História Growing up (Clace) - Capítulo 25


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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Tags Clace, Clary, Instrumentos Mortais, Jace, Shadowhunters
Visualizações 333
Palavras 1.713
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, amores!! +1 cap e gostaria de falar que os comentários de vocês são os melhores, obrigada por isso e por todos os favoritos! Espero que gostem de mais esse❤️

Capítulo 25 - Próximo passo


Fanfic / Fanfiction Growing up (Clace) - Capítulo 25 - Próximo passo

Mal consigo sentir seu lábio, porque meu corpo, como um ato reflexo, logo o afasta. Nós nos olhamos, eu carrego uma expressão desconcertada e envergonhada. 

—O que foi isso, Jace? — É só o que consigo perguntar. 

—Cla...ry, eu... me desculpa. 

—Droga, Jace! — Vocifero, porque ele quebrou o fio que separava minha racionalidade e meu emocional sobre ele. 

Não posso querer me enganar, eu gosto dele e tudo que faço há algum tempo é lutar para esquecer o que sinto, é lutar para fazer meu coração parar de acreditar numa história de amor com ele... Mas agora, agora ele quebrou tudo isso com uma só atitude, que poderia significar um milhão de coisas, como também não poderia significar nada, depende de como vou agir a partir daqui. 

—Eu não te suporto, você sabe, né? — Eu pergunto e ele assente sorrindo. 

Decido prosseguir com o coração. Aproximo-me, coloco as mãos em sua nuca, fecho os olhos e encosto meu nariz no dele, tudo isso em poucos segundos que pareceram longos minutos, porque o tempo parece parar agora, tudo parece se alinhar só para que esse momento venha acontecer. Eu o beijo, já que a primeira atitude foi dele, tomo a iniciativa. Seus lábios são macios em contato com os meus, são quentes e têm sabor de menta, com certeza é por sua mania de chupar bala de menta sempre; e nos entendemos bem melhor nesse momento do que em todo tempo que vivemos até hoje. Nunca pensaria que existiria algo que pudéssemos fazer tão bem sem brigar. Suas mãos passeiam pelas minhas costas enquanto aperto seus cabelos, tudo tem sido suave, sincronizado e apaixonante, posso confessar isso. Sinto-me apaixonada ou mais apaixonada por ele... 

Em certo momento, ele me apoia sobre a porta do meu quarto, que abre por só estar encostada. Caímos lá dentro e sorrimos, mas continuamos a nos beijar. Eu o abraço e o cheiro também. Depois de mais alguns minutos, separamo-nos e eu repouso minha cabeça sobre seu peito, principalmente, para impedir que ele me veja toda corada. 

—Ei?! — Ele me chama —Olha para mim. — Ele segura meu rosto suavemente e me conduz até o seu. 

Me dá um selinho demorado e sorri. Ele é tão lindo que chego a me chocar, sorrio também e me sinto muito envergonhada. 

—Desculpa, Clary. Mas eu precisava que você soubesse que essa era minha vontade. 

—Tudo bem, também era a minha. — Eu confesso naturalmente. 

O sorriso em seu rosto aumenta; mas, depois ele suspira e diz: 

—Agora já vou, hoje é seu grande dia, precisa descansar! 

Pego-me desprevenida quando sinto tristeza com essa sua frase; logo, sugiro antes mesmo de pensar sobre isso:

—Fica comigo hoje. — Tampo a boca com as mãos assim que falo. 

—Você não quer? — Ele ri e pergunta. 

—Quero. — Sussurro. 

Ele fecha e tranca a porta, eu afasto o edredom, tiro meus sapatos e deito, ele faz o mesmo e também se deita. Nós ficamos com os corpos de lado, de maneira que pudéssemos nos olhar. 

—Eu não consigo parar de pensar em você, Clarissa Fairchild. — Ele anuncia baixinho. 

—Por que? Quando isso surgiu? 

—Há meses, quando comecei a pensar demais em você; quando enquanto te via batalhar todos os dias para passar na simulação final, comecei a admirar sua força; quando nossas brigas e implicâncias passaram a ser mais que brincadeiras para mim e sim um jeito de ficar mais próximo de você; quando me dei conta no quanto seus olhos verdes são brilhantes e suas sardinhas são charmosas; quando me peguei querendo saber mais sobre seus mistérios... — Ele suspira —Quando senti que nenhuma outra garota poderia preencher o espaço que eu já tinha guardado para você. 

Eu fico perplexa, sem ar e sem palavras. Nem posso pronunciar seu nome, só me achego a ele para beija-lo. 

—Você é realmente incrível, Jonathan Herondale. 

Depois de mais algum tempo de troca de carinhos, caímos no sono abraçados, como duas crianças que acabaram de descobrir que agarrar alguém gera calor humano. 

Eu abro meus olhos, horas depois, certa de que os eventos da noite foram um sonho. Penso que quando eu me levantar, Jace não estará aqui e nada terá acontecido; olho para o relógio na minha cabeceira, são seis da manhã. Quando me descubro, vejo um braço me envolvendo, o braço de Jace me envolvendo. Então foi real, mas e agora? O que devo fazer? Será que isso significa que ele está disposto a seguir em frente comigo ou fui só mais uma? Jace é um conquistador, mas não um ilusionista; então, acho que o melhor a se fazer é, simplesmente, perguntar para ele, contudo não hoje, não quero pressiona-lo, até porque nem eu sei o que quero, e hoje é o meu dia, não quero pensar em mais nada. E como ainda faltam duas horas para sairmos, decido dormir mais um pouco e aproveitar mais desse momento. 

—Clary?! Clary?! — Sinto-me sendo balançada levemente. 

Viro para o outro lado e puxo o cobertor para que tampe o meu rosto. Não quero acordar agora. 

—Ei, vamos sair daqui a pouco. 

Essa frase me sobressalta, retiro a coberta devagar e olho para Jace com os olhos estreitos ainda pelo sono. 

—Bom dia! — Ele abre o sorriso mais iluminado do mundo. 

—Bom dia. — Mesmo de mau humor por ainda não querer levantar, não consigo resistir em lançar um sorriso para Jace. Devagar, meus olhos passeiam pelo ambiente e noto uma bandeja com café da manhã ao meu lado. 

—É para você. — O louro diz quando vê meus olhos pousados na bandeja. 

—Obrigada! 

Começo a comer devagar, saboreando as frutas e o sanduíche que ele me trouxe, finalizo tomando todo o suco de laranja. 

—Estava tudo ótimo, Jace. 

—Que bom que gostou! Bom... faltam  alguns minutos para termos que sair, vou deixar você se aprontar. 

Eu assento com um balanço de cabeça e ele deixa o quarto com a bandeja nas mãos. Eu, finalmente, levanto, tomo um banho, escovo os dentes e penteio os cabelos; coloco roupas confortáveis e tênis. Pego uma bolsa pequena e jogo alguns itens indispensáveis dentro, para enfim sair do quarto. Aqui, Jace está parado com o pé na porta do seu quarto, ele parece estar me esperando. 

—Vamos?! — Eu pergunto.

Ele levanta sua cabeça e me lança um olhar, sorri e responde: 

—Bora! 

Andamos lado a lado pelos corredores, sinto uma vontade estranha de segurar a sua mão, mas me controlo toda vez que meus dedos batem nos seus e ele não tenta me segurar. Quando chegamos na moto, fazemos todo o procedimento padrão de colocar os capacetes e eu subir em sua garupa, abraço sua cintura firmemente e ele dá partida. Noto que ele também não tocou no assunto dos nossos vários beijos trocados na madrugada passada e no fato de termos dormido juntos, será que ele quer esquecer isso? Ou já está arrependido de ter tomado a iniciativa? Tudo bem que ele pode só estar querendo não me pressionar e ai meu Deus, aqui estou eu já pensando nisso de novo. 

Magnus me mandou uma mensagem antes de sairmos falando que a garagem do prédio estaria liberada para gente, de modo que falamos com o porteiro e ele libera nossa entrada. Jace estaciona a sua moto ao lado da de Alec. Continuamos em silêncio até o elevador, que demora uma eternidade para chegar na cobertura de Magnus. Todo o silêncio fica sufocante depois de um tempo. 

—Clary... Sobre a noite... É... — Jace começa uma fala. 

—O que?! — Eu pergunto entusiasmada não suportando esperar para o que vem a seguir. 

Mas ele não responde com palavras, só me agarra pela cintura e me dá um beijo tão repentino e feroz que tira meu fôlego. Eu respondo com fervor, enquanto prendo meus dedos nos fios dos seus cabelos e pressiono meu corpo junto ao dele. Ouço o barulho do elevador avisando que a porta irá se abrir, então me solto subitamente de Jace. Finalmente, paramos na cobertura. Nós nos olhamos ofegantes antes de sairmos, Jace com uma expressão tão enigmática que é impossível para mim saber o que está se passando na cabeça dele. Ele bate na porta de Magnus, eu fico um pouco atrás. Ele abre e nos recebe com um sorriso. 

—Parabéns, meu amor! — Meu amigo me abraça —Agora feche esses olhinhos lindos. — Ele tampa meus olhos com as mãos. 

Sou guiada para algum lugar e quando me é permitido enxergar, vejo Izzy e Alec com os maiores sorrisos no rosto, uma faixa enorme me parabenizando e um bolo pequeno, branco, simples, porém lindo na bancada da cozinha. Meus olhos se enchem de emoção enquanto meus amigos saem correndo para me abraçar. Todos eles cantam num coro alto o “parabéns para você” e eu não consigo parar de sorrir. 

—Vocês são incríveis! — Digo enchendo cada um de beijos. 

Cantamos parabéns de novo, mas dessa vez eu fico atrás do bolo e no final apago as velhinhas. Cortamos o bolo e conversamos enquanto comemos. Todos estão mais do que entusiasmados para a festa, noto caixas espalhadas pela casa, Magnus diz que estão entupidas de decoração para a minha festa. Depois eu e Alec lavamos a louça, Izzy liga o som, eu prendo meus cabelos e começamos com a arrumação. A partir das nove, meu celular não para de apitar de mensagens e ligações para me parabenizar, tenho que parar com a minha parte a cada dez minutos para atende-lo. Izzy e Magnus se dispersam assim que toca uma música que eles amam, não resistem em começar a dançar, e apesar de eu não curtir muito, junto-me a eles várias vezes. 

—Galera, a decoração! — Alec nos repreende. 

—É só uma preparação para a noite, chato. — Magnus responde. 

Certa hora, os meninos param para descansar, e eu e minha amiga cuidamos de uns arranjos de flores. Quando Izzy não está importunando Alec colocando uma flor na sua cabeça, aproveito para cochichar em seu ouvido:

—Amiga, eu preciso te contar algo urgente! 

—Ai, socorro! Não me diga que quer desistir da festa. 

—Não, claro que não! Estou amando tudo! É sobre o Jace... 

—Ah, é por isso que ele não saía do pé do Alec hoje... De qualquer modo, a tarde teremos tempo de sobra para falar sobre seja lá o que for. 

—Você é a melhor! — Agarro-a para um abraço.


Notas Finais


Favoritem, comentem muitooo e compartilhem com os migos e migas! Beijos e até o próximo!!


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