História Guardians-Purgatorio - Capítulo 3


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, Fantasia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem.
Mais um capitulo.
Lançamentos dias de Quarta :)

Capítulo 3 - Perguntas, dúvidas e nenhuma resposta


Fanfic / Fanfiction Guardians-Purgatorio - Capítulo 3 - Perguntas, dúvidas e nenhuma resposta


E agora? O que vai acontecer? -A morena perguntou sentando se no sofá da casa de Aria.
   -Não é obvio? Vamos voltar para o Éden. Você para Pulchri, Aria para Istutia e eu para casa.
   -Não tenho certeza disto.
   -Como assim Aria? Você tem uma família, tem uma vida inteira por lá. Eu e Jasmine não, somos apenas guardiãs já você. Não é apenas uma de nós.
   -Eu sei, porém nunca mais queria me separar de vocês.
   -Não seja por isso, ainda vão se ver muito.
   -Wanda. Como está a Lucy?
   -Melhorou muito Jasmine. O corte foi superficial, então ela está apenas descansando. -Ela se sentou ao lado de Aurora.
   -E o Thales? Ele falou com ela? -Questionou a cacheada.
   -Sinto que será meio difícil. Pelo fato de que ela não quer abrir a porta.
   -Será que ela vai continuar com raiva? Ela viveu em uma mentira por todos esses anos.
   -Nem tudo foi uma mentira Jasmine. Quero dizer nós todas nos importamos com ela. Sei que vai entender, Lucy é meio cabeça dura, mas não significa que irá querer nossa morte ou algo do tipo.
   
    Após o ataque do demônio Lucy se feriu, não tão gravemente. Estavam presentes na sala da casa de Aria, Jasmine, Aurora e Wanda. Tentando saber o que aconteceria com elas após o acidente. Thales se encontrava na porta do quarto de hospedes, esperando que Lucy permiti se sua entrada. Oque estava sendo meio difícil, já que a mesma não queria de forma alguma abrir a porta para falar com o ruivo.
     Claro que era compreensível este ato, ela estava confusa sobre o que havia acontecido duas horas atrás. Ela dava voltas de um lado ao outro, quase fazendo um buraco no quarto. Várias coisas para processar e pouca mente para isto. Ela as vezes parava para olhar a espada que estava na cama e só aumentava suas dúvidas em relação a tudo. Principalmente sobre o fato dela não ser filha de Dara, era o que mais aumentava a dor de cabeça.
     -Ei! Abre a porta garota! -Thales batia novamente, pedindo para que ela a abrisse. Suas mãos já possuíam pequenos ferimentos de tantas vezes que havia batido.
     -Eu já disse que não vou abrir nada! -Gritou do quarto.
    -Quer saber, eu estou sem paciência! -Depois de reclamar, ele sem se importar com nada arrombou a porta, fazendo-a ir a abaixo, quase acertando a garota que o olhou com espanto.
    -Seu mau, educado! Como pode fazer isso!
    -É só uma porta. E estou cansado de ficar batendo e chamando para que vossa alteza me atenda! -O mau humor em sua face era bastante notável.
    -De qualquer forma eu não irei escutar você. -Ela cruzou os braços sentando se na cama ao lado da espada.
    -Ok. Você tem todo direito de ter raiva, mas se não me escutar ira ficar sem saber o motivo pelo qual fizemos isso.
    -Fizeram oque? Mentiram para mim sobre tudo, minha vida inteira foi uma mentira! -Ela chegou perto dele ficando frente a frente com ele, era notável a diferença de altura, mas ela não deixou de encara-lo, mesmo sentindo o pescoço doer.
    -Se continuar assim, vai ficar com dor no pescoço. -Ela chutou seu tornozelo. -AI!
    -Não me chame de baixa!
    -Eu não chamei. -Falou confuso. “Que menina estranha. ”
    -Mais insinuou!
   
    Na sala de estar era possível ouvir a briga.
   
    -Será que está tudo bem lá em cima?
    -Não se preocupe Jasmine, eles sempre foram assim. Se lembra? -Wanda ri ao recorda se dos dias em que Thales resolveu ensina-la esgrima. Apesar das brigas que tinham os dois se davam bem, Thales tratava Lucy como uma irmã mais nova, de fato naquela época era o que tinham dito para ela. Ele fazia tudo para ela, incluindo pentear o cabelo e cozinhar. Infelizmente a cinco anos atrás ele teve que voltar para o Éden e nesse tempo Lucy caiu da escada e bateu a cabeça com força se esquecendo de algumas coisas, principalmente dele.
     -Seria ótimo se ela se lembra se dele. Iria ser menos complicado. -Aurora bufou, revirando os olhos.
     -Para de jogar esses travesseiros em mim! -Gritou Thales no quarto. Sem pensar duas vezes elas subiram para garantir, que não ouve se uma guerra por lá.
     Chegando no quarto viram a porta no chão e o ruivo tentando se defender dos ataques da de olhos azuis.
      -Parem com isso! Agora mesmo! -Exclamou Jasmine em busca de pó ordem ali. Possuindo resultado, já que Lucy parou imediatamente de atirar os travesseiros.
      -Thales, falou com ela?
      -Eu tentei mais, esta garota não quis escutar.
      -Lucy escute o Thales.
      -Escutar oque Aria, se eu já sei que todos mentiram para mim.
      -Saiba que nunca faríamos isso se não nos preocupássemos com você de verdade.
      -Ai é que tá se vocês, se importam tanto assim. Porque nunca me contaram nada? Não sei nem se você e Wanda são mesmo minha tia e prima.
      -Não somos. A Wanda é uma bruxa nem minha mãe é.
      -Bruxa? Era o que faltava. Um demônio me ataca, minha tia é uma bruxa e esse cara diz ser meu protetor. E vocês são o que? Fadas.
      -Anjos na verdade. -Admitiu silenciosamente, Aria.
      -Meio anjos. Guardiãs, é o que somos. -Corrigiu Aurora.
      -Como? -Lucy olhou meio sem acreditar no que havia ouvido.
      -Somos guardiãs de um determinado elemento. -Explicou Jasmine.
      -Fomos mandadas pelo Éden para proteger você. Eu sou Aria, guardiã do elemento ar.
      -Sou Aurora, guardiã da terra.
      -Jasmine, guardiã do fogo 
      
      As três curvaram-se em frente a ela. Deixando-a meio envergonhada.
       
     -Lamentamos por termos escondido de você a verdade. Se poder nos dar uma chance de explicar, tenho certeza que não ficara tão confusa e poderá entender nosso lado. -Pediu Jasmine com esperança em suas palavras.
     -E então Lucy. Vai deixa-las contar a história? Ou se quiser podemos lhe dar mais um tempo.
     -Não Wanda, eu quero ouvir. -Ela se sentou na cama e junto a ela, Jasmine e Aria. A frente delas Aurora ficou em uma cadeira, do seu lado esquerdo, estava Thales e Wanda continuou escorada na porta.
     -Podemos começar? -Perguntou Jasmine, recebendo como resposta um aceno positivo de Lucy. -Bom. Quando erámos mais novas recebemos a missão de cuidar de você. Na época em que Dara morreu. O plano era manter você escondida até o dia em que fosse considerada a sucessora da rainha do Éden, isto seria no dia do seu aniversário de 16 anos.
     -Mais, como eu vim parar aqui?
     -Uma semana depois do seu nascimento o Éden foi atacado, então eu e Summy usamos uma fruta da árvore da vida para fazer um desejo. Foi ai que tive a ideia de trazer você para a Dara.
     -Se Dara não é minha mãe. De quem eu sou filha?
     -Rainha Dalila Aile. Ela era a rainha do Éden. -Entrou para o quarto Sônia, a dona de uma lojinha na vila. Ela era jovem e muito esportiva e principalmente a responsável por manter elas bem. -Infelizmente no dia do ataque ela também foi atacada, acabou sendo morta por demônios.
     -Oi Sônia. A quanto tempo está ai?
    -Não muito Aurora. Mas o suficiente para ouvir sobre o que falavam. Lucy eu sei que está com raiva, confusa. Provavelmente querendo bater e socar eles. Só quero que saiba que todos eles fizeram de tudo para manter você segura e feliz. Sua mãe a Dara, foi quem mais se sacrificou pela sua vida. -Ela se aproximou dela e bagunçou seus cabelos. -Você é muito sortuda garota.
    -Me desculpem. -Disse em voz baixa e a cabeça olhando para o chão.
    -Não precisa pedir desculpas Lucy. Nós todos passamos por algum momento difícil e descobrir algo assim. Acredite eu sei como é.
    -Eu sei Aria. Mas....eu gritei com vocês.
    -O importante é que você entendeu nossos motivos. -Jasmine a abraçou.
    -O que faz aqui Sônia? -Questionou o ruivo.
    -Percebi que você estava por aqui e decidi lhe procurar.
    -Afinal, Thales. Por que está aqui? Ainda falta dois anos para levarmos ela de volta.
    -Pois é Aurora. Ouve um problema e a rainha prefere que voltem. Ela acha mais seguro que continuarem aqui.
    -Verdade. Este demônio veio na intenção de leva lá. Outros podem aparecer. -Disse Jasmine pensativa.
    -Mais, e se eu não quiser ir? -Todos a olharam surpresos, menos Thales.
    -É sua obrigação voltar e se tornar uma futura rainha. -Falou Wanda paciente.
    -E a minha opinião não conta? E pelo que vi já tem uma rainha.
    -A Summy é uma ótima rainha, porém um dia pode ser que precisem de você.
    -Entendo Aria, mais eu não sei ser isso.
    -Converse com ela então.
    -Como ela irá falar com a Summy, Thales? A guarda real não permitiria nem que chegássemos perto do trono. Mesmo que ela seja a princesa. -Questionou Aurora.
    -Ela nunca negaria ver a própria irmã. -Falou tranquilamente.
    -Irmã?
    -Sim. Ou achou que ela fosse qualquer uma?
    -Desculpe mais não me disseram sobre uma irmã!
    -Pois saiba que vocês duas iriam se dar muito bem.
    -Por que?
    -A irritação é a mesma. -Lucy acertou um urso nele, já que não havia travesseiros. -AI! Doida.
    -Parem de birra, vocês dois! -Gritou Wanda, sem paciência agora. -E então, Thales? Acha mesmo, que sua graça abriria os portões para falar com ela?
    -Tenho certeza. Se elas conversarem, Summy talvez posso convencer aos de cima, a anular seu direito ao trono.
    -Ou seja uma renunciação.
    -Exatamente Jasmine.
    -Acha mesmo que permitiram isso? Quero dizer minha prima não irá receber esta opção muito bem.
    -Prima? Jasmine você é minha prima?
    -Sim. Mas sou uma rejeitada. Não tenho direito ao trono. O que foi?
    -Essa foi uma das coisas mais chocantes que ouvi. -Falou sorrindo.
    -Desculpe interromper este belo momento familiar, mas. Lucy quer ir mesmo para o Éden? -Perguntou Aria.
    -Se isso fazer com que tudo volte a ser como antes então, sim. Quero ir para o Éden e falar com minha irmã.
    -Isso será interessante.
    -O que Sônia?
    -Nada, Aurora. Apenas pensei alto.
    -Quando podemos ir Thales? -Perguntou a cacheada.
    -Daqui uma semana.
    -Vocês terão tempo o suficiente de arrumar o que precisa. Mas todas vão?
    -Claro. Por que não iriamos? Sinto tanta falta da fronteira. -Disse desanimada, Aurora. Apesar de ser guardiã, ela não possuía nenhum poder especial como as outras, já que não obteve um gatilho ou motivo para libera-lo. Sua irmã mais velha chamada Hanna foi quem cuidou dela sua infância inteira, as duas viviam na fronteira.
    -Fronteira? Não sabia que você era de lá Aurora. Achei que era de Pulchri.
    -Quem me dera, Jasmine.
    -Acho melhor irmos dormir. Vou preparar um quarto para Wanda e Aurora.
    -Eu irei para casa. Thales.
    -Sim?
    -Vem comigo ou já tem um lugar?
    -Não se preocupe. Vou ficar por aqui.
    -Está bem. Até logo cabeça de fogo! -Falou se referindo a Thales.
    -Boa noite para você também, girafa! -Sônia possuía 2metros de altura e 24 anos de idade.
    -Vamos para os quartos Aurora. Boa noite para vocês.
    -Boa noite. -Responderam os três juntos.
    -Você e a Sônia não mudam. -Se levantou e olhou para Thales e Lucy. -Vou dormir, boa noite para vocês.
    -Sinto que elas querem que eu te conte algo. -Ele se sentou ao lado dela.
    -Hã? -Perguntou sem entender.
    -Lucy. Eu prometi a sua mãe que lhe protegeria.
    -Por isso é meu protetor?
    -Não. É apenas um dos motivos.
    -E quais são os outros?
     -Não quero dizer. -Thales achou que ela fosse bater nele novamente, porém se surpreendeu quando viu que ela deu uma leve risada. Risada essa que ele nunca mais tinha visto. -Boa noite baixinha. -Falou fechando a porta.
     -Cabelo de fogo! -Retrucou ela, e o ruivo riu.
 
     As coisas poderiam continuar assim, tranquilas. A vontade de Thales era permitir que Lucy fosse embora para onde ela quisesse, mas havia leis e ordens a seguir. Mesmo que regras nunca tivessem importado para ele. Toda sua vida foi um exemplo de efeito borboleta, pois um pequeno erro seu desencadeava coisas enormes, ouve apenas uma vez em que seu erro o fez bem, mas nem tudo são flores. Sua ligação com Lucy não poderia ser explicada mais sim demonstrada, ele cuidava dela da mesma forma que queria ter sido cuidado um dia.
   
     -Ei! Acorda! -Os gritos e batidas de talheres na mesa, mostrava que estava na hora de acordar. –“Que droga. ”  -Pensava ele, a única coisa que queria era descansar mais um pouco, entretanto havia alguém querendo lhe deixar surdo.
     -Eu já acordei. -Falou revirando-se no sofá, até o momento que caiu no tapete felpudo da sala. -Hum. Eu deveria ter dormido no chão.
     -Deveria ter ficado com a Sônia.
     -Wanda, bronca de manhã, não.
     -Você deve ensinar as meninas.
     -Ensinar o que? Elas, tem poderes dobrados.
     -Mas faz um certo tempo que não praticamos. Não tínhamos tempo. -Jasmine explicou o caso.
     -Aurora?
     -Sim. -Respondeu terminando de morder a maça.
     -Por acaso, já liberou seu elemento?
     -Não, senhor. Mas continuo muito boa no arco e flecha.
     -Aria, me diga que já aprendeu a controlar as assas. -Ele disse com a mão no rosto.
     -Não, ninguém me ensinou a isso. -Após estas notícias, Thales se levantou em um pulo do tapete e encarou as meninas.
     -Vocês são guardiãs, possuem o dobro do poder de alguém normal e não conseguem usa lo. Eu devia manter vocês aqui, nesse mundo, neste tempo.
     -Thales! A culpa não é delas. Não é fácil treinar sem alguém que possua um elemento igual.
     -Liga para a Sônia. -Ele saiu e foi para o banheiro.
     -O que ouve com ele? -Questionou Aria com um pouco de medo.
     -Ontem ouvi ele falando dormindo, parecia um pesadelo. Acham melhor perguntar?
     -Não Aurora. É melhor fazermos o que ele disse. Liguem para a Sônia, eu irei acordar a Lucy.
     -Wanda, ele sonhou com ela, não foi?
     -Não iremos nos meter nos problemas dele, ouviu Jasmine?
     -Sim senhora.
   
     No banheiro Thales molhava o rosto pela vigésima vez, ele estava cansado e toda aquela confusão o fez ficar preocupado com Lucy e se lembrar de um erro imperdoável que cometeu no passado. Ele sabia que foi errado falar daquela forma com as meninas, elas tinham grandes motivos para não estarem praticando. Infelizmente ele nunca foi de se desculpar.
  
    -Lucy! -O grito de Wanda foi ouvido pela casa inteira. -A Lucy não está no quarto.
    -Como ela não está no quarto? Wanda por favor me diga que é brincadeira.
    -Eu estou com cara de quem está brincando Jasmine? -Geralmente a bela morena nunca ficava preocupada, porém Lucy era um caso aparte, a menina lhe dava trabalho deste que pisou em sua casa.
    -Já ligaram para Sônia?
    -Você não escutou? Lucy sumiu. -Aria ficou brava.
    -Não se preocupem. Ela tá legal. -Ele pois o casaco e pegou a espada, que estavam no centro da sala. -Vamos. -Fez um sinal para que elas o seguisse.
   
     Elas seguiram Thales por um bom tempo. Ficaram tão concentradas em saber o que se passava na mente dele que nem perceberam para onde estavam indo. Até darem de frente há casa de Aurora, Wanda e Lucy. Várias pessoas estavam em frente há ela querendo saber o que teria provocado o incêndio. Curiosos perguntavam coisas do tipo se, alguém estava lá dentro ou apenas tiravam fotos.
 
     -Acharam três corpos na casa, de uma mulher que aparentava ter uns 32 anos, uma adolescente de mais ou menos 15 ou 16 e uma outra de 14 ou 15 anos. Acredita-se que elas esqueceram uma panela no fogo como a casa era feita de madeira acabou por queimar tudo. -Explicou Thales encarando a casa.
     -Fez com que parecesse que nós tivéssemos morrido. Por que?
     -Vocês não vão voltar nunca mais. Sabem disso. Mesmo que ela volte, o que eu duvido. Vocês não são protetoras apenas dela, no momento que voltarem nunca mais iram ver esse lugar de novo. -Suas palavras eram firmes e verdadeiras.
     -Sabemos disso. Mais a Lucy não precisa saber.
     -Jasmine, você quer esconder isso dela? -Aria perguntou pasma.
     -Ela acredita que se falar com Summy, ira ficar livre da linhagem. E tudo voltara ao normal.
     -Isso não é certo. Thales o que acha disto?
     -Acho apenas Aurora, que vocês devem decidir isso.
     -Continuar mentindo para ela. Isto terá consequências.
     -Relaxa Aria. Não será uma mentira, pense como ocultar á verdade.
     -É a mesma coisa Aurora.
     -Depois resolvemos essa situação. Agora, o mais importante. Onde está á Lucy? -Questionou Aurora.
    -Por aqui. -Thales voltou a andar, ele na frente e elas logo atrás.
 
     O percurso se estendeu, e as meninas perceberam onde estavam. Se encontravam a frente da entrada da floresta. De fora, podia se ouvir ruídos de laminas batendo uma na outra. Ao entrarem mais para dentro observaram a cena de Sônia e Lucy, duelando e aparentemente estavam se divertindo. Elas estavam com roupas equipadas com protetores, no busto, braços e joelho. O duelo foi interrompido quando avistaram quatro observadores.
   
     -Então é aqui que você estava?
     -Bom dia para você também Aria. -Disse Lucy se aproximando do quarteto.
     -Como sabia que ela estava aqui? -A loira perguntou a Thales.
     -Eu ouvi quando ela saiu mais cedo. E Sônia já havia me avisado.
     -Encontrei Lucy andando por ai, então convidei ela para um passeio. -Pós uma mão apoiada em Lucy. -Até que a garotinha aqui luta bem.
     -Puxa, valeu.
     -Deveria ter nós contato. Ficamos preocupadas. -Aurora deu a bronca.
     -Não queria incomodar vocês. E eu precisava de um tempo, para pensar no que aconteceu.
     -A gente entende. Só, não sai mais sem avisar.
     -Tá bem Jasmine.
     -Bom! Hora de praticar.
     -Do que está falando, Sônia? -Questionou Aria.
     -Serei a treinadora de vocês. Não podem voltar para o Éden tão fracas.
     -Thales o que você disse a ela?
     -Nada demais, Aurora.
     -Ele me contou da falta de exercícios. Então irei ajuda-las. Ou não querem?
     -Obvio que queremos mais, não estamos tão ruins assim. -Explicou Aria.
     -Se é assim. Corte a arvore -Ela apontou para um pinheiro não tão grande.
     -Não quero machucar o pinheiro.
     -Sabe muito bem que algumas coisas são necessárias. Ou está com medo de não fazer nenhum arranhão? -Provocou sorrindo. Aria a olhou e foi para frente do pinheiro.
     -Saiam de perto. -Ela caminhou até que chega se a mais ou menos 1 metro de distância da árvore. Respirou e inspirou fundo, várias vezes. A coloração de seus olhos foi mudando de castanho para roxo, podia se sentir uma corrente de vento bastante foto ao seu redor, que ia crescendo cada vez mais. Chegou o momento em que ela concentrou uma grande quantidade de ar a sua frente. Ela esticou seu braço e na hora em que sentiu o controle sobre o vento, pois sua mão em direção ao alvo e puxou para o lado seu braço. Assim liberou tão forte que pode cortar a árvore ao meio, como uma lamina. O vento foi tão forte que acabou por atingir até mesmo os cinco atrás de suas costas.
      -Aria. Como você fez isso? -Lucy se impressionou com a amiga, não imaginava algo tão forte vir dela.
      -O ar pode se tornar tão forte que pode chegar a ser fino. É uma manipulação muito complicada de se fazer. -Comentou Thales.
      -Muito bom. -Sônia bateu palmas se aproximando dela. -Você está muito bem para alguém que não pratica.
      -Por favor, não me desafie novamente. -Aria possuía seriedade no seu olhar.
      -Jasmine sua vez!
      -Não posso treinar aqui.
      -E por que não?
      -Posso acabar queimando tudo.
      -Que pena. Sempre quis ver você pegando fogo. -Sônia era mestre em provocações, porém a mesma sabia que seria difícil fazer Jasmine lutar.
      -Prefiro usar minha força só quando necessário. 
      -Entendo. -Ela se virou e foi até um tronco onde estava algumas armas brancas, como: facas, punhais, espadas e cordas. Ela pegou três facas e sem aviso as rumou em direção a Jasmine.
      -Essa foi por pouco. -Disse a se mesma segurando as três facas nas mãos.
      -Incrível como os pertencentes ao elemento fogo, são tão rápidos. -Aurora e Lucy estavam pasmas de como as laminas ficaram milímetros de distância da loira. -Não é mesmo cabeça de fogo?
      -Rápidos sim. Controlados não. -Respondeu para a ruiva.
     -Aurora. Pelo o que sei você ainda não liberou seu poder. Que pena. Mas tem algo que possa melhorar. -Ela pegou um arco com uma flecha e entregou para ela. -Sabe o que fazer.
      -Acho que não seja uma boa ideia. -Falou pegando a arma que foi entregue lhe.
      -Você já fez isso. Não se preocupe, ele merece isso.
      
      Eles ouviram um ruído vindo da floresta. Assim saltou para frente um coelhinho branco bem fofo.
 
      -Que fofinho. -Lucy ia se aproximando do animal felpudo, mas antes que pudesse toca-lo, uma flecha o atingiu. -Aurora! Por que fez isso?
     -Algo importante que você deve saber, Lucy. Nada é o que parece. -Ao olhar para o coelho viu que o mesmo virou uma carne seca, obtendo garras e caninos afiados.
      -Isso era um demônio. Nós do elemento terra, temos uma percepção melhor que a dos outros.
      -E pelo que vejo, você é mestre nisso.
      -Minha irmã me ensinou.
      -Hanna. Não é mesmo? -A ruiva perguntou e ela acenou positivamente.
      -Você tem uma irmã Aurora? -Questionou Lucy surpresa.
      -Tinha. Ela morreu, faz 5 anos. Hanna fazia parte da guarda real e estava ajudando em um ataque a Fronteira.
      -Sinto muito. -Lamentou. Ela entendia a dor da amiga, perde alguém tão importante e próximo, era difícil.
      -Não se preocupe. Já faz muito tempo, sinto falta dela.
      -Deve fazer parte de ser da guarda real. -Aria se manifestou.
      -Quando você vira parte da guarda. Imediatamente, nada mais deve lhe importar. -Sônia falou indo de volta para o tronco e pegando um machado.
       -Você fez parte dela, não é Sônia? Lembro que tinha visto você por lá uma vez. -Falou a loira.
       -Fiz, porém não fiquei muito tempo. Tive uma pequena discussão com o antigo comandante do meu batalhão.
       -Não sei se chamo aquilo de discussão. -Brincou o ruivo.
       -Não tenho culpa de minha mão ter quebrado o nariz dele.
       -Você quebrou o nariz dele? -Riu Lucy, tentando imaginar a cena. -Porque fez isso?
       -Eu tinha 15 anos e ele disse que eu era muito frágil para entrar em um confronto físico. Daí eu fui expulsa por desacato a meu superior.
       -Tudo bem, é melhor vocês voltarem ao treino.
       -Poxa Thales. -Reclamou Aurora emburrada.
       -Vamos logo com isso. O que devemos fazer? -Questionou Aria.
       -Repitam tudo o que acabaram de fazer. -Explicou a ruiva.
       -Tudo bem. Mas, e a Lucy? -Perguntou Jasmine, curiosa. Ela gostaria de saber se eles iriam mesmo continuar o plano de treina-la.
       -Iremos voltar a duelar. -Falou animada. Pegando sua espada pronta para mais uma partida.
       -Será uma honra. -Curvou-se a de olhos azuis.
      
       Os seis começaram a treinar. Aria tentava manter o foco em pequenos furacões que fazia, girando os dedos. Aurora concluiu que deveria tentar algo mais desafiador e se pós a escalar uma arvore e buscar demônios através da energia negra deles e tentar atirar as flechas de uma longa distância. Jasmine treinava junto com Thales uma forma melhor de não perder o controle do fogo, que ela atirava em sua direção, o objetivo era acerta-lo, mas ela só conseguia passar de raspão, como ele também pertencia ao elemento fogo não corria o rico de se queimar. Já Lucy e Sônia continuavam duelando, mas agora em um lugar mais desafiador, no meio da floresta.
     Sônia pretendia testar as habilidades intuitivas de Lucy. Pelo que ela estava vendo a menina era boa em se esconder, pois não encontrava a em lugar algum. Quando a pequena ia li atacar, sempre usava um dos braços livres para tentar desferisse um soco na ruiva, porém suas duas tentativas foram falhas pois ela conseguiu se esquivar. Mesmo assim a mais velha ficou impressionada com a agilidade que a outra tinha, o motivo poderia ser dos treinamentos que Thales havia dado quando ela era menor.
     
      -Por um minuto eu achei que você não iria aparecer. -Ela tinha acabado de intervi no ataque dela, por segundos não ia sendo arranhado pescoço.
      -Você é muito observadora.
      -Você não fica para trás. Onde aprendeu a se esconder assim?
      -Conheço esse lugar como a palma de minha mão.
      -Hum. Se aprimorar sua forma de se manter “camuflada”, será uma boa forma defensiva.
      -Obrigada. Posso fazer uma pergunta?
      -Já fez uma. Mas, pode sim.
      -Por que o cabelo vermelho?
      -Quando eu era mais nova, admirava muito aquele idiota. -Se referiu a Thales. -Então, quando eu tinha vindo para cá, comprei uma tinta de cabelo para ficar igual a ele. -Ela riu ao se lembrar daquilo. -Eu havia tido a vendedora que queria ficar ruiva e acabei com o cabelo vermelho ao invés de laranja.
      -E você continuou com ele assim, porque? -Era difícil segurar a risada mais ela fazia o possível.
      -No começo eu odiei, quis até corta ló, mais depois de um tempo fui me acostumando. Tornei ele a minha marca. Para de rir.
      -Desculpa. Você o conhece a quanto tempo?
      -Deste que eu nasci. Ele me salvou e me entregou para James, o meu pai.
      -Queria lembrar dele.
      -Relaxa, com o tempo as memorias voltam.
      -Como minha irmã é?
      -A Summy? -Ela afirmou com a cabeça. -Não conheci ela pessoalmente, ouvi alguns boatos de que ela era gentil e ao mesmo tempo brava, e também que não sai muito do castelo ou melhor da sala do trono.
      -Acha que ficara brava em saber que eu não pretendo ser a sua sucessora.
      -Posso não tela conhecido mais sei que ela fez de tudo para manter você segura e feliz. Se ela te amar de verdade vai entender seus motivos.
      -Achei vocês! -Thales chamou a atenção delas. -Lucy, as meninas vão fazer uma fogueira, vai lá com elas.
      -Mas eu acho melhor continuar treinando com á Sônia.
     -Tudo bem. Vai lá, amanhã a gente continua.
     -Ta legal. -Ela saiu andando e quando passou por Thales, ele não podia perde a chance de mexer com ela.
     -Cuidado, baixinha. -Ela parou virou se e deu língua para ele.
     -Irritante, chato, idiota, cabeça de fogo...-Saiu resmungando e falando dando novos adjetivos para ele.
     -Ela está preocupada.
     -Com o que a Summy vai dizer?
     -Sim. Deveria contar para ela os fatos a mais da história.
     -Não está na hora.
     -Vai mesmo deixa lá escolher?
     -Eu prometi que cuidaria dela e isso inclui deixar ela mesma escolher a opção que mais lhe trás felicidade.
     -Espero que ela não tome a decisão errada. -Suspirou pesado.
 
 
 


Notas Finais


Bom foi isso espero que tenham gostado. ^^/


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