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História Greys Anatomy - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Scars and Souvenirs


Narrador POV

 

“Quando exposto a um trauma, o corpo implanta seu próprio sistema de defesa. Desde o primeiro segundo em que o cérebro recebe o sinal de que uma catástrofe aconteceu, o sangue corre para os órgãos que precisam de mais ajuda. Há um dilúvio de sangue nos músculos. Nos pulmões. No coração. No cérebro. O cérebro toma uma decisão pelo resto do corpo. Encarar o perigo ou fugir. É um mecanismo designado para proteger o corpo de danos, de saber que o que aconteceu pode ser irreparável. Nós chamamos isso de choque.”

 

Ashley POV

 

Acordo com o despertador tocando, sinto minha cabeça latejando, passo a mão no rosto, espreguiço e começo a me remexer na cama, viro para o lado e dou de cara com um homem nu dormindo.

 

Flashback on

 

Depois da conversa com a minha mãe vou até o bar do Joe, ouço o barulho dos sinos anunciando minha entrada, sinto o cheiro de cerveja velha que exala no ambiente, sigo até o balcão, sento-me em um dos bancos e peço ao garçom tequila.

- Tequila direto, sério? Você se arrependerá de manhã – diz o garçom.

- Eu sempre me arrependo de manhã – respondo, enquanto o garçom me serve a bebida.

- Uísque duplo, por favor – pede ao garçom, um homem alto, moreno de olhos claros, ele se senta ao meu lado, o garçom o serve. – Então esse é um bom lugar para se distrair? – ele pergunta dessa vez para mim.

- Eu não sei, nunca estive aqui antes. – Respondo sem demostrar muito interesse, viro minha tequila e faço sinal para o garçom servi outra.

- Sabe de uma coisa, nem eu. Cheguei hoje da Jordânia, depois de muito tempo fora de Seattle – ele continua a falar, mas logo percebe que eu estou ignorando-o – Ah, você está me ignorando!

- Estou tentando. – Digo

- Você não deveria me ignorar?

- E por que não? – pergunto

- Porque eu sou alguém que você precisa conhecer para amar. – Solto um pequeno riso com a resposta dele.

- Sério? Se eu te conhecer, eu irei te amar? – pergunto olhando em seus olhos.

- Sim – ele responde de forma convencida

- Você realmente é convencido assim?

- De forma nenhuma, só escondo meu sofrimento – fala soltando uma risada e eu o acompanho. - Então eu já contei um pouco sobre mim e quem é você?

- Não sou ninguém, só uma garota em um bar. – Respondo, levantando meu copo.

- Então eu só sou um cara num bar. – Ele conclui e levanta o seu copo brindado comigo.

Começamos a beber e conversar, durante o diálogo descubro que o nome dele é Nathan Riggs. Quando percebemos já estava de madrugada e o bar começa a esvaziar, então decidimos ir embora.

- Acho que devemos ir para a minha casa. – Digo, ele chama um taxi.

Na minha casa, seguimos direto para meu quarto tentando não fazer barulho, mas sem muito sucesso.

Entramos no meu quarto e o eu tranco a porta em seguida, Nathan rapidamente vira-me para ele e me encurrala na porta, mordi os lábios encarrando seus olhos azuis, desvio meu olhar para a sua boca e foi o momento que ele a atacou com seus lábios macios, senti um frio na barriga, não dava para esconder meu desejo, meu corpo já entregava.

Abrir meus lábios deixando sua língua invadir a minha boca, seu beijo me deixou desnorteada, eu acariciava a sua nuca com minhas mãos dando mais intensidade ao beijo. Nathan segurou em minha cintura com força, colando nossos corpos.

Sua mão foi para o meu cabelo dando um puxão e ao mesmo tempo ele cravou seus dentes em meu lábio inferior. O abocanhei e suguei sua língua com força, eu não iria ficar por baixo, cada vez mais eu sentia o volume crescer dentro de suas calças. Eu não tinha mais fôlego para dar continuidade aquele beijo sedento, separei nossos lábios e encarei Nathan que estava com a boca vermelha.

- Me joga logo nessa cama, Riggs.

Nathan sorri, me pega no colo, coloca-me em cima da cama, ele se distancia para tirar suas peças de roupa. Não desgrudei os olhos dele, alcancei meus sapatos o tirando, Nathan tirou sua blusa e jogou longe, com os pés mesmo tirou os sapatos junto com a meia ficando apenas de calça. Ele possuía o corpo malhado.

Mordi meus lábios vendo tirar o cinto, logo depois abrindo sua calça, ele usava uma boxer branca, que despertou os meus desejos mais sacanas. Dava para ver perfeitamente a forma do seu membro na boxer apertada. Ele me olha com um sorriso safado nos lábios, se aproxima de mim e depois beija minha boca, suas mãos vão para as minhas coxas apertando-as elas vão subindo pela lateral do meu corpo levando a minha camiseta, assim que chegou nos meus seios, Nathan separou nossos lábios e terminou de puxar a camiseta do meu corpo, em seguida retirou meu sutiã.

- Você é linda! – ele sussurrou no pé do meu ouvido, mordi os lábios.

Suas mãos foram para meus seios os tocando com cuidado, meu corpo se contrai ao sentir seus dedos indicadores fazendo movimentos circulares no mamilo, que logo ficam rígidos. Minha calcinha já estava molhada.

Ele abocanha e suga meu seio direito com vontade, dou um alto gemido, enquanto sua boca dava atenção a um dos seios com a mão ele apertava o outro seio, aponta da sua língua tocava o meu mamilo. Eu estava indo a loucura. Nathan foi para meu seio esquerdo dando um chupão na lateral, ele começa a chupar com vontade, fazendo eu gemer loucamente.

Nathan faz o percurso dos meus seios até a minha calça com a boca, retirando ela e a jogando longe, ele não desgruda os olhos de mim enquanto beijava por cima do tecido da calcinha, me remexi na cama, ele segurou em minha calcinha, vejo ela sendo rasgada, ele joga o resto do tecido no chão e umedece os lábios.

- Gostosa! – ele me deu um tapa na vagina que me faz soltar um gritinho.

Em seguida, Nathan começa a beijar minha virilha, meu corpo suava, meu sangue fervia, eu estava em erupção. Ele a sopra.

- Me chupa logo! – Disse impaciente.

Seus dedos passam pelos meus lábios maiores, sinto a ponta da sua língua entrar em contato com meu clitóris iniciando movimentos circulares em seguida, ele introduz dois dedos, sua língua me estimulando e seus dedos eram a combinação perfeita.

Eu não controlava os gemidos. Meus olhos estavam lacrimejando de tanto prazer. Minhas mãos seguravam o cabelo do Nathan, ele tentava manter meu quadril imóvel, mas eu só queria rebolar na sua boca pedindo por mais. De uma estimulação carinhosa, passou a ser selvagem, eu sentia minha vagina pulsar. Seus dedos começaram a movimentar-se dentro de mim muito rápido sem cessar, ele faz uma sucção maravilhosa no meu clítoris que me faz arquear as costas.

Mordi meu lábio inferior e fechei os olhos com força sentindo o orgasmo passando pelo meu corpo. Nathan tirou seus dedos e colocou a língua na minha entrada passando repetidamente.

- Oh, Meu Deus! – Exclamei entre gemidos.

Sinto outro orgasmo me atingindo e se espalhando por todo o meu corpo. Não ousei abri os olhos estava em puro êxtase, sinto seus lábios tocarem minha boca, chupo a sua língua sentindo o meu próprio sabor.

- Você é deliciosa! – Ele sussurra

Fiquei por cima dele, escorreguei minha mão por seu abdômen, adentro pela sua cueca e encontro seu pênis extremamente duro, apertei e deslizei minha mão até a base, voltando até a cabecinha e apertando novamente, Nathan gemeu abafado. Puxei sua boxer, jogando pelo quarto, ele me encarou com um sorriso safado, peguei seu membro fazendo movimento de vai e vem.

- Quero foder sua boca! – ele murmura enquanto minha mão não parava de masturbá-lo.

Saí de cima de suas pernas ficando do seu lado na cama, umedeci os lábios e passei minha língua por toda a extensão do membro, ouvi Nathan gemer, cheguei até a cabecinha e lambi, coloquei o máximo que consegui do seu pênis na minha boca enquanto minha mão masturbava a parte que não cabia, comecei a chupá-lo lentamente, o gemido do Nathan me incentivava a continuar.

Logo depois aumentei a velocidade de minha boca. Novamente coloquei seu membro até onde cabia, abri a boca e levemente passei meus dentes enquanto o tirava, Nathan gemeu alto e segurou meus cabelos colocando de lado. Olhava para ele enquanto o chupava, sua boca estava entre aberta e sua afeição de prazer estava me deixando louca.

Chupei com força a cabecinha do seu pênis, ele mordeu os lábios. Tirei minha boca do seu membro e passei a dar atenção para as suas bolas as chupando, com  minha mão continuei a masturba-lo. Voltei a chupar seu pénis, Nathan começa a mover os quadris estocando em minha boca enquanto segurava meus cabelos, vejo que ele está próximo do orgasmo, chupo com força seu membro, ele jogar a cabeça para trás urrando, não tiro minha boca, engolindo todo o seu gozo.

Nathan encostou na cabeceira da cama, ele tinha um sorriso de satisfação no rosto, sentei em cima das coxas dele, suas mãos foram diretamente para minha bunda  e as minhas para seu pescoço, nos olhamos fixamente, ele abaixou seu olhar para minha boca, aproximou seu rosto e me beijou, ele apertava minha bunda e subia para minha cintura, em um movimento rápido ele me deitou passando por cima de mim, abrindo minhas pernas ficando entre elas.

Nathan segurou em seu membro e o posicionou em minha entrada, mantínhamos o contato visual, ele começa a movimentar lentamente em mim, comecei a gemer. Nathan me olha fixamente gemendo abafado, nossos lábios estavam próximos, mas sem contato. Minhas mãos vão para a sua nuca, enquanto sentia suas penetrações lentas e profundas.

Ele começa a aumentar a velocidade de suas estocadas me fazendo gemer alto, passo minhas unhas com em suas costas, enquanto suas mãos apertavam forte minhas coxas. Puxei o lábio inferior do Nathan e nos beijando, empurrei ele de leve ficando por cima, segurei seu membro e o encaixei em mim, sentando-se totalmente em cima dele. Me curvei sobre ele e comecei a rebolar lentamente, arrancando gemidos do Nathan e meus também. Logo comecei a aumentar a velocidade, fazendo seu pênis deslizar rapidamente dentro de mim.

Nathan segura com força em minha bunda, apoio minhas mãos na cabeceira da cama e começo a cavalgar rapidamente em cima do seu membro, meus seios foram abocanhados pela boca dele, os mordendo de leve e passando a língua. Joguei minha cabeça para trás gemendo, Nathan segura em minha cintura comandando os movimentos.

- Fica de quatro para mim – ele disse me tirando de cima dele.

Fiquei de quatro na cama. Nathan deu um tapa na minha bunda e passou seu membro em minha entrada.

- Filho da puta! – Murmurei

- Agora geme direitinho para mim. – Ele diz com o sorriso safado nos lábios.

- Me fode com força, Riggs!

Nathan me penetrou e colocou uma mão na minha cintura e a outra nas minhas costas, ele começa devagar, aumentando a velocidade aos poucos. Logo depois ele começou a tirar e colocar novamente, me torturando. Ele volta com os movimentos, mais rápidos e profundos.

Começo a ficar cansada da posição, Nathan percebe, sai de dentro de mim, me deitei na cama e o chamo com o dedo, ele riu e ficou entre minhas pernas me beijando. Me penetrou novamente, parecendo que iria me rasgar com a velocidade se movimentava dentro de mim, jogo minha cabeça para traz, ergo minhas costas sentindo meu orgasmo próximo, Nathan alcança meu clitóris com o dedo, começando a estimula-lo, enquanto me fodia, sinto uma onda de prazer dominar o meu corpo, fazendo com que eu solte um gemido alto, sendo acompanhada pelo Nathan que chega ao orgasmo.

Respiramos fundo, Nathan cola nossos lábios com um beijo intenso, ele sai de dentro de mim, se deitando do outro lado da cama. Apoio a cabeça no seu peito e o envolvo com minhas pernas, ele passa a mão na minha coxa alisando-a, até cairmos no sono.

Flashback off

 

Recordo-me de tudo que aconteceu na noite anterior.

- Merda! - digo ainda sonolenta, reúno toda força que consigo e empurro ele da cama fazendo-o cair no chão.

- Você tem que ir embora, antes que as crianças acordem - falo ainda sonolenta.

- Bom dia! - ele diz, vestido suas calças. - Você tem filhos? – ele pergunta.

- Não, são meus irmãos. Cuidado para ninguém te ver quando sair.

Meu aviso foi em vão, assim que ele pega a sua camisa e abre a porta do quarto dá de cara com os olhares curiosos da Maggie e Amelia no corredor. Ele deseja um bom dia para elas e fecha a porta do meu quarto indo embora. Cubro meu rosto com o travesseiro não acreditando no que acabou de acontecer, ouço os passos dele descendo a escada e depois a porta da entrada sendo aberta e fechada em seguida. Olho para o relógio no criado mudo e percebo que se não levantasse agora iria me atrasar.

Levanto-me da cama, pego minha toalha e vou me arrastando para o banheiro do corredor. As meninas não estavam mais lá, então entro no banheiro, tomo um banho, lavo meu cabelo. Saio do chuveiro, me seco, enrolo na toalha e volto para meu quarto. Passo desodorante coloco uma lingerie limpa, uma calça jeans e uma camiseta, penteio meus cabelos, passo perfume, pego meu relógio colocando no pulso e por fim coloco meus tênis, jogo minha carteira e meu celular dentro da bolsa, a pego e desço para a cozinha.

- Bom dia! – digo para a Maggie e a Amélia que estavam arrumando suas coisas e pegando café.

Sigo até o armário pego uma aspirina para a dor de cabeça e tomo com um gole de café.

- Bom dia! – diz Amelia e pelo seu tom já sei que ela vai perguntar sobre meu acompanhante dessa noite. – Quem era aquele cara?

- Alguém que eu conheci no bar, ontem à noite, estava bêbada e não quero falar sobre isso. – Respondo diretamente, pegando no armário meu copo térmico e enchendo logo em seguida de café. Ouvimos a buzina do carro do Alex que venho nos buscar, pegamos nossas coisas e saímos de casa indo em direção ao carro, entro no banco de trás com Amelia e Maggie. Damos bom dia para o Alex, logo em seguida Meredith chega sentando-se no banco da frente, Amelia volta a falar sobre o assunto.

- Você disse que estava bêbada, posso perguntar se lembrou de usar camisinha?

- Não quero falar sobre isso – digo novamente.

- Olha, tem uma caixa enorme de camisinha no banheiro pode pegar é para todo mundo. – Ela continua ignorando meu pedido.

- Enorme? Sério? – Alex pergunta

- Sou otimista – ela responde.

- Espera então foi você que fez aquele barulho todo? – A Grey pergunta virando para traz me olhando - Achei que tinha sido a Amélia, tímida você não é e que boca suja.

- Gente eu estou implorando, não quero falar sobre isso. – Falo envergonhada.

- Ele é bom de cama? – Maggie pergunta.

- O Alex está aqui gente – digo.

- O Alex não liga para essas coisas, liga Alex? -  Grey pergunta

- Olha minha cara de interessado na conversa de vocês. – Alex responde ironicamente

- Ele visitou a preciosa? - Amelia pergunta – Porque eu acho que se na primeira vez ninguém visitar a dona preciosa é melhor ser a última vez.

- Eu concordo com ela. – Maggie e Meredith dizem juntas.

- Parem de falar! Se alguém falar mais alguma coisa sobre isso eu me jogo para fora desse carro em movimento – Digo revoltada - E preciosa é uma péssima palavra para descrever uma vagina. – Falo dessa vez para a Amelia.

- Nossa só tentei ser legal, mostrar interesse. – Amelia resmunga.

- Que sensível. – Diz a Meredith

A conversa se encerra com a gente chegando no hospital, saio do carro o mais rápido possível indo diretamente para o vestiário dos internos, visto o uniforme cirúrgico, guardo minhas coisas no armário, pego meu celular e o pager, colocando no bolso do jaleco e sigo para a aula de anatomia da Meredith que chega logo em seguida. Ela ocupa a mesa da frente, que tinha um pulmão exposto, com todos os internos em volta. Meredith começa a aula.

- De acordo com a família desse homem, ele não era fumante, mas a verdade é que ele fumou dois maços de cigarro por dia em seu carro por vinte anos, enquanto sua esposa e filhos dormiam. Às vezes, a vergonha do paciente é o elefante na sala. Eles tentam escondê-la de nós, mas você não pode se esconder de um cirurgião, porque seu corpo não mente. A verdade está bem aqui para todo mundo ver e nenhuma palavra precisa ser dita. Eles dizem que a vergonha controla todos os aspectos do comportamento humano. É sobre acreditar em quem somos. Mas no fim, você não pode se esconder, o corpo não mente. A verdade está aqui para o mundo ver. Nossa vergonha pode nos sufocar. Nos matar. Pode nos destruir de dentro para fora, se decidirmos mantê-la. Não deixe que isso aconteça com você. – De repente meu celular começa a tocar, todos olham para mim, principalmente Meredith que faz uma expressão de brava, pego ele e vejo uma mensagem da Addison dizendo:

“Eu sei que você não quer falar comigo, mas estou no hospital e tem algumas pessoas que gostaria de te apresentar. Provavelmente, vou passar o dia todo aqui, quando tiver um tempo poderia vir ao meu quarto no andar da oncologia? Por favor!”

Bloqueio o celular guardando no bolso em seguida, Meredith termina a aula e nos libera, espero ela sair da sala, pois hoje eu sou sua interna. Depois que ela sai do laboratório de anatomia seguimos para emergência, atendemos uma senhora chamada Gabby Margraff que sofreu um acidente de carro com seu namorado, Meredith pede uma TC do abdômen.

Levo a paciente para tomografia, preparo ela e vou atrás do vidro na sala para iniciar o exame, onde encontro com a Meredith e começamos a conversar.

- Quer falar sobre o cara dessa manhã? – Ela pergunta.

- Meredith, rolou muito sexo! Foi quente! Rolou muito sexo e estou dolorida minhas costas, meu quadril. Foi intenso. – Digo suspirando.

- Sabia que eu nem estou pensando nisso, sexo. Eu nunca mais pensei em sexo desde aquela última manhã, a manhã do dia que ele morreu. Ash, eu sou viúva. Sabe como nos livros e nos filmes, você acha que não vai acontecer, mas acontece. Eu estou fechada para balanço, a minha vagina virou cidade fantasma. O trem do orgasmo não está mais passando por lá. Essa parte da minha vida acabou. – Meredith conta, olhando para mim.

- Vai acontecer, quando você estiver pronta!

- Eu não quero. Eu estou bem. Eu juro. Agora me conta como foi o sexo intenso com o desconhecido gato e como ele destruiu você, porque eu sou a viúva Grey. Morta por dentro. – Rimos do que ela diz.

- Querida, Não! Essa é a história mais triste que eu já ouvi. Querida, você está partindo meu coração, o trem do orgasmo não pode parar de passar nunca, eu tenho orgasmo todo santo dia, desde os meus 15 anos. – A paciente diz, então percebo que o microfone está ligado e a Gabby ouviu tudo. - Orgasmos são maravilhosos, tive dois de manhã antes do acidente. – Ela continua.

- Gabby, já estamos terminando de fazer o exame. – Digo para a paciente desligando o microfone em seguida.

- Você quer me dizer o que realmente está acontecendo? – Meredith me pergunta.

- Como assim? – questiono confusa.

- Você disse que fez um sexo muito bom, mas não me disse do que estava fugindo para fazer você ir ao um bar beber e transar com um desconhecido. E nós duas sabemos que você só faz esse tipo de coisa quando está fugindo de algo.

Encaro ela sem saber o que dizer, mordo os lábios e encaro minhas mãos envergonhada.

– Você não precisa me contar se não quiser, só me diz se eu preciso me preocupar – ela continua.

Eu me levanto, fecho a porta da sala, volto para minha cadeira e conto para ela.

- Ontem a noite, quando estava saindo do hospital a Addison apareceu querendo conversar comigo. Ela está com câncer, Meredith. E depois que ela me contou isso e simplesmente fui embora sem fala nada. Agora ela está aqui no hospital, na oncologia, querendo me apresentar os filhos e o marido e eu estou tão brava com ela – desabafo

As imagens da Gabby chegam.

- O contorno diafragmático da esquerda está anormal, pode ser uma ruptura, qualquer esforço abdominal causa invasão das entranhas no pulmão esquerdo ou pode ser uma ruptura esplênica, mas só da para ter certeza na cirurgia. Marque a cirurgia – Meredith diz para mim.

Me levanto abro a porta e saio da sala, sigo até o quadro de cirurgia, vejo que a sala 3 estará disponível daqui uma hora, reservo o horário e a sala marcando no quadro, em seguida mando mensagem para a Meredith informando-a. Aproveito o tempo antes da cirurgia e vou para o refeitório comer algo.

No refeitório, pego uma bandeja, coloco o que irei comer e vou até a mesa que os outros internos, estavam.

- Olá – Comprimento sentando-me.

- Você não falou que era da realeza cirúrgica – diz o Cross empolgado.

- Eu não sou – digo soltando um riso com a empolgação dele.

- É sim... – Diz a Shaw

- Seu pai era Derek Shepherd, sua mãe é Addison Montgomery, sua madrasta é Meredith Grey, seus tios são Amelia Shepherd, Alex Karev, Maggie Pirce, Cristina Yang, você é amiga de Callie Torres, Owen Hunt, Arizona Robbins e todos os outros médicos importantes desse hospital, essa é a realeza cirúrgica – Blake continua cortando a Shaw.

- Podemos falar de outra coisa? – pergunto desconfortável.

- Que inveja de você. Queria ter a sua vida. – Spencer diz

- Pode acreditar, você não iria querer ter a minha vida. – Digo encerrando o assunto.

Após a conversa constrangedora no refeitório, término de comer e encontro com a Meredith no quarto da Gabby, já saindo para cirurgia, ela me vê, pede para as enfermeiras levarem ela e fala para mim:

- Eu estou indo para a cirurgia com a Gabby, você vai para oncologia falar com a sua mãe.

Abro minha boca para retrucar, porem ela me corta antes que possa dizer algo.

- Não, Ashley! Você me diz que está brava, mas tudo que vejo é alguém que não superou a morte do pai e está com medo de perder a mãe. Ela pode não ter sido presente, mas sempre será a sua mãe e você sabe disso e sabe que ninguém nunca vai poder mudar isso. Não importa o quanto negue, você a ama e está com medo. Está liberada o resto do dia, eu desmarquei com o advogado e marquei para amanhã à tarde. - Depois de dizer isso ela sai me deixando com meus próprios pensamentos.

Começo a entrar em pânico, saio correndo até a saída de emergência que dava num beco atrás do hospital. Sinto-me fraca, sou atingida por uma tontura, que faz eu apoiar com uma de minhas mãos na parede, o meu corpo começa a tremer e a suar frio, ondas de calor passam por ele, meus pulmões buscam desesperadamente por ar. Tento recuperar o ar, respirando e expirando, concentrando apenas no movimento dos meus pulmões. Aos poucos sinto o meu corpo parar de tremer e suar, as ondas de calor me deixam, o ar volta aos meus pulmões e um sentimento de alívio se instala. Encosto a minhas costas na parede, apoio minhas mãos nos meus joelhos e começo a chorar como uma criança, tirando todo o peso que carrego nos meus ombros. Quando me sinto um pouco melhor, respiro fundo, seco minhas lagrimas e entro no hospital determinada.

Chego na porta de um dos quartos, paro analisando os tons verde escuro do ambiente. Tomo coragem e dou pequenas batidinhas na porta, ouço o consentimento para entrar, em seguida abrindo a porta, me deparo com quatro pessoas me encarando.

- Oi mãe! – digo.

 

Narrador POV

 

“Quando o choque acaba, quando o corpo pode aceitar que um trauma aconteceu, quando pode abaixar suas defesas, é um momento assustador. É vulnerável. O choque nos protegeu e pode ter nos salvado.”



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