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História Grifinória não! - markhyuck - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Quadribol


A estação do ano havia mudado e com ela, viera a tão esperada temporada de Quadribol. Era o momento em que as casas competiam pela Taça das Casas, que era o prêmio mais esperado por todos os jogadores de Hogwarts do esporte. Mark, por exemplo, estava ansioso para disputar a Taça. Já havia ganhado anteriormente — três anos seguidos —, tendo em vista que seu time era um dos melhores de Hogwarts desde Harry Potter.

Portanto, assim que as datas foram anunciadas, o time da Grifinória passou a treinar com ainda mais intensidade. Mark, como capitão, não era dos mais relaxados. Queria que tudo estivesse, no mínimo, perfeito. Era tão insistente quando se tratava do esporte que seus colegas de time e Jisung, que jogava como artilheiro, estavam quase lhe jogando do alto da Torre de Astronomia. Treinavam incansavelmente, sempre que tinham um horário livre. Aquele presente momento não era diferente.

Haviam reservado a quadra para o treino da Grifinória naquele dia. Então, todos pegaram suas vassouras e se prepararam para montar vôo. Nos primeiros minutos, tudo correu muito bem. Jisung acertara a goles nos aros repetidamente, antes que Mark finalizasse o jogo pegando o pomo de ouro. A partida não durou nem cinco minutos.

Seus amigos e alguns outros alunos de diferentes casas, que estavam assistindo nas arquibancadas, comemoraram a vitória com tanta felicidade quanto os jogadores. Começaram outra partida, sentindo os corações batendo forte em entusiasmo. Mas Mark devia saber que estava tudo bom demais para ser verdade.

Quando estavam quase finalizando a partida, perceberam uma movimentação diferente vindo da entrada do campo. Mark parou no ar, segurando em sua Nimbus 2020 com firmeza, enquanto desviava o seu olhar para o solo. Não pôde se sentir mais confuso ao ver Donghyuck, seus amigos e o time da Sonserina entrando, com as vassouras ao lado do corpo.

Mark encontrou o olhar de Jisung não muito longe de si. O mais novo deu de ombros, como se dissesse que não fazia ideia do que se tratava. E era esquisito que não soubesse, já que nos últimos tempos, ele tem andando mais com Chenle do que com os próprios amigos. Esses jovens.

O grifinório apontou a vassoura para baixo, descendo o vôo suavemente até o time. Pulou de cima dela assim que seus pés alcançaram o chão e andou até os garotos, ficando de frente para Donghyuck, com um semblante desconfiado.

— O que foi? — perguntou, dando uma boa olhada no rosto dos garotos do time. Parecia que a Sonserina havia reformado os seus jogadores.

— Viemos treinar. — Na Jaemin, o capitão do time, respondeu.

— Mas estamos treinando agora, não estão vendo? — Mark apontou para os jogadores. Ainda estavam no alto, olhando ansiosos para a cena. Apenas Jisung se rendeu e desceu até o solo novamente, parando ao lado de seu amigo.

— Eles têm a permissão do professor Slughorn. Precisam treinar os novos jogadores. — Chenle informou. Ele sempre narrava os jogos, desde que entrara na escola e fazia aquilo muito bem. Jaemin, por outro lado, estava no time havia muito tempo. Mas Donghyuck era uma novidade.

— E você? — perguntou o canadense para Donghyuck, que lhe acenou com a cabeça. — O que está fazendo aqui?

— Sou o novo goleiro. — sorriu, numa mistura de meiguice com provocação. O canadense não soube se lhe lascava um beijo ou um soco. — Mas afinal, vamos treinar ou não? Fazem anos que eu não jogo, estou enferrujado.

— Mas estamos treinando. — Mark insistiu, mas viu que nenhum deles estava se importando realmente. Montaram em suas vassouras e voaram. — Donghyuck, espera aí. — pediu, segurando o braço do mais novo antes que ele fizesse o mesmo. — Você já fez parte do time?

— Sim, dois anos atrás. — respondeu, nervoso com a proximidade do outro. — Mas eu tive que sair, e como Chittaphon terminou os estudos ano passado, a Sonserina ficou sem goleiro.

— E então, vocês chegam no campo, sem mais nem menos e atrapalham o treino do meu time? — comentou, com o desgosto exalando no tom de voz.

— Precisamos treinar, Mark. Não posso fazer nada sobre isso. — se desvencilhou do aperto, pronto para tomar o seu posto perto dos aros.

— Donghyuck! Isso não está certo, nós chegamos aqui antes. — impediu, voltando a puxar o garoto pelo braço. — Vocês não podem fazer isso.

— Jogue conosco então. Ou melhor, contra nós. — sugeriu o de cabelos laranjas, com um olhar destemido em seu semblante.

— Não, eu não quero. — balançou a cabeça negativamente, como uma criança mimada.

— Isso tudo é medo de perder, Mark Lee? — zombou e logo, notou que suas palavras causaram realmente o efeito que ele esperava, quando Mark franziu a testa bravo.

— Tudo bem, então, idiota. — resmungou.

— Vocês dois aí embaixo, vão ficar namorando aí mesmo ou vão subir e jogar? — Yangyang, batedor do time da Sonserina, gritou. Os jogadores dispararam a rir quando Donghyuck lhe mostrou o dedo do meio, corajosamente.

Antes de subir para seu posto, entretanto, Donghyuck se aproximou de Mark cautelosamente. Deu um sorrisinho maroto e chegou a boca perto do ouvido do de cabelos pretos.

— Que vença o melhor, Lee. — sussurrou, para depois montar em sua vassoura e voar rapidamente até os aros, sorrindo de orelha a orelha.

O canadense, que havia entrado em estado de choque, continuou alguns minutos parado no chão do campo, olhando para o nada. Ah, ele devia saber. Donghyuck era o mal personificado.

>♡<

Algumas semanas depois do ocorrido na quadra de Quadribol, os jogos se aproximaram. Sonserina, que antes não tinha um time tão forte, agora estava tão bom que beirava à invencível. Lufa-Lufa e Corvinal perderam de lavada para a casa da cobra e Mark apostava com certeza que era devido à maestria de Donghyuck e seus amigos.

O Lee mais novo era realmente muito bom. Ele era atento, esperto e não deixava a goles passar quase nunca. Mark tinha que admitir que estava receoso para enfrentar o time. Treinou por semanas a fio e sempre obtinha bons resultados. Achava estar preparado o suficiente para brigar. Pelo menos, era o que queria acreditar.

No dia do jogo contra a Sonserina, o grifinório insistiu que todos comessem bem, porque não queria ninguém passando mal. Já havia acontecido anteriormente, por isso, ele fazia o possível para sempre atender à saúde dos colegas e à sua própria. Tomou dois corpos de suco de abóbora, que deram um efeito esperançoso em si como se ele tivesse tomado Felix Felicis.

Depois de prontos, pegaram suas vassouras e foram correndo em direção ao campo, com a companhia de alguns alunos atrás, na mais animada torcida. Ao chegar no campo, Mark analisou o tempo e viu que, felizmente, o céu estava sem uma única nuvem. Clima totalmente favorável para a ocorrência do jogo. Sorriu e segurou firmemente a vassoura ao lado de si, um tanto ansioso.

As arquibancadas começaram a se encher aos poucos, à medida que os alunos e professores terminavam de tomar o café da manhã. Não tardou para que Madame Weasley, a antiga jogadora profissional e esposa de Potter, que também visitava o local de vez em quando, aparecesse no campo, com os cabelos ruivos brilhantes e um sorriso gentil. Cumprimentou a todos e se aproximou do meio do campo, encontrando Mark e Jaemin, os dois capitães.

— Bom dia, garotos. Estão preparados? — ela disse. — Apertem as mãos.

Mark fora o primeiro a estender a sua própria. Jaemin, ao contrário de si, apertou sua mão com desconfiança. Não tinham nada um contra o outro, tampouco uma rivalidade por causa de suas casas. O que estava em pauta na cabeça dos dois garotos era Donghyuck. Jaemin não confiava nele o suficiente para deixar que seu melhor amigo sofresse. Não outra vez.

— Boa sorte. — o mais velho disse, recebendo apenas um aceno em resposta.

Mark deu às costas, montando em sua vassoura e subiu ao céu em disparada. Assim que sentiu o vento bagunçando seus cabelos, seus lábios se contornaram num sorriso animado. Amava a sensação de liberdade que tinha quando jogava Quadribol. Virou a cabeça para o lado, encontrando o olhar de Donghyuck sobre si. Sorriu, para depois observar o menino abaixando a cabeça vergonhosamente.

— Preparem-se — a mulher de cabelos ruivos disse alto, abaixo deles. Abaixou-se até a caixa onde ficavam os instrumentos do jogo e a abriu. — Jogo limpo! — completou, antes que pudesse abrir o cadeado do primeiro balaço.

E assim que os balaços e o pomo de ouro foram libertados, o jogo finalmente parecia ter começado. A mulher jogou a goles para cima e em questão de segundos, os artilheiros de cada time voaram em disparada em direção à ela. Jisung estava incluso.

— Senhoras e Senhoras, essa é a nossa edição final do Torneio de Quadribol de Hogwarts. — Chenle anunciou alto no microfone. — Park Jisung tem posse da bola. Ah, como esse menino é rápido! Ele é realmente muito bom. Não só no Quadribol, se me permitem dizer.

McGonagall lançou um olhar desgrenhado para o Zhong e ele se desculpou silenciosamente. Mark gargalhou com a situação.

— Park Jisung lança em direção aos aros. Será que vai? — os grifinórios gritavam em desespero na arquibancada, ansiosos pelo que viria logo depois. Mas Donghyuck pegou. — E é uma pequena vitória para a Sonserina! Lee Donghyuck defendeu lindamente. O novo goleiro já está triunfando no time.

Na arquibancada, o canadense pôde perceber seus dois amigos. Jeno e Renjun tinham os rostos pintados de vermelho e dourado, como forma de apoio aos seus amigos. Gritavam na mais pura animação, junto com os colegas que também estavam torcendo por eles.

Mark sorriu, feliz por saber que em meio à tantos problemas, tinha amigos bons como aqueles. Amigos com quem contar. Olhando para eles, acabou se distraindo por um momento e quase não percebeu o pomo de ouro voando rente à sua orelha. Cuidando para enganar o outro apanhador, apontou o cabo da vassoura para baixo, mergulhando com rapidez. O sonserino, percebendo sua movimentação, agiu exatamente como o esperado, fazendo o mesmo que si.

— Mark Lee parece ter visto o pomo de ouro! Está sendo seguido de perto pelo outro apanhador, o qual eu não me lembro o nome. — Chenle gritou, tendo consigo o desespero da torcida. — É a jogada final, Hogwarts! Se Mark Lee pegar o pomo, Grifinória estará à um passo da Taça das Casas.

A questão era que o pomo não estava no local em que ele havia ido. O objeto alado e brilhante cintilava alguns metros dali, longe da vista do sonserino. Mark apenas mudou o controle de vassoura para cima, não dando tempo para que o outro apanhador refizesse seu caminho. O canadense já esbanjava seu melhor semblante de vitória, enquanto ia em direção ao pomo. Mas infelizmente, não seria como ele havia planejado.

Estava tão atento ao pomo, que não notou o balaço se aproximando de si quase na velocidade da luz. O balaço o acertou em cheio na cabeça, fazendo com que o canadense se sentisse tonto no mesmo minuto. Afinal, é fato sabido que receber um balaço no meio da fuça deixa qualquer um fora de órbita.

Entretanto, Mark não conseguiu se recompor. Perdeu o controle de si mesmo. Seu aperto na vassoura se tornou mais fraco e ele começou a sentir sua consciência se esvaindo. O corpo do canadense deslizou pela vassoura e sem mais nem menos, começou a despencar em queda livre. A última coisa que ouvira fora gritos e um feitiço o qual ele não conhecia, mas que descobriria depois de um tempo, que fora o que salvara sua vida.


Notas Finais


boa noite a todos.


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