou o botão.

Thranduil pegou no ar a delicada flor, que agora reluzia dourada e quando elevou seus olhos para o céu, sua amada estava longe quase sumindo a distância, mas ele sabia para onde a levariam, eles a levariam para o Norte, pois tinha reconhecido a marca dos orcs que os atacaram. Eram orcs de Gundaband.

 


Notas Finais


Eita!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

E ai o que acharam??? Qual teorias para o que vai acontecer no próximo cap? Como será que a Dara vai se librar dessa??? E o Thranduil vai chegar a tempo de salvar a esposa?

Saúde e não esqueçam de lavar as mãos e usar o Álcool em gel!
Paz!


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