História Grenade - Fillie - Capítulo 2


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Categorias Stranger Things
Personagens Billy Hargrove, Bob Newby, Chefe Jim Hopper, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Jonathan Byers, Joyce Byers, Karen Wheeler, Lucas Sinclair, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Steve Harrington, Will Byers
Tags Fillie, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Stranger Things
Visualizações 47
Palavras 1.721
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


quem é vivo sempre aparece, não é mesmo? pois bem, aqui estou eu, galerous. O capítulo ficou meio curto, mas prometo que o próximo será maior. Não sei quando postarei o outro, pq estou meio q presa à escola, com trabalhos e mais trabalhos, matérias novas e etc. Ou seja, tá tenso. But, espero que gostem, de verdade💙

boa leitura, babies🙆

Capítulo 2 - Extraterrestrial


Manhattan - Nova York - 17 de julho de 2017 

Millie havia chegado no estabelecimento há exatas duas horas. O turno de Jackson havia acabado, logo se iniciou o seu. Trabalhar naquele lugar não era uma das sete maravilhas do mundo, mas ela gostava do que fazia. Já presenciara diversos acontecimentos ali, entre eles, um pedido de casamento. Blé, meio clichê, não? Um pedido de casamento, justamente feito num café, surpreendendo a todos que comiam seus deliciosos lanches em silêncio. Nada que os filmes de Hollywood já não tenham mostrado.

A ideia poderia ser batida, mas Brown adorava clichês. Desde pequena, sempre fora apaixonada por filmes de comédia romântica, ou apenas romance. Encantada era um de seus filmes favoritos. Nunca possuía maturidade suficiente para assistir ao filme, pois começava a agir como uma criança que acabara de ganhar um pirulito de sua mãe, após insistir durante alguns minutos, ou horas. Tinha noção de que a vida real era bem diferente da ficção, mas, o que custava sonhar um pouco? 

Passava o pano úmido sobre a bancada recém suja por farelos de pães, biscoitos e até mesmo de salgados. As meias estavam sujas de ketchup, nada que não pudesse ser resolvido depois. Não possuía um uniforme próprio, então costumava ir com roupas mais simples, para evitar que suje as que lhe são de maior importância.

Enquanto mantinha o foco em seu trabalho, pôde escutar o leve e agudo som do pequeno sino localizado logo acima da porta de madeira do estabelecimento, ser emitido, obviamente anunciava a chegada de alguém. Millie parou de fazer o que fazia durante um curto período de tempo, apenas para ver de quem se tratava, porém, ela não o reconheceu. Não lembrava de ter visto aquele sujeito ali antes, não mesmo. Conhecia cada cliente daquele lugar, se fosse alguém como a Sra.Traynor ou o Sr.Clarke, certamente reconheceria, logo de cara, sem erro algum. Mas não se recordava de ninguém com sardas e cabelos escuros e cacheados.

O estranho notou que Millie o observava, mesmo de longe, conseguia enxergar os olhos castanhos e levemente delineados sendo fixados apenas nele. Mas o que diabos aquela mera atendente do café fazia olhando para ele? Queria descobrir, sem dúvidas, e ela não perderia por esperar.

Caminhou calmamente até o balcão, pedindo licença à cada pessoa que estivesse em sua frente. Aquela garota, de certa forma, o intrigava e ele queria descobrir por qual razão.

Avistou uma banqueta logo à sua frente e então, sentou-se no mesmo e aguardou que a garota de olhos castanhos se virasse para o mesmo, já que permanecera de costas para o balcão.

Ao voltar seu olhar para a frente, Millie se surpreendeu ao ver que o rapaz misterioso que havia chegado há alguns minutos em seu local de trabalho, a aguardava, com os dois cotevelos sobre a pedra que cobria o balcão, e as mãos unidas, com os dedos entrelaçados.

— Escuta, por algum motivo, minha presença te incomoda? - perguntou olhando diretamente para ela, deixando-a intimidada logo de início.

Millie negou, ainda sem dizer nada.

— Então por que raios você me olhava com cara de boba há minutos atrás, assim que entrei aqui? - perguntou novamente, dessa vez batendo uma das mãos sobre a bancada, assustando a figura feminina que se mantinha de pé, até então, em sua frente.

— Sou uma funcionária deste estabelecimento, trabalho aqui há tempo suficiente para reconhecer qualquer cliente, considerado de casa. Você não é um deles, por isto estranhei - suspirou ela — Algum problema? - perguntou de forma irônica, talvez apenas para a própria, pois ele permaneceu sério.

— Não. Problema algum - retirou a carteira de seu bolso e em seguida, uma nota de vinte dólares da mesma — Um café expresso, por favor - pediu educadamente.

— Lamento, mas não trabalhamos com cafés expressos.

— Então me dê um chocolate quente, está bem?

— Chocolate quente neste clima? - olhou para o céu, através de uma pequena janela. Fazia frio, até muito por sinal — Hum, boa escolha. Irei providenciar, aguarde um pouco.

Ele apenas assentiu e suspirou, vendo a garota se direcionar à outro lugar, que ele julgou ser a cozinha. Encostou suas costas na banqueta e fechou seus olhos por breves segundos, sentindo um extremo cansaço lhe atingir em cheio. 

(...)

Haviam se passado exatos quarenta e cinco minutos desde que Millie dissera que ia providenciar o pedido do rapaz. Ele já estranhava a demora da garota, afinal, quem demora tanto tempo para preparar um chocolate quente? 

O movimento do estabelecimento estava mínimo, seis ou sete pessoas no máximo. Então, entrar na cozinha e ver o real motivo da demora da funcionária não seria problema. Ninguém notaria, estavam ocupados demais com seus respectivos cafés e salgados.

Levantou-se, de modo que não chamasse tanta atenção, avançou alguns passos e logo se encontrava do outro lado do balcão. Agachou-se e caminhou silenciosamente até a porta da cozinha. Deduzir onde ficava a mesma, não era tão difícil, já que um letreiro vermelho e considerado grande estava exposto na mesma. Colocou uma de suas mãos na maçaneta gélida e feita de metal e adentrou lugar, se deparando com Millie com um dos braços debaixo da água corrente. Estava sangrando, ele podia imaginar que ela havia se cortado, por acidente, com uma faca.

Millie o olhou e ficou boquiaberta ao ver que o mesmo rapaz que fora meio grosso com ela há minutos atrás, agora estava na cozinha do local onde trabalhava.

— Espere, como entrou aqui? Ficou maluco? Ande, saia! - gritou, em tom ideal, o suficiente para fazer com que o jovem revisasse os olhos e caminhasse até ela.

— O que houve com você? - perguntou ignorando as perguntas feitas por Millie há segundos atrás.

— Eu me cortei, será que não vê? 

— Vejo, é claro. Afinal, tenho dois olhos - disse de forma sarcástica — Precisa de ajuda, não é?

— A última coisa que preciso no mundo é da sua ajuda, rapaz - bufou, dando de ombros.

— Finn.

— O quê?

— Meu nome, imbecil! Me chamo Finn, e você? - ela revirou os olhos e semicerrou os mesmos.

— Millie Bobby Brown, mas me chame apenas de Millie, certo?

Ele anuiu.

— Onde encontro uma caixa de primeiros socorros? - Millie apontou com seu dedo indicador, do braço que havia permanecido intacto, para um armário de cor cinza, localizado em um canto da cozinha. Finn assentiu e caminhou até o móvel. Ergueu seu braço e retirou de lá, uma caixa um pouco empoeirada. Era alto, por isso não teve dificuldade alguma em pegar a mesma.

— Você sabe ao menos fazer um curativo? - Millie o questionou.

— É claro que sei. Metade da população sabe, creio eu. O que pensa que eu sou? O abominável homem das neves? - abriu a caixa e retirou o que seria necessário — Sou apenas uma pessoa com gostos diferentes, sacou? Não um extraterrestre - falou por fim, vendo-a estender o braço machucado em sua direção — Certo, vamos lá!

Finn lavou suas mãos e as secou numa toalha seca localizada em uma região distante da pia. Millie hesitou, por um momento, mas não possuía muitas escolhas, então, logo permitiu que o rapaz fizesse o curativo em seu corte. Se surpreendeu ao ver que ele realmente sabia o que estava fazendo. Não havia gostado muito dele, mas não podia negar que tinha cuidado no que fazia. Tanto que não sentiu dor alguma. Sentia a pele quente de Finn entrando em contato com a sua, o que lhe causava leve espanto, porém, não sabia ao certo o porquê.


— Trabalho feito, lindinha - disse de forma divertida. Millie não respondeu nada, pois estava atônita demais olhando para ele, sem piscar os olhos, uma vez se quer — Alô!! Terra chamando Millie - estalou os dedos em sua frente e a jovem se desequilibrou por um segundo, mas logo se recompôs — Ah, você ainda está aí - deu de ombros e suspirou, pegando o material que havia sido gasto e o jogando no lixo.

— Obrigada por isto - olhou para o curativo em seu braço — Tem algo que eu possa fazer por você? Oh, céus! Esqueci de terminar de preparar seu chocolate quente. Droga, me desculpe. Prometo que logo ficará pronto e você está servido.

Finn revirou os olhos e riu. A jovem tinha o péssimo hábito de falar demais. Chegava a ser engraçado, mas isso o irritava mesmo assim.

— Você fala demais, sabia? - ele a questionou.

 — É, eu sei, já me disseram isso, mas não ligo muito. Afinal, faz parte da minha natureza e eu não posso mudá-la.

— Certo, mas que de qualquer forma, não precisa preparar nada, está bem? Tenho que ir embora, então... - balançou a cabeça e recuou alguns passos — Tchau! - acenou brevemente, saindo do local e realizando as mesmas ações que fizera para chegar até ali. Ninguém o viu, afinal, cinco pessoas, no máximo, estavam presentes, e não deixariam de tomar seus deliciosos cafés para ver o que um rapaz de roupas estranhas fazia saindo da cozinha do estabelecimento.

Milie permanecera lá dentro. Pensou em ir até a porta e verificar se Finn tinha conseguido ir embora, porém, para evitar certas coisas, se manteve lá dentro. Guardou a caixa de primeiros socorros, Mas que idiota! Nem pra colocar as coisas que ele tirou, no lugar. Pensou ela, e começou a organizar a cozinha, que não estava muito bagunçada. Eram dez para as nove. Daqui a exatas uma hora e meia, teria de fechar o café e retornar para sua casa.

(...)

Os clientes já haviam ido embora. Só restou ela, o bom e velho rádio de Cyrus, seu chefe, e as fortes rajadas de vento que, vez o outra, a assustavam por estarem semelhantes à algum personagem dos filmes de terror.

Então, ela retirou seu casaco do mancebo e tomou a bolsa em mãos. Apagou as luzes, fechou as janelas, a porta dos fundos e desligou os aparelhos que foram usados naquele dia. Mais um dia de trabalho concluído, no próximo não seria diferente, apenas teria de lidar com novos clientes. Nada que já não tenha acontecido antes.

Abriu a pesada porta de madeira e saiu do lugar, procurando pela chave que trancaria a mesma, no meio de outras chaves, até que a encontrou e, seguidamente, fechou-a. Guardou o chaveiro na bolsa e ao virar-se, pronta para ir embora, se deparou com o sujeito que a lhe ajudou mais cedo no café.

— Finn!?


Notas Finais


até o próximo, bye bye🖤


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