História Growing Up - Capítulo 26


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Lauren Jauregui, Laurmila, Romance
Visualizações 1.305
Palavras 8.580
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


CHEGAAAAAAAAAAAAAAYYY

Como estão amores?? Sentiram saudades??? shuahsuahs <3 Eu senti *-*

Trouxe um capítulo grande porque 1) vocês merecem e 2) a inspiração veio com força!

Enfim, sem mais delongas, aproveitem e DIVIRTAM-SE!

Capítulo 26 - Meu lugar, ao lado daqueles que eu amo


Fanfic / Fanfiction Growing Up - Capítulo 26 - Meu lugar, ao lado daqueles que eu amo

Camila

A sensação de despertar é tão lenta, que nem nos damos conta do exato momento em que acordamos. Uma hora estamos imersos em nossos sonhos e no outro, somos capazes de ouvir os barulhos externos e nosso corpo, de um estado dormente, passa a ser sensível até ao lençol que nos envolve.

Senti beijos serem deixados em minhas costas, seguindo o caminho de minha coluna de minha bunda até a nuca. Um arrepio gostoso passou por mim e o cheiro dela me passou conforto, eu não estava sozinha.

- Bom dia. - Sussurrou em meu ouvido, antes de envolver minha cintura com seu braço cheio de tatuagens. - Ou devo dizer, boa tarde? - Beijou meu pescoço.

- Que horas são? - Perguntei, ainda com os olhos fechados, me aproveitando da sensação de ter seu corpo tão junto ao meu.

- Meio dia e quarenta. - Seus lábios, mais uma vez se fecharam em meu pescoço. - Está com fome?

Quase me sobressalto, esquecendo-me por alguns instantes que meu filhote não estava em casa. Lauren continuou seus beijos, passando agora para meu ombro e sua mão macia acariciou minha barriga, descendo ousada por minha pele.

- Lauren... - Tentei passar um tom de advertência, mas minha voz saiu manhosa devido a preguiça pós sono.

- Que tal você levantar e irmos almoçar? - Mordeu levemente meu ombro, subindo novamente a mão até um de meus seios. - Hum? Abre os olhos, Camz.

- Não... - Resmunguei, afundando meu rosto no travesseiro macio. - Tá bom aqui.

Sua risadinha fez cócegas em meu ouvido, fazendo-me encolher. Laur praticamente deitou-se por cima de mim, beijando meu pescoço e colo. Acariciei seus cabelos, enquanto aproveitava seus beijos carinhosos.

- Que mulher mais manhosa que eu fui arrumar. - Ela se levantou em um salto e eu gritei quando, no instante seguinte, estava em seu colo. - Como consegue ser gostosa logo que acorda?

- Lauren! Me coloca no chão. - Minha voz saiu abafada, pois cobri minha boca com a mão, eu não queria que ela sentisse meu mau hálito matinal.

- Calma, que loba mais brava. - Sorriu e fez o que eu pedi. Reparei que usava sua cueca e regata preta. - Tome um banho, vou fazer algo para você comer.

Deixou-me em cima do tapete branco do banheiro e com um beijo na testa, saiu do pequeno local. Em nenhum momento ela me olhou com malícia, Lauren estava sendo tão respeitosa, de uma forma que chegava a ser encantador.

Um suspiro bobo saiu de meus lábios, me fazendo revirar os olhos para meu comportamento adolescente apaixonado. Fechei a porta e comecei a escovar meus dentes, tomando um rápido, mas relaxante banho.

Não levei muito tempo, vesti uma camiseta verde escura grande que era de minha melhor amiga inclusive, e uma calcinha. Estava em casa e com Lauren, alfa que passou a noite transando comigo, não precisava me importar com minhas vestimentas.

O cheiro de comida estava delicioso e fez meu estômago roncar assim que cheguei nas escadas. Desci calmamente e não pude esconder a surpresa ao ver a quantidade de comida que havia sobre a ilha da cozinha.

Lauren fez ovos mexidos, bacon, panquecas com calda e waffles. Além de uma salada de frutas bem caprichada, havia um pote com morangos bem vermelhos. Nathan amava frutas, então sempre havia uma variedade grande delas em minha casa.

- Espero que goste de tudo que fiz. - Falou sem se virar, terminando de fazer mais ovos. - Gosta de calda nas panquecas, certo? Eu não tinha certeza...

Caminhei até a alfa e abracei por trás, olhando-a mexer na frigideira. Deixei um beijo calmo em sua bochecha e desliguei o fogo quando vi que os ovos já estavam prontos.

- Eu adoro. - Sussurrei em seu ouvido. - E tenho certeza que vou gostar. Você sabe fazer do jeito que eu gosto.

- Camila. - Seus verdes foram diretamente aos meus olhos, dei um rápido selinho em sua boca, antes de ir sentar-me em um dos bancos.

- Infelizmente não deu tempo de fazer o suco, então terá que se contentar com o de caixinha mesmo. - Ela completou, tirando a caixa de suco de laranja de dentro da geladeira.

- Quanto tempo eu fiquei no banho para você ter conseguido fazer tudo isso? - Questionei, experimentando de tudo um pouco, estava tudo muito bom, as panquecas então, deliciosas!

- Eu acordei antes de você, então tomei a liberdade de pegar uma das várias escovas de dentes descartáveis... Aliás, porque você tem tantas? - Sentou-se na banqueta de frente para mim.

- Bob sempre esquece de trazer e já aconteceu várias vezes dele ficar aqui de repente. Então comecei a comprar e estocar no meu banheiro. - Tomei um gole do suco que ela gentilmente me serviu. - Como pode ver, é bem útil.

- Sem dúvidas. - Sorriu. - E falando nisso, de quem é a escova verde? A rosa eu tenho certeza de que é sua.

- Como pode ter tanta certeza? - Franzi o cenho, antes de comer mais um pouco da panqueca.

- Você é ômega, simples assim. - Revirei os olhos. - Calma, é brincadeira. Os chaveiros da sua casa são rosa, os do seu carro também. Sua toalha de banho é rosa, logo...

Não sabia se achava fofo ou cômico ela ter reparado nos chaveiros que tenho. Mas não pude deixar de rir, eu realmente gostava dessa cor. Não muito forte, eu gosto do rosa clarinho, como as flores de cerejeira.

- É da Laura. Ela dorme aqui com frequência. - Falei essa frase numa boa, mas mesmo assim, atingi Lauren.

- Ah, claro. - A alfa sorriu, mas via-se claramente de que se tratava de um sorriso sem humor algum.

- Laur...

- Está tudo bem, de verdade. - Tentou sorrir novamente. - Mas voltando ao assunto, eu acordei antes de você e comecei a preparar, queria levar até sua cama, mas desisti da ideia.

- Por quê? - Provei dos waffles, estava muito bom.

- Temi que ao acordar e não me encontrar, você ficasse assustada. - Parei de mastigar e a encarei. - Então parei tudo e fui acordar você. Confesso que fiquei te admirando um pouco, consegue ser linda até quando está dormindo.

A forma que meu coração acelerou fez as borboletas de meu estômago levantarem vôo. Não dava mais para negar, de forma alguma, que eu estava completamente apaixonada por Lauren Jauregui.

Continuamos o café, ela puxava assunto comigo o tempo inteiro. A conversa durante a refeição foi muito agradável, mas eu sabia que a alfa ainda estava chateada e nós precisávamos conversar sobre minha amizade com Laura.

Quando terminamos, arrumamos a cozinha juntas e isso foi tão bom e ao mesmo tempo, tão estranho. Era Nate quem me ajudava com essas coisas, todos os dias. Mesmo quando tínhamos visitas, meu filhote nunca deixou de querer me ajudar.

E agora, era Lauren quem estava ali. Não pude deixar de notar o quanto parecíamos um casal, enquanto ela lavava, eu secava e guardava as coisas. Mas não foi só isso que eu estranhei, era como se toda aquela situação fosse familiar e corriqueira.

A puxei pela mão assim que saímos da cozinha em direção a sala e a sentei no sofá, ficando em seu colo com uma perna de cada lado. Passei um tempo apenas admirando seu rosto, ela tinha ficado tão mais bonita, as maçãs do rosto definiram, o maxilar ficou mais rígido, dando-lhe a fisionomia de mulher e não garota.

Mas o mais bonito, sem dúvida, eram seus olhos. Li em algum lugar que os olhos verdes indicam pessoas com a alma jovem e muito criativas. Isso realmente condizia com a personalidade da alfa. Mas aquela cor, naquela mulher, também me transmitia calma e segurança.

- Você ficou tão mais linda... - Falei baixo, contornando sua sobrancelha com meu dedo. - E seus olhos não perderam o brilho.

- É tão estranho saber que você me conhece desde muito tempo e eu nunca havia te visto...

- Não era para você me conhecer naquele tempo. - Respondi, ainda fitando seus olhos. - Teríamos muitos problemas se isso acontecesse.

- Por causa de Jace?

- Sim. - Suspirei. - Laura não vem mais aqui com tanta frequência, ela tem alguém agora.

- Se ela não tivesse, ainda viria aqui?

- Não coloque palavras em minha boca, não foi isso que eu disse. - Levei minhas mãos em sua nuca. - Laura e eu somos amigas, ela é minha melhor amiga e te peço que por favor, não meça forças com ela.

- Camila, ela passava cio com você, vive aqui dentro, tem todo afeto de Nate, tem uma escova de dentes e a julgar pelo tamanho dessa camiseta que está usando, sei que até roupas ela tem aqui.

- Ela dormiu aqui quando Nathan queimava em febre para eu poder descansar alguns minutos. Ela dormiu aqui quando eu estava doente e precisava de alguém para cuidar de mim. Ela dormiu aqui todas as vezes que precisei chorar por não suportar o peso do mundo. Onde você estava, quando tudo isso aconteceu?

- Eu não conhecia você! - Empertigou-se. - Se conhecesse, teria feito tudo isso e muito mais!

- E eu não duvido disso. - A trouxe para mais perto. - Sei que teria cuidado de mim, mas o ponto é que, você não estava aqui. Ela estava e merece consideração, respeito e muita gratidão de minha parte.

- Eu sei! Droga! - Bufou e fechou os olhos por uns instantes. - E sei que até eu deveria agradecê-la por ter cuidado de você e de Nathan. Mas eu tenho ciúmes e eu não consigo lidar muito bem com isso.

- Entendo, Lo. - Beijei seus lábios rapidamente. - Realmente entendo e é por isso que estou te falando que Laura tem alguém e que não importa se ela passa o tempo todo aqui ou não, nada mais íntimo acontece entre nós. - A fiz olhar em meus olhos. - Nós não temos nada, somos amigas e apenas isso. Não posso mudar o que aconteceu entre a gente, mas posso te garantir que não vai mais acontecer.

- E se ela chegar aqui querendo você?

- Não vai acontecer.

- Se acontecer?

- Não. Vai. Acontecer, Laur. - Segurei em seu rosto com delicadeza. - Por que eu não quero. Não tem a menor chance de rolar alguma coisa, já disse, quero que você fique. Não vou fazer algo que possa te afastar de mim.

Ela assentiu e passou os braços em minha cintura, me abraçando com força.

- Ela está apaixonada por uma ômega. - Falei. - Quer realmente algo sério com a outra mulher, não vai querer estragar a relação dela e, como eu disse, Laura é minha melhor amiga, não vai querer estragar a minha relação com você.

- Que bom, né. - Bufou.

- Mas eu exijo que você a respeite. - Olhei em seus olhos. - Ela merece respeito e quero que respeite também a nossa amizade. Se você for começar com ataque de ciúmes, vamos terminar antes mesmo de começar.

- Ok, mas só para esclarecer. Ela vai continuar dormindo aqui, tendo escova de dentes, roupas, tudo aqui?

- Não, Laur, já disse que ela não entra mais essa casa com frequência. Laura vem apenas para ver Nate, não dorme mais aqui.

- Droga, Camz! - Resmungou, encostando a cabeça em meu ombro. - Eu realmente não gosto da ideia dela dormindo com você.

- A gente faz assim. - A afastei para poder olhá-la. - Se por um acaso acontecer alguma eventualidade que a faça ter que dormir aqui, eu te ligo, você vem e dorme comigo na cama, enquanto ela fica no quarto do Nate. Ok?

- Ok. - E finalmente, eu vi seu sorriso sincero.

Envolvi seu pescoço e a puxei para mim. Os beijos daquela mulher eram viciantes, desde o primeiro que tivemos, sempre me pegava pensando no sabor de seus lábios, na maciez de sua língua e na pegada gostosa que ela tinha.

As mãos ousadas da alfa desceram para a minha bunda e o aperto foi tão gostoso que fez com que eu deixasse escapar um baixo gemido. As coisas esquentavam rápido demais e depois da nossa noite agitada, percebi que meu desejo por ela só havia aumentado.

Seu toque subiu e foi até meus seios, apertando-os com firmeza, enquanto nossas línguas se acariciavam. Meu corpo ardia, devido ao sangue que borbulhava em minhas veias. Rebolei em seu colo, sentindo sua ereção aumentar e minha boceta começar a escorrer com o atrito gostoso.

Meus dentes seguraram seu lábio inferior no instante que minhas unhas desceram sua nuca. A massagem gostosa que a alfa fazia só me deixava mais excitada. Decidi fazer o mesmo com ela, então passei por baixo de sua regata, aproveitando para arranhar sua barriga até chegar em seus seios.

Deixei-me levar pelo momento, minha visão estava turva de prazer, então fechei os olhos, cedendo completamente. O cheiro forte dela me inebriava, rendia-me, e a força de seus braços que agora rodearam minha cintura, me excitava cada vez mais.

Ela desceu os beijos para o meu pescoço, chupando minha pele, deslizando a língua e tudo que eu fazia era puxar seus cabelos e me esfregar nela, eu a queria dentro, forte, fundo. A fiz erguer os braços para que eu pudesse tirar sua regata e assim que a peça de roupa foi ao chão, Lauren projetou seu corpo para frente, deitando-me no sofá e o peso de seu corpo sobre o meu me fez gemer.

As unhas curtas dela arranharam minha barriga, levantando minha camiseta para me livrar do tecido. A dor em meu sexo, cada vez que se fechava contra o nada, estava sendo uma tortura para mim. Prendi as pernas ao redor de sua cintura e a puxei de encontro a mim, ondulando meu quadril para que o toque acontecesse e como aquilo era bom.

O gemido acompanhado de um ofegar me fez sorrir maliciosa, era bom saber que eu não era a única a estar fodidamente excitada. Lauren investiu contra mim e tudo que eu desejei, foi que não houvesse panos entre nós.

Sem membro estava tão duro, e o fato de eu poder sentir isso me enlouqueceu. Enrosquei meus dedos dos pés na barra de sua cueca e estiquei as pernas, o tecido foi deslizando até parar nos pés da alfa.

- Porra! - Ela exclamou, olhando para suas pernas. - Você é boa nisso.

Não pude deixar de gargalhar, Lauren realmente havia se surpreendido com a forma que tirei sua peça íntima. Sua expressão estava hilária.

- Não é grande coisa. - Ela arregalou os olhos para mim. - Ah, vai dizer que nunca, em toda a sua vida sexual, uma ômega tirou sua cueca dessa forma?

- Na verdade... Não. - Riu.

- Ótimo. - Puxei sua cabeça para mais um beijo e voltei a abraçá-la com as pernas.

Ela desceu rapidamente pelo meu corpo, passando as mãos por minha cintura até agarrar as laterais de minha calcinha e tirar o pano rapidamente. Revirei os olhos e gritei ao sentir sua língua quente em minha boceta.

Ergui minhas mãos e segurei no braço do sofá, cravando minhas unhas ali em uma tentativa de descontar a onda de prazer que inundava meu corpo. Sua língua passou ao redor de minha entrada, antes de seus lábios sugarem meu clitóris com vontade, fazendo um barulho de estalo ao soltá-lo.

Lauren voltou a passar a língua de baixo para cima, obrigando-me a arquear o corpo, implorando por mais contato. Segurei em sua cabeça, não a deixando se afastar de mim e continuar aquele oral delicioso.

A forma com que segurava em minhas coxas, apertando-me, era enlouquecedora. A alfa me tocava como se me possuísse, como se fosse dona de mim e de meu prazer. E naquele momento, isso só me excitava.

Chupou minha boceta, sugou os pequenos lábios internos e colocou a língua dentro de mim. Eu rebolei com vontade em sua boca, o desejo me sufocava de uma forma gostosa, dificultando minha respiração.

As mãos exigentes dela subiram meu corpo, seguraram meus seios e os apertou. Ela tocava meu corpo como se me conhecesse há anos, com a confiança de quem sabe muito bem o que faz.

Puxei seus cabelos e a olhei, no exato momento em que seus verdes, incandescentes, me observavam com paixão. Foi como se as chamas de seus olhos consumissem meu interior, senti-me pegar fogo e minha cabeça foi jogada para trás à medida que o calor do orgasmo se espalhava.

Meu corpo se contraiu tão fortemente que minhas extremidades ficaram dormentes e eu relaxei enquanto escorria para sua boca que, faminta, sugou tudo de mim. Ela levantou a cabeça com um sorriso satisfeito e convencido.

- Tem mel escorrendo de seus lábios. - Beijou meu ventre e subiu os beijos até meus seios, onde passou a língua por meu mamilo com piercing.

Eu não esperei e a puxei, até ela ficar completamente em cima de mim, para que eu pudesse atacar sua boca. Sentir o sabor do meu líquido em seus lábios deixou-me com o ego inflado, afinal, era o meu gosto que estava em seus lábios.

Seu membro duro encostou em minha boceta e logo me ajeitei melhor para que ela pudesse entrar em mim. Não paramos o beijo, mas foi impossível não gemer uma na boca da outra quando seu comprimento se colocou inteiramente dentro.

Lauren me preenchia completamente, de uma maneira gostosa e que me satisfazia completamente. Suas investidas eram profundas, fortes e ficavam ainda melhor quando eu a apertava e era preciso mais força para entrar.

Esta alfa realmente sabe como me foder.

Cravei minhas unhas em suas costas e comecei a me mover junto com ela, eu a queria gozando dentro de mim, queria ser o motivo de seu prazer, de seu orgasmo. Ouvi seus gemidos roucos perto de minha orelha enquanto sua boca beijava meu pescoço.

Desci minhas mãos e apertei sua bunda, puxando para mim, fazendo-a entrar mais e o frio na barriga ao senti-la bater no fundo, quase me fez gozar novamente. Os movimentos ficaram mais rápidos e ela mudou levemente sua investida, encostando no ponto certo dentro de mim.

Voltei a gemer alto, enlouquecendo com o prazer que voltava a consumir meu corpo com fervor. O aroma de nossos cheiros misturados se intensificou e isso só aguçou mais nossos sentidos, pois ela pareceu ficar ainda mais desesperada e seus olhos mudaram para pretos.

Afundei minhas unhas em sua cintura quando ela investiu forte, atingindo seu orgasmo e me fazendo gozar junto. Senti seu líquido dentro de mim e nós duas relaxamos sobre o sofá, seu corpo ficou por cima do meu e de forma alguma aquilo me incomodou.

Tê-la em meus braços era bom.

[...]

- Só vou embora porque realmente acho que já abusei demais. - Falou com um bico.

Passamos a tarde toda entre beijos e conversas, falamos muito sobre Nate e como foi a infância dele, até fotos de quando ele era bem pequeno eu mostrei. Meu filho era a coisinha mais linda e fofa desse mundo.

Eram nove horas da noite agora, havíamos jantado juntas e ela me ajudou a preparar a comida. Minha alfa era boa de cozinha, a lasanha havia ficado deliciosa e o sabor do vinho que ela escolheu deixou tudo ainda mais gostoso.

Eu havia dito que estava tarde e que por isso, Lauren precisava ir, somente porque amanhã é dia de limpar a casa e eu não a queria aqui para me ver toda descabelada, suada e mal arrumada. A mulher deu risada de meus motivos, provavelmente pensando que era brincadeira.

- Estou falando sério, pode perguntar ao Nate se estiver duvidando, sempre arrumamos a casa aos domingos. Salvo algumas exceções.

- E quando ocorrem essas exceções? - Perguntou, envolvendo minha cintura.

Lauren vestia um shorts e uma camiseta grande, que eram de Laura, mas era isso ou usar a mesma roupa que ela tinha vestido na noite do encontro e isso eu descobri que era algo que a alfa tinha horror. Ela detestava usar a mesma roupa no dia seguinte.

Confesso que tive que fazer um pouco de esforço para ignorar o fato dela estar sem roupas íntimas, ainda mais quando a mesma resolvia me provocar, abraçando-me por trás e deixando que eu sentisse seu volume.

- Quando sobra dinheiro para contratar uma pessoa que possa fazer isso por mim.

- Entendi. - Ela franziu o cenho, pensando fortemente em alguma coisa. - Camz, sem querer ser indelicada... Mas você não tem dinheiro para contratar uma diarista?

- Ter eu até tenho. - Ajeitei melhor meus braços em seu pescoço. - Mas eu prefiro guardar. Nate precisará ir para a faculdade em alguns anos e eu quero que ele faça dois intercâmbios antes de entrar em alguma instituição.

- Wow. E ele sabe de seus planos?

- Vai saber quando tiver idade para entender. Claro que ele pode se recusar, o que eu duvido muito, mas mesmo assim, é melhor estar preparada.

- Por que quer que ele faça dois intercâmbios? - Sorriu. - Digo... Um já não está bom?

- Nate vai sair do ensino médio aos dezessete, Lauren. Fazer um jovem com essa idade escolher o que ele vai fazer para o resto da vida me parece muito cruel. - Suspirei, pensando em meu pequeno. - Não quero que ele tenha esse peso, então darei a ele a oportunidade de viajar, aprender coisas novas, estudar várias coisas e então ele decide com mais calma e tempo o que quer.

- Você é uma mãe incrível, já te disse isso? - Seu sorriso foi tão lindo, que não pude deixar de beijá-la.

- Eu faço tudo que posso. - Sorri.

- Bom, já que você está me expulsando, eu vou indo. - Fez uma careta e eu dei um tapa em seu braço.

- Besta, como se não fosse voltar aqui amanhã a noite.

- Ah, mas mesmo assim... - Beijou-me novamente.

No fundo, eu não queria que a alfa fosse embora. Adoraria passar mais uma noite com ela, mas eu não podia deixar de lado minhas responsabilidades, a casa precisava ser organizada. A lembrei de pegar a sacola com suas roupas e mais uma vez, trocamos beijos antes de nos despedirmos.

Com um pouco de dificuldade, nos separamos e Lauren foi embora, levando aquele dodge maravilhoso de corrida com ela. Mordi o lábio inferior e uma ansiedade começou a ter início dentro de mim, eu precisava conversar com alguém.

Corri até meu celular, dando pequenos surtos e liguei para a única ômega que me entenderia. Precisou de quatro toques para que Samantha me atendesse.

Espero que seja para contar sobre o encontro, sua cadela. - Dei risada. - E só aceito ter demorado tanto para me ligar, se tiver passado o dia com ela.

- Sam... Ela é perfeita! - Falei, rindo e me jogando na cama.

Ah, agora ela é perfeita, ham. - Ouvi sua risada. - Então me conta, como foi?

- Ela me levou em uma corrida de demolição. - Sammy gargalhou. - Sério! Foi tão divertido! Depois fomos em um barzinho... Sabe aquele Crown and Anchor?

Ela te levou lá??? - Minha amiga surtou. - É um lugar lindo e dizem que a comida é ótima!

- Realmente!! Foi maravilhoso, conversamos sobre vários assuntos, ela é boa de conversa, não deixa o assunto morrer e sempre tem algo a dizer. - Suspirei, lembrando de tudo. - E depois... Eu fui vê-la correr.

Aff. Tava perfeito demais. - Ela bufou. - Sério que você voltou a frequentar ambientes assim, Karla Camila?

- Eu só queria vê-la correr... Ela estava gostosa demais naquelas roupas pretas que sempre usou para fazer rachas, não resisti. - Minha amiga bufou mais uma vez. - E só porque fui vê-la, não significa que eu tenha voltado, eu tenho um filhote agora e não o quero perto disso.

Eu espero mesmo que não se deixe levar. - Brigou e eu revirei os olhos. - Agora me fala... - Ela soltou uma risadinha. - Deu?

- Ah, nossa amiga... Eu dei! - Respondi, virando na cama e ficando com a barriga para cima. - Dei muito, em várias posições. - Samantha gargalhou. - Ela me pegou de uma forma tão gostosa! Acredita que ela amarrou meus pés com um cinto?

Caramba! Eu queria que meu marido me pegasse assim também, vou falar com ele sobre o assunto. - Comecei a rir só de imaginar a cara de Matts ao ouvir isso. - Lembrou de tomar pílula contraceptiva?

- Sim! - Respondi prontamente. - Tomei antes de ir encontrar com ela. Aff, Samantha, eu sei me cuidar.

Desde que engravidei, me tornei uma mulher muito responsável e cuidadosa, não só com o meu filho, mas comigo também. Eu não era nenhuma desinformada e sabia bem como me proteger.

Já não podia dizer o mesmo de Lauren que surtou ao se tocar - muitas horas depois - de que tinha esquecido de usar a camisinha. É como diz aquele ditado, uma mulher precavida vale por duas.

Nem sei quantas horas passei conversando com minha amiga, só sei que assim que desliguei, vesti meus pijamas e escovei os dentes, adormecendo profundamente logo em seguida.

Lauren

A guitarra de Joan Jett espalhou-se pelo meu quarto, despertando-me de um sono profundo e revigorante, poucas vezes eu havia dormido tão bem. Tateei o colchão até achar meu celular que despertava loucamente.

I Hate Myself for Loving You era uma excelente música, mas não para se ouvir a hora que acorda. Desliguei o alarme e imediatamente vi a notificação de Bruce, marcando uma reunião na Hot Rod às dez.

Eu ainda tinha uma hora, então me levantei e fui para o chuveiro, pensando no que diabos havia acontecido para aquele fodido marcar de reunir a equipe em um domingo de manhã. Boa coisa não era, mas eu poderia aproveitar para fazer algumas perguntas.

Fui a última a chegar na oficina, todos já estavam sentados nos sofás e poltronas, apenas Victoria estava em pé, encostada na mesa e com os braços cruzados. Claro que piadinhas foram feitas por meu atraso, mas meu humor estava ótimo, então nem me abalei.

- Enfim, agora que estamos todos aqui, vamos começar. - O alfa mais velho falou. - Primeira pauta, o financeiro. Como estão os lucros e as despesas da Hot Rod Motors?

Alina abriu sua planilha no iPad e começou a falar todos os gastos e todo o montante que havíamos adquirido nos últimos dois meses, além de dizer de quais materiais precisávamos urgentemente e o que estava quase em falta no estoque.

Assim o tempo foi passando, discutindo preços de mercado, carros, clientes e as corridas que agora não contavam mais com a minha participação e nem de Caleb. Todos davam opiniões, apenas Vic permanecia calada, parecia distraída, mas eu tinha certeza de estava prestando atenção em tudo.

- Bom, agora eu tenho uma proposta para meus melhores pilotos. - Bruce falou, ganhando minha total atenção. - O campeonato de arrancadas vai começar em três semanas e eu consegui inscrever vocês dois.

- PORRA! - Eu e Caleb gritamos animados.

Arrancada é uma forma de corrida praticada por veículos automotores - sejam automóveis ou motocicletas, originais ou especialmente preparados - onde completam um trajeto reto e nivelado no menor espaço de tempo, partindo da imobilidade.

Era como um racha, a diferença é que era legalizado e muito divulgado. Tinha até uma liga de competição, a National Hot Rod Association (NHRA), uma entidade que abrigava mais de setenta mil membros e quarenta mil competidores cadastrados.

Possuíam mais de vinte categorias de competição e não era um entretenimento barato de se bancar. Era tão caro quanto uma disputa de cinturão do UFC. Vários olheiros frequentavam esses campeonatos menores de arrancadas em busca de novos talentos para a Associação.

Falando nisso, a NHRA estava para iniciar uma etapa aqui em Las vegas, se não estou enganada.

Eu poderia levar Nathan para assistir, o alfinha iria adorar!

- Como conseguiu isso? - MGK perguntou.

- Bom, eu apenas fui lá e fiz a inscrição. - Bruce deu de ombros. - Não fiz isso para vocês mudarem de time, que fique claro. - Falou sério. - É apenas para que vocês não fiquem parados.

- Claro. - Caleb se apressou em concordar.

De qualquer forma, não consegui deixar de pensar que eu poderia chamar a atenção e me tornar piloto oficial. Eu poderia sair da hot rod, abrir meu próprio negócio com o dinheiro do patrocínio e meu pai não poderia me derrubar, pois o prejudicaria, uma vez que a Jauregui Motors fornece e patrocina a NHRA.

- Bom, é isso. Estão dispensados.

Todos começaram a levantar para ir embora, esperei que eu estivesse a sós com o alfa para que nosso assunto não fosse interrompido. Eu tinha perguntas e estava mais do que na hora de ir atrás de respostas.

- Diga, meu anjo. - Bruce falou, indo até a geladeira pegar um pedaço de torta.

- Por que trouxe Victoria de volta?

- De novo esse assunto, Laur? - Ele suspirou. Na verdade, não era bem esse assunto que eu queria falar, mas era uma boa forma de chegar ao ponto que eu queria. - Não pode aceitar minha decisão, como sempre?

- Sempre aceitei, mas agora é diferente, você trouxe aqui para dentro uma pessoa que tentou me matar. Eu tenho motivos para questionar isso. - Bufei, vendo-o andar até a pia, para evitar que os farelos caíssem no chão. - Alina não dirige, porque não deixou Dinah, que era uma excelente funcionária, continuar aqui sem correr?

- Quando Dinah saiu eu perdi uma piloto e uma funcionária. Consegui pessoas para os dois cargos, simples.

- Por que não deixou Dinah ficar e contratou apenas um piloto? - Apertei as mãos, tentando controlar a raiva.

- Lauren, quando se trabalha com um grupo de pessoas, elas precisam saber quem manda. - Evitou que um pedaço da torta caísse na pia. - Se eu a deixasse ficar, teria que deixar todos que não quisessem correr, ficar.

A força que fiz para não voar em cima dele e enchê-lo de socos foi tão forte, que minhas unhas curtas marcaram a palma de minhas mãos, a ponto de machucar. Por sorte ele estava de costas, envolvido com sua comida.

- E precisava contratar logo a Victoria?

- Céus, criança. - Começou a rir, dando uma última mordida na torta de palmito. - Você sabe que Vic é excelente. Tinha concorrentes de olho nela, não podia perder uma peça boa para a concorrência. - Virou-se para mim e eu cruzei os braços. - Alina é uma garota que ainda está na faculdade e precisava de um emprego, eu pago a ela o salário mínimo, reduziu as despesas da Hot Rod, você mesma viu na reunião.

- E quem vai ser o próximo a voltar? Jace? Colin? Porque se Vic voltou, o que os impede de voltar também?

- Eu. - O alfa deu de ombros e eu olhei sem entender. - Colin se tiver um único neurônio, está do outro lado do oceano.

- E Jace? - No mesmo instante me chutei mentalmente por não ter controlado minha ansiedade e o deixado terminar de falar.

Bruce olhou para mim de uma forma estranha e sorriu. Um arrepio nada bom passou por meu corpo, mas cuidei de disfarçar. Calmamente, ele caminhou até a geladeira e pegou uma garrafinha de água, abrindo.

- Jace está morto, Lauren. Eu mesmo o matei. - Deu um gole em sua bebida.

Engasguei com a saliva ao ouvir aquilo. Foi como um forte soco no meu estômago, porque eu sempre soube que Bruce era um alfa durão, mas não a ponto de tirar a vida de alguém. Dei alguns passos para trás, atordoada.

- M-morto?

- Sim, criança. É o que acontece quando se toma três tiros na barriga, você morre. - Se aproximou de mim e deu um beijo em minha testa. - Por isso, fique longe de encrencas.

[...]

Eu tentava não deixar que as palavras do alfa estragassem a minha noite. Hoje eu levaria Nathan e Camila ao Adventuredome, um parque de diversões famoso de Las Vegas, era para ser uma noite divertida e Bruce não tiraria isso de mim.

Eu havia passado o dia conversando com Dinah e ela me aconselhou não falar nada com Camila, pelo menos até eu falar com Victoria. Fiquei repassando todas as informações que eu tinha, enquanto alguma música de rock tocava no som de meu carro.

Eu tinha certeza que aquela cretina sabia a verdade sobre Jace e só ela poderia me confirmar o que realmente havia acontecido. Mas a filha da puta não atendeu nenhuma de minhas ligações e tampouco visualizou as mensagens que mandei.

Respirei fundo ao estacionar em frente a casa deles e desci, deixando tudo isso para trás. Não consegui conter a felicidade que eu estava por finalmente revê-los. Tranquei o carro, segurando a sacola de uma loja, eu havia comprado uma camiseta do Star Wars para Nate.

Dei uma rápida ajeitada em minha camiseta, antes de andar para a porta. Mal tive tempo de tocar a campainha e já tinha um pequeno ser agarrado em minhas pernas.

- Laur!!!!

- Hey, filhote. - Me abaixei para poder abraçá-lo direito. - Que saudade!

- Eu também senti saudades! - Esfregou sua cabeça em meu pescoço. - Muita!

Era tão bom estar assim, pertinho dele, sentindo seu cheiro de criança. Só ali eu me dei conta do quanto eu senti falta daquele abraço. Através daquele gesto, eu sentia seu amor puro e verdadeiro por mim, um sentimento diferente, que eu nunca havia sentido.

Suas pequenas esferas avelã fitaram meus olhos e seu sorriso se abriu mais, revelando os dentinhos tortos e espaçados. Aquele garoto, com certeza, foi uma das melhores coisas que me aconteceu.

- Entre, mamãe está quase pronta. - Revirou os olhos, puxando-me para dentro da casa. - Ela parece uma noiva, demora horas para ficar pronta.

- Bom, eu trouxe uma coisa para você. - Falei. - Aqui, espero que goste!

O garoto franziu o cenho, provavelmente só agora se dando conta de que eu segurava uma sacola de papelão. Ele pegou de minhas mãos e caminhou até o sofá para abrir, não tirei os olhos dele, queria ver sua reação.

Seus olhos se arregalaram quando viu a estampa da camiseta e ele correu até mim, pulando em meu colo, quase nos derrubando. Não pude deixar de rir, enquanto ele me dava vários beijinhos pelo rosto, me surpreendendo por ser tão carinhoso.

- Estou muito grato, Laur! - Exclamou, antes de voltar para o chão. - É maravilhosa!

Tirou a camiseta branca que usava e no mesmo instante vestiu a nova, ainda com etiqueta e tudo. Não pude deixar de rir com sua empolgação, sentia uma felicidade tão grande, que eu não sabia se era dele ou minha, honestamente, não importava. Era uma sensação maravilhosa.

- Como estou? - Deu uma voltinha, antes de parar de frente para mim.

Ele usava uma bermuda jeans e all star preto, havia combinado com a camiseta. Nathan era o garoto mais lindo do mundo, ninguém poderia discordar disso.

- Você está maravilhoso. - Sorri e peguei meu celular. - Vem, me deixe tirar uma foto.

- Precisa cortar a etiqueta, meu amor. - Ouvimos a voz de Camila no topo da escada.

E claro, ela estava de tirar o fôlego. Usava um jeans branco de cintura alta e uma blusa com detalhes rendados de manga comprida na cor azul marinho. Não pude deixar de notar que o tecido fino deixava transparecer seu sutiã preto.

Não usava um salto muito alto, mas o sapato preto deu certa elegância e charme ao seu jeito mulher. Eu adorava a forma que a ômega explorava sua feminilidade com delicadeza, ficava ainda mais bela.

- Uau, Camila. - Não tinha palavras certas para descrevê-la. - Você está linda...

- MINHA mãe está mesmo muito linda. - Olhei para baixo, vendo Nate me encarar com uma carinha emburrada.

Camz terminou de descer as escadas, com um pequeno sorriso em seus lábios e abaixou para ficar da altura de Nate e beijá-lo na bochecha. O menor sorriu para ela e retribuiu o carinho.

- Vai buscar uma tesoura para eu cortar essas etiquetas, okay?

- Eu vou sim. Mas eu volto logo. - Deu-me um olhar atravessado e subiu em direção aos quartos.

Assim que ele sumiu pelo segundo andar, puxei Camila para um beijo cheio de paixão. Ter sua boca na minha, depois da noite maravilhosa que tivemos era... Indescritível. Eu estava com saudade de seus beijos.

A ômega mordeu meu lábio e suas mãos bagunçaram os cabelos de minha nuca, voltei a encontrar minha língua com a sua, começando a beijá-la novamente. Aos poucos fomos diminuindo a intensidade e terminamos com alguns selinhos.

- Senti saudades.

- Eu também. - Sussurrou contra meus lábios.

- Eu realmente não posso te deixar um segundo com a minha mãe. - O alfinha bufou. - Já pode tirar as mãos dela.

No mesmo instante fiz o que ele disse, prendendo a risada. Já Camila apenas negou com a cabeça e pegou a tesoura, se apressando em cortar as etiquetas. Assim que terminou, mandou o garoto guardar novamente e ainda um pouco contrariado, ele fez o que sua mãe pediu.

- Ele é bem ciumento. - Brinquei.

- Sim, eu tenho conversado com ele a respeito disso. - Falou ajeitando os cabelos. - Não quero que as coisas evoluam para algo pior.

- Não vai acontecer, Camz. - Segurei em sua mão, entrelaçando nossos dedos. - Nate é um garoto carinhoso.

- Pronto! - Ele disse contente. - Podemos ir!!!

Sorrimos com sua animação, se ele viu minha mão junto a de Camila, ignorou, pois passou por nós, abrindo a porta em seguida. Ela não me soltou nem para destrancar a porta e a sensação de andar de mãos dadas com minha ômega, causava-me frio na barriga.

Nós estávamos nos divertindo muito no parque, Nathan estava muito feliz e corria de um lado para o outro, fazendo com que tivéssemos dificuldade em acompanhá-lo. Fomos em várias montanhas russas e agora, estávamos escolhendo o que comer.

- Vou pegar um crepe de chocolate. - Camz falou. - Você quer, filho? - Passou a mão pelos cabelos suados do menor.

- Nah... Eu vou escolher com Lauren. - Falou animado, segurando em minha mão.

A ômega deu de ombros e fui até a barraquinha que vendia os crepes. Comecei a olhar para os lados, lendo as placas de cada barraca, tentando decidir se comprava um cachorro quente ou outra coisa.

- Laur... - Olhei para baixo. - Sinto muito pela forma que agi. - Franzi o cenho, sem entender ao certo o motivo de seu discurso. - A mamãe... Ela é tudo que eu tenho e não gosto de ter que dividir a atenção. Porque eu sinto que ela vai amar você, mais do que me ama.

- Ah... - Eu não sabia ao certo o que dizer.

- Eu gosto de você, não pense nunca que eu não gosto. Mas... É ruim não ter a atenção da mamãe só para mim, eu não quero ficar sem o amor da minha mamãe.

- Ei, vem cá. - O puxei para um bando de madeira que ficava por ali. - Camila ama você, pequeno. Jamais deixará de amar. Você, Nate, é a pessoa mais importante do mundo para sua mãe e eu não quero e não vou competir com você pelo amor dela. Isso é uma batalha perdida para mim.

- Ela estava muito feliz quando foi me buscar hoje. De uma forma que eu nunca havia visto. - Confessou e sua voz embargou um pouquinho. - E quando eu perguntei se ela tinha te visto, ela sorriu e disse que sim.

Eu entendia a insegurança dele, apesar de ser muito inteligente, ainda era uma criança, com necessidades e temores típicos de sua idade. O pequeno havia ficado realmente chateado por não ter sido o único motivo da alegria de sua mãe, eu não queria que Nate se sentisse dessa forma.

- Sabia que ela falou de você o tempo todinho? - Seus olhos voltaram a brilhar. - É sério, até me mostrou fotos suas de quando você era menor, eu pedi para que ela me mandasse as fotos.

- Aff. - Bufou. - Eu quero ver, mostre-me!

- Já vai, pequeno homem. - Brinquei, tirando o celular do bolso. - Ela me mandou as duas que eu mais gostei.

     

- Isso não é justo! Eu nem sabia da existência dessas fotos! - Bufou e cruzou os braços. - E por que você queria fotos minhas?

- Por que eu também amo você, alfinha. - Os olhos dele se arregalaram. - Por isso queria as fotos. Você não perdeu o amor de sua mãe, na verdade, você ganhou mais um, o meu.

Até eu fiquei surpresa com as palavras que saíram de minha boca. E quando eu mesma me ouvi, percebi a veracidade de meus sentimentos. De fato, eu amava aquele alfinha.

- Eu também amo você, Laur. - Se jogou em cima de mim. - Muito mesmo!

Não pude deixar de sorrir e sentir meu coração bater acelerado. Olhei por cima de seu ombro, Camila voltava segurando o doce, tinha um sorriso maravilhoso nos lábios ao me ver abraçada com seu filhote.

A ômega se aproximou e sentou-se ao meu lado, passando a mão pelos cabelos de Nate que sorriu com o carinho. Fitei Camila, seus castanhos brilhavam intensamente e sua felicidade era tão vibrante, que pude senti-la dentro de mim.

Nos aproximamos automaticamente e selamos nossos lábios. Os dela tinham sabor de chocolate e eu não pude deixar de apreciar ainda mais o contato.

- Não abusem do meu amor por vocês. - Nate resmungou e nós nos afastamos, rindo de sua birra. - Senta pra cá. - Ordenou para mim e eu tratei de acatar. - Muito bom.

E sentou-se entre nós, eu e Camz gargalhamos enquanto ele, ainda contrariado, mordia um pedaço do crepe. O pequeno acabou ficando com a boca todinha suja, o que rendeu muitas piadinhas. Que foram todas muito bem respondidas por ele.

Depois de alguns minutos, eu e Nathan decidimos comer hamburguers e tomar coca cola. Percebi que a ômega havia feito uma careta, mas como não o impediu de comer, o levei para escolher o lanche.

- Vamos nos carrinhos de bate-bate! - Ele exclamou, depois de ter devorado um hambúrguer grande e um crepe. - Vamos, mamãe? Esse não vai me fazer vomitar.

Camila e eu negamos quando o pequeno disse que queria ir em mais brinquedos de vertigem, havíamos acabado de comer, afinal. Fizemos então tiro ao alvo, onde ele acertou direitinho e pegou um grande urso de pelúcia, causando estranhamento em nós.

A ômega foi comprar os bilhetes para irmos ao brinquedo e nós ficamos na fila guardando lugar. Nathan estava inquieto e olhava para mim a cada segundo, eu já conhecia o suficiente para saber o garoto queria me pedir alguma coisa.

- Fala antes que sua mãe chegue. - Se assustou com minha voz e eu ri.

- Compra chicletes para mim? - Arqueei uma sobrancelha, era isso que ele queria? - Mas não um ou dois... Vários, muitos!

- Nate, sua loba não gostou nem um pouco da última vez que comprei um monte de porcarias para você.

- Eu não quero os chicletes. - Minha cara expressou toda a minha confusão. - Quero as tatuagens. Queria deixar meus braços iguais ao seu, pelo menos por um dia.

Sorri com o garoto e o puxei para um abraço, bagunçando seus cabelos e o fazendo rir. Claro que eu iria ajudá-lo, Camila arrancaria minha cabeça, as duas, inclusive. Mas, melhor pedir perdão do que pedir permissão.

- Tenho uma ideia melhor, será mais fácil do que comprar um monte de chicletes. Mas eu te conto em um outro momento, pode ser?

- Okay! - Seu sorriso era igual ao de sua mãe, com a língua entre os dentes e o nariz franzido. - Depois você me fala.

- Falar o quê? - A voz de Camila nos fez pular e isso, obviamente, a deixou desconfiada.

Eu não sabia o que dizer, era complicado mentir para a minha ômega pois a mesma tinha um certo ar intimidador, minha boca abriu e fechou algumas vezes até que Nate tomou a frente.

- Mamãe, o que é boceta?

- NATHAN! - Exclamamos ao mesmo tempo e ele se encolheu, sem entender a nossa reação.

Uma senhora, que passava com duas crianças, olhou mortificada para meu alfinha e eu pude ouvir os pequenos fazendo o mesmo questionamento para ela. Não sabia o que falar e nem como reagir.

- Ok... - Nos lançou o mesmo olhar desconfiado de sua mãe. - Pela reação de vocês, não é algo bom.

- Na verdade, é muito bom. - Falei sem pensar.

- LAUREN! - O tapa ardido da ômega me fez saltar levemente, Camila tinha noção do quão dolorido eram os tapas dela? - Céus. Fica quietinha, eu explico para ele.

- Vai explicar para ele? - A fitei, indignada.

- Vou, ué. - Deu de ombros, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo. - Qual o problema.

Fitei Nate que olhava para nós duas segurando o grande urso nos braços, esperando nossa discussão acabar para finalmente obter a resposta de sua pergunta.

- Ele tem seis anos! - Não se fala de boceta para uma criança de seis anos, eu nunca fui mãe, mas disso, eu tinha certeza.

- Acha que vou perder a oportunidade de explicar ao meu filho o que é uma boceta? - Deu risada e eu comecei a rir também, a situação toda era cômica demais. - Melhor ele aprender por mim, do que por outras pessoas.

Então ela se abaixou para ficar na mesma altura que ele e o pequeno olhou em seus olhos, mostrando que prestava total atenção nela.

- Boceta, é um nome pejorativo para vagina, que é o que nós ômegas, temos entre as pernas. Alfas tem o pênis, nós ômegas, temos a vagina.

- Aah... - Assentiu como se tivesse entendido tudo e eu não duvidava que realmente tivesse. - Entendi. Então... se é pejorativo, eu não devo falar.

- Exato filhote, é desrespeitoso. - Ajeitou a franja do menor. - Por isso eu e Lauren reagimos daquela forma, não é algo para se dizer em público, alguns ômegas podem se ofender.

- Entendi. Okay então.

- Como seu filho, nessa idade, sabe o que é pejorativo? - Sussurrei em seu ouvido quando a mesma se levantou e o garoto se distraiu com o urso que carregava.

- Ele tem um caderno onde anota as palavras que não conhece e depois pesquisa o significado. É assim que ele vai aprimorando o vocabulário.

Ficamos conversando por mais algum tempo até chegar a hora de entrarmos nos carrinhos. Nate foi no carrinho preto junto comigo e Camila foi em um cor de rosa, junto com o urso que ele havia pego. Foi bastante divertido, eu conseguia desviar dos carrinhos com facilidade e até mesmo conseguia provocar batidas entre eles.

Nathan morria de dar risada, se divertindo por não conseguir ser pego. Já sua mãe, batia em todo mundo e todo mundo batia nela, bom, esse era o propósito, certo? Então começamos a persegui-la, batíamos em seu carrinho o tempo inteiro e isso fazia o menor se divertir.

Fomos em mais dois brinquedos até que paramos para ir nos banheiros, eu e Nate fomos primeiro e quando voltamos, Camila quem foi. Já estava na hora de irmos para casa, mas antes precisávamos passar na bilheteria para trocar as duas fichas que não havíamos usado.

- Você deveria ter pego um urso também. - Falou, segurando a enorme pelúcia de cor caramelo. - Para dar para minha mamãe.

- Ela gosta dessas coisas?

- Não sei. - Deu de ombros. - Ela nunca ganhou. Mas eu ouvi Dandara dizer para Ariana que todo ômega gosta de ursos de pelúcia.

- Ah, então foi por isso que você pegou esse urso? - As bochechas dele adquiriram um leve tom rosado e seus olhos foram direto para o chão.

- Talvez. - Mordeu o lábio nervosamente.

- Pronto. Vamos? - A voz doce de nossa ômega nos fez virar a cabeça.

Peguei as duas fichas e mostrei para o pequeno, antes de ir até uma máquina que dava prêmios de acordo com a pontuação. O jogo era do Star Wars. Você tinha que acertar nos clones do império com um blaster, tinha várias pelúcias do filme como recompensa.

- Olha que fofo! O chewbacca na millenium falcon. - Camila apontou para a pelúcia e então eu soube qual prêmio eu queria. Precisava fazer três mil pontos.

Inseri a ficha e peguei o blaster, me preparando para começar a atirar. Nate se empoleirou na máquina e assim que o jogo teve início, ele começou a torcer. Me concentrei totalmente no que estava fazendo e facilmente marquei a quantidade de pontos necessárias.

Quando o jogo terminou, apareceu na tela todos os prêmios que eu poderia retirar com aquela pontuação. Selecionei o que Camila queria e o prêmio desceu por um cano que estava ligado à barraca de prêmios atrás da máquina.

- Aqui, para você. - Entreguei em suas mãos assim que recebi.

A ômega arregalou os olhos e sorriu, Nate estava dizendo a verdade quando me contou que sua mãe nunca havia ganhado algo assim, pois a reação dela foi de total surpresa. Suas bochechas coraram e ela sussurrou um "obrigada", abraçando forte o pequeno presente.

Olhei para Nate que piscou para mim, fazendo-me sorrir e voltei meus olhos para Camila, que sorria lindamente para a pelúcia, era uma cena bonita e ao mesmo tempo, fofa de se ver. Me senti bem em ter sido a primeira a presenteá-la dessa forma.

- Laur! - O alfinha puxou minha camiseta, tirando-me de meu estado abobado. - Ainda tem mais uma ficha... Posso tentar?

- Claro, amor. - Injetei a ficha na máquina e ele pegou o blaster. - Acaba com eles!

Nate começou a atirar e eu fui para trás de Camila, abraçando-a pela cintura e deixei um suave beijo em seu pescoço. Sorrindo em pura alegria e ela virou-se rapidinho para me dar um selinho. 

O pequeno marcou mais do que eu, terminando o jogo com cinco mil pontos. Era o meu filhote! Ele escolheu um protótipo da Millenium Falcon e pediu para que eu o ajudasse pendurar a "sucata" em seu quarto com fios de nylon.

Voltamos para casa cantando We're not gonna take it, I Wanna Rock e outras músicas agitadas. Era legal ver que Nathan sabia cantar todas elas, eu podia dizer que finalmente havia encontrado meu lugar, ao lado daqueles que eu amo.

E então, toda aquela insegurança e medo de quando descobri o real motivo de Bruce ter me ensinado a ser como ele, desapareceu. Eu estava descobrindo quem eu realmente era, assumindo a minha verdadeira identidade. 


Notas Finais


E então??? O que acharam???

Dúvidas, perguntas, questões e indagações, fala lá no meu Curious Cat ou no meu twitter QuaaseGay

Mantenham-se hidratados, usem camisinha, não usem drogas, se beber não dirija.

Beijos na ponta do nariz e até qualquer dia!!


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