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História Guardians - Jikook - Capítulo 3


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Notas do Autor


⏩ NÃO BETADO E NÃO REVISADO

Capítulo 3 - Chapter Two: Heart


- Prazer nos somos os guardiões- disse um deles. Ele estava na frente dos outros como se fosse um líder, algo o qual não duvidava já que ele tinha uma presença intimidadora e parecia serio.

Jungkook não sabia o que falar, estava paralisado em seu lugar e seu celebro tinha dado um erro tão grande que apenas sabia encarar os seis rapazes a sua frente.

O mais alto ali, o que tinha lhe dirigido a palavra e parecia líder, tinha os cabelos roxos e olhos castanhos. Passava uma tranqüilidade e deixava as pernas de Jungkook bambas ao mesmo tempo. Seu olhar poderia querer passar gentileza porem a dureza e seriedade ainda estavam ali.

A sua direita, o rapaz tão alto quanto ele tinha os cabelos loiros, boca carnuda e pele leitosa. Ele era muito bonito. Diferente do outro rapaz desconhecido, ele tinha uma áurea e olhar gentil que trouxe um conforto inexplicável para o Jeon. Parecia doce e delicado como uma rosa cheia de espinhos, porem muito bonito. Não queria julgá-lo como delicado, mas a comparação de uma rosa para a primeira vista foi o que tinha pensado.

Quem estava atrás do loirinho era um baixinho com cabelos esverdeados. Ele parecia o menor dali e era bem serio. Seu olhar e postura eram sérios e Jungkook não conseguiu encará-lo por muito tempo por conta do medo. Se o loiro era uma rosa, ele seria os espinhos, com toda a certeza.

A esquerda do arroxeado estava mais três homens. Um de cabelo laranja, outro era ruivo e o ultimo tinha os cabelos em um azul chamativo. Jungkook pode perceber que todos ali eram altos e bonitos e por um momento se perguntou se eles eram modelos em algum planeta ou algo do tipo. Porque, poxa, eles eram realmente muito bonitos.

Mas quando enfim parou de admirar os seis, percebeu o que tinham lhe dito. Estava em frente aos guardiões em uma casa desconhecida e ainda por cima parecendo que tinha saído de uma guerra.

Ótima forma de conhecer os equilíbrios do universo não é mesmo?

Ficou mais nervoso quando sua ficha caiu. Queria enterrar sua cabeça no chão, sair correndo ou então ter o poder de invisibilidade e fingir que esse momento nunca aconteceu. Ainda tinha a procura de seu pai e isso apenas aumentava sua vergonha e vontade de sumir.

Maldita timidez.

- Eu sou Kim Namjoon, líder dos guardiões e portador da jóia do poder. – se apresentou enfim, comprovando sua posição de líder. Apontou para o loiro ao seu lado e novamente sentiu suas pernas tremerem. Todos eram bonitos e estavam lhe encarando como lobos querendo lhe atacar, porem se encarasse seus olhos, não encontrava nenhum caçador ali. Sentia-se a presa deles, uma ovelhilha bem medrosa. – Esse é Seokjin, portador da jóia da mente. – apresentou e o mais novo pode entender porque sentiu o conforto vindo dele. Deveria ter percebido que se sentia deslocado e passou proteção através de sua mente. Nunca iria entender como exatamente as jóias funcionavam, mas sabia o suficiente que ele poderia saber de todos os seus pensamentos, então tratou de parar de pensar em seus amores platônicos. – O de cabelo verde é Min Yoongi, portador da jóia do tempo. – Não sabia o que dizer sobre ele. Min era bonito e tinha uma estrutura baixa, porem ainda lhe dava um pouco de medo. – Kim Taehyung, espaço, Park Jimin, realidade. – apresentou os dois da esquerda. Eles acenaram para si ate tentou retribuir, porem sua careta de espanto e medo não passou tanta confiança. Quer dizer, estava conhecendo os guardiões e seu corpo resolveu entrar em estado de choque de uma hora pra outra. - E Jung Hoseok, jóia da alma. – apresentou o ultimo e todos viram quando a pele morena do outro ficou pálida.

Nunca tinha visto à jóia ou o portador da alma de perto. Era de se imaginar que estivesse ali, mas nunca se imaginaria os conhecendo tão cedo. O que julgou ser o mais simpático e animado era portador da jóia que tinha lhe dado a vida com universo.

Todos tinham percebido a reação do Jeon quando Kim citou a jóia da alma. Uma curiosidade apossou seus corpos e desejaram saber o motivo da reação do mesmo e porque, justamente, com a jóia alaranjada.

Laranja combina a energia do vermelho e a felicidade do amarelo. Está associado à alegria, luz do sol, e os trópicos. Laranja representa o entusiasmo, fascínio, alegria, criatividade, determinação, atração, sucesso, encorajamento e estímulo.

Um silencio se instalou entre todos ali. Era desconfortável e Seokjin podia ter uma noção que passava na mente de cada um. Uns estavam ocupados em pensarem em problemas que há semanas lhes rodavam, outros se perguntavam ou estavam curiosos sobre os Jeons. Tinham os ajudado em um ataque de uns dias atrás e abrigaram os dois em seu planeta e casa como uma forma de proteção. Souberam que Junghee foi um antigo portador da jóia do poder e isso era o motivo de ser perseguido com o filho pelo planeta. Os dois estavam bem, conseguiram chegar a tempo de salvarem os dois e cuidarem de alguns ferimentos, não todos, mas pelo menos os mais graves, apesar de não serem muitos.

Vendo agora o mais novo, podia perceber o quão parecido era com o pai e o quanto estava nervoso, então estava dando o seu Maximo para que pudesse fazer Jungkook se sentir menos tenso.

- Gguk? O que pensa que esta fazendo fora da cama?

Junghee entrou no corredor quando viu o seu filho encarando os guardiões. Sabia que após a sua crise na noite anterior estaria cansado então podia imaginar como que a mente do seu filho estava. Percebeu também que Seokjin tentava reconfortá-lo de alguma maneira, mas por algum motivo não estava funcionando. Ainda é claro ficou preocupado com o fato de que seu filho não estava descansando e sim andando pela casa com um pijama no corpo.

Quando o chamou, recebeu a atenção imediata de todos. Jungkook arregalou os olhos e sentiu vontade de ir correndo para os braços do mais velho, estava confuso e precisava conversar com ele.

Jungkook tentou responde-lo, abriu e fechou a boca varias vezes, mas nada saia.

- Acho que vocês precisam conversar, vamos deixar vocês sozinhos. – Namjoon disse ao ver a embolação do mais novo. Achou o mais novo adorável e pelo pouco de presenciou, parecia alguém tímido, mas legal. Percebeu seu olhar julgador em cada um e esperava que apenas coisas boas na cabeça dele, porque nem um dos seus colegas – inclusive ele- estava cem por cento. Estavam cansados e precisavam dormir urgentemente. – Nos também vamos descansar senhor Jeon, recomendo que faça o mesmo. – disse antes de sair com os outros, não sem cumprimentar Junghee, porque alem de mais velho, todos tinham uma admiração muito grande por ele.

Quando todos saíram e apenas restou os dois no corredor, Junghee se aproximou do filho e passou o braço por seu pescoço, direcionando ambos os corpos para o quarto que Jungkook estava enquanto conversavam.

- Já esta melhor?

- Ainda sinto um pouco de dor de cabeça. – respondeu com a voz baixa e menos tensa. – Porque estamos aqui?

- Estamos seguros agora.

- O senhor já disse isso.

- Disse por que é a verdade. – Pararam de caminhar para entrar no quarto, fechando a porta logo em seguida. Jungkook se jogou na cama e o mais velho se juntou ao mesmo, passando a abraçar ao novo numa tentativa de descansar. – Eles nos ajudaram quando fomos atacados e foram responsáveis pela explosão.

Um clarão tomou a mente de Jungkook, lembrando-se dos acontecimentos antes de desmaiar. Agora tinha se lembrado!

- Depois que você desmaiou, continuamos a lutar ate o ultimo minuto. – soltou um suspiro no meio de sua explicação. – Namjoon me perguntou o motivo de tanta perseguição, e eu contei toda a verdade. Quer dizer, menos a parte do acordo.

- Por quê?

- Não achei necessário. – deu de ombros- Eles ofereçam o planeta e a casa deles até que as coisas se resolvessem. Vamos ter que passar um tempo aqui pra irmos  finalmente para Acrácia.

- Estou com saudades de casa. – comentou já sonolento. Soltou um bocejo e relaxou com o cafuné em seus cabelos.

- É, eu também sinto. – respondeu baixinho antes de se endireitar na cama e dormir junto com o outro.


(...)

A porta da nave foi aberta mostrando a rainha seria e medonha. Ela vestia um vestido longo e verde ao ponto de se arrastar no chão quando andava. Sua coroa era pesada e estava posta em sua cabeça, cheia de pequenos diamantes e esmeraldas. Ela desceu elegantemente pelos degraus, sempre com o queixo erguido e com os seus serviçais atrás.

Rainha Kim Minjae olhava de forma fria para cada soldado morto ali. Os amaldiçoava ate suas ultimas reencarnações. Eram todos incompetentes. Todos eles.

Em vinte e dois anos nunca conseguiu o que queria e a única coisa que ganhava era um jardim com os escombros de seu exercito. Estava farta daquilo tudo e não deixaria mais nenhuma oportunidade passar. Permitiu, durante vinte e dois anos que fugissem, mas agora as coisas seriam diferentes. Os Jeons não perdem em esperar. Tinham despertado a sua fúria e esgotado sua paciência. Minjae precisava dar um basta nos dois antes que ficasse ainda mais no prejuízo.

- Hugo! – chamou (gritou) o serviçal a sua direita e o único de sua confiança. – Chame nossos melhores soldados e prepare as nossas coisas. – disse e deu às costas a tragédia, começando a entrar novamente na nave.

- Posso saber pra onde vamos, minha rainha?

- Pra guerra.


(...)

Se lhe dissessem que estaria morando com os guardiões, Jungkook com certeza chamaria essa pessoa de louca. Vejamos, já fazia alguns dias que estava morando com eles. No primeiro e segundo, não foram tão proveitosos já que estava descansando de alguns machucados e de sua crise. No terceiro conheceu os guardiões e ele ficou a maior parte do tempo da manha dormindo com o seu pai.

Aquele tempo foi o suficiente para descansarem e se sentirem melhor. Seus semblantes também estavam mais saudáveis e seus músculos não estavam mais doloridos. Por aquele tempo, estavam em paz e nem um pouco preocupados com o que acontecia fora do planeta Dionysus. E como o dia ainda não tinha acabado, estavam seguros e descansados, Jungkook resolveu conhecer o planeta que agora moraria, mesmo que por alguns meses.

Acrácia sempre foi e será a sua casa, Dionysus parecia ser muito belo e os guardiões, e bom, ainda não teve coragem ou oportunidade de conversar com eles, mas todos pareciam serem boas pessoas, inclusive o Min. Eles eram o equilíbrio do universo e seu pai já foi um deles com alguns tios e padrinhos, então de certa forma sabia que não tinha com o que se preocupar, apesar de ainda se sentir descolado com os últimos acontecimentos da sua vida.

Decido a conhecer melhor Dionysus, se vestiu da melhor maneira após tomar um banho e comer as coisas que estavam na bandeja ao lado da cama. Junghee, pensando na fome que seu filho sentiria ao acordar, deixou tudo pronto para quando o mesmo acordasse. Era um papai babão sim, e não se arrependia em mimar seu único filho.

A verdade era que Junghee tentava suprir a falta de uma imagem na vida de Jungkook, por isso sempre agia carinhoso e sempre o mimava para que não sentisse falta de Minjae. Ela não poderia ser considerada uma mãe, e estava longe de ser boa pra Jungkook. Na primeira oportunidade quis tirar Jungkook, mas não permitiu, permaneceu firme ate o final da gestação e esperou que seu filho nascesse. E após tudo isso, fez o mesmo que Minjae tinha feito consigo quando descobriu a gravidez. Mostrou a sua parte fria e menos racional, a mandou embora de sua vida e do seu filho que apenas tinha horas de nascido. Não sentia remorso com que tinha feito. Minjae nunca o procurou para ajudar na criação de Jungkook, nunca pensou como os dois estavam, nunca sentiu compaixão com eles, porque, justo Junghee, que ate hoje se machuca com suas ações, sentiria? Não havia motivos pra isso.

Ensinou a Jungkook que tudo o que sua mãe fazia não era por uma reconciliação e que não tinha nada a ver consigo. Era tudo uma questão do desejo de poder controlar tudo, de ter a todos aos seus pés. Nunca houve amor em Kim Minjae e não era agora que iria ter.

Não esperava que ela desistisse da caça, mas esperava que a estadia em Dionysus fosse o suficiente para que ela desistisse de procurá-los ou ate mesmo que acreditasse que estavam mortos. Porque era assim que Jeon Junghee se sentia a perseguição. Morto. Minjae fez questão de quebrar o seu coração e de pisar em seus sentimentos sem ter um pingo de piedade. Jogou em sua cara com as palavras mais duras o quanto era um imbecil e que nunca seria merecedor de ter o seu amor. E aquilo doeu. Porque apesar de tudo, a chama do amor que sentia por Minjae ainda estava acessa e ele se odiava por isso. Queria e tentava apagar aquela chama, mas sempre terminava em algumas lagrimas suas e uma ressaca no dia seguinte.

Desejava que agora que estavam com os guardiões, tivessem momentos de paz e sem preocupações se estavam sendo perseguidos.

Tinha ciência que Jungkook estava acostumado com a rotina de fuga, mas a historia atual estava longe da que imaginou com o mais novo, mas não eram como se pudessem estalar os dedos e mudar todo o universo.

O querer tava ali, mas...

Jungkook respirou fundo antes de levar sua mão ate a maçaneta da porta e abrir a mesma, pondo apenas seus olhos de jabuticaba pra fora, conferindo se alguém estava por perto, tanto no lado direito como no esquerdo.

Vendo que estava tudo limpo, pôs suas pernas para funcionarem e saiu do quarto, começando sua “caminhada do conhecimento” pelos inúmeros corredores, procurando por alguma porta que o levasse para a saída da casa.

Os corredores tinham vários quadros e plantas, ate mesmo algumas esculturas que não conseguia distinguir exatamente o que era porem eram muito bonitas.

Quando chegou ao fim do segundo corredor que entrava, ao lado direito, avistou dois lances de escadas, ambos nas duas direções. Ficou em duvida em que caminho seguir, porem, para evitar que se perdesse, continuou com o seu rumo ao lado direito, descendo os degraus, onde o levaram para uma imensa sala. As paredes destas eram todas de vidro, o que lhe possibilitou observar que não estava em uma simples casa. A mobília parecia muito com as casas do planeta Terra e isso lhe deixou ainda mais curioso e eufórico. Sempre teve vontade de conhecer o planeta da raça humana e animais engraçados, porem nunca teve oportunidade para tal feito.

Terminou de descer as escadas e observou com mais afinidade o cômodo. Tinha sofás grandes no centro, um painel com uma grande televisão, em cima do rack alguns porta retratos e mais flores. A mesa de centro estava em cima de um tapete, e novamente um arranjo repousava no vidro do móvel. As cores cinza, preto e branco predominavam toda a casa, mas esta era iluminada pelos flertes de luz do por do sol. Olhou pra escada por aonde veio e se deu conta que sim, toda casa era de vidro e não tinha percebido.

Não demorou muito ali, logo tinha encontrado a porta e estava mais uma vez com a boa no chão pela beleza do lugar.

Havia muito verde e flores espalhados, um caminho de pedras brancas indicava ate o final da propriedade e foi lá que a sua pequena aventura começou.

Primeiro se encantou com os diversos tipos de animais e como todos eles eram dóceis e fofos, ate mesmos os mais altos e os que pareciam perigosos, pediram contato com as mãos de Jungkook, se derretendo pelos carinhos que o humano dava.

Um em especifico era grande e as peles de suas patas eram semelhantes à de cobra, porem suas garras eram tão afiadas quanto a de um gavião. Uma parte de seu corpo era branca com listras escuras, e havia muito pelo. Possuía uma juba tão cheia e impotente quanto à de um leão. Suas presas grandes e pontiagudas.

Jungkook hesitou e começou a correr assim que o viu, entretanto, ele foi atrás de si. Se corresse para esquerda ele seguia, a direita era a mesma coisa, e quando se escondeu, percebeu que a criatura não queria matá-lo ou machucá-lo, já que seu choro foi ouvido quando deitou na grama com os olhos grandes e negros cheios de água. Aquela cena amoleceu o coração de Jungkook, que ao poucos foi se aproximando do animal.

Sua reação ao lhe ver foi engraçada e fofa, ele se levantou com rapidez, abanou o rabo e começou a rodar no lugar, soltando ate mesmo latidos e dava alguns pulinhos.

Ele apenas queria brincar.

- Como você pode ser tão assustador e fofo ao mesmo tempo? – perguntou-se o humano antes de erguer a sua mão ate a juba da criatura, que ao ter um carinho em seu pelo, se derreteu todo ao ponto de se jogar no chão com os cabelos arrepiadores e língua pra fora. – Então você quer brincar, hum? – continuou o carinho agora com as duas mãos, rindo ao ver que a criatura estava gostando do seu carinho. – Você não deve ter um nome... Eu devo te dar um? – perguntou-se novamente agora pensando em um nome. Não queria que fosse qualquer, queria que fosse um nome único e com um grande significado. Mas também tinha que ser um que não fosse tão complicado de se lembrar ou pronunciar, porque ele era uma pessoa muito esquecida e poderia esquecer-se do nome do seu, agora, amigo. Queria um nome com a letra M. gostava dela e quase sempre nomeava seus animais de estimação ou seus bonecos com a letra.

- Moa. – sussurrou baixo que nem ele mesmo ouviu sua voz. Desviou seu olhar das arvores para o animal que já estava quase dormindo e sorriu. – Moa. – repetiu com mais alto e firmeza. – Seu nome será Moa. – parou com o movimento de suas mãos e se afastou. Moa ao perceber que o humano se afastou, abriu os olhos e endireitou a postura o olhando.

Moa era um hibrido de varias raças e tipos de animais, porem era bom e vivia escondido entre as diversas arvores para não assustar outras criaturas em Dionysus. Quando viu que o humano não tinha mais medo e sim, apesar de ter se assustado, permitiu que ele visse tudo que ele já viu. Era uma habilidade que tinha. Seus olhos antes negros viravam azuis e encarava o humano, que à medida que via o que Moa passou, ficava mais abismado.

Viu o quanto era solitário e triste. Sentiu o quanto estava sozinho e ferido antes de sua chegada e se sentir feliz com a brincadeira deles, do carinho que recebeu.

Moa estava muito feliz e estava pedindo que Jungkook fosse seu mestre.

Os olhos de Moa voltaram ao normal e a sensação que Jungkook sentia quando via tudo se foram junto com as lembranças ruins, seus olhos estavam cheios de água e não pode evitar quando se aproximou novamente da criatura e o abraçou apertado. Sumindo totalmente entre os seus pelos e sua altura. Moa retribuiu a demonstração afetiva do jeito que pode, acolhendo o corpo pequeno do humano em uma pata enquanto abaixava a cabeça, sufocando Jungkook com alguns pelos, mas nada muito alarmante.

Jeon ouvia os disparos que o seu órgão cardíaco fazia, estava disparado e sua calda ainda balançava. Permitiu-se sorrir porque sabia que ambos agora seriam bons amigos.

“-Agora somos um só, mestre”

Tomou um susto quando uma voz grave e potente foi ouvida, com direito a pulinho e um grito nada másculo.

Olhou ao redor e não viu ninguém alem dele e Moa.

- Acho que estou ficando louco amigão. – riu sozinho. – estou ate ouvindo coisas.

“Não está louco senhor. Sou eu, Moa.”

Agora pronto.

- O que?

“Escolhi-te como meu mestre. Mostrei-lhe tudo sobre mim e lhe devo lealdade e companheirismo ate os meus últimos segundos de vida”

- Por quê? – por mais estranho que a situação poderia ser, ainda queria saber o motivo. Não sabia que os animais poderiam mostrar suas lembranças e vivencias para tornar alguém em seu mestre e jurar lealdade, mas pelo visto eles poderiam e agora era mestre de uma criatura assustadora, mas muito fofa.

“Porque assim como confiou em mim, eu confio em ti, mestre”

- Jungkook. Eu me chamo Jeon Jungkook. – engoliu em seco, ainda meio incerto – não me chame de mestre, me chame pelo nome.

- Jungkook? – alguém chamou porem não era Moa e isso resultou em um susto em Jungkook, que novamente deu um sobressalto.

- Caralho que susto! – acabou soltando o palavrão enquanto tinha a mão no peito.

- Estava falando sozinho? – perguntou novamente e Jungkook finalmente olhou para o recém chegado. Jin estava com roupas diferentes e mais casuais, sua expressão era divertida e não sabia se ria por sua desgraça ou se ele era realmente era uma pessoa risonha.

- Não e-eu... È... Eu... – se embolou em suas próprias palavras. Como poderia explicar ao guardião que tinha virado mestre de uma criatura e que poderia, aparamente, falar com ela/ele por telepatia?

Possível porem improvável.

- Vejo que conheceu nossa mascote. – ele apontou pra moa, que estava distraído demais com um passarinho para prestar atenção na conversa. – Ele é bem solitário e sempre fogem dele, me surpreendem ver vocês dois abraçados. – comentou deixando Jungkook envergonhado, com direito a bochechas coradas e orelhas pegando fogo. – fofos.

Jeon ainda estava embolado com os últimos acontecimentos e sua mente estava uma bagunça, era muita coisa para processar e não esperava uma mudança brusca em sua vida como a que estava lidando.

- Vamos, precisamos fazer um exame em você para conferir se esta tudo bem. – instruiu e deixou o mais novo aliviado, não queria ou tinha coragem de proferir nada, porem o guardião percebeu a bagunça que o mesmo se encontrava. – Olha, eu sei que pode ser difícil para você e seu pai digerir tudo o que esta acontecendo, mas eu espero que as coisas possam melhorar para todos nos. – começou a falar enquanto se direcionavam para a casa, estavam um pouco distantes, mas seria o tempo suficiente para que jin falasse o que pretendia ao mais novo. Sabia o que se passava na cabeça do mesmo e ele, como hyung e um portador da jóia, deveria fazer seu trabalho para proteger e aconselhar Jungkook. – Entendo que veio aqui para esfriar e acalmar seus pensamentos, mas pelo que pude perceber, o no que tentava desfazer apenas se apertou e criou outros, não é? Às vezes esse tipo de coisa acontece, é normal, porem é bem chato. Por isso entendo o motivo de vir para Ca e procurar um refugio. Quando estamos perdidos, nos procuramos algum lugar para nos acolhermos, e você veio para floresta tentar clarear a mente e quem sabe sair com menos peso nas costas, mas como disse, o no em sua cabeça piorou e agora tudo é muito confuso.

- Sim, é exatamente assim. Durante toda a minha vida, as coisas seguiam um ciclo que envolvia eu, meu pai e fugas. Nunca ficamos muito tempo nem mesmo em Acrácia.

- Acrácia?

- Planeta meu e de meu pai. Ele construiu antes mesmo de eu nascer. Estou me sentindo, sim perdido com isso tudo. Sempre foi nos dois e do nada o ciclo, que seguíamos durante anos, é quebrado e as coisas passam a mudar pra nos. Eu sempre desejei que as nossas vidas mudassem para que posássemos a viver normalmente, eu nunca quis me esconder por minha mãe quer me matar. Pensei que vim aqui poderia colocar as idéias no lugar, mas acho que apenas ganhei mais coisas pra pensar. Aqui é bonito e acolhedor, eu estava andando quando eu o vi. Ela começou a correr atrás de mim e eu me escondi, mas quando ele começou a chorar por eu ter sumido eu percebi que Moa só queria brincar.

- Moa? Nomeou-a assim?

- Sim, gosto de nomes com a letra M e que sejam fáceis de lembrar. – deu de ombros.

- Disse que ganhou mais coisas pra pensar... Que coisas são essas?

- Moa disse que sou seu mestre.

- O que? Como isso é possível?

- Também não sei, mas ela me mostrou algumas lembranças e eu ouvi uma voz na minha cabeça. Era ela se comunicando comigo, por isso estava falando sozinho.

- Isso é...

- Estranho? È, pois é.

- Magnífico!

- O que?

- Moa, como ele se chama agora, sempre foi sim muito sozinho. Ela não tem família ou amigos e sempre que eu entrava na mente dela, apenas conseguia ver que ele procurava por um mestre e que apenas ele poderia ver suas lembranças. Nem mesmo eu conseguir ver. Finalmente ela achou, pensei que ela iria adoecer.

- Eu ainda não entendi...

- Hum... – resmungou - È um pouco complicado, mas nem tanto. Moa, assim como alguns animais, são designados a terem mestres. O animal e seu mestre não são apenas chamados assim pelo controle, coisas assim acontecem porque ambas as partes são destinadas a ser um só. Por exemplo, eu sou um guardião e portador da jóia da mente. Você, Jeon Jungkook é mestre de Moa e juntos são um só. São juntos como um portador e guardião, entende?

- Assim como você protege e é portador eu sou o mestre dele, e ela faz parte de mi- nos. – corrigiu a si mesmo.

- Exatamente. Não tem nenhuma explicação especifica sobre isso, mas quando for fazermos alguns exames podemos ver mais direitinho como estão as coisas ai dentro.

- A parte de nos sermos um só... Quer dizer que tudo que sinto e vejo, ele também sente e vê?

- Sim, por isso pretendo ver com mais profundidade sua mente. A pedra não esta aqui, mas assim que chegarmos vou buscá-la e quem sabe entender melhor essa coisa de mestre e serem um só, sim?

Jungkook apenas afirmou/respondeu com um balanço com a cabeça. Como dito, estava confuso e esperava que as coisas melhorassem logo.

Deu-se conta que tinha muitas expectativas com as coisas e que esperava muito do universo. Aconteciam muitas coisas também e isso apenas ajudava- ou não- em sua confusão mental. Não queria extravagar seus sentimentos e pensamentos por enquanto. Gostaria de aguardar que as coisas esfriassem e quem sabe entender aos poucos as coisas, claro, sem mais confusões na sua vida.

- Seokjin hyung? – chamou o mais velho.

- Sim?

- Obrigado. - não sabia exatamente o motivo, mas sentia que precisava agradecer Seokjin pelas palavras, alem é claro por sua tentativa de consolá-lo de alguma forma.

- Por?

Jungkook deu de ombros e desviou o olhar para o chão. Chutava algumas pedras e estava com um bico involuntário nos lábios.

- Por tudo que me falou e por estarem nos ajudando.

- Nos somos os guardiões, é o nosso dever proteger vocês. Estão seguros aqui. – garantiu com um sorriso nos lábios, antes de seguir o caminho do jardim ate a entrada da casa. Daquele ângulo, Jungkook, que ainda estava ao alcanço do mais velho, pode perceber que de fato, os guardiões tinham um bom gosto e com certeza eram ricos.

Entraram na casa com o silencio predominando entre eles. Não era desconfortável, mas também não era como se estivessem dispostos a quebrarem o clima agradável que tinha se instalado entre eles. Era um silencio acolhedor o suficiente para que Jungkook não sentisse aquela sensação de cansado e peso. Poderia ser Seokjin com seus poderes, ou poderia ser ele mesmo, ou ate mesmo Moa.

Não sabia, poderia ser qualquer coisa e ao mesmo tempo nada.

Subiram os degraus, andaram por alguns corredores ate chegarem a uma sala especifica no leste da casa. Era grande e parecia mais uma sala de enfermaria do que uma sala qualquer. Jeon perguntou-se o que havia nos outros cômodos ao ponto de ter um cômodo de enfermagem na casa.

“Bizarro e eficiente, gostei.“

Os outros cinco guardiões, assim como Jin, tinham trocado e roupas e pareciam mais confortáveis e leves. Estavam espalhados pelo cômodo fazendo coisas diferentes. Uns mexiam em computadores, uns sentados e o resto apenas mexiam em alguns aparelhos da sala, o que julgou ser um medidor de pressão e um de glicose.

O loiro que o acompanhava pediu para que sentasse na maca, posta no centro do cômodo, e esperasse que iram fazer alguns exames neles. Como ele estava e foi lançado na hora da explosão, precisavam se certificar que nada grave tinha acontecido com ele.

Jungkook particularmente não sentia nada, quando acordou antes da crise, sentiu sim algumas dores, mas depois passou e só lhe restou alguns hematomas e aranhões pelo corpo, nada muito preocupante, o julgaram. Mas quando o Min pediu para retirar a camisa e verificar os ferimentos, os seis mais velhos não tiveram o mesmo pensamento de Jungkook. Hematomas estavam espalhados por sua costela e costas em tons de roxo e amarelo nas bordas, alguns aranhões nada graves nada graves já estavam cicatrizando e nem chamaram atenção. Porem estava preocupado com os arroxeados espalhados pela derme do outro.

- Como conseguiu ficar tanto tempo com esses machucados sem reclamar de dor, garoto? – Yoongi lhe questionou com um tom de repreensão na voz. Estava preocupado e raivoso. Ele, como um amante da medicina, era um golpe fatal ver o estado do mais novo.

- Eu não sentia nada então achei que logo iam sumir. – respondeu se referindo aos hematomas.

- Isso ta feio. – resmungou com uma careta. – Vou te dar pomadas pra passar e ate remédios musculares. – saiu em direção ao um armário no canto da sala, procurando os tais remédios. – Os comprimidos podem te dar um pouco de sono, mas isso não vai um problema- voltou pra perto do sentado na maca e lhe estendeu as duas caixas, as quais Jeon pegou sem protestar. Quanto antes se livrar daqueles ferimentos, melhor.

Os exames continuarão de forma tranqüila, mediram sua pressão e glicose, tiraram amostras de sangue e tomou ate mesmo duas vacinas no braço. Agora apenas faltava conferir seus órgãos e estava liberado. Como o Min era o único no grupo com especialização em medicina, ele fazia a maior parte das coisas, os outros ajudavam em uma coisa ou outra, mas ficavam a maior parte do tempo observando.

Jungkook já estava arrepiado e gelado pelo frio, porem o esverdeado lhe confortou lhe dizendo que apenas faltava conferir seus órgãos. Ele pegou um estetoscópio e junto com alguns movimentos com mão, foi lhe perguntando se estava sentindo dor, mas apenas sentia um desconforto onde o Min apertava. Quando chegou ao seu peitoral, ele pediu que respirasse fundo e soltasse o ar. E assim ele fez. Respirou fundo e soltou o ar logo em seguida.

Yoongi, ao estar com o aparelho posicionando no lado esquerdo do peito do Jeon, onde deveria estar o coação, não conseguia ouvir nada. Nem mesmo sentia seus batimentos cardíacos, o que resultou em sua expressão de espanto. Seu coração ate mesmo ficou acelerado e rapidamente começou a mexer o estetoscópio pelo peito do Jeon.

Aquilo era impossível.

Pediu para que o mais novo respirasse o mais fundo que pudesse, podendo assim posicionar onde deveria estar seu coração. Porem ao perceber que nada ali havia e que Jeon já estava chegando ao limite, pediu para que soltasse o ar, mas novamente não encontrou nada ali.

Nem no lado direito e muito menos no esquerdo.

O Min, que já era pálido por natureza, estava ainda mais branco e seu semblante era uma mistura de surpreso, chocado, perdido...

Como Jungkook estava vivo?

- O que houve Yoongi? Esta nos assustando... – O que Jungkook julgou ser Taehyung perguntou preocupado assim como todos ali após a reação de Yoongi com o mais novo. Toda hora pedindo para o mesmo fazer um exercício de respiração, procurando por algo no mais novo enquanto tinha uma faceta esquisita.

- Jungkook... Eu... E-eu - engoliu em seco e respirou fundo. – eu não consigo ouvir o coração de Jungkook. – disse por fim.

- Como? – disseram todos de uma vez.

- Jungkook não tem um coração. – disse novamente. – E se tem um eu não conseguir achá-lo.



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