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História Grimório dos perdidos - Capítulo 3


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Notas do Autor


Crossover com yuri!!! On Ice porque "we are born to ship VictUuri!"

Capítulo 3 - A casa das artes


Fanfic / Fanfiction Grimório dos perdidos - Capítulo 3 - A casa das artes

Acima do corpo morto de Zackh, estava Asta, cujo o olho direito era brilhava totalmente em carmesim, assim como a espada media que o matou seu torturador.

O grimório e as três espadas emanaram uma forte aura puramente escura e lançando faíscas vermelhas que cobriram inteiramente Asta e formaram uma espécie capa que cobriu sua direita inteira. 

'Preparado pra ir pra casa?' a mesma voz monstruosa que falara com ele à algum tempo o perguntou, como se não soubesse que era obvio.

"Não precisa nem perguntar, aliás, donde é que 'cê 'tá falando, Alastor?" Asta perguntou, 'eu posso usar telepatia, mas se quiser posso fazer uma boca' ele respondeu.

" Tele- o quê?"

"Telepatia, capacidade de comunicação através de pensamentos. Mudando de assunto, acho melhor ir para alguma habitação próxima, mesmo que não seja aquela sua igrejinha..." dessa vez Alastor falou através de uma boca recém-formada na direita do peitoral de Asta, "...Seu corpo ainda está muito ferido, eu apenas o apoiei, realmente você precisa descansar."

"Estranho, você parece tão preocupado comigo, nem parece que tu queria rou-" sua voz foi cortada por uma tosse de sangue que quase virou um engasgo, seus joelhos que lutaram para segurar seu corpo cederam e ele caiu no chão com a dor mordendo cada musculo e osso de seu corpo.

"Não fod-" essa foi a última coisa que Asta disse antes de sua visão escurecer e cair na inconsciência.

"Oh porra! não concordei em te treinar pra tu morrer igual um filho da puta!" Alastor gritou irritado e preocupado "Por que não consegui domina-lo antes?!" Ele reclamou até ouvir folhas farfalhando, virando em direção ao som ele formou um longo e fino tentáculo com espinhos para atacar em qualquer sinal de ameaça.

Mas o que, ou melhor quem surgiu foi um jovem, ele tinha cabelos negros bagunçados, feições um pouco afeminadas, corpo esbelto e olhos vermelho-castanho, suas roupas eram um quimono marrom e branco.

("Deus, Vitya! Ele tá ferido, me ajuda aqui! Verifica o outro!")

A língua em que ele falou ele não entendia, mas deu pra saber que era oriental e que ele estava pedindo ajuda pra um terceiro.

De trás do jovem apareceu um médio objeto que flutuava, parecia uma estrela de cristal, um floco de neve em grande tamanho, de forma hexagonal com seis pontas, complexo e bonito.

("Eu posso sentir seu pulsar, mas é fraco e o outro está morto")

O "floco de neve flutuante" também usava telepatia generalizada para comunicar. Apesar de não ser fluente, entendia um pouco de russo.

("Você é um espírito magico?") Alastor perguntou em russo e esperou que o outro entendesse, porque estava enferrujado.

("Sim, de gelo") Ele respondeu, felizmente, simples o suficiente para Alastor entender. Ele conhecia um pouco de várias línguas: variantes de latim, inglês e algumas línguas orientais como russo; foi necessário para sobreviver.

O outro jovem carregou Asta nos braços em estilo nupcial enquanto o floco brilhou e se transformou... em um homem.

O homem recém-transformado tinha cabelos brancos e estranhos olhos cuja as escleras era pretas e iris azuis, corpo esbelto, feições jovens e ombros mais largos que o outro jovem. Ele vestia o que parecia ser um traje de gala nobre cuja a camisa era em tons escuros e claros de rosa com uma camiseta por dentro, suas calças eram pretas e ele estava calçado com patins de gelo.

Ele pegou o grimório com o pentagrama e ia pegar a espada se Alastor não chamasse sua atenção.

"Não toque na espada, vai sugar sua mana!" Alastor falou na língua nativa da região  e homem desistiu de pegá -la, mostrando que ele entendia.

Alastor formou um braço escuro e tentacular e pegou a espada, "Grimório" o grimório flutuou das mãos do homem e abriu -se, e a espada entrou no livro "magicamente" como um lápis entra no estojo.

Os quatro sumiram na floresta, deixando um caminho de gelo por parte dos patins do homem grisalho.

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Uma irritação percorreu por seus olhos, Asta os abriu para perceber os raios solares batendo em seu rosto se deslocou para o lado pra fugir do sol ainda mais brilhante que das poucas vezes que ele o via durante seu cativeiro.

"Acordado ein? Sua noite não foi tão ruim hoje?" A voz familiar de Alastor soou e ele viu um tentáculo com boca e olhos formado em seu braço direito.

"Alastor? Onde estamos?" Ele perguntou apenas pra calar com uma outra voz.

("Quem bom que você perguntou! Estamos na casa das Artes!") O mesmo homem de cabelos brancos estava na porta e praticamente gritou em russo de entusiasmo.

"Ahm" era tudo que Asta podia dizer, apesar de Alastor conhece -lo, Asta nunca o viu na vida.

("Sim meu garoto, aqui é onde podemos ter paz para cantar, dançar, patinar, enfim, exercitar nossos talentos e o que fazemos de melhor... Arte!) Ele falou até perceber que Asta estava confuso, ("Ehh?").

("Ele não sabe falar russo") Alastor falou ao grisalho.

"Ah, desculpe -me, qual era seu nome mesmo... Atsa, Asta! Aliás, onde estão meus modos?! Meu nome é Victor mas pode me chamar de Vitya, também tem o Yuuri, a Kimi, o Zambi, Raven, ah! vou apresenta -los depois" Dessa vez ele falou em uma variante de castelhano falada nos quatro reinos. 

Asta olhou para seu próprio coberto de curativos e gaze.

"Eles cuidaram de você quando você estava inconsciente, limparam e desinfeccionaram". Alastor falou.

"Muito obrigado do fundo do meu coração!" Asta agradeceu com um sorriso e lágrimas ameaçando cair.

"Não há de quê" O homem grisalho percebeu seu parceiro na porta.

"Asta, que bom que você acordou!" Na porta estava o jovem de cabelos negros que Alastor encontrara anteriormente junto com Victor, "Meu nome é Yuuri Katsuki, mas pode me chamar de Yuuri" ele tinha uma timidez familiar.

"O meu é Asta e eu não tenho um sobrenome" Asta falou se perguntando se os dois eram irmãos, eles pareciam opostos e iguais, assim como ele e Yuno. Yuno e Yuuri eram parecidos em vários aspectos e até em nome, apesar de Yuuri parecer mais tímido do que apenas calado, "há quantos dias?"

"Quatro dias" Yuuri respondeu ainda preocupado com o menino, ele era tão jovem, apenas nove anos! As feridas foram tortura e ele havia encontrado sinais de estupro se o cara que fez isso com ele não estivesse morto, com certeza Yuuri ia mata -lo no gelo, "suas ferida-" ele parou sua fala, o pequeno garoto já havia sofrido muito lembra -lo pioraria as coisas.

"Tudo bem, aqueles filhos da puta não vão me encontrar tão cedo" Yuuri cogitou a ideia dele ter sido mantido em cativeiro por algum grupo de tráfico de escravos sexuais, seu rosto se contorceu em ódio com o pensamento dele sofrendo com tortura por muito tempo, infelizmente, muitas das cicatrizes eram antigas. 

"Não precisa se preocupar, o maldito tá morto e o barraco dele tá queimado" Asta tentou acalmar  Yuuri ao perceber seu olhar de raiva.

Yuuri pareceu acalmar, mas ele estava em guarda.

"Me diga, vocês são artistas?" Asta perguntou.

"Sim, nós cantamos e dançamos vários estilos, acolhemos aqueles que precisam e se possível, ajuda -los a descobrirem seus talentos. Nós dois somos patinadores, mas tem outros dançarinos e músicos, além de pintores, escritores e até cientistas, quando se recuperar, vamos te mostrar a sala de instrumentos musicais e se quiser podemos fazer uma pista e patinar!" Ele estava mais contente, essa casa parecia realmente importante para ele.

Por enquanto Asta deveria aproveitar a presença calorosa dos artistas.



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