História Growing up (Clace) - Capítulo 24


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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Tags Clace, Clary, Instrumentos Mortais, Jace, Shadowhunters
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Palavras 1.740
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Última dia da maratona, sei que foi curtinha, mas espero que tenham curtido e que curtam mais esse capítulo!!!

Capítulo 24 - Aconteceu


Fanfic / Fanfiction Growing up (Clace) - Capítulo 24 - Aconteceu

Eram duas da manhã, o que Jace poderia estar fazendo fora do seu quarto? Com roupas encharcadas e que não eram nada parecidas com pijamas?

—Oi, Clary... O que houve? Seu rosto está vermelho... Estava chorando? — Ele pergunta enquanto passa os dedos levemente pelo meu rosto. 

Eu seguro sua mão e a afasto. 

—Não. — Respondo taciturnamente —Por que está todo molhado? 

—Precisei ficar sozinho. Mas aí começou a chover enquanto eu voltava na moto, aliás está uma chuva danada lá fora. 

Só então reparo no barulho dos raios e fortes pingos de chuva ao olhar pela janela do Instituto. 

—E quanto a sua noite incrível com a Aline? — Eu não pude perder a oportunidade de perguntar.

—Quê? — A confusão fica estampada na sua face. 

—Você não estava com ela? 

—Não, por que estaria? Dei um basta no pouco que tínhamos naquela noite, quando descobri o que ela fez para você. Mas que história é essa? 

Conhecê-lo bem tem dois lados, dessa vez é bom, porque consigo saber que ele está sendo sincero. Aliás, eu não acredito que aquela garota conseguiu me atingir com uma mentira. 

—Deixa pra lá. 

Ele dá de ombros, mas continua com a mesma expressão confusa. 

—É... boa noite então, até! 

—Até, Jace.

Eu levanto levemente meus lábios, quase num sorriso, e passo por ele para continuar meu caminho. 

—Ei! — Ele me chama e eu viro para olhá-lo —Você ainda está chateada comigo? 

“Você me fez reacender uma paixão escondida e eu não estou sabendo lidar com isso; então sim, estou com bastante raiva de você.” Foi o que quis responder, enquanto que na realidade só o lancei um olhar desanimado e falei: 

—Amanhã será um dia cansativo, Jace. Acho melhor você ir para a cama. 

Resisto à vontade de correr para os seus braços quando vejo a carinha triste que ele faz com a minha resposta; mantenho-me firme e dou as costas para ele e continuo meu caminho para a cozinha. Faço o que queria e volto para o meu quarto; e dessa vez, não encontro ninguém no corredor. 

Por incrível que pareça agora que sei que Jace não estava com Aline, sinto-me mais aliviada e até pronta para dormir. Coloco um pijama e enrolo-me nas cobertas para pegar no sono. 

Acordo com as batidas fortes na porta, abro e me deparo com Izzy. Ela passa por mim mostrando nos olhos uma mistura de surpresa e indignação. 

—Está planejando perder nosso encontro com o bonitão?! 

—Quê? — Pergunto ainda confusa pelo sono —Que horas são? 

—Duas e meia. 

—Ah, meu Deus! 

Eu corro tropeçando nos meus próprios pés em direção ao banheiro. Tomo banho e faço toda minha higiene matinal, penteio meus cabelos de qualquer jeito e os deixo secar naturalmente, coloco qualquer jeans e blusa que vejo e calço botas. Fico pronta rápido, em menos de meia hora, mas pareço um patinho feio perto da Izzy. 

—Hoje o dia será agitado, porque ainda tenho que brigar com Jace. — Ela fala no caminho da cozinha. 

Lembro-me do que ela está falando e da madrugada passada. 

—Amiga, você não vai acreditar... Era tudo mentira daquela descarada. 

—O que? 

Então, conto para ela toda a minha cena com Jace de antes. Ela fica chocada com a cara de pau de Aline, como esperado, e vocifera várias indignações contra a asiática. 

Na cozinha, os meninos não estão com uma cara nada agradável, só eu e Izzy falamos no almoço, deles só conseguimos ouvir o barulho dos talheres batendo nos pratos e dos copos de suco que bebem. Quando acabamos, nos equipamos na sala de armas e vamos para a entrada do Instituto esperar por Igor. 

—Gente, eu sei que tá todo mundo meio chateado, e que talvez essa não seja a melhor hora para lembrar disso, mas... — Izzy começa e três pares de olhos enfadados a encaram —Não sei se vocês lembram, amanhã é o aniversário e a festa da Clary. — Ela dá um sorriso tímido. 

Os meninos fazem cara de surpresos conformados, até eu mesma faço essa cara; os últimos dias foram tão estressantes que me fizeram esquecer do meu próprio aniversário. A lembrança, definitivamente, melhora o clima entre nós. Alec e Jace me abraçam tão forte que quase tiram meu ar, e soltamos sorrisos sinceros uns para os outros. Não dura muito, porque logo ouvimos o ronco de um motor, e pontualmente, Igor estaciona uma moto na nossa frente. Ele tira o capacete e balança sua cabeça de maneira graciosa, para ajeitar os fios de cabelos que estão caídos em sua testa, quase chegando em sua vista. 

—E aí, meninas?! — Ele sorri para mim e para Izzy. —Vocês... — Refere-se aos garotos e eu nem sei se isso é um tipo de cumprimento. 

Retribuo seu sorriso com outro. 

—Estão prontos? — Igor pergunta. 

Todos concordam com acenos de cabeça; então, Alec e Jace vão até a garagem pegar suas motocicletas. Eu, novamente, vou com Alec. Deixamos o Instituto e adentramos às movimentadas ruas de Nova York, Igor segue na frente, enquanto nós estamos um pouco atrás, para vigiá-lo ou para fugir de eventuais emboscadas proporcionadas por ele, eu suponho. 

Alguns minutos depois, paramos em frente ao local da festa, que de dia, quando está vazio, não passa de uma casa muito grande e com aspecto de abandono. Igor nos guia e sinto os garotos com as mãos cerradas em suas lâminas serafins no cinto, eles estão tensos e totalmente ligados. Izzy também parece ligada, mas não tão tensa quanto eles, e eu me pergunto porque sou a única que pareço estar tranquila, nós não conhecemos esse cara e esse cenário é totalmente passível de ser uma armadilha, mas algo me diz que isso aqui não nos levará a nada. 

—Por aqui. — Igor diz. 

Antes de subirmos as escadas, nos dividimos, Izzy e Alec ficam de vigia embaixo e eu e Jace acompanhamos Igor até a sala do DJ. A sala é um cubículo, fica apertada para eu e os dois garotos; como eu entro primeiro, logo vejo a porta da saída alternativa, meus olhos brilham de curiosidade e sem ninguém permitir, eu a abro. Sinto o ar Nova Iorquino no meu rosto, deparo-me com a rua, e não leva cinco segundos para eu entender onde a tal porta dá; na parte de trás do local, em uma escada de emergência que dá acesso direto a calçada. 

—Não tem absolutamente nada. Só é uma saída. — Eu anuncio para Jace. 

Ele examina meticulosamente o local e pergunta para Igor: 

—Como você sabia dessa saída? 

—Sou amigo do DJ. 

—Por que essa saída não era liberada para todos? 

—Porque é exclusiva para a atração da noite entrar e sair sem ser perturbada. 

“Perda de tempo.” Eu penso, revirando os olhos. 

Igor sai da salinha e deixa eu e Jace sozinhos. Logo, aparecem Izzy e Alec, e ficamos entupidos aqui dentro. 

—Eu deveria ter confiado em você. — Jace sussurra para mim. 

—E aí? 

—O que descobrimos? 

Nossos amigos indagam. 

—Não estou falando que o cara não é suspeito, mas não tem como alguém ter fugido carregando o alvo por esse cubículo, descer por essa escada estreita não dá agilidade suficiente para uma fuga. Por onde quer que tenham fugido com o alvo, não foi por aqui. — Eu falo. 

Todos assentem. 

Quando deixamos a sala, encontramos Igor com um sorriso nos aguardando. 

—E então? — Ele pergunta. 

—Já vimos o que queríamos, muito obrigada! — Eu respondo com um sorriso singelo. 

—O que acham de jantarmos agora? — Izzy sugere alto para todos, o que inclui Igor. 

Os garotos a secam com o olhar e eu rio da sua ousadia. 

—É... acho melhor não. — Igor diz —Eu já vou, nos vemos por aí. 

—Espera! — Izzy fala —Amanhã é aniversário da Clary, e faremos uma festa para ela, você deveria aparecer. 

Eu congelo com as suas palavras e Igor parece surpreso. 

—Te mando o endereço por mensagem. Me passa seu numero. 

—Tudo... bem. — O moreno fala desconcertado. 

Depois, ele se despede de nós com um aceno e vai embora. Também saímos, e a ponto de subir nas motocicletas, Jace solta:

—Isabelle, você ficou maluca?! — Sabia que ele não se seguraria por muito tempo, até fiquei surpresa dele não a ter impedido no ato. 

—O que?! 

—Você nem o conhece. Como o chama para a nossa festa? 

—Conheço sim, não foram vocês que pesquisaram e me apresentaram a ficha dele? — Ela sorri debochada —Além do que, ele nem deve aparecer. 

—Conto com isso. — Jace vocifera. 

E ele a derrubaria da moto se não a amasse tanto. 

Os meninos pilotam até uma lanchonete qualquer, a primeira que conseguimos parar. Entramos no estabelecimento, pegamos uma mesa no centro e não demora para sermos atendidos e  fazermos nossos pedidos. Os meninos comem muito, como sempre, enquanto eu e Izzy nos sentimos satisfeitas com apenas um hambúrguer para cada. 

—Eu e Alec vamos dormir no Magnus. Amanhã bem cedo vamos começar a arrumação da festa, e vocês apareçam o mais rápido de conseguirem! — Isabelle fala quando saímos da lanchonete. 

Acaba que serei obrigada a ficar próxima de Jace, e pior, a sós. Não quero pensar no que pode acontecer nessa situação; por isso, decido não abrir espaço para qualquer surpresa. Despeço-me de Alec e Izzy com um mix de aperto no peito e frio na barriga. Aceno até eles desaparecem da minha vista com a moto, prolongando ao máximo o momento de encarar Jace. 

Nós não nos falamos, subo em sua garupa, coloco o capacete e logo ele parte. Quando chegamos no Instituto, caminhamos juntos até os quartos, paramos no meu e nos olhamos por algum tempo. 

—Marcamos algum horário amanhã ou quando você acordar, me liga? — Ele pergunta. 

—Pode ser as 8h? 

—Tudo bem. 

Outros minutos de silêncio sufocante se seguem, até que decido falar. 

—É... então, boa noite. 

—Boa noite. 

Ele se vira e eu abro a porta do meu quarto. Entro, fecho-a e caio sentada a usando de apoio. Inclino minha cabeça para o alto na esperança de organizar meus pensamentos e parar de pensar tanto em Jace. Fecho os olhos e começo a ouvir batidas, agora além de enxaqueca, minha cabeça me proporciona batidas. Massageio minhas têmporas até perceber que as batidas são na porta. Levanto-me e abro, assusto-me ao ver Jace. 

—Jace?! Esqueceu alguma coisa? 

—Feliz aniversário, Clary! 

Eu fico confusa, mas olho no meu relógio de pulso e constato ser exatamente meia noite. 

—Obriga... — Não consigo terminar, porque a essa altura, os lábios de Jace estão nos meus.


Notas Finais


E ENTÃO, GENTE?? Hahahaha
Favoritem, deixem muitossss comentários e compartilhem! Beijos beijos💖


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