História Growing up (Clace) - Capítulo 26


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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Tags Clace, Clary, Instrumentos Mortais, Jace, Shadowhunters
Visualizações 348
Palavras 1.420
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


+1, espero que gostem!

Capítulo 26 - Clima


Fanfic / Fanfiction Growing up (Clace) - Capítulo 26 - Clima

Quando é quase meio dia, meus amigos me expulsam da casa de Magnus para eu começar a ter meu dia de princesa. De acordo com o plano deles, tenho que almoçar na minha mãe e ficar lá até a hora que mandaram alguém me buscar, Izzy aparecerá faltando algumas horas para a festa com minha roupa e irá me arrumar. Não verei nada da decoração a partir daqui, mas só com o início que tive o prazer de participar, já posso visualizar o quanto tudo ficará lindo. Despeço-me de todos quando me deixam no elevador, menos de Jace, que me levará até a casa da minha mãe. 

Quando chegamos na rua dos meus pais, eles já estão, como de costume, na varanda me esperando. Eu sorrio e corro para abraçá-los, eles me enchem de beijos e me parabenizam, posso te perdido muito quando meu irmão partiu, mas graças aos céus, ainda tenho minha mãe e Luke. Olho de relance para Jace na moto, ele também perdeu muito e muito novo, vejo-o nos olhando com os olhos perdidos e cabisbaixo, nem imagino a falta que ele deve sentir dos pais. 

Stephen e Celine Herondale morreram jovens e tragicamente, eles fugiam de algo contra qual não conseguiram lutar, ninguém sabe muito bem o que aconteceu, não se comenta sobre isso entre as pessoas que conheço, principalmente para não magoar Jace. Ele só tinha nove anos quando tudo aconteceu, teve que ser mandado para o Instituto de Nova York às pressas onde Maryse o adotou, porque era muito amiga dos pais dele. Minha mãe também era próxima deles, mas tendo que lidar com tudo que meu pai fez e com dois filhos para explicar isso, preferiu deixar que Maryse cuidasse de Jace. Com tudo que ele perdeu, sempre preferiu não deixar de sorrir e ser grato pela nova família que ganhou, tá aí! Uma coisa que admiro nele. Catuco minha mãe discretamente e pergunto se ele pode ficar, ela me olha confusa, mas não recusa, também ama Jace. Volto para ele, para a moto, e indago: 

—Não quer ficar para o almoço? 

—Acho que a galera pode querer me matar por estar fugindo do trabalho. — Ele sorri. 

“Tão lindo.” Eu penso. 

—Eu posso dar um jeito nisso, se precisar. Sou  a aniversariante, meus desejos devem ser cumpridos. — Nós rimos. 

—Sendo assim, dona aniversariante... — Ele faz uma reverência —Deixa eu estacionar.

Assim ele faz. Nós caminhamos até a porta de entrada de mãos dadas, em algum momento isso aconteceu, não reparei quando, nem como, foi tão natural que nem pude perceber essa mudança. Mas antes que alguém pudesse ver, nos soltamos. Minha mãe cumprimenta Jace cheia de amor e carinho, enquanto Luke é mais formal e travado. Sentamos na mesa que está farta de alimentos favoritos por mim, nem estou com tanta fome, mas tudo isso me enche de água na boca, de forma que respiro aliviada quando minha mãe anuncia que podemos nos servir. 

—Então, como vai a arrumação? — Minha mãe pergunta. 

—Acho que vai ficar linda, tudo à altura da Clary. — Jace fala educadamente e sorri para mim. 

Eu retribuo com todo o carinho do mundo. Ouço um risinho de minha mãe nesse momento, não entendo porquê; então, ignoro. 

—Hum... — Luke meio que coça a garganta, chamando a atenção de todos —Vocês parecem bem. 

—É verdade! — Minha mãe completa. 

—O que? — Eu pergunto exasperada —Só... Hum... — Embolo-me com as palavras. 

—Decidimos tentar não brigar tanto. — Jace fala e eu o agradeço com o olhar. 

Eles preferem não insistir no assunto, ainda bem, e o almoço segue normalmente. Só se fala na festa, mas é algo muito agradável. Por fim, nos despedimos de Jace, eu com bastante dor no coração, tenho que confessar, mas é preciso. 

Depois minha mãe me acompanha até a suíte do seu quarto, onde uma banheira cheia de espuma e perfumada espera por mim. 

—Mãe! Não precisava disso tudo! 

—Hoje é o seu dia, meu amor! Aproveita! 

Eu sorrio e a abraço. Ela sai para que eu fique à vontade e eu tiro minhas roupas. Caço nos armários algum creme para a pele, aplico desajeitadamente com os dedos no meu rosto e a maioria escorre pela pia. Rio sozinha da minha tentativa de me produzir, deixo isso para lá; prendo os cabelos e entro na banheira. Deixo meu celular ao lado, coloco os fones de ouvido e ligo numa boa música. Relaxo de olhos fechados enquanto canto alto e mexo minha cabeça. 

Levo um assusto quando vejo a porta sendo empurrada com força. Izzy entra com todo o seu esplendor e arranca meus fones de ouvido. 

—Você tá usando máscara hidratante para a pele? Não creio! — Ela ri. 

—Eu tentei... — Falo envergonhada. 

—Você é linda, ruiva! — Minha amiga grita e aperta minhas bochechas. 

Ela espera eu terminar o banho. Coloco um roupão e chinelos, e vamos para o meu quarto. Sento-me em frente à minha penteadeira e ela começa a pentear meus cabelos. 

—Ótima hora para falar sobre Jace! — Ela diz. 

Então, eu respiro fundo e conto tudo, cada detalhe que nunca vou me esquecer. No final da história, falta pouco para ela terminar meu penteado, e está boquiaberta. 

—Clary, menina! Eu estou chocada! 

—Foi isso... 

—Amiga, isso é muito para a minha cabeça processar! Então, vocês estão... — Ela parece procurar uma palavra —juntos agora? 

—Não sei. Não falamos sobre o futuro. 

—Entendo. Nem é melhor pensar nisso mesmo; ainda mais hoje, hoje é dia de curtir! — Ela me vira para o espelho e finalmente vejo meu penteado. 

Surpreendo-me com o quanto gosto e, antes de começar com a maquiagem, ela coloca música. Dou-me conta do quanto minha vida é regrada pela música, não tem nada que eu faça que uma música não embale. Izzy não permite que eu fale quase nada enquanto me maquia, ela não aceita um trabalho menos que perfeito e olha que eu nem gosto de uma maquiagem elaborada.

—Sabe que o Simon vai estar lá hoje, né? — Eu pergunto. 

—Claro, ele é seu melhor amigo. — Ela me responde no momento em que está virada pegando algum produto em sua maleta. 

—Sim, mas... Eu quis dizer que vocês poderiam se aproximar, talvez se conhecer melhor. 

—Clary, não vai rolar. 

Eu deixo meu semblante entristecer por alguns segundos, antes que ela possa ver. Ninguém nunca olhou para Izzy como meu irmão olhava, ninguém nunca conversou e cuidou dela como ele fez. Tudo começou um ano antes dele ir embora; foi o suficiente para os dois se apaixonarem. Nunca trocaram um beijo, mas milhões de palavras foram confessadas. Izzy nunca mais abriu seu coração para ninguém depois disso e eu sei que ela ainda espera por ele e irá esperar por muito tempo. 

—Pronto! Agora só falta o look. 

Ela abre o zíper do pano que escondia o meu... Incrível vestido. 

—Uau, é lindo! 

—Eu mesma escolhi. É seu presente, parabéns, amiga! 

Fico emocionada, abraço-a e digo com a cabeça colocada em seu pescoço:

—Muito obrigada. Tudo que você faz por mim já é um presente! 

—Te amo! 

—Também! 

—Ai, chega disso. — Ela nos separa —A obra de arte que fiz no seu rosto não pode borrar. 

Eu rio.

—Vou colocar! 

Pego meu vestido super entusiasmada. É preto, de tiras, médio, não tão curto a ponto de mostrar meus joelhos e não tão longo a ponto de cobrir minhas canelas, e simples; é perfeito para mim. Visto-o, calço os sapatos e finalizo com acessórios. Quando me olho no espelho, sinto-me feliz, sinto-me bonita desde o penteado ao sapato. Encho Izzy com mais um milhão de beijos antes dela ir embora. Agora o que devo fazer é esperar pela “carruagem” que me levará até a festa. Enquanto estou sozinha, passeio pelo meu quarto, vendo cada detalhe que deixei para trás no dia que me mudei para o Instituto. Todo esse clima de aniversário me traz uma nostalgia, me faz sentir saudade de antigamente... Quando meu irmão estava aqui. Abro meu caderno de desenhos e passo a mão nas páginas, vendo tudo que já desenhei até hoje, têm vários desenhos de Jace inacabados, de runas, dos meus amigos, família e paisagens, tudo tão detalhado que consigo me lembrar de cada cena. Hoje decido começar dois desenhos: os meus amigos em frente à faixa de feliz aniversário mais cedo na casa de Magnus e o almoço com meus pais e Jace. Só faço as linhas inicias, para não me sujar com lápis, cores e coisas do tipo. E logo ouço minha mãe falar: 

—Clary! Chegou alguém aqui para te ver! 

 


Notas Finais


Favoritem, comentem e compartilhem! Beijos e até o próximo!!


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